Programa da Paróquia

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Conselho Económico tomou posse


O Conselho para os Assuntos Económicos da Paróquia da Calvaria tomou posse, para o triénio de 2024 a 2025, a 28 de janeiro, na celebração dominical, às 11h, na igreja paroquial da Calvaria. O Conselho é constituído por cinco elementos que, juntamente com o Pároco, têm a responsabilidade velar e cuidar dos bens e património da Paróquia, e coordenar toda a sua administração económica.

Os elementos que tomaram posