Programa da Paróquia

terça-feira, 24 de maio de 2022

Festa da Palavra do 4º Catecismo


No domingo 22 de maio, os grupos do 4º Catecismo da paróquia da Calvaria juntaram-se na igreja paroquial para viver a Festa da Palavra. Ao aproximar-se o final do ano catequético, esta celebração reforça a importância da Palavra de Deus: depois de terem recebido a Bíblia na altura do Natal, agora é o momento de recordar e celebrar esta Palavra na Vida.

Tendo sido proclamada uma passagem da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo, o tempo da homilia foi para aprofundar esse texto: cada criança tinha a sua Bíblia da mão, para poder ir acompanhando e compreendendo a mensagem, reforçada com o trabalho de cada uma delas, ao longo do ano pois, previamente, cada criança escolheu uma das folhas de "A Palavra de Deus na minha Vida" do seu portefólio, e foi também a partir dessas folhas que se procurou ajudar a entrar nessa mensagem essencial. Na Bíblia temos a Palavra de Deus, é Deus que nos fala, e essa Palavra é para nos ajudar a viver bem a nossa vida. Para nos ajudar, como dizia Jesus no Evangelho, Ele dá-nos o seu Espírito para nos ensinar a pô-la em prática, e para nos recordar tudo o que Ele disse.

No final da celebração, como sinal desse amor à Palavra de Deus, tal como o sacerdote faz após a leitura do Evangelho na celebração, também cada criança foi convidada a beijar a sua Bíblia. Recordamos as palavras de Jesus no Evangelho: "Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada".

Na celebração, duas das crianças do grupo fizeram também a sua Primeira Comunhão.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

No Espírito, discernir o caminho a seguir

22 de maio de 2022 | 6º Domingo da Páscoa
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A diocese de Leiria-Fátima celebra neste 6º Domingo da Páscoa, dia 22 de maio, o aniversário da sua criação, no ano de 1545. Este ano, esta data é marcada pela realização da Assembleia Sinodal de Leiria-Fátima, convocada pelo Sr. D. José Ornelas Carvalho para nela se viver «a experiência da “comunhão, participação e missão” eclesial, recolhendo os contributos dos grupos, aprofundando e dialogando sobre os desafios que Deus coloca à nossa diocese e celebrando a alegria de ser Igreja em caminho».

O texto do Evangelho deste domingo situa-se no decorrer da última Ceia. Jesus prepara os discípulos para o que irá acontecer em breve: Ele vai partir para o Pai, mas garante que aqueles que O amam e guardam a sua palavra, não ficarão sós, pois, neles, Jesus e o Pai farão a sua morada, e «com eles estará sempre o Espírito Santo, o Paráclito, que os apoiará na missão de levar o Evangelho ao mundo inteiro. Na língua original grega, o termo “Paráclito” significa Aquele que se põe ao lado, para apoiar e consolar. Jesus volta ao Pai, mas continua a instruir e a animar os seus discípulos mediante a ação do Espírito Santo» (Papa Francisco).

A missão do Espírito será a de ensinar e recordar tudo o que Jesus disse. É na abertura ao Espírito Santo que os discípulos podem discernir o caminho a seguir. Se Jesus é a revelação plena, a Palavra definitiva de Deus, agora é necessário «fazer compreender plenamente e levar a praticar de maneira concreta os ensinamentos de Jesus» (Idem), e esse caminho é feito na presença do Paráclito. Por isso, os discípulos devem viver a partida de Jesus para o Pai envolvidos pela paz, serenidade, confiança e alegria, na certeza de que o Ressuscitado não deixará nunca de os acompanhar e fortalecer no Amor.

O Espírito Santo ensinará, recordará, será a presença constante que animará a comunidade e a fará compreender o caminho a seguir. É a presença e luz do Paráclito que invocamos para discernirmos os desafios que Deus lança à nossa Diocese, e à vida de cada um de nós, neste caminhar juntos, como Igreja sinodal.

terça-feira, 17 de maio de 2022

O rio do tempo no caminho da Esperança


As celebrações de sábado e domingo, 14 e 15 de maio, tiveram, na paróquia da Calvaria, a presença dos grupos do 5º catecismo que celebraram a Esperança e partilharam com a comunidade a História de Deus com a humanidade, uma História de Salvação ao longo do "rio do tempo". 

No sábado, o grupo de São Jorge, e no domingo, o da Calvaria, trouxeram consigo as "barras cronológicas" nas quais se vai contando, progressivamente esta história de um Deus que criou para a humanidade um mundo onde a chama a viver no Amor. Uma história que foi vivida por Abraão, Moisés ou os Profetas, e tantos e tantos outros que Deus chamou e enviou, e que teve o seu ponto culminante no momento em que o próprio Deus assume a nossa humanidade, em Jesus Cristo. História que continua, com os Apóstolos e a Igreja, rumo a esse Esperança definitiva, dos novos céus e nova terra, na presença plena de Deus.

A leitura do livro do Apocalipse, desse 5º Domingo da Páscoa, aponta precisamente para esta Esperança de um mundo novo, onde Deus «enxugará todas as lágrimas», onde «nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». Uma Esperança que se torna vida no Amor a que nos convidou Jesus, com o mandamento novo do amor, quando nos amamos "como" Ele nos amou. A Esperança constrói-se e cresce com o Amor de que Jesus é o exemplo máximo.

As celebrações terminaram com esse compromisso, de cada um, para continuarem a encontrar no mundo, nos outros e em si mesmos, os sinais da presença do Deus da Esperança.

sábado, 14 de maio de 2022

Famílias de Acolhimento JMJ


No início do mês de agosto do próximo ano de 2023, a cidade de Lisboa vai receber a Jornada Mundial da Juventude. Espera-se a participação de muitos milhares de jovens, vindos de todo o mundo, para este grande encontro dos jovens com o Papa. Muitos deles virão uma semana antes, para as chamadas Pré-Jornadas, ou Dias nas Dioceses. Para a nossa diocese de Leiria-Fátima, foram já muitos os que manifestaram a vontade de vir nesses dias, de 26 a 31 de julho. 

Por isso, também a nossa paróquia da Calvaria, juntamente com as outras paróquias da vigararia da Batalha, está a iniciar o processo para poder receber jovens estrageiros. E o primeiro passo será termos famílias que se disponibilizem para acolher dois ou mais jovens durante esses dias.

Durante a Visita Pascal, foi deixado em cada casa um pequeno documento com questões sobre este acolhimento, e indicações do que se pede às famílias que se disponibilizem para este acolhimento.

Já estão disponíveis, na igreja e no cartório, os formulários para a inscrição das Famílias de Acolhimento, que se disponham a receber dois ou mais jovens estrageiros na última semana de julho de 2023. As inscrições também se podem fazer pela internet (AQUI). A inscrição das famílias decorrerá até meados do mês de junho do corrente ano.

sexta-feira, 13 de maio de 2022

O que é amar “como” Jesus?

15 de maio de 2022 | 5º Domingo da Páscoa
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«Amar» - a palavra é complexa e com tantas interpretações quanto ao seu significado que, por vezes, se torna difícil expressá-la... Mas a Igreja não pode deixar de a dizer e, sobretudo, de a tornar visível: é este o mandamento que recebe de Jesus. «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Para compreender o que significa no Evangelho deste Domingo, olhemos para aquele «como Eu» que Jesus diz. E di-lo no contexto da última ceia, no momento em que Judas sai do cenáculo para O ir entregar. Quando o momento da morte se torna iminente, esse «como» tem a densidade desta entrega de Jesus na cruz. É um amar até ao fim, até à entrega da vida, mesmo por aqueles que, como Judas, abandonam o espaço de relação e entram numa espiral de traição. É um amar «como» o de Jesus que, como «senhor e mestre», se ajoelha diante dos discípulos para lhes lavar os pés, para servir sem reservas. A glória de Deus está precisamente neste amor que se faz dom de si mesmo até às últimas consequências.

quarta-feira, 11 de maio de 2022

Receber Jesus, o Bom Pastor, que deu a vida por nós


Jesus é nosso Bom Pastor, quer sempre o nosso bem, deu a sua vida por nós para que a nossa vida seja mais bela e feliz. Esse Jesus que por nós deu a vida que recebemos na Eucaristia. Deixar-se guiar por Jesus, escutar a sua voz, conhecê-lo cada vez mais, segui-lo na vida, é o desafio de cada cristão.

No dia em que as crianças do 3º catecismo da paróquia da Calvaria participaram plenamente na Eucaristia pela primeira vez, com a Comunhão Eucarística, o texto do Evangelho do domingo, dia 8 de maio, confirmou a caminhada das crianças que se prepararam para acolher Jesus em si, e despertou para o desejo de O seguir na vida de cada dia, em casa, na escola, com os amigos.

A celebração, que decorreu durante a tarde, na igreja paroquial, reuniu as 23 crianças deste grupo e os seus familiares, e foi vivida em ambiente de festa e de alegria, na certeza de que Jesus vem a nós, e fica “tão perto de mim que até Lhe posso tocar”. A vida recebida no Batismo, recordada na data do lenço de cada criança, é alimentada de cada vez que recebemos Jesus na Comunhão. Por isso, cada um, pode dizer e cantar: “sou de Cristo, sou feliz”.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Escutar, conhecer e seguir

8 de maio de 2022 | 4º Domingo da Páscoa - «Bom Pastor»
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
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A fé vive-se numa dinâmica de relação: Deus revela-se e nós acolhemos o seu amor, procurando corresponder-Lhe. Confiamos que Ele, na verdade, quer ser em nós fonte de uma vida boa, bela, feliz, realizada, de vida que não perece, de vida eterna. Com esta confiança, confiamo-nos a Ele, ou seja, acolhemos a sua palavra como aquela que tem a capacidade de nos orientar para a verdade de nós mesmos, para a vida que vale a pena ser vivida.

Os três breves versículos do texto do Evangelho deste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do «Bom Pastor», oferecem-nos esta síntese do nosso caminho de fé: escutar («As minhas ovelhas escutam a minha voz») é o ponto de partida. Habituarmo-nos a esta voz, à Palavra que é o próprio Jesus. A fé é possível quando não nos centramos apenas em nós mesmos, e damos espaço para que Deus nos fale.

Da escuta nasce, cresce ou revigora-se o conhecimento. Nesta relação a que chamamos fé, não só escutamos, mas percebemos também que somos escutados: encontramo-nos com Aquele que, de verdade, nos conhece mais intimamente. E nesse encontro descobrimo-nos a nós mesmos. Como relação, a fé é certeza de ser conhecido e amado por Deus. Este conhecimento não é uma questão intelectual, mas algo essencialmente vital: «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»: conhecer e seguir, deixar-se orientar pela proposta de amor de que se reveste a Palavra.

Escutar, conhecer, seguir: com a confiança que se vive ao longo deste cominho de fé percorrido em conjunto, saber que o Pastor quer dar «vida eterna». A vocação (a resposta vivencial que damos à Palavra de Deus) só é possível neste contexto de fé: escutar, conhecer, seguir.