Programa da Paróquia

sexta-feira, 27 de maio de 2022

No tempo e no espaço de Deus

29 de maio de 2022 | Solenidade da Ascensão do Senhor
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A ascensão é-nos apresentada por Lucas quase de uma forma plástica. Talvez para nos facilitar a compreensão deste mistério: Jesus é glorificado, «elevado» para o Pai, deixa de estar nas coordenadas físicas do espaço-tempo tal como o conhecemos. A ressurreição de Jesus é precisamente esta «entrada» no «tempo-da-eternidade» e no «espaço-da-presença-de-Deus», uma realidade que nos transcende, e transcende toda a nossa capacidade de compreensão: o que dessa realidade-estado-dimensão podemos dizer é apenas um pouco do que nos é dado vislumbrar pela nossa fé em Cristo ressuscitado.

O tempo e o espaço de Deus são os do Amor: amor que vence a morte, amor que vence as limitações do nosso tempo e do nosso espaço. Amor que não se deixa limitar no tempo e no espaço: é eterno e omnipresente. E é nessa realidade que Jesus se encontra, e dessa realidade que derrama sobre nós o seu Espírito para que, também nós, ressuscitados com Ele pelo batismo, sejamos parte da sua glorificação-ascensão.

Hoje é dia desta nossa esperança!

terça-feira, 24 de maio de 2022

Festa da Palavra do 4º Catecismo


No domingo 22 de maio, os grupos do 4º Catecismo da paróquia da Calvaria juntaram-se na igreja paroquial para viver a Festa da Palavra. Ao aproximar-se o final do ano catequético, esta celebração reforça a importância da Palavra de Deus: depois de terem recebido a Bíblia na altura do Natal, agora é o momento de recordar e celebrar esta Palavra na Vida.

Tendo sido proclamada uma passagem da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo, o tempo da homilia foi para aprofundar esse texto: cada criança tinha a sua Bíblia da mão, para poder ir acompanhando e compreendendo a mensagem, reforçada com o trabalho de cada uma delas, ao longo do ano pois, previamente, cada criança escolheu uma das folhas de "A Palavra de Deus na minha Vida" do seu portefólio, e foi também a partir dessas folhas que se procurou ajudar a entrar nessa mensagem essencial. Na Bíblia temos a Palavra de Deus, é Deus que nos fala, e essa Palavra é para nos ajudar a viver bem a nossa vida. Para nos ajudar, como dizia Jesus no Evangelho, Ele dá-nos o seu Espírito para nos ensinar a pô-la em prática, e para nos recordar tudo o que Ele disse.

No final da celebração, como sinal desse amor à Palavra de Deus, tal como o sacerdote faz após a leitura do Evangelho na celebração, também cada criança foi convidada a beijar a sua Bíblia. Recordamos as palavras de Jesus no Evangelho: "Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada".

Na celebração, duas das crianças do grupo fizeram também a sua Primeira Comunhão.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

No Espírito, discernir o caminho a seguir

22 de maio de 2022 | 6º Domingo da Páscoa
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A diocese de Leiria-Fátima celebra neste 6º Domingo da Páscoa, dia 22 de maio, o aniversário da sua criação, no ano de 1545. Este ano, esta data é marcada pela realização da Assembleia Sinodal de Leiria-Fátima, convocada pelo Sr. D. José Ornelas Carvalho para nela se viver «a experiência da “comunhão, participação e missão” eclesial, recolhendo os contributos dos grupos, aprofundando e dialogando sobre os desafios que Deus coloca à nossa diocese e celebrando a alegria de ser Igreja em caminho».

O texto do Evangelho deste domingo situa-se no decorrer da última Ceia. Jesus prepara os discípulos para o que irá acontecer em breve: Ele vai partir para o Pai, mas garante que aqueles que O amam e guardam a sua palavra, não ficarão sós, pois, neles, Jesus e o Pai farão a sua morada, e «com eles estará sempre o Espírito Santo, o Paráclito, que os apoiará na missão de levar o Evangelho ao mundo inteiro. Na língua original grega, o termo “Paráclito” significa Aquele que se põe ao lado, para apoiar e consolar. Jesus volta ao Pai, mas continua a instruir e a animar os seus discípulos mediante a ação do Espírito Santo» (Papa Francisco).

A missão do Espírito será a de ensinar e recordar tudo o que Jesus disse. É na abertura ao Espírito Santo que os discípulos podem discernir o caminho a seguir. Se Jesus é a revelação plena, a Palavra definitiva de Deus, agora é necessário «fazer compreender plenamente e levar a praticar de maneira concreta os ensinamentos de Jesus» (Idem), e esse caminho é feito na presença do Paráclito. Por isso, os discípulos devem viver a partida de Jesus para o Pai envolvidos pela paz, serenidade, confiança e alegria, na certeza de que o Ressuscitado não deixará nunca de os acompanhar e fortalecer no Amor.

O Espírito Santo ensinará, recordará, será a presença constante que animará a comunidade e a fará compreender o caminho a seguir. É a presença e luz do Paráclito que invocamos para discernirmos os desafios que Deus lança à nossa Diocese, e à vida de cada um de nós, neste caminhar juntos, como Igreja sinodal.

terça-feira, 17 de maio de 2022

O rio do tempo no caminho da Esperança


As celebrações de sábado e domingo, 14 e 15 de maio, tiveram, na paróquia da Calvaria, a presença dos grupos do 5º catecismo que celebraram a Esperança e partilharam com a comunidade a História de Deus com a humanidade, uma História de Salvação ao longo do "rio do tempo". 

No sábado, o grupo de São Jorge, e no domingo, o da Calvaria, trouxeram consigo as "barras cronológicas" nas quais se vai contando, progressivamente esta história de um Deus que criou para a humanidade um mundo onde a chama a viver no Amor. Uma história que foi vivida por Abraão, Moisés ou os Profetas, e tantos e tantos outros que Deus chamou e enviou, e que teve o seu ponto culminante no momento em que o próprio Deus assume a nossa humanidade, em Jesus Cristo. História que continua, com os Apóstolos e a Igreja, rumo a esse Esperança definitiva, dos novos céus e nova terra, na presença plena de Deus.

A leitura do livro do Apocalipse, desse 5º Domingo da Páscoa, aponta precisamente para esta Esperança de um mundo novo, onde Deus «enxugará todas as lágrimas», onde «nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». Uma Esperança que se torna vida no Amor a que nos convidou Jesus, com o mandamento novo do amor, quando nos amamos "como" Ele nos amou. A Esperança constrói-se e cresce com o Amor de que Jesus é o exemplo máximo.

As celebrações terminaram com esse compromisso, de cada um, para continuarem a encontrar no mundo, nos outros e em si mesmos, os sinais da presença do Deus da Esperança.

sábado, 14 de maio de 2022

Famílias de Acolhimento JMJ


No início do mês de agosto do próximo ano de 2023, a cidade de Lisboa vai receber a Jornada Mundial da Juventude. Espera-se a participação de muitos milhares de jovens, vindos de todo o mundo, para este grande encontro dos jovens com o Papa. Muitos deles virão uma semana antes, para as chamadas Pré-Jornadas, ou Dias nas Dioceses. Para a nossa diocese de Leiria-Fátima, foram já muitos os que manifestaram a vontade de vir nesses dias, de 26 a 31 de julho. 

Por isso, também a nossa paróquia da Calvaria, juntamente com as outras paróquias da vigararia da Batalha, está a iniciar o processo para poder receber jovens estrageiros. E o primeiro passo será termos famílias que se disponibilizem para acolher dois ou mais jovens durante esses dias.

Durante a Visita Pascal, foi deixado em cada casa um pequeno documento com questões sobre este acolhimento, e indicações do que se pede às famílias que se disponibilizem para este acolhimento.

Já estão disponíveis, na igreja e no cartório, os formulários para a inscrição das Famílias de Acolhimento, que se disponham a receber dois ou mais jovens estrageiros na última semana de julho de 2023. As inscrições também se podem fazer pela internet (AQUI). A inscrição das famílias decorrerá até meados do mês de junho do corrente ano.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

O que é amar “como” Jesus?

15 de maio de 2022 | 5º Domingo da Páscoa
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«Amar» - a palavra é complexa e com tantas interpretações quanto ao seu significado que, por vezes, se torna difícil expressá-la... Mas a Igreja não pode deixar de a dizer e, sobretudo, de a tornar visível: é este o mandamento que recebe de Jesus. «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Para compreender o que significa no Evangelho deste Domingo, olhemos para aquele «como Eu» que Jesus diz. E di-lo no contexto da última ceia, no momento em que Judas sai do cenáculo para O ir entregar. Quando o momento da morte se torna iminente, esse «como» tem a densidade desta entrega de Jesus na cruz. É um amar até ao fim, até à entrega da vida, mesmo por aqueles que, como Judas, abandonam o espaço de relação e entram numa espiral de traição. É um amar «como» o de Jesus que, como «senhor e mestre», se ajoelha diante dos discípulos para lhes lavar os pés, para servir sem reservas. A glória de Deus está precisamente neste amor que se faz dom de si mesmo até às últimas consequências.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Receber Jesus, o Bom Pastor, que deu a vida por nós


Jesus é nosso Bom Pastor, quer sempre o nosso bem, deu a sua vida por nós para que a nossa vida seja mais bela e feliz. Esse Jesus que por nós deu a vida que recebemos na Eucaristia. Deixar-se guiar por Jesus, escutar a sua voz, conhecê-lo cada vez mais, segui-lo na vida, é o desafio de cada cristão.

No dia em que as crianças do 3º catecismo da paróquia da Calvaria participaram plenamente na Eucaristia pela primeira vez, com a Comunhão Eucarística, o texto do Evangelho do domingo, dia 8 de maio, confirmou a caminhada das crianças que se prepararam para acolher Jesus em si, e despertou para o desejo de O seguir na vida de cada dia, em casa, na escola, com os amigos.

A celebração, que decorreu durante a tarde, na igreja paroquial, reuniu as 23 crianças deste grupo e os seus familiares, e foi vivida em ambiente de festa e de alegria, na certeza de que Jesus vem a nós, e fica “tão perto de mim que até Lhe posso tocar”. A vida recebida no Batismo, recordada na data do lenço de cada criança, é alimentada de cada vez que recebemos Jesus na Comunhão. Por isso, cada um, pode dizer e cantar: “sou de Cristo, sou feliz”.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Escutar, conhecer e seguir

8 de maio de 2022 | 4º Domingo da Páscoa - «Bom Pastor»
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
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A fé vive-se numa dinâmica de relação: Deus revela-se e nós acolhemos o seu amor, procurando corresponder-Lhe. Confiamos que Ele, na verdade, quer ser em nós fonte de uma vida boa, bela, feliz, realizada, de vida que não perece, de vida eterna. Com esta confiança, confiamo-nos a Ele, ou seja, acolhemos a sua palavra como aquela que tem a capacidade de nos orientar para a verdade de nós mesmos, para a vida que vale a pena ser vivida.

Os três breves versículos do texto do Evangelho deste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do «Bom Pastor», oferecem-nos esta síntese do nosso caminho de fé: escutar («As minhas ovelhas escutam a minha voz») é o ponto de partida. Habituarmo-nos a esta voz, à Palavra que é o próprio Jesus. A fé é possível quando não nos centramos apenas em nós mesmos, e damos espaço para que Deus nos fale.

Da escuta nasce, cresce ou revigora-se o conhecimento. Nesta relação a que chamamos fé, não só escutamos, mas percebemos também que somos escutados: encontramo-nos com Aquele que, de verdade, nos conhece mais intimamente. E nesse encontro descobrimo-nos a nós mesmos. Como relação, a fé é certeza de ser conhecido e amado por Deus. Este conhecimento não é uma questão intelectual, mas algo essencialmente vital: «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»: conhecer e seguir, deixar-se orientar pela proposta de amor de que se reveste a Palavra.

Escutar, conhecer, seguir: com a confiança que se vive ao longo deste cominho de fé percorrido em conjunto, saber que o Pastor quer dar «vida eterna». A vocação (a resposta vivencial que damos à Palavra de Deus) só é possível neste contexto de fé: escutar, conhecer, seguir.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

A fé é um ato de vontade contínuo

1 de maio de 2022 | 3º Domingo da Páscoa
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Junto ao mar de Tiberíades, os discípulos voltam ao lugar donde partiram quando começam a sua aventura de seguimento de Jesus. Parecem esquecer a sua missão acolhida nos primeiros encontros com o Ressuscitado: Pedro volta à faina (que tinha abandonado para seguir Jesus) e, com ele, todos os outros. De facto, a fé, o seguir Jesus, não é um dado do passado (dos passos dados antes, das experiências e dos encontros vividos, das palavras escutadas…) mas um acontecimento presente, com o risco constante de voltar atrás: a fé é um processo com avanços e recuos, um ato de vontade contínuo.

O texto sugere a necessidade se de deixar constantemente desafiar para que a passagem da escuridão e esterilidade (a noite em que nada se pesca) passa à luz da abundância (a manhã em que surge Jesus à beira do lago e a pesca se torna abundante), em que o vazio de nada haver para comer se torna prato cheio por Jesus.

É o acolhimento e reconhecimento constante de Jesus que é capaz de recriar a comunidade e de a tornar portadora da novidade da fé. Daí se parte: Jesus é reconhecido: «É o Senhor», diz o discípulo predileto a Pedro. E aquele que tem a missão de confirmar os outros na fé precisa também do testemunho e da profissão da fé daqueles que confirma pela confissão, tríplice, do seu amor. A comunidade vive desta reciprocidade e entreajuda, da partilha dos dons, do amparo mútuo, que encontra sempre em Jesus (o peixe condensa todo o sentido teológico de «Jesus Cristo, Filho de Deus salvador», expressão cujas primeiras letras, em grego, formam a palavra «ichtus» - peixe) e na Eucaristia (o pão da refeição preparada por Jesus) o seu ponto de partida.

Se acreditar é aderir, confiar-se, lançar-se numa aventura de vida, num caminho diário de encontro e seguimento, se a fé é um ato de vontade contínuo, com avanços e recuos, podemos encontrar na comunidade, e sobretudo na comunidade que celebra a sua fé em Jesus Cristo ressuscitado, na Eucaristia, esse suporte para caminharmos com a confiança de alguém que faz da nossa noite dia, da nossa pequenez e incapacidade uma pesca abundante.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

«Felizes os que acreditam sem terem visto»

24 de abril de 2022 | 2º Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia
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O acreditar, a fé, é sempre um confiar-se para além do que se toca e vê. Para lá das provas cientificamente comprováveis, um lançar-se com a razão, o afeto e a vontade, nos braços do Mistério, onde apenas dentro se compreende o sentido, e dá sentido...

Tomé é tão próximo da nossa humanidade atual: quer tocar para acreditar. No entanto, ele teve a ousadia de não se fechar nas dúvidas, mas de se abrir à resposta no lugar onde as poderia encontrar: oito dias depois, na comunidade crente, vai e é capaz então de ver, de «tocar» de uma outra forma, a presença viva de Jesus.

E Jesus faz-se realmente presente, «oito dias depois», quando, no ritmo dominical, a Igreja se volta a reunir para, no testemunho da unidade, no perdão pedido e assumido, na Palavra escutada e atualizada na vida, no Pão consagrado e partilhado, celebrar o Mistério desta mesma Presença constante do amor de Jesus que não cessa de nos dar a paz e de soprar sobre nós o mesmo Espírito de Amor que inflamou os discípulos desde a primeira hora.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Fazer a experiência do vazio

17 de abril de 2022 | Domingo da Páscoa da Ressurreição
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“Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram”.

Maria Madalena, na manhã de Páscoa, experimenta o vazio: não há nada, nem mesmo o cadáver do seu Senhor bem-amado. Ela não tinha nada a que se agarrar para fazer o luto. Sabemos como é mais dolorosa a morte de um ente querido quando o seu corpo desapareceu, quando não há túmulo onde se possa ir em recolhimento. Não seria esse o sentimento de Maria Madalena, há dois mil anos atrás?

A Igreja não cessa de repetir que Jesus está vivo, vencedor da morte para sempre. Todos os anos, ela multiplica os seus “aleluias”. Mas encontramos sempre o vazio. Como ressoa em nós a constatação dos discípulos de Emaús, dizendo ao desconhecido que se lhes juntou no caminho que não O tinham visto.

Paulo grita: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” A nossa experiência poderá perguntar: “Ressurreição de Cristo, onde está a tua vitória?” Apesar do primeiro anúncio “Jesus não está aqui, ressuscitou!”, a morte continuou obstinadamente a sua ação de trevas, com os seus acólitos muito fiéis: doenças, lágrimas, desesperos, violências, injustiças, atentados, guerras… Cantamos, sem dúvida, nas nossas igrejas: “É primavera! Cristo veio de novo!” A primavera, vemo-la. Mas Jesus, não O vemos! Está aqui a dificuldade e a pedra angular da nossa fé. Dificuldade, porque a Ressurreição de Jesus não faz parte da ordem da demonstração científica. Ficamos encerrados nos limites do tempo, enquanto Jesus saiu destes limites. Doravante, Ele está para além da nossa experiência.

Mas a Ressurreição é, ao mesmo tempo, a pedra angular da nossa fé porque, como o discípulo que Jesus amava, somos convidados a entrar no túmulo, a fazer primeiro a experiência do vazio, para podermos ir mais longe e, como Ele, “ver e crer”. Podemos apoiar-nos no testemunho das mulheres e dos discípulos. Eles não inventaram uma bela história. Podemos ter confiança neles. Mas eles também tiveram que acreditar! É na sua fé que enraizamos a nossa fé. Páscoa torna-se, então, nossa alegria!

sexta-feira, 8 de abril de 2022

As palavras de Jesus na cruz

10 de abril de 2022 | Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
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Mesmo no relato da Paixão, sem esquecer os sofrimentos de Jesus, Lucas continua a revelar até ao fim a misericórdia do Pai. E manifesta-o nas três palavras de Jesus de que guardou memória no seu Evangelho.

Primeira: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Jesus não se limita a perdoar, vai mais longe. Ele sabe que a fonte de todo o amor e de todo o perdão não está n’Ele, mas no Pai. Ele apresenta-Se diante do Pai como o intercessor a quem o Pai nada pode recusar. Ele apaga-Se, para que vejamos que é a vontade do Pai que se está a cumprir. É a oração de sempre de Jesus por nós, Ele que está sempre vivo para interceder em nosso favor.

Segunda, que é a resposta ao “bom ladrão”: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”. A eficácia do perdão que o Pai dá por Jesus não suporta qualquer adiamento. Jesus apaga de vez a imagem de um Deus terrível e vingador, que nada deixa passar. Cremos num Deus Pai que perdoa “setenta vezes sete”.

A terceira é um grito de uma infinita confiança no seu Pai: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Jesus acolheu sempre, na liberdade da sua consciência humana, o amor que Lhe dava o seu Pai. Mesmo na sua última palavra, Jesus manifesta a sua adesão a este amor infinito do seu Pai, à sua vontade de salvação, de misericórdia, para além de tudo o que possamos imaginar.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Programa da Semana Santa e Visita Pascal

Programa da Semana Santa

SÁBADO DE RAMOS, 9 DE ABRIL
17h00: Confissões, em São Jorge
18h00: Via Sacra, nas ruas de São Jorge
19h00: Bênção dos Ramos e Missa, em São Jorge

DOMINGO DE RAMOS, 10 DE ABRIL
11h00: Bênção dos Ramos e Missa, na ig. paroquial

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE ABRIL
16h00: Confissões, nos Casais de Matos
17h00: Confissões, no Casal do Relvas
19h30: Missa, na igreja paroquia

TERÇA-FEIRA, 12 DE ABRIL
15h00: Confissões e Missa, no Lar de Santa Marta

QUARTA-FEIRA, 13 DE ABRIL
19h30: Missa, no Casal do Relvas

QUINTA-FEIRA SANTA, 14 DE ABRIL
11h00: Missa Crismal, na Sé de Leiria
20h00: Missa Vespertina da Ceia do Senhor
21h00: Adoração Eucarística

SEXTA-FEIRA SANTA, 15 de abril
11h30: Confissões, na igreja paroquial
15h00: Via Sacra Paroquial, com início nos Casais de Matos
Seguida de Celebração da Paixão do Senhor

SÁBADO SANTO
21h30: Vigília Pascal, na ig. paroquial

DOMINGO DE PÁSCOA
09h30: Missa, em São Jorge
11h00: Missa, na igreja paroquial

Programa da Visita Pascal

DOMINGO DE PÁSCOA, 17 DE ABRIL
09h30: Missa em São Jorge
11h00: Missa na Calvaria
12h00: Visita Pascal: Calvaria Cima
14h30:Visita Pascal: Calvaria Cima, e Calvaria Baixo

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA, 18 DE ABRIL
16h00: Missa na Ig. Casais de Matos
16h30: Visita Pascal: Casais de Matos

SEXTA-FEIRA DE PÁSCOA, 22 DE ABRIL
14h30: Missa no Centro de Dia
18h00: Visita Pascal: Est. da Calvaria e Chão da Feira

SÁBADO DA PÁSCOA, 23 DE ABRIL
10h00: Visita Pascal: Carqueijal e Cabeceiras
20h00: Missa vespertina em S. Jorge

DOMINGO DE PASCOELA, 24 DE ABRIL
11h00: Missa na ig. Paroquial
14h30: Visita Pascal: São Jorge

SEGUNDA-FEIRA PASCOELA, 25 DE ABRIL
10h30: Visita Pascal: Calvarias (parte), Casais de Além, Quinta de São Paio e Casal Ruivo
20h30: Missa na Ig. Paroquial

SÁBADO DE PASCOELA, 30 DE ABRIL
10h00: Missa na Ig. Casal do Relvas
10h30: Visita Pascal: Casal do Relvas
20h00: Missa vespertina em S. Jorge

sexta-feira, 1 de abril de 2022

«A mísera e a misericórdia»

3 de abril de 2022 | 5º Domingo da Quaresma
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Diante de Jesus a Lei e uma mulher. A Lei é clara: esta mulher, apanhada em flagrante delito de adultério, deve ser delapidada. Jesus não rejeita a Lei, mas entre o silencio, os gestos e as palavras desafia a colocarem-na em prática a começar por olharem as suas próprias vidas, antes de olhar a mulher e de a condenar. Escribas e fariseus acabam por se retirar, reconhecendo-se pecadores, a começar pelos mais velhos…

No meio, continua a mulher, e apenas Jesus com ele, que veio para salvar, não para condenar. A “mísera e a misericórdia” (Santo Agostinho). A sua lógica não é de morte mas de vida: pedindo à mulher para não voltar a pecar, dá-lhe nova oportunidade. Para Jesus, não é apenas uma adúltera, mas uma mulher capaz de ser outra coisa. Importa eliminar o pecado, não o pecador...

«”Vai e de agora em diante não tornes a pecar”. E assim Jesus abre diante dela um caminho novo, criado pela misericórdia, uma vereda que exige o seu compromisso de não voltar a pecar. Trata-se de um convite válido para cada um de nós: quando nos perdoa, Jesus abre-nos sempre um caminho novo para irmos em frente. Neste tempo de Quaresma, somos chamados a reconhecer-nos pecadores e a pedir perdão a Deus. E o perdão, por sua vez, enquanto nos reconcilia e nos concede a paz, leva-nos a recomeçar uma história renovada. Toda a verdadeira conversão visa um futuro novo, um caminho novo, uma vida boa, uma vida livre do pecado, uma vida generosa. Não tenhamos medo de pedir perdão a Jesus, porque Ele nos abre a porta para esta vida nova» (Papa Francisco).

segunda-feira, 28 de março de 2022

«Recebe o Credo da nossa fé e guarda-o na memória e no coração»


O grupo do 6º ano da Calvaria recebeu o texto do Credo, num rito integrado na celebração da Missa, no domingo 27 de março, na Igreja Paroquial.

Este momento celebrativo procura motivar os adolescentes para este caminho de aprofundamento da Fé, que irão professar solenemente mais tarde, na Profissão de Fé. Para se prepararem, têm as "Catequeses da Fé", durante as quais vão enriquecendo a caixa do “Tesouro da Fé” com as descobertas que fazem das verdades professadas no Credo. Ao receber o texto do Credo, cada um é convidado a guardá-lo na memória e no coração.

Na celebração, estiveram também as catecúmenas adultas que viveram o segundo escrutínio, com o chamamento a passar das trevas à luz, neste caminho de preparação para a celebração dos Sacramentos da Iniciação Cristã na próxima Vigília Pascal. Uma vez que o Credo já lhes tinha sido entregue, na celebração do Rito de Inscrição do Nome, na Sé, pelo Sr. Bispo, nesta celebração receberam o Pai Nosso.

sexta-feira, 25 de março de 2022

A festa da misericórdia

27 de março de 2022 | 4º Domingo da Quaresma
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«Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos» (Lc 15, 20).

Assim nos leva o Evangelho ao coração da parábola onde se apresenta o comportamento do pai quando vê regressar o seu filho: comovido até às entranhas, não espera que ele chegue a casa, mas surpreende-o correndo ao seu encontro. Um filho ansiosamente esperado. Um pai comovido ao vê-lo regressar.

Mas não foi a única vez que o pai correu. A sua alegria seria incompleta sem a presença do outro filho. Por isso, sai também ao seu encontro, para convidá-lo a tomar parte na festa (cf. 15, 28). Contudo o filho mais velho parece não gostar das festas de boas-vindas, custava-lhe suportar a alegria do pai, não reconhece o regresso do seu irmão: «esse teu filho» (15, 30) – dizia. Para ele, o irmão continua perdido, porque já o perdera no seu coração. (...)

A parábola do Evangelho deixa aberto o final. Vemos o pai rogar ao filho mais velho que entre e participe na festa da misericórdia; mas o evangelista nada diz acerca da decisão que ele tomou. Ter-se-á associado à festa? Podemos pensar que este final aberto sirva para cada comunidade, cada um de nós o escrever com a sua vida, o seu olhar e atitude para com os outros. O cristão sabe que, na casa do Pai, há muitas moradas; de fora, ficam apenas aqueles que não querem tomar parte na sua alegria.

Papa Francisco, 31 de março de 2019 (aqui)


terça-feira, 22 de março de 2022

Quando rezamos «Pai Nosso...»


Dia 19 de março, sábado, Solenidade de São José, Dia do Pai. Este foi também o dia da Festa do Pai Nosso na paróquia da Calvaria. As crianças do 2º catecismo, da Calvaria e São Jorge, juntaram-se com os seus pais e familiares mais próximos para uma Celebração da Palavra, durante a tarde, para viverem em conjunto a certeza de Deus ser um Pai que nos ama sempre, e muito, e que quer sempre o nosso bem. E, por isso, também nos convida a viver na alegria de sermos irmãos na mesma fé, a podermos partilhar a vida nesta grande família dos filhos de Deus, que é a Igreja, e a procurar o bem uns dos outros e de todos. Esta oração, que Jesus nos ensinou, começa com estas palavras tão importantes não só de compreender, mas de saborear e viver: «Pai» e «Nosso».

Ao longo deste trimestre, as crianças vão aprofundando o sentido de todas as palavras da oração com a qual rezamos as mesmas palavras do Filho de Deus, Jesus Cristo. Aprendemos a louvar, agradecer, pedir, confiar, a sentirmo-nos filhos de Deus, a procurar que em nós se faça a vontade de Deus, perdoando e amando os irmãos...

No momento da entrega do Pai Nosso, os pais entregaram aos filhos esta oração, repetindo aquele que é também o seu compromisso de os acompanhar na oração diária do Pai Nosso. Por fim, sendo o Dia do Pai, os pais ali presentes receberam uma pequena surpresa dos seus filhos, preparada na catequese, e deixaram-se envolver num grande abraço que exprimiu o amor dos pais pelos filhos, e certamente fez compreender melhor esse enorme amor do Pai do Céu por cada um de nós...

sexta-feira, 18 de março de 2022

Abrir o coração à vinda do Senhor

20 de março de 2022 | 3º Domingo da Quaresma
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Na mentalidade judaica, todas as doenças e enfermidades eram consequências de um pecado. O Evangelho de hoje confirma esta mentalidade… A morte dos Galileus, diz Jesus, massacrados por ordem de Pilatos, não significa que eles tenham merecido tal destino em razão dos seus pecados. Esta infelicidade tem a ver com a responsabilidade dos homens que são capazes de se matarem.

A atualidade apresenta-nos todos os dias situações de vítimas inocentes de atentados e violências, por causa do ódio dos homens. Mas há outras causas dos acidentes, dos sofrimentos de todas as espécies. Não há ligação entre a morte das vítimas e a sua vida moral, diz Jesus no Evangelho.

Mas Jesus aproveita para lançar um apelo à conversão. Diante de tantas situações dramáticas que atingem o ser humano, somos convidados a uma maior vigilância sobre nós mesmos. Devem ser uma ocasião para pensarmos na nossa condição humana que terminará, naturalmente, na morte. Recordar a nossa fragilidade deve levar-nos a voltar o nosso ser para Aquele que pode dar verdadeiro sentido à nossa vida. Não se trata de procurar culpabilidades, mas de abrir o nosso coração à vinda do Senhor. Não nos devemos desencorajar diante das nossas esterilidades (figueira estéril…), pois Deus é infinitamente paciente para connosco. Ele sabe da nossa fragilidade, conhece os nossos pecados, mas nunca deixa de ter confiança em nós, até ao fim do nosso caminho. Ele não quer punir-nos, quer fazer-nos viver!

In Portal dos Dehonianos 

quarta-feira, 16 de março de 2022

«24 horas para o Senhor»: 25 e 26 de março


O Papa Francisco convidou toda a Igreja a dedicar um dia à Adoração e celebração da Reconciliação: as «24 horas para o Senhor» ocorrem de sexta para sábado da 3ª semana da Quaresma, este ano nos dias 25 e 26 de março.

Na Paróquia da Calvaria estamos a organizar-nos para podermos viver este dia das 18h30 de sexta-feira, às 18h30 de sábado, com vários momentos celebrativos e a presença de grupos organizados. Mas também, se possível, com Adoração durante toda a noite. Nesse sentido, procuramos voluntários que se comprometam a fazer uma hora de adoração entre as 00:00 e as 09:00 de sábado. Ao fundo da igreja paroquial está uma grelha onde se pode deixar o nome para nos certificarmos que nunca se deixará o Santíssimo sem a presença de alguém.

Se se disponibilizar e tiver dificuldade em passar para deixar o seu nome na grelha, poderá contactar o Pároco (paroquiacalvaria@gmail.com 962347545).

O programa previsto é o seguinte:

SEXTA-FEIRA, 25 DE MARÇO

18:30 Celebração Penitencial
19:00 Missa e Exposição do Santíssimo
19:30 7º ano da catequese
20:30 8º ano da catequese
21:30 9º ano da catequese
22:30 10º ano da catequese e jovem

SÁBADO, 26 DE MARÇO

00:00 Adoração noturna contínua

09:00 Celebração Penitencial e Confissões
10:30 Missa
11:00 Idosos e doentes | Conf. S. Vicente Paulo
12:00 Terço do Santíssimo
13:00 Oração Mariana
14:00 1º ano da catequese
14:30 2º ano da catequese
15:00 3º ano da catequese
15:30 4º ano da catequese
16:15 5º ano da catequese
17:00 6º ano da catequese
17:45 Retiro popular | toda a comunidade
18:30 Bênção do Santíssimo

O Pároco, sempre que possível, estará disponível para confissões durante o tempo de adoração.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Crianças do 3º Catecismo celebram o Perdão


As crianças do 3º Catecismo da paróquia da Calvariam celebraram, pela primeira vez, no sábado, dia 12 de março, o sacramento da Reconciliação. A "Festa do Perdão" começou com a visualização da parábola do «Filho Pródigo», que é sobretudo a história do Pai cheio de amor no seu coração, sempre à espera e pronto para acolher o filho que partiu, mas também aquele que ficou em casa. É da alegria de podermos estar com o Pai que se trata: tudo parte do Batismo, quando Ele nos perdoa todo o nosso pecado e faz de nós seus filhos. Por isso, também a celebração passa pela Pia Batismal, pelo Círio Pascal, pela veste branca simbolizada no lenço do 3º catecismo onde se fala dessa felicidade: «Sou de Cristo, sou feliz».

Após a celebração individual do sacramento, cada criança pintou um desenho onde se recordou a parábola que é também aprofundada na catequese e, em conjunto, demos graças a Deus pelo grande amor, e tão grande misericórdia de Deus que quer reconciliar-nos com Ele, para que o nosso coração bata ao ritmo do seu!

O que te enche o coração?


Apesar da chuva que abençoou abundantemente a tarde de sábado, 12 de março, foi mais de uma centena os jovens dos grupos do 9º Catecismo e Say Yes da vigararia da Batalha que aceitaram o convite para se deixar questionar sobre o que vale a pena encher o coração.

A atividade, organizada pela Equipa Vicarial da Catequese da Batalha, com o Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Leiria-Fátima (SAV), decorreu na tarde de 12 de março, no Centro Paroquial da Batalha. Foram 12 grupos de jovens, de 12 centros da catequese, acompanhados pelos seus catequistas, ajudados por um grupo de catequistas e da equipa do SAV.

A atividade teve início pelas 16h, com uma apresentação e uma representação por um dos grupos da Batalha. A questão que era lançada, do que enche o nosso coração, foi ponto de partida para conhecer um pouco mais o testemunho de São Francisco de Assis, Santa Teresa do Menino Jesus, São João Paulo II, Santa Teresa de Calcutá, São João Maria Vianey e dos Pastorinhos de Fátima. Em cada posto uma atividade e uma questão: o que encheu o seu coração e que vale a pena encher também o nosso.

Após as atividades, um breve plenário, e a celebração da Eucaristia, às 19h30, na igreja do Mosteiro da Batalha, com a qual terminou a atividade que, no testemunho de quem esteve, valeu bem a pena!

domingo, 13 de março de 2022

«Recebe o Credo da nossa fé e guarda-o na memória e no coração»


No início das Catequeses da Fé, o grupo do 6º ano de São Jorge recebeu o texto do Credo. O rito da entrega do Credo, integrado na celebração da Missa, decorreu no sábado 12 de março, na Capela de São Jorge.

Este momento celebrativo procura motivar os adolescentes para este caminho de aprofundamento da Fé, que irão professar solenemente mais tarde, na Profissão de Fé, e que é constituído por um conjunto de catequeses durante as quais vão enriquecendo o seu “Tesouro da Fé”.

Ao receber o texto do Credo, cada um é convidado a guardá-lo na memória e no coração.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Escutar e deixar-se transfigurar na luz de Jesus

13 de março de 2022 | 2º Domingo da Quaresma
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim


O relato da transfiguração de Jesus, mais do que uma crónica de acontecimentos, é uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que, através da cruz, concretiza um projeto de vida.

O episódio está cheio de referências ao Antigo Testamento: o “monte” situa-nos num contexto de revelação (é “no monte” que Deus se revela e faz aliança); a “mudança” do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai; a nuvem indica a presença de Deus conduzindo o seu Povo através do deserto. Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus, e que permitem entender Jesus) e falam com Jesus sobre a sua “morte” (“exodon” – “partida”, o seu êxodo) que ia dar-se em Jerusalém.

A mensagem fundamental é, portanto, esta: Jesus é o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece aos homens uma proposta de aliança e de libertação definitiva que se dará na cruz, quando Jesus cumprir integralmente o seu destino de entrega, de doação de si mesmo, de amor total.

O “sono” dos discípulos é também ele simbólico: “dormem” porque não querem entender que a “glória” do Messias tenha de passar pela experiência da cruz e da entrega da vida; “dormem” também porque a presença de Deus sempre nos lança para um tempo e um espaço que ultrapassam a nossa realidade… A construção das “tendas” parece significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, de festa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus. Mas é preciso descer do monte, voltar à vida, ao caminho que conduz a Jerusalém. A cruz está aí. Mas é também aí o lugar da ressurreição.

É este Filho, o Eleito, que é preciso escutar para que também o nosso caminho seja transfigurado, e a cruz, com e como Ele, se torne lugar de vida, de entrega de nós mesmo, de dom acolhido e partilhado.

terça-feira, 8 de março de 2022

Vigararia da Batalha em formação e adoração eucarística com o cardeal D. António Marto


Cerca de centena e meia de fiéis das paróquias de Aljubarrota, Batalha, Calvaria, Juncal, Pedreiras e Reguengo do Fetal participaram num encontro vicarial com o administrador apostólico diocesano, cardeal D. António Marto, no passado dia 4 de Março, no âmbito do triénio pastoral em curso, sobre a Eucaristia.

O encontro, no salão do centro paroquial da Batalha, começou, precisamente, por um momento de adoração eucarística, uma celebração em que todas as paróquias se fizeram representar como comunidades de fé e receberam a bênção do Santíssimo.

Depois, D. António Marto apresentou uma reflexão sobre o tema, começando por referir a “crise eucarística” que se sente no mundo atual, sobretudo pela “perda do verdadeiro sentido da Santa Missa”, muitas vezes vista como “mera oração”, como “rito religioso” de homenagem aos defuntos ou “cumprimento de um preceito”, como “hábito social” ou “solenização de um evento”, ou ainda como “sacrifício” que se oferece a Deus pelo simples facto de se esforçar por nela participar.

Daqui advém, defendeu o Cardeal, uma “emergência eucarística”, uma necessidade de “limpar teias de aranha” que se exige, tanto a leigos como a clérigos. A esse propósito, recordou com um toque de humor alguns episódios da sua juventude de presbítero, em que não celebrou a Missa por sentir que “nada tinha a oferecer a Deus naquele dia”, ou porque eram poucas as pessoas que tinha consigo para a celebração.

“Aprendemos com a vida e com o testemunho de quem nos alerta para o verdadeiro sentido da Eucaristia”, continuou, frisando que “não vamos para oferecer, mas sim para receber o dom divino por excelência, a presença viva e real de Deus, na sua Palavra e no Corpo e Sangue – na Pessoa – de Jesus Cristo. “Somos convidados ao encontro com Ele”, em primeiro lugar, pela Palava que “não é história ou memória, mas sim com que nos fala hoje no concreto da nossa vida e da nossa história”. Por isso, a importância de preparar bem os leitores – proclamadores – da Palavra de Deus. E encontro, depois, com o mistério da sua morte e ressurreição, “da entrega total e definitiva para nos salvar”, mistério que se torna presente e real na comunhão que nos convida a fazer “física e espiritualmente” com Ele. Por fim, é a Missa que “nos torna corpo em comunhão” e “nos envia em missão”, pois “é no mundo que se concretiza o dom da Eucaristia que celebramos”.

A pergunta a fazer, perante a plena compreensão deste dom maior que Jesus deixa à Igreja para que o ofereça ao mundo, é “como participamos”? Nenhuma resposta é válida se não for “ativamente, com alegria, como oferta amorosa de vida, e na disponibilidade para acolher e testemunhar o dom de Deus”. Só assim a Missa será a “fonte e força” de toda a vida cristão. No mesmo sentido, sublinhou a importância da adoração eucarística, “para a qual devemos reservar algum tempo, como ação de graças, louvor e presença contemplativa diante deste mistério do amor e da ternura de Deus”.

Com despedida marcada para o domingo seguinte, o agora administrador apostólico e depois bispo emérito de Leiria-Fátima, aproveitou para agradecer o acolhimento, carinho e testemunho de fé que recebeu nesta diocese e, concretamente, destas comunidades da vigararia da Batalha. Manifestou-se disponível para continuar a servir esta Igreja e o Evangelho junto de nós, embora já não como pastor, múnus confiado ao bispo D. José Ornelas, que assumirá a 13 de Março, para quem pediu “o mesmo bom acolhimento e colaboração” que sentiu nos últimos 16 anos.

Também estas paróquias quiseram agradecer a D. António Marto a sua dedicação e a “sábia e amorosa” partilha do seu episcopado, ofertando-lhe simbolicamente um vinho regional e um ramo de flores. Foi, ainda, lida uma mensagem de saudação e testemunho de “admiração e gratidão” do provedor da Misericórdia da Batalha, Carlos Monteiro, ausente por motivos de saúde.

O serão ficou completo com um breve beberete de convívio informal entre os presentes.

Luís Miguel Ferraz

Fotografia de Luís Miguel Ferraz (AQUI MAIS FOTOGRAFIAS)

sexta-feira, 4 de março de 2022

As tentações e as opções de Jesus

1º Domingo da Quaresma | 6 de março de 2022
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim

Jesus não está só no deserto: Ele está com o Pai. E Lucas refere que o Espírito Santo O acompanha. O tentador é forte, apanha Jesus nos seus próprios terrenos. Se Ele é Filho de Deus, é o criador, a Palavra que tudo criou, então pode mudar as pedras em pão... Jesus recorda-lhe que o verdadeiro alimento é a Palavra de Deus. Se Jesus é Aquele que veio instaurar um Reino novo, então tem necessidade de poder. Mas Jesus não tomará o poder pela força: o seu Reino é precisamente o de seu Pai, e só Ele merece ser adorado. Se Jesus é o Filho de Deus, pode manifestar a sua divindade através de prodígios que ultrapassam os homens. Mas Jesus veio revelar o verdadeiro rosto de Deus, cujo único poder é a força do amor. Qualquer outra imagem é uma caricatura, um ídolo. Pedir-lhe que não seja senão amor, é pô-l’O à prova, é uma tentação.

Com o Espírito Santo, Jesus resiste às tentações. E será sempre o grande vencedor sobre o Maligno. O Evangelho põe-nos diante das grandes opções de Jesus: Ele recusou um caminho de materialismo, de poder, de êxito fácil, pois o plano de Deus não passava pelo egoísmo, mas pela partilha; não passava pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passava por manifestações espetaculares, mas por uma proposta de vida em simplicidade e amor.

É claro que é também esse o caminho sugerido aos discípulos que O seguem, nos desertos de hoje.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

4 de março: Encontro com o Bispo

 

No dia 4 de março, sexta-feira, às 21h, no Centro Paroquial da Batalha, teremos o Encontro Vicarial com o Bispo D. António Marto. Terá um momento de adoração, seguida de um tema sobre a Eucaristia, apresentado pelo Sr. Bispo, e um tempo de diálogo. Destina-se a todos os cristãos das paróquias da nossa vigararia, e será uma oportunidade para enriquecer a nossa relação e conhecimento da Missa. Esta será a última vez que acolhemos o Sr. D. António Marto na nossa vigararia nestes encontros vicariais.

De que está cheio o nosso coração?

27 de fevereiro de 2022 | 8º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim

Aquilo que nos enche o coração e que nós testemunhamos é a verdade de Jesus, ou são os nossos interesses e os nossos critérios? O Evangelho deste domingo ajuda-nos ter presentes os critérios para discernir quando estamos a manifestar em nós a ação de Deus.

O cristão, que o procura ser de verdade, é aquele que deixa transparecer, nas suas palavras e na sua vida, a proposta de Jesus, e isso manifesta-se em frutos de comunhão, união, fraternidade, amor. Só iluminados pela luz de Jesus teremos a capacidade para ajudar outros a encontrar a Verdade e a Vida que Ele é: por isso a necessidade de sempre nos deixarmos purificar, tirar as traves que ofuscam o nosso olhar, e deixar que em nós frutifiquem os frutos de Espírito.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

«O que te enche o coração?»

ATIVIDADE PARA OS GRUPOS DO 9º ANO DA CATEQUESE
Paróquias da vigararia da Batalha

No dia 12 de março, sábado, das 16h às 20h30, a Equipa Vicarial de Catequese da batalha, em colaboração com o Serviço de Animação Vocacional da diocese de Leiria-Fátima, propõem uma atividade para os grupos do 9º catecismo.

«O que te enche o coração?» é a pergunta que serve de tema, e que lança os grupos na descoberta do que encheu o coração de alguns santos que procuraram responder ao chamamento de Deus, e que pode continuar a encher os corações de hoje.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Ser à imagem de Deus

7º Domingo do Tempo Comum | 20 de fevereiro de 2022
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim


Jesus não dá lições de filantropia, mas convida os seus interlocutores a erguer os olhos para Deus seu Pai, a fim de se tornarem semelhantes a Ele. Porque Deus é bom para com os ingratos e os maus, o homem deve procurar ser bom para com todos. Porque Deus é misericordioso, o homem é convidado a perdoar. Não é uma lição de moral, mas fundamentalmente um ato de fé do qual decorre um conjunto de comportamentos.

Jesus, o Filho de Deus Altíssimo, veio tirar o homem de tudo aquilo que o pode afastar da semelhança com Deus, o pecado. Jesus é a perfeita imagem de Deus. Dirá mesmo: “Quem Me viu, viu o Pai”. As suas palavras são palavra de Deus, os seus gestos são gestos de Deus. O desafio está em procurarmos ser semelhantes a Jesus, ser perfeitos como o Pai celeste é perfeito.

in: Portal dos Dehonianos

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Festa da Luz do 3º catecismo


«Queremos seguir Jesus» - despertar para este desejo de ser discípulo é o que marca a caminhada do 3º catecismo. Ao longo do ano, procura ajudar as crianças a integrarem-se progressivamente na vida da comunidade dos discípulos, a Igreja, modo particular pela celebração dos Sacramentos.

O primeiro é o Batismo, pelo qual nos tornamos filhos de Deus, membros da sua família. Porque grande parte das crianças já é batizada, o primeiro grande momento celebrativo do grupo é uma festa, para recordar o Sacramento. Mas também para acolher aquelas crianças que se estão a preparar para celebrar este Sacramento (por isso acontece um primeiro rito com as crianças catecúmenas). E tudo se faz à volta do sinal da Luz. A Luz que é Jesus, de quem acolhemos a vida no Batismo, que ilumina a nossa caminhada, e nos ajuda a perceber o caminho a seguir, um caminho de amor que nos faz olhar cada pessoa à nossa volta, e cuidarmos uns dos outros. Sem luz, na escuridão, podemos tropeçar, cair, magoar os outros... Com a Luz de Jesus podemos viver no Amor!


Foi para celebrar a Festa da Luz que o grupo do 3º catecismo da Paróquia da Calvaria se reuniu no sábado 12 de fevereiro. À noite. Porque começamos com as luzes acesas, mas logo se apagaram para podermos experimentar o que é estar na escuridão. E pouco a pouco, a partir do Círio Pascal, a igreja foi ficando mais luminosa. Desse círio, sinal de Jesus ressuscitado, saiu a luz que as crianças acenderam nas suas velas do Batismo. E destas, as velas que acenderam, dos seus familiares... e quase já nem era preciso acender de nova as luzes! Porque quando se passa a luz do amor de Jesus, se com ela se vai "incendiando" o mundo a nossa volta, tudo fica mais belo e luminoso: podemos ver-nos, cuidar-nos, fazer-nos próximos, viver o mandamento do Amor.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Quem é ou não bem-aventurado?

13 de fevereiro de 2022 | 6º Domingo do Tempo Comum
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São Lucas inicia este “discurso da planície” com quatro bem-aventuranças. Os destinatários destas bem-aventuranças são os pobres, os que têm fome, os que choram, os que são perseguidos.

A palavra usada por Lucas define uma classe de pessoas privadas de bens e à mercê da prepotência e da violência dos ricos e dos poderosos. São os desprotegidos e explorados, os pequenos e sem voz, as vítimas da injustiça, que com frequência são privados dos seus direitos e da sua dignidade pela arbitrariedade dos poderosos. Serão eles, precisamente, os primeiros destinatários da salvação de Deus, porque estão numa situação intolerável de debilidade, e Deus, na sua bondade, quer derramar sobre eles a sua misericórdia, a sua salvação, o seu amor. A salvação de Deus dirige-se prioritariamente a estes porque eles, na sua simplicidade, humildade, disponibilidade e despojamento, estão mais abertos para acolher a proposta que Deus lhes faz em Jesus.

As bem-aventuranças manifestam o que Jesus já havia dito no início da sua atividade na sinagoga de Nazaré: Ele é enviado pelo Pai ao mundo, com a missão de libertar os oprimidos. Aos pequenos, aos privados de direitos e de dignidade, aos simples e humildes, Jesus diz que Deus os ama de uma forma especial e que quer oferecer-lhes a vida e a liberdade plenas. Por isso eles são “bem-aventurados”.

sábado, 5 de fevereiro de 2022

O que dizemos quando nos dizemos cristãos?

6 de fevereiro de 2022 | 5º Domingo do tempo Comum
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O texto do Evangelho de Lucas deste domingo, ao relatar o chamamento dos primeiros discípulos, é, de certa forma, um traçar de algumas das marcas significativas de todo o discípulo de Jesus, o cristão. Quando nos dizemos "cristãos", podemos encontrar neste texto algumas das notas que nos ajudam a avaliar a “verdade” desta afirmação.

Ser cristão é, em primeiro lugar, estar com Jesus “no mesmo barco”. É desse barco (que é um sinal da comunidade cristã, a barca da Igreja), que a Palavra de Jesus se dirige ao mundo, e com o seu ensinamento propõe a todos a libertação.

Ser cristão é, em segundo lugar, escutar a palavra de Jesus e fazer o que Ele diz, cumprir as suas indicações: lançar as redes ao mar mesmo quando não percebemos plenamente as suas propostas, e até nos possam parecer algo desadequadas.

Ser cristão é, em terceiro lugar, reconhecer Jesus como “o Senhor”: é o que faz Pedro, ao perceber como a proposta de Jesus, ao contrário do que ele imaginava, gera vida e fecundidade para todos.

Ser cristão é, em quarto lugar, aceitar a missão que Jesus nos confia: ser pescador de homens. A missão do cristão é continuar a obra libertadora de Jesus em favor de cada pessoa, libertando-a do mar da opressão, do egoísmo, do sofrimento, do medo.

