Programa da Paróquia

terça-feira, 27 de setembro de 2022

«O espírito do Senhor Deus está sobre mim»


A celebração do Crisma da paróquia da Calvaria decorreu no dia 25 de setembro, domingo, pelas 17h, na igreja paroquial. O grupo contou com os 16 jovens que completaram os 10 anos de catequese, e dois jovens que vieram da paróquia do Juncal.

Na Eucaristia, presidida por D. José Ornelas Carvalho, bispo de Leiria-Fátima, todos foram convidados a viver no acolhimento do Espírito Santo, aceitando o desafio de se comprometerem na construção pessoal, das famílias, da sociedade e da Igreja, com os seus dons enriquecidos pela abertura ao Espírito, e de não terem medo de ser tantas vezes o "112" a quem é preciso recorrer, e de encontrarem também, a seu lado, "112" a quem podem confiar-se.

Na celebração esteve presente o logotipo da JMJ Lisboa 2023, que percorreu a Diocese ao longo do último ano. Os jovens presentes, quer os que foram confirmados, quer os que os acompanhavam, assim como os que fazem parte do grupo coral, foram convidados a fazer uma caminhada de preparação para as JMJ.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

O que vemos neste quadro?

25 de setembro de 2022 | 26.º Domingo do Tempo Comum
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Lázaro: o nome significa «Deus socorre», e é o único personagem de uma parábola de Jesus que tem nome... Em contraste com o rico que é apenas «o rico» que, na sua riqueza, permanece de olhos fechados àquele que tem apenas a atenção dos cães que lhe vêm lamber as chagas. Ao dar-lhe nome, Jesus diz-nos que para Ele, e para o Pai, aquele pobre não passa despercebido: Jesus vem compensar o olhar vazio e anónimo do rico, na sua atenção preferencial para com os últimos.

E é este mesmo olhar que nos convida a ter: um olhar que não deixa o outro, com a sua realidade e necessidade, na indiferença. É verdade que facilmente nos concentrarmos no banquete em primeiro plano, mas lá a trás está alguém por terra...

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

A aventura de seguir Jesus


No fim-de-semana de 17 e 18 de setembro, os 16 jovens da Paróquia da Calvaria, que vão poder celebrar o Crisma no próximo domingo, 25 de setembro, tiveram uma atividade que procurou unir a reflexão e a oração, a partilha e o convívio, para alguns com a aventura de acampar pela primeira vez.

A atividade teve como tema “A aventura de seguir Jesus”: ao longo dos dias foram acompanhando os primeiros discípulos de Jesus, de Bíblia na mão, desde o seu chamamento até ao encontro com o Ressuscitado e acolhimento do Espírito Santo no Pentecostes.

O dia começou com a organização dos grupos e um momento de oração na igreja de São Jorge. Aí tiveram ainda uma primeira atividade de lançamento do dia. Em três pequenos grupos, fizeram a caminhada a pé até à Quinta do Escuteiro, passando pelo Tojal e a Quinta do Sobrado, com quatro postos em que foram aprofundando o sentido dos dons do Espírito Santo.

Já na Quinta do Escuteiro, a tarde deu a oportunidade que aprofundar o conhecimento da pessoa do Espírito Santo, a partir de alguns dos seus símbolos. Pelo meio foi preciso montar as tendas, depois preparar o jantar e o convívio da noite.

Depois do jantar, algum tempo de convívio antes da celebração de final do dia: a partir das negações de Pedro, perceber também o nosso pecado e celebrar o sacramento da Reconciliação.

A manhã do domingo começou com o encontro com Tomé e as suas dúvidas. Entre as atividades da manhã, e o desmontar das tendas, também a preparação da Eucaristia, com tarefas para cada grupo. Entretanto chegaram os pais para o almoço partilhado, e a Eucaristia com que terminou esta atividade que procurou ajudar a viver mais intensamente esse grande momento da vida cristã de cada um dos jovens que acolhe, no Crisma, o dom do Espírito Santo.

A preparação continua no próximo sábado. A celebração do Crisma será a 25 de setembro, domingo, às 17h, na igreja paroquial da Calvaria.

Catequese: inscrições e início dos encontros


As inscrições para a catequese vão decorrer nos dias 23 e 24 de setembro, nos centros de catequese da Calvaria e de São Jorge. Na sexta-feira, dia 23, as inscrições serão das 17h às 21h no salão paroquial da Calvaria, e das 18h às 21h na Casa da Catequese em São Jorge. No sábado, as inscrições serão das 15h às 17h na Calvaria e em São Jorge.

Todas as crianças que se inscrevem pela primeira vez, assim como todos os que renovam a sua inscrição para todos os outros grupos da infância e adolescência, deverão fazê-lo nestes dias. No momento da inscrição será entregue às famílias o programa previsto para todo o ano.

Para que se possam confirmar todos os dados, deverão fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão e da Cédula de Vida Cristã, e ir prevenidos para o pagamento da inscrição e seguro (2,50€) e do catecismo (dependendo dos anos, entre 5,00€ e 7,00€; 6º ano + 8,00€ para os materiais das Catequeses da Fé).

Os encontros dos grupos de catequese da infância e adolescência iniciam a partir do dia 6 de outubro. Nas celebrações de 1 e 2 de outubro haverá a apresentação e compromisso dos Catequistas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Discernir e agir, com gestos de conversão

18 de setembro de 2022 | 25.º Domingo do Tempo Comum
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A ambiguidade do dinheiro e a sua capacidade de perverter o coração do homem aparece na parábola em que Jesus apresenta como modelo o "administrador desonesto": modelo, obviamente, não pela sua desonestidade, mas porque, no momento em que é demitido, agiu com esperteza. No coração desta página evangélica está a decisão radical a que o homem é chamado para entrar no Reino de Deus. Esta decisão exige qualidades que são exemplificadas no administrador que reagiu de forma decidida quando a sua má-gestão foi descoberta.

No momento de crise, o administrador demonstra "poder de encaixe", de aceitação da realidade, da nova situação que ele próprio criara (“Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração?"). Reconhece os seus limites, as suas incapacidades e impotências (“cavar não posso; de mendigar tenho vergonha”). Reconhece a necessidade de decidir, de fazer escolhas, preparando o que se seguirá: e age de acordo com o que lhe perspetiva um futuro bom. A exemplaridade deste homem corrupto não está, portanto, em agir sem escrúpulos, mas em discernir de forma realista a situação crítica em que se encontra e em saber reagir a essa situação.

A questão de Jesus, no entanto, diz respeito aos "filhos da luz": como é que perante a questão essencial da vida, a construção do Reino na e com a sua vida, não sabem discernir a hora, a proximidade do Reino e reagir de imediato com gestos de conversão, essenciais à salvação?

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Até nos encontrar…

11 de setembro de 2022 | 24.º Domingo do Tempo Comum
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A «parábola da misericórdia», do capítulo 15 do Evangelho de Lucas, nas suas três breves histórias, deixa sempre o espaço para novas compreensões... Olhar um pastor que procura a ovelha «até a encontrar», uma mulher que procura a dracma «até a encontrar», um pai que espera o filho até ele voltar. E sempre a festa do encontro ou reencontro: da ovelha longe; do dracma, bem perto, em casa; do filho que foi e daquele que ficou. E depois a afirmação de Jesus: «assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrepende...»

Três pequenas histórias que nos põem diante de um Deus que não desiste nunca, de um Pai de braços abertos, pronto para o abraço, de um Amor maior que tudo o que possa ter levado ao afastamento. É neste Deus-amor que Jesus nos convida a confiar.

sábado, 3 de setembro de 2022

Caminhada cristã com adultos na preparação para o Batismo e o Crisma


A partir de 29 de outubro, terá início um novo percurso de preparação para a celebração dos sacramentos, destinado aos adultos das paróquias da vigararia da Batalha que pretendam celebrar o Crisma, ou o Batismo. Terá cerca de 20 encontros, aos sábados, às 11h, no Centro Paroquial da Batalha, orientados pelo Padre Tiago Silva.

Esta proposta de caminhada e formação cristã para jovens e adultos (a partir dos 18 anos) procura proporcionar uma vivência em grupo em que todos se possam sentir companheiros de caminhada, num espaço informal de diálogo e partilha sobre as questões essenciais da fé cristã: nenhuma questão é demasiado simples nem demasiado complexa… E todas as opiniões importam!

As inscrições podem fazer-se no Cartório Paroquial da Calvaria ou da Batalha, ou pelos contactos: 926607848, tiago.silva@leiria-fatima.pt


sexta-feira, 2 de setembro de 2022

O que é prioritário na minha vida?

4 de setembro de 2022 | 23º Domingo do Tempo Comum
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Seguir Jesus não se trata apenas de acolher umas «palavras bonitas». Jesus, ao ver a multidão que O segue, fala das exigências de uma vida que opta decididamente pelo «Reino»: mais que os interesses familiares (preferir ao pai, à mãe....), mais que os interesses pessoais (tomar a cruz), mais que o acumular de riquezas (renunciar aos bens), a opção por seguir, em liberdade, no concreto da vida, as exigências do Evangelho com todas as suas consequências, capaz de ir (tantas vezes...) contra a corrente.

O que é prioritário na minha vida? Serei capaz de optar por construir esta «torre», de vencer este «combate»? Jesus não nos quer fazer desanimar, mas sim tomar consciência que optar por Ele exige, é um caminho de exigência, não de facilitismo. Um caminho que envolve um ato de vontade, a opção pelo amor, na liberdade e responsabilidade, capaz de dar verdadeiro sentido e significado à vida.

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Banquete de humildade e gratuitidade

28 de agosto de 2022 | 22.º Domingo do Tempo Comum
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É no contexto de uma refeição cuidada, “em casa de um dos principais fariseus”, que Jesus fala de um outro “banquete” – imagem de um “Reino” onde todos podem partilhar da mesma mesa, na abundância da vida oferecida por Deus. Jesus fala do sonho de Deus para a humanidade: que todos possam viver à imagem do amor trinitário que nos é dado a conhecer na atitude do próprio Jesus Cristo.

Nesse “banquete” é fundamental, em primeiro lugar, a atitude da humildade. A arrogância cria barreiras, distancia as pessoas. A humildade cria espaço de encontro e de relação. Jesus é o próprio Deus que não se valeu da sua condição divina para ter grandes honras, mas que se colocou de joelhos diante da humanidade para lhe lavar os pés, que se doou plenamente até à oferta na cruz. É desta entrega que se abre a porta do reencontro definitivo da humanidade decaída com o amor redentor de Deus.

Uma segunda atitude fundamental neste “banquete” é o da gratuitidade. Jesus ousa desafiar os nossos hábitos ao dizer para convidar não os amigos e familiares para partilharem da nossa mesa, pois esses certamente encontrarão o espaço da retribuição. «Convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te». Dar sem esperar recompensa, nem reconhecimento ou publicidade. Partilhar(-se) no silêncio dos gestos, pequenos ou grandes, na certeza de que o amor basta ao amor.

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

A porta estreita do esforço, da relação e da humildade

21 de agosto de 2022 | 21.º Domingo do Tempo Comum
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A porta da salvação é "estreita", exige esforço, alerta Jesus no texto do Evangelho deste domingo. E se compreendemos a salvação não apenas no sentido definitivo, de Vida após a vida e morte, mas também na perspetiva de viver a salvação neste mundo, fazendo dela uma vida boa, bela, feliz, bem sabemos que isso não acontece se ficarmos de braços cruzados a ver passar a vida a nosso lado, mas aceitando o desafio de ser protagonista, de lutar e de se esforçar para atingir objetivos, para chegar cada vez mais longe...

Mas não só. Essa "porta estreita" tem um dono que a pode abrir e fechar. Para entrar é importante conhecer o dono, ter intimidade, uma boa relação com Ele. A salvação é uma questão de relação. Relação que se inicia já, aqui e agora, com o Senhor Jesus e que deve tornar-se comunhão para sempre.

O esforço exigido ao crente é pois a saudável inquietude de quem não tem nada garantido – quanto à salvação – pela pertença eclesial ou pela frequência dos sacramentos. Mas de fazer desta vivência um caminho de verdadeira relação, de conhecimento íntimo, que, na relação, se torna também ação: levar para a vida as exigências da relação com o Senhor. E de forma particular a humildade, o último lugar, a não presunção de si e a não reivindicação. De, como Jesus, se deixar "emagrecer" de si mesmo para passar essa porta estreita onde as "gorduras" do orgulho e de tudo o que preenche em vão a vida impedem a passagem.

sábado, 13 de agosto de 2022

Que fogo vem lançar Jesus à terra?

14 de agosto de 2022 | 20.º Domingo do Tempo Comum
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Ser cristão e assumir os valores do Evangelho não é sinónimo de facilidade e de tranquilidade. A radicalidade do amor que a vida e a palavra de Jesus nos lançam, exigem escolhas livres e responsáveis, que comprometem. 

Para seguir Jesus Cristo hoje, como sempre, é preciso deixar-se cativar por Ele, mas aceitar também o esforço da caminhada. Por isso, Jesus afirma que vem trazer o fogo à terra: não apenas essa chama que ilumina os nossos passos, mas também o fogo purificador, que destrói (egoísmos, preguiças, injustiças…) e possibilita o renascer das cinzas de um mundo renovado. 

Este fogo manifesta-se no seu auge no momento da cruz, quando Jesus leva ao extremo o sentido da vida vivida por amor: é esse o batismo que Ele realiza, e no qual participamos.

Ter a humildade, mas também a coragem, para se deixar «queimar» pelo «fogo de Deus», é vencer passividades e indiferentismos, ser capaz de opções comprometedoras que desafiam, tantas vezes, o mundo em que vivemos. Por isso, será também causa de inquietação, mesmo de divisão dentro das famílias e comunidades (onde criticar ou menosprezar é sempre mais fácil que aceitar o processo de conversão pessoal e de transformação da própria vida, e de se implicar no crescimento de todos…). 

Jesus é a paz, e vem trazer a paz, mas uma paz que é vivida com coerência e exigência. E ser exigente é sempre um caminho de intranquilidade.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Não temas, está preparado!

7 de agosto de 2022 | 19º Domingo do Tempo Comum
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«Não temas, pequenino rebanho...» assim começa Jesus, depois de ter chamado a atenção (no texto do evangelho do passado Domingo) para que os discípulos, contra toda a avareza, se tornassem ricos aos olhos de Deus. O Pai quis dar de graça o "Reino", para que também os discípulos, com confiança, o partilhem de graça: o guardar para si mesmo o que se recebe de Deus é outra forma de avareza!

Por isso a atenção, o estar preparado: as parábolas apontam para a atitude de vigilância, de responsabilidade no acolher e fazer chegar mais longe o Reino, porque «a quem muito foi dado, muito será exigido, a quem muito foi confiado, mais se lhe pedirá».

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Calvaria celebrou a Padroeira


Terminaram na segunda-feira, 1 de agosto, as festas em honra da Padroeira da Calvaria, Santa Marta. Foram 4 dias de celebração, cheios de animação, que a todos trouxeram a alegria de poder estar de novo juntos da forma tradicional.

As celebrações concluíram com a passagem do testemunho para os festeiros do próximo ano, os nascidos em 1973, que completam 50 anos de vida ao longo do ano de 2023 e que vão ter o primeiro encontro já no próximo sábado, pelas 16h, no salão paroquial.

Para ver imagens da Festa é passar por AQUI

sábado, 30 de julho de 2022

Dia dos Avós nos Casais de Matos

Na quarta-feira, 27 de julho, juntaram-se avós e netos para a celebração da Eucaristia, nos Casais de Matos. Agradecendo o dom de uma vida longa dos avós presentes, recordaram-se também os que já partiram. No final da Missa, depois da oração para o Dia dos Avós e dos Idosos, fez-se uma fotografia de grupo para ajudar a ficar também na memória este dia em que se prolongou a celebração dos avós de Jesus, São Joaquim e Santa Ana.

sexta-feira, 29 de julho de 2022

A vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens

31 de julho de 2022 | 18º Domingo do tempo Comum
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Uma questão difícil, ontem como hoje, a das heranças... como de tantas outras questões relacionadas com a propriedade, com o ter, com o dinheiro. Jesus aproveita a ocasião em que é questionado para afirmar que «a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E conta uma pequena parábola: o rico que tem tão excelente colheita que vai querer guardar os seus bens para longos anos, e que pensa para consigo: «descansa, come, bebe, regala-te». Mas, nesse mesmo dia terá de entregar a sua alma. E fica a pergunta: «o que preparaste, para quem será?»

Não se deixar cegar pela riqueza, mas alargar o horizonte da vida a outras «riquezas», as que o são aos olhos de Deus... Não é desprezo pelos bens materiais, mas saber usar as oportunidades que neles são dadas para procurar um bem maior, na partilha e generosidade.

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Pedir, pedir, pedir...

24 de julho de 2022 | 17º Domingo do Tempo Comum
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Os discípulos de Jesus encontram-n'O tantas vezes a rezar que acabam por lhe pedir: «Senhor, ensina-nos a orar»... E Jesus ensina certamente a sua própria oração. O Pai Nosso é a oração de Jesus, aquela que Ele reza, que Ele vive, que Ele ensina...

Depois, Jesus insiste no pedir: pedir, procurar, bater à porta. Com confiança, sem desânimo, porque «o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem». Pedir, sobretudo, o melhor que temos para receber: o próprio Deus em nós, no seu Espírito.

Deus não precisa da nossa insistente oração. Somos nós a ter necessidade dela para a imprimir nas fibras da nossa mente e do nosso corpo, para aumentar o nosso desejo e a nossa expectativa, para dizer a nós próprios a nossa esperança.

sábado, 16 de julho de 2022

Festa em honra de Santa Marta 2022

 


A melhor parte, entre os afazeres da vida

17 de julho de 2022 | 16º Domingo do tempo Comum
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Marta e Maria são irmãs e acolhem Jesus em casa. Marta preocupa-se em ter tudo preparado para que Jesus se sinta bem acolhido: refeição, alojamento... Maria preocupa-se em ter tempo para o encontro, a escuta, para que Jesus se sinta bem acolhido. Em ambas a mesma preocupação, vivida de formas tão diversas. E a palavra de Jesus que vai alertar para aquilo que "não é tirado" porque permanece para sempre – a Palavra que, escutada, faz encontrar o sentido de toda a vida e de todos os afazeres.

Entre os muitos afazeres e preocupações, é importante não perder a direção, o sentido do que se faz e para que se faz. E para fazer bem, é tão importante que esta luz não se apague. Maria, aos pés de Jesus, encontra a "melhor parte", e faz-nos recordar, entre todos os afazeres e preocupações da vida, que neste encontro verdadeiro com Jesus tudo será feito preenchido de sentido.

sábado, 9 de julho de 2022

Festa em honra de Santa Marta, Padroeira da Calvaria


A Festa em honra de Santa Marta deste ano de 2022 vai realizar-se de sexta-feira, dia 29 de julho, a segunda-feira, dia 1 de agosto, na Calvaria, com início precisamente na data da memória litúrgica da Padroeira da Paróquia, que ocorre a 29 de julho.

Do programa das Festas destacamos, desde já, na sexta-feira, dia 29 de julho, a missa às 20h, seguida do terço e procissão de velas, pelo lugar da Calvaria de Cima, durante a qual se irão representar os mistérios da vida de Santa Marta.

No domingo, dia 31 de julho, a Missa, momento celebrativo central da Festa, será às 15h30, seguida de procissão em honra de Santa Marta, pelas ruas da Calvaria de Baixo.

Na segunda-feira, dia 1 de agosto, a Missa pelas intenções dos festeiros, e pelos nascidos em 1972 já falecidos, será às 17h, seguida de uma breve romagem ao Cemitério.

Na conclusão das festividades, pelas 23h30, será feita a passagem de testemunho para os festeiros do próximo ano, os nascidos em 1973.

Toda a comunidade é convidada a colaborar e participar nestes dias de Festa da Paróquia!

A misericórdia começa por ver, parar e tocar

10 de julho de 2022 | 15º Domingo do Tempo Comum
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"O verbo central da parábola, aquele que brota de cada gesto do samaritano, expressa-se com as palavras «encheu-se de compaixão». (...) Os primeiros três gestos do bom samaritano: ver, deter-se, tocar, traçam as primeiras três ações da misericórdia.

Ver: viu e teve compaixão. Viu as feridas e deixou-se ferir pelas feridas daquele homem. O mundo é um imenso pranto, e «Deus navega num rio de lágrimas» (Turoldo), invisíveis a quem perdeu os olhos do coração, como o sacerdote e o levita. Para Jesus, ao contrário, olhar e amar eram a mesma coisa: Ele é o olhar amante de Deus.

Deter-se: interromper o próprio caminho, os próprios projetos, deixar que seja o outro a ditar a agenda, deter-se no interior da vida que geme e chama. Farei mundo por este mundo toda a vez que simplesmente suspendo a minha corrida para dizer «obrigado», para dizer «aqui estou».

Tocar: o samaritano faz-se próximo, derrama óleo e vinho, enfaixa as feridas do homem, carrega-o, transporta-o. Tocar é palavra dura para nós, convoca o corpo, mete-nos à prova. Não é espontâneo tocar o contagioso, o infetado, o chagado. Mas no Evangelho toda a vez que Jesus se comove, pára e toca. Mostrando que amar não é um facto emotivo, mas um facto que precisa de mãos, de tato, é concreto, tangível."

Ermes Ronchi, In "Avvenire", Trad.: Rui Jorge Martins
Texto completo AQUI

sábado, 2 de julho de 2022

Todos enviados, a todos os lugares

3 de julho de 2022 | 14.º Domingo do Tempo Comum
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Jesus escolhe e envia 72 discípulos num caminho de simplicidade e de paz, recomendando que peçam ao senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Não se vão anunciar a si mesmos, nem trabalhar por conta própria, mas preparar o caminho para que Jesus possa habitar com os homens: «Está perto de vós o reino de Deus»... E os discípulos voltam cheios de alegria!

Paz e alegria. O anúncio e o acolhimento do reino de Deus traz esta vida renovada pelo Espírito, em que o mal é vencido, e os nomes se inscrevem nos Céus, numa esperança presente e futura.

Caminhada ao pôr do sol


No próximo sábado, dia 9 de julho, a Comissão da Festa em honra de Santa Marta organiza a «Caminhada ao pôr do sol», com início às 18h30, no Largo da Igreja da Calvaria de Cima, e chegada prevista para as 21h30. A caminhada é de cerca de 10 quilómetros, e tem dificuldade média/baixa. Haverá serviço de bar e bifanas, filhós e café da avó.

Para as inscrições, contactar: 963502311 ou 934709381.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Jesus vai à frente: quem O quer acompanhar?

26 de junho de 2022 | 13º Domingo do Tempo Comum
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Começa um tempo novo no Evangelho de Lucas: o caminho de Jesus para Jerusalém. Um caminho que terá de ser feito por quem, na liberdade, quer assumir as exigências do seguimento de Cristo.

Um caminho que nem sempre é bem acolhido (os samaritanos não querem receber Jesus) mas que não pode ser feito à força nem com violência (Jesus repreende os discípulos que queriam pedir fogo do céu para destruir esses mesmo samaritanos).

Um caminho que não é feito para conquistar um bem-estar material («o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça...»), que não pode ser adiado à espera das condições e tempos ideais («Deixa que os mortos sepultem os seus mortos»), que é para envolver a vida toda e toda a vida («Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus»).

Jesus faz este caminho, radical, de entrega total de amor, de desprendimento de si mesmo, que O leva da cruz à Vida Eterna. É ele quem vai à frente... quem O quer acompanhar?

Jovens do Say Yes visitam Centro de Dia


A fim de concretizar a sua missão, o grupo Santa Marta, do projeto Say Yes, fez uma visita aos idosos do Centro de dia da Calvaria, no dia 20 de junho. Com eles jogaram, pintaram e cantaram. 

Foi uma manhã diferente e animada para todos e em que todos saíram mais enriquecidos, e até emocionados. Ficou a promessa de voltarmos mais vezes!

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Passeio paroquial


No sábado 18 de junho, encheu-se um autocarro autocarro para o Passeio Paroquial. O primeiro destino foi o parque zoológico na zona de Montemor-o-Velho, seguido do almoço em piquenique num parque de merendas junto da vila, com tempo para o convívio entre todos. 

Depois de uma paragem para a visita ao castelo, o grupo seguiu para o Mosteiro do Louriçal, onde se celebrou a Eucaristia, se fez uma breve visita a alguns espaços e foi possível algum tempo para o diálogo com as Irmãs. No regresso, a partilha com o "amigo secreto" fez com que todos ficassem com mais uma recordação deste Passeio que, depois de dois anos sem se realizar, deu novamente a possibilidade de marcar o início do tempo de Verão com um tempo de encontro, convívio e partilha entre os paroquianos da Calvaria.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

E vós, quem dizeis que eu sou?

19 de junho de 2022 | 12º Domingo do Tempo Comum
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A pergunta de Jesus continua a ecoar ao longo dos tempos. «Dizer» alguém nunca é fácil, mas torna-se tanto mais complexo quanto mais próximo se está daquele que se quer expressar em palavras: aí as palavras passam para além das opiniões exteriores para ganharem o peso da relação que nos une àquele de quem se fala.

O silêncio é quebrado por Pedro. «Messias» é uma palavra complexa, porque pode ganhar sentidos diversos por quem a pronuncia: se o povo esperava um libertador-militar-político-poderoso, que o libertasse da opressão do Império Romano, Jesus fala de um libertador que o faz no amor da entrega da sua vida na cruz.

A liberdade da entrega total de si mesmo, por amor: o «messias» diz-se a si mesmo na cruz, e desafia quem O segue a fazer, nas pequenas coisas de cada dia, a mesma entrega na cruz de cada dia.

terça-feira, 14 de junho de 2022

Agradecimento pelos 15 anos como sacristão


No domingo 12 de junho, na celebração que marcou o Dia Paroquial do Doente e o Idoso, foi feita uma homenagem ao Sr. Manuel Gomes que foi, nos últimos 15 anos, sacristão da Calvaria. Tendo deixado este serviço, o Conselho Económico quis assim agradecer a sua disponibilidade para com a Comunidade.


Deixamos aqui o texto que acompanhou a entrega da pequena lembrança:

Homenagem a Manuel Jorge Gomes

Aproveitando a celebração do Dia Paroquial do Doente e do Idoso, levada a cabo pela Conferência de São Vicente de Paulo, a Paróquia, através do Conselho Económico, quer aproveitar para prestar uma singela homenagem a um homem que fez parte do quotidiano desta Igreja e consequentemente desta Paróquia.
Há uma expressão de cariz popular que nos lembra que “não há padre sem sacristão”, o que aqui tem todo o cabimento, se tivermos em conta a pessoa que queremos homenagear.
Como já se terão apercebido, a pessoa visada em o Sr. Manuel Jorge que, nos últimos 15 anos deu o seu melhor a esta Igreja e à Paróquia, como Sacristão.
Não é do desconhecimento geral que o Sr. Manuel Jorge, também exerceu, na sua vida ativa a profissão de carpinteiro. O ser carpinteiro, lembra-nos a profissão de um Santo que está relacionado com a vinda de Jesus ao mundo. Estou a referir-me a São José, esposo de Nossa Senhora. São José viveu uma vida discreta junto de Jesus e de Nossa Senhora, não lhes tirando nenhum, principal, protagonismo.
Se fizermos um paralelismo entre São José e o Sacristão Manuel Jorge, verificamos que, também ele, cumpriu a sua missão com alguma descrição.
Não é fácil falar do Sr. Manuel Jorge. Porém queremos lembrar que sempre esteve envolvido e participante nos assuntos da comunidade local.
Para além da sua constante ação participativa nos eventos da Paróquia, quer nas festas quer em outros acontecimentos, sempre se mostrou disponível para colaborar com os paroquianos, em todos os assuntos.
Lembramos, também, que quer a sua falecida esposa, Maria do Rosário Gomes, quer as suas filhas, sempre estiveram e estão ligadas às envolvências relativas à Paróquia.
Também deu o seu cunho pessoal nas atividades cívicas, socioculturais e desportivas da comunidade em que vive.
Foi Presidente da Junta de Freguesia da Calvaria de Cima, durante doze anos.
Foi um dos que se empenhou para que a Casa do Povo da Calvaria de Cima fosse sediada ondo o está, atualmente.
Também foi Presidente do Centro Recreativo Calvariense, no período em que a coletividades esteve mais ativa com a participação nos Campeonatos Distritais.
Recordar, ainda, que exerceu a sua atividade profissional por conta de outrem e própria, sendo, portanto, um criador de desenvolvimento económico e de emprego.
Por tudo isto e por tudo o que fez, pela comunidade, o nosso bem-haja.

Paróquia da Calvaria, 12 de Junho de 2022

Dia paroquial do Doente e do Idoso


No domingo 12 de junho, a Calvaria teve o Dia Paroquial do Doente e do Idoso. Organizado pela Conferência São Vicente de Paulo, esta iniciativa voltou a realizar-se com a entrega do almoço de casa em casa, tendo sido distribuídas cerca de 150 refeições. No início da tarde, o grupo da Conferência teve a celebração da Eucaristia, na igreja paroquial, e um pequeno convívio com quem esteve presente na Missa.

sábado, 11 de junho de 2022

Uno e Trino: o coração do mistério de Deus

12 de junho de 2022 | Solenidade da Santíssima Trindade
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O Mistério da Trindade situa-nos no coração do Amor de Deus. Pode parecer uma afirmação de fé muito distante e difícil de compreender e, de facto, racionalmente, não é simples: no Evangelho que escutamos neste Domingo, Jesus, o Filho de Deus, fala da sua unidade com o Pai e promete enviar o Espírito...

Mais do que raciocínios lógicos e matemáticos, somos convidados a contemplar (entrar dentro) do sentido profundo desta revelação que Deus faz de si mesmo em Jesus Cristo: Deus, na sua identidade, é Comunhão, Relação, Amor. Entrar dentro deste mistério é deixar-se abraçar pelo Amor que nos sonhou, que nos envolve, que nos salva, para se partilhar connosco eternamente.

Na liturgia deste Domingo, o prefácio levanta um pouco o véu de todo este mistério:

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo,
sois um só Deus, um só Senhor,
não na unidade de uma só pessoa,
mas na trindade de uma só natureza.
Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória,
nós o acreditamos também, sem diferença alguma,
do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade,
adoramos as três Pessoas distintas,
a sua essência única e a sua igual majestade.


segunda-feira, 6 de junho de 2022

«Ninguém pode dizer "Jesus é o Senhor" a não ser pela ação do Espírito Santo»


No domingo, dia 5 de junho, solenidade do Pentecostes, os 19 adolescentes dos grupos do 6º catecismo da Paróquia da Calvaria viveram a significativa festa da Profissão Solene da Fé: a festa que marca uma adesão pessoal, mais consciente e livre, a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, na Igreja, comunidade da qual receberam, pelo Batismo, o dom da fé e onde cresceram no encontro com Jesus ao longo destes 6 anos da catequese.

A celebração começou precisamente com cada um a acender a sua vela do Batismo, sinal da sua vontade de agora, por si mesmo, seguir o caminho iluminado por Cristo, recordando esse primeiro Sacramento pela aspersão com a água batismal. A partir da escuta da Palavra, reforçou-se a alegria de vivermos esta festa com todo este significado, salientando-se depois que, no caminho da fé, do encontro e relação com Deus, é-nos dado o dom do Espírito Santo que nos fortalece e acompanha, que nos ilumina e conduz. É no Espírito, sopro e fogo de Deus, que podemos professar e viver a nossa fé, recordavam-nos as leituras da solenidade do Pentecostes: «Ninguém pode dizer "Jesus é o Senhor" a não ser pela ação do Espírito Santo» (1Cor 12, 3).

Chegado o momento da Profissão de Fé, de novo de velas acesas, cada um pôde então proclamar o seu “Sim, creio!” Acreditar, entregando-se nas mãos de Deus, de um Deus que se faz alimento na Eucaristia. A terminar a celebração, de novo de velas acesas, o grupo foi convidado a sair para o exterior com essa vontade de levar a fé para a vida, e de ser sua testemunha, envolvido na mesma missão que os discípulos receberam de Jesus: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados»!

sexta-feira, 3 de junho de 2022

O sopro e fogo de Deus que recria a humanidade

5 de junho de 2022 | Solenidade do Pentecostes
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Jesus sopra sobre os discípulos o seu Espírito, aquele que é capaz de os ajudar a serem testemunhas da sua ressurreição, construtores da paz, portadores do perdão. O Pentecostes é a certeza da presença desse Espírito divino que não se vê, mas que faz sentir a força da sua vida nos que acolhem o desafio de serem continuadores da ação do próprio Jesus Cristo: é o seu «sopro», o seu «hálito vital», é como que a vida de Cristo ressuscitado que é soprado sobre os discípulos. E este «sopro divino, à semelhança do primeiro sopro que dá vida ao homem formado da argila, agora recria aqueles que ousam deixar-se habitar por Deus.

É este sopro que Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta como aquele que se faz escutar como forte rajada de vento e, como que em línguas de fogo, desce sobre os discípulos e lhes dá uma vitalidade até ali desconhecida.

A vitalidade da Igreja, e a vitalidade de cada um de nós, vem deste «Senhor que dá a vida».

terça-feira, 31 de maio de 2022

Crianças do 1º Catecismo em Festa com Maria


As crianças do 1º Catecismo da Paróquia da Calvaria tiveram, no último fim-de-semana de maio, a Festa da Avé Maria. Os grupos participaram nas celebrações e ajudaram a criar uma oração a partir do nome de Maria: “MÃE de Jesus e nossa Mãe, AMOR que nos guia, ROGAI por nós! ILUMINAS a nossa vida, és a nossa ALEGRIA!


Na solenidade da Ascensão de Jesus, olhamos para Maria como aquela que, tendo acolhido a Palavra de Deus, foi elevada para participar plenamente da Vida Eterna de Deus. O seu Filho Jesus, ressuscitado, na sua ascensão abre para nós as portas do céu, para podermos também nós viver na esperança de viver plenamente envolvidos no seu amor. E Maria, nossa Mãe, estando já no Céu, continua a vir ao nosso encontro para nos oferecer o seu coração como “refúgio e caminho que nos conduz para Deus”.


No final das celebrações, quer em São Jorge, no sábado 28, quer na Calvaria, no domingo 29 de maio, fez-se uma pequena procissão com a imagem de Nossa Senhora, levada pelos pais das crianças que, durante a caminhada foram rezando as Avé Marias, cantando e louvando a Mê do Céu.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

No tempo e no espaço de Deus

29 de maio de 2022 | Solenidade da Ascensão do Senhor
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A ascensão é-nos apresentada por Lucas quase de uma forma plástica. Talvez para nos facilitar a compreensão deste mistério: Jesus é glorificado, «elevado» para o Pai, deixa de estar nas coordenadas físicas do espaço-tempo tal como o conhecemos. A ressurreição de Jesus é precisamente esta «entrada» no «tempo-da-eternidade» e no «espaço-da-presença-de-Deus», uma realidade que nos transcende, e transcende toda a nossa capacidade de compreensão: o que dessa realidade-estado-dimensão podemos dizer é apenas um pouco do que nos é dado vislumbrar pela nossa fé em Cristo ressuscitado.

O tempo e o espaço de Deus são os do Amor: amor que vence a morte, amor que vence as limitações do nosso tempo e do nosso espaço. Amor que não se deixa limitar no tempo e no espaço: é eterno e omnipresente. E é nessa realidade que Jesus se encontra, e dessa realidade que derrama sobre nós o seu Espírito para que, também nós, ressuscitados com Ele pelo batismo, sejamos parte da sua glorificação-ascensão.

Hoje é dia desta nossa esperança!

terça-feira, 24 de maio de 2022

Festa da Palavra do 4º Catecismo


No domingo 22 de maio, os grupos do 4º Catecismo da paróquia da Calvaria juntaram-se na igreja paroquial para viver a Festa da Palavra. Ao aproximar-se o final do ano catequético, esta celebração reforça a importância da Palavra de Deus: depois de terem recebido a Bíblia na altura do Natal, agora é o momento de recordar e celebrar esta Palavra na Vida.

Tendo sido proclamada uma passagem da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo, o tempo da homilia foi para aprofundar esse texto: cada criança tinha a sua Bíblia da mão, para poder ir acompanhando e compreendendo a mensagem, reforçada com o trabalho de cada uma delas, ao longo do ano pois, previamente, cada criança escolheu uma das folhas de "A Palavra de Deus na minha Vida" do seu portefólio, e foi também a partir dessas folhas que se procurou ajudar a entrar nessa mensagem essencial. Na Bíblia temos a Palavra de Deus, é Deus que nos fala, e essa Palavra é para nos ajudar a viver bem a nossa vida. Para nos ajudar, como dizia Jesus no Evangelho, Ele dá-nos o seu Espírito para nos ensinar a pô-la em prática, e para nos recordar tudo o que Ele disse.

No final da celebração, como sinal desse amor à Palavra de Deus, tal como o sacerdote faz após a leitura do Evangelho na celebração, também cada criança foi convidada a beijar a sua Bíblia. Recordamos as palavras de Jesus no Evangelho: "Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada".

Na celebração, duas das crianças do grupo fizeram também a sua Primeira Comunhão.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

No Espírito, discernir o caminho a seguir

22 de maio de 2022 | 6º Domingo da Páscoa
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A diocese de Leiria-Fátima celebra neste 6º Domingo da Páscoa, dia 22 de maio, o aniversário da sua criação, no ano de 1545. Este ano, esta data é marcada pela realização da Assembleia Sinodal de Leiria-Fátima, convocada pelo Sr. D. José Ornelas Carvalho para nela se viver «a experiência da “comunhão, participação e missão” eclesial, recolhendo os contributos dos grupos, aprofundando e dialogando sobre os desafios que Deus coloca à nossa diocese e celebrando a alegria de ser Igreja em caminho».

O texto do Evangelho deste domingo situa-se no decorrer da última Ceia. Jesus prepara os discípulos para o que irá acontecer em breve: Ele vai partir para o Pai, mas garante que aqueles que O amam e guardam a sua palavra, não ficarão sós, pois, neles, Jesus e o Pai farão a sua morada, e «com eles estará sempre o Espírito Santo, o Paráclito, que os apoiará na missão de levar o Evangelho ao mundo inteiro. Na língua original grega, o termo “Paráclito” significa Aquele que se põe ao lado, para apoiar e consolar. Jesus volta ao Pai, mas continua a instruir e a animar os seus discípulos mediante a ação do Espírito Santo» (Papa Francisco).

A missão do Espírito será a de ensinar e recordar tudo o que Jesus disse. É na abertura ao Espírito Santo que os discípulos podem discernir o caminho a seguir. Se Jesus é a revelação plena, a Palavra definitiva de Deus, agora é necessário «fazer compreender plenamente e levar a praticar de maneira concreta os ensinamentos de Jesus» (Idem), e esse caminho é feito na presença do Paráclito. Por isso, os discípulos devem viver a partida de Jesus para o Pai envolvidos pela paz, serenidade, confiança e alegria, na certeza de que o Ressuscitado não deixará nunca de os acompanhar e fortalecer no Amor.

O Espírito Santo ensinará, recordará, será a presença constante que animará a comunidade e a fará compreender o caminho a seguir. É a presença e luz do Paráclito que invocamos para discernirmos os desafios que Deus lança à nossa Diocese, e à vida de cada um de nós, neste caminhar juntos, como Igreja sinodal.

terça-feira, 17 de maio de 2022

O rio do tempo no caminho da Esperança


As celebrações de sábado e domingo, 14 e 15 de maio, tiveram, na paróquia da Calvaria, a presença dos grupos do 5º catecismo que celebraram a Esperança e partilharam com a comunidade a História de Deus com a humanidade, uma História de Salvação ao longo do "rio do tempo". 

No sábado, o grupo de São Jorge, e no domingo, o da Calvaria, trouxeram consigo as "barras cronológicas" nas quais se vai contando, progressivamente esta história de um Deus que criou para a humanidade um mundo onde a chama a viver no Amor. Uma história que foi vivida por Abraão, Moisés ou os Profetas, e tantos e tantos outros que Deus chamou e enviou, e que teve o seu ponto culminante no momento em que o próprio Deus assume a nossa humanidade, em Jesus Cristo. História que continua, com os Apóstolos e a Igreja, rumo a esse Esperança definitiva, dos novos céus e nova terra, na presença plena de Deus.

A leitura do livro do Apocalipse, desse 5º Domingo da Páscoa, aponta precisamente para esta Esperança de um mundo novo, onde Deus «enxugará todas as lágrimas», onde «nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». Uma Esperança que se torna vida no Amor a que nos convidou Jesus, com o mandamento novo do amor, quando nos amamos "como" Ele nos amou. A Esperança constrói-se e cresce com o Amor de que Jesus é o exemplo máximo.

As celebrações terminaram com esse compromisso, de cada um, para continuarem a encontrar no mundo, nos outros e em si mesmos, os sinais da presença do Deus da Esperança.

sábado, 14 de maio de 2022

Famílias de Acolhimento JMJ


No início do mês de agosto do próximo ano de 2023, a cidade de Lisboa vai receber a Jornada Mundial da Juventude. Espera-se a participação de muitos milhares de jovens, vindos de todo o mundo, para este grande encontro dos jovens com o Papa. Muitos deles virão uma semana antes, para as chamadas Pré-Jornadas, ou Dias nas Dioceses. Para a nossa diocese de Leiria-Fátima, foram já muitos os que manifestaram a vontade de vir nesses dias, de 26 a 31 de julho. 

Por isso, também a nossa paróquia da Calvaria, juntamente com as outras paróquias da vigararia da Batalha, está a iniciar o processo para poder receber jovens estrageiros. E o primeiro passo será termos famílias que se disponibilizem para acolher dois ou mais jovens durante esses dias.

Durante a Visita Pascal, foi deixado em cada casa um pequeno documento com questões sobre este acolhimento, e indicações do que se pede às famílias que se disponibilizem para este acolhimento.

Já estão disponíveis, na igreja e no cartório, os formulários para a inscrição das Famílias de Acolhimento, que se disponham a receber dois ou mais jovens estrageiros na última semana de julho de 2023. As inscrições também se podem fazer pela internet (AQUI). A inscrição das famílias decorrerá até meados do mês de junho do corrente ano.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

O que é amar “como” Jesus?

15 de maio de 2022 | 5º Domingo da Páscoa
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«Amar» - a palavra é complexa e com tantas interpretações quanto ao seu significado que, por vezes, se torna difícil expressá-la... Mas a Igreja não pode deixar de a dizer e, sobretudo, de a tornar visível: é este o mandamento que recebe de Jesus. «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Para compreender o que significa no Evangelho deste Domingo, olhemos para aquele «como Eu» que Jesus diz. E di-lo no contexto da última ceia, no momento em que Judas sai do cenáculo para O ir entregar. Quando o momento da morte se torna iminente, esse «como» tem a densidade desta entrega de Jesus na cruz. É um amar até ao fim, até à entrega da vida, mesmo por aqueles que, como Judas, abandonam o espaço de relação e entram numa espiral de traição. É um amar «como» o de Jesus que, como «senhor e mestre», se ajoelha diante dos discípulos para lhes lavar os pés, para servir sem reservas. A glória de Deus está precisamente neste amor que se faz dom de si mesmo até às últimas consequências.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Receber Jesus, o Bom Pastor, que deu a vida por nós


Jesus é nosso Bom Pastor, quer sempre o nosso bem, deu a sua vida por nós para que a nossa vida seja mais bela e feliz. Esse Jesus que por nós deu a vida que recebemos na Eucaristia. Deixar-se guiar por Jesus, escutar a sua voz, conhecê-lo cada vez mais, segui-lo na vida, é o desafio de cada cristão.

No dia em que as crianças do 3º catecismo da paróquia da Calvaria participaram plenamente na Eucaristia pela primeira vez, com a Comunhão Eucarística, o texto do Evangelho do domingo, dia 8 de maio, confirmou a caminhada das crianças que se prepararam para acolher Jesus em si, e despertou para o desejo de O seguir na vida de cada dia, em casa, na escola, com os amigos.

A celebração, que decorreu durante a tarde, na igreja paroquial, reuniu as 23 crianças deste grupo e os seus familiares, e foi vivida em ambiente de festa e de alegria, na certeza de que Jesus vem a nós, e fica “tão perto de mim que até Lhe posso tocar”. A vida recebida no Batismo, recordada na data do lenço de cada criança, é alimentada de cada vez que recebemos Jesus na Comunhão. Por isso, cada um, pode dizer e cantar: “sou de Cristo, sou feliz”.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Escutar, conhecer e seguir

8 de maio de 2022 | 4º Domingo da Páscoa - «Bom Pastor»
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
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A fé vive-se numa dinâmica de relação: Deus revela-se e nós acolhemos o seu amor, procurando corresponder-Lhe. Confiamos que Ele, na verdade, quer ser em nós fonte de uma vida boa, bela, feliz, realizada, de vida que não perece, de vida eterna. Com esta confiança, confiamo-nos a Ele, ou seja, acolhemos a sua palavra como aquela que tem a capacidade de nos orientar para a verdade de nós mesmos, para a vida que vale a pena ser vivida.

Os três breves versículos do texto do Evangelho deste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do «Bom Pastor», oferecem-nos esta síntese do nosso caminho de fé: escutar («As minhas ovelhas escutam a minha voz») é o ponto de partida. Habituarmo-nos a esta voz, à Palavra que é o próprio Jesus. A fé é possível quando não nos centramos apenas em nós mesmos, e damos espaço para que Deus nos fale.

Da escuta nasce, cresce ou revigora-se o conhecimento. Nesta relação a que chamamos fé, não só escutamos, mas percebemos também que somos escutados: encontramo-nos com Aquele que, de verdade, nos conhece mais intimamente. E nesse encontro descobrimo-nos a nós mesmos. Como relação, a fé é certeza de ser conhecido e amado por Deus. Este conhecimento não é uma questão intelectual, mas algo essencialmente vital: «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»: conhecer e seguir, deixar-se orientar pela proposta de amor de que se reveste a Palavra.

Escutar, conhecer, seguir: com a confiança que se vive ao longo deste cominho de fé percorrido em conjunto, saber que o Pastor quer dar «vida eterna». A vocação (a resposta vivencial que damos à Palavra de Deus) só é possível neste contexto de fé: escutar, conhecer, seguir.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

A fé é um ato de vontade contínuo

1 de maio de 2022 | 3º Domingo da Páscoa
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Junto ao mar de Tiberíades, os discípulos voltam ao lugar donde partiram quando começam a sua aventura de seguimento de Jesus. Parecem esquecer a sua missão acolhida nos primeiros encontros com o Ressuscitado: Pedro volta à faina (que tinha abandonado para seguir Jesus) e, com ele, todos os outros. De facto, a fé, o seguir Jesus, não é um dado do passado (dos passos dados antes, das experiências e dos encontros vividos, das palavras escutadas…) mas um acontecimento presente, com o risco constante de voltar atrás: a fé é um processo com avanços e recuos, um ato de vontade contínuo.

O texto sugere a necessidade se de deixar constantemente desafiar para que a passagem da escuridão e esterilidade (a noite em que nada se pesca) passa à luz da abundância (a manhã em que surge Jesus à beira do lago e a pesca se torna abundante), em que o vazio de nada haver para comer se torna prato cheio por Jesus.

É o acolhimento e reconhecimento constante de Jesus que é capaz de recriar a comunidade e de a tornar portadora da novidade da fé. Daí se parte: Jesus é reconhecido: «É o Senhor», diz o discípulo predileto a Pedro. E aquele que tem a missão de confirmar os outros na fé precisa também do testemunho e da profissão da fé daqueles que confirma pela confissão, tríplice, do seu amor. A comunidade vive desta reciprocidade e entreajuda, da partilha dos dons, do amparo mútuo, que encontra sempre em Jesus (o peixe condensa todo o sentido teológico de «Jesus Cristo, Filho de Deus salvador», expressão cujas primeiras letras, em grego, formam a palavra «ichtus» - peixe) e na Eucaristia (o pão da refeição preparada por Jesus) o seu ponto de partida.

Se acreditar é aderir, confiar-se, lançar-se numa aventura de vida, num caminho diário de encontro e seguimento, se a fé é um ato de vontade contínuo, com avanços e recuos, podemos encontrar na comunidade, e sobretudo na comunidade que celebra a sua fé em Jesus Cristo ressuscitado, na Eucaristia, esse suporte para caminharmos com a confiança de alguém que faz da nossa noite dia, da nossa pequenez e incapacidade uma pesca abundante.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

«Felizes os que acreditam sem terem visto»

24 de abril de 2022 | 2º Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia
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O acreditar, a fé, é sempre um confiar-se para além do que se toca e vê. Para lá das provas cientificamente comprováveis, um lançar-se com a razão, o afeto e a vontade, nos braços do Mistério, onde apenas dentro se compreende o sentido, e dá sentido...

Tomé é tão próximo da nossa humanidade atual: quer tocar para acreditar. No entanto, ele teve a ousadia de não se fechar nas dúvidas, mas de se abrir à resposta no lugar onde as poderia encontrar: oito dias depois, na comunidade crente, vai e é capaz então de ver, de «tocar» de uma outra forma, a presença viva de Jesus.

E Jesus faz-se realmente presente, «oito dias depois», quando, no ritmo dominical, a Igreja se volta a reunir para, no testemunho da unidade, no perdão pedido e assumido, na Palavra escutada e atualizada na vida, no Pão consagrado e partilhado, celebrar o Mistério desta mesma Presença constante do amor de Jesus que não cessa de nos dar a paz e de soprar sobre nós o mesmo Espírito de Amor que inflamou os discípulos desde a primeira hora.