Ser cristão é, finalmente, deixar tudo e seguir Jesus. A generosidade e o dom total devem ser sinais distintivos das comunidades e dos crentes que seguem Jesus.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Encontro Vicarial de Catequistas

11 de fevereiro, 21h, igreja Matriz da Batalha

«Adoração e Catequese» é o tema do Encontro dos Catequistas da Vigararia da Batalha, a 11 de fevereiro, sexta-feira, às 21h, na igreja Matriz da Batalha. Irá orientar o encontro a Irmã Sandra Bartolomeu snsf que, no Santuário de Fátima, assume e animação da pastoral com os jovens e crianças.

Inserido no contexto do tema deste triénio pastoral, dedicado à Eucaristia, o encontro vai procurar ajudar os catequistas a compreender o sentido da adoração, saber orientar um tempo de adoração eucarística com os seus grupos de crianças ou adolescentes, e viver um tempo de adoração.

São convidados para este encontro todos os catequistas das paróquias de Aljubarrota, Batalha, Calvaria, Juncal, Pedreiras e Reguengo do Fetal, assim como os pais ou mesmo os catequizandos que desejarem viver este momento como uma oportunidade de aprofundamento da fé e de encontro com o "Jesus Escondido" (como diziam os Pastorinhos de Fátima).

sábado, 29 de janeiro de 2022

Bênção das crianças pequeninas (pré-escolar) e das mulheres grávidas

No dia 2 de fevereiro, sábado, ocorre a Festa da Apresentação do Senhor. Celebra-se o dia em que os pais de Jesus O levaram ao Templo, para ser oferecido a Deus. O Evangelho de São Lucas, conta-nos que Simeão, ao acolher Jesus, O reconhece como Luz das nações:


«Agora, Senhor,
segundo a vossa palavra,
deixareis ir em paz o vosso servo,
porque os meus olhos
viram a vossa salvação,
que pusestes ao alcance
de todos os povos:
luz para se revelar às nações
e glória de Israel, vosso povo».


Cf. Lc 2, 22-44

É para celebrar esta Luz das nações, o próprio Jesus, apresentado no Templo por Maria, que a celebração, nesse dia, tem a bênção das velas. Na Eucaristia acolhemos Jesus que se oferece definitivamente por nós, na sua morte e ressurreição. A tradição, unindo a presença da Luz a Maria, a Mãe que apresenta Jesus no templo, refere este dia como a festa de "Nossa Senhora das Candeias".

Na paróquia da Calvaria a celebração na igreja paroquial, às 20h, terá a bênção das crianças pequeninas, em idade pré-escolar, e das mulheres grávidas. Dadas as circunstâncias atuais, não se alarga o convite a todas as crianças da catequese.

No final da celebração haverá filhoses, sendo a receita a favor da Conferência São Vicente de Paulo da Paróquia da Calvaria.

Deixar-se surpreender por Jesus

30 de janeiro de 2022 | 4º Domingo do Tempo Comum
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Sabemos como as multidões podem ser versáteis. Basta ver a atitude da multidão em Jerusalém: ora aclama Jesus, ora pede a sua more. A mesma versatilidade acontece com os habitantes de Nazaré. Têm reações diferentes: manifestam admiração, mas logo se interrogam, pois conhecem bem a família de Jesus.

Jesus avança no seu ensino e faz referência a dois episódios do Antigo Testamento, no tempo de Elias e de Eliseu: a viúva estrangeira e o general sírio, que beneficiam dos gestos salvíficos de Deus e não os filhos de Israel, não são do povo eleito. Por outras palavras, diz que os habitantes de Nazaré são como os seus antepassados: não acolhem o tempo da visita de Deus. E da admiração, logo passam ao ódio.

Interroguemo-nos também nós hoje sobre a nossa atitude para com Jesus: damos espaço para nos deixarmos surpreender pela palavra de Jesus? Procuramos de verdade acolhê-la? Pomos de lado as suas palavras que nos provocam, para não nos pormos em questão? Preferimos ficar na nossa tranquilidade?

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Crianças do 4º catecismo recebem a Bíblia

A marcar o Dia da Palavra de Deus deste ano, as crianças do 4º catecismo receberam a sua Bíblia pessoal. Seguindo a proposta do Catecismo, as Bíblias foram entregues numa momento que celebrou toda a caminhada realizada ao longo das catequeses prevista ao até ao Natal: uma catequese celebrativa que reuniu as crianças e as suas famílias, à volta dos grandes sinais que foram acolhendo e reconhecendo - o Cordeiro, para quem João Batista apontou, as Talhas que se encheram de água que, em Caná, se transformou em vinho acolhendo a indicação da Mãe de Jesus, «fazei tudo o que Ele vos disser». O Verbo fez-se carne, e o Menino foi colocado em cima do prólogo do Evangelho de São João: Jesus é a Palavra de Deus, é Aquele que tem «palavras de vida eterna».

Tudo fala nesta celebração: as velas que entram progressivamente, as frases que são ditas e fixadas à vista de todos, as imagens que recordam as catequeses, os cânticos que reforçam as memórias... até que vem a surpresa maior: os pais ou padrinhos que entregam a Bíblia a cada criança.

As celebrações-catequeses, presididas pelos catequistas, realizaram-se no dia 21 de janeiro, sexta-feira, com o grupo de São Jorge, e no sábado, dia 22 de janeiro, com o grupo da Calvaria.

sábado, 22 de janeiro de 2022

A força da Palavra que se faz História

23 de janeiro de 2022 | 3º Domingo do Tempo Comum
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A Palavra de Deus não é apenas um conjunto de livros escritos. Antes de mais, é o próprio acontecimento de um Deus que se revela por palavras e por gestos, de muitos modos, mas de uma forma plena e definitiva, em Jesus Cristo: é Ele a Palavra, o Verbo de Deus que se exprime através da sua humanidade. Esta revelação foi sendo vivida, acolhida, transmitida, fixada por escrito. Mas continua a fazer-se ecoar na história da humanidade. Por isso, o Concílio Vaticano II afirma, na Constituição Dei Verbum: «A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiado à Igreja» (DV 10).

São Lucas começa o texto do Evangelho recordado o seu trabalho de investigação para escrever o texto a que hoje chamamos «Evangelho segundo São Lucas»: perto do ano 80, numa época em que escasseavam já as testemunhas oculares, aqueles que viram e ouviram Jesus, o texto escrito será o “lugar” de encontro com Aquele que é o Evangelho em si mesmo, Jesus Cristo. E isso mesmo acontece na segunda parte do texto do Evangelho deste domingo. Jesus, ao ler uma passagem do livro de Isaías que descreve a ação do Messias, faz o comentário ao que acaba de ler: a salvação acontece hoje pela Palavra que é anunciada e proclamada. A Palavra de Deus é viva, eficaz, porque Jesus é essa Palavra, e Ele vai concretizar, trazer para o hoje da história, a salvação de Deus.

Hoje, esta Palavra continua viva e eficaz porque o próprio Jesus, agora ressuscitado, continua a atualizar a novidade anunciada através daqueles que sabem escutar, acolher, viver e testemunhar essa mesma Palavra, tornando-a uma realidade salvadora na sua vida e vida daqueles que os rodeiam. Hoje os cristãos são convidados precisamente a ser uma Palavra de Deus viva e eficaz, uma palavra que salva, liberta, consola, uma palavra de esperança e confiança, uma palavra de Amor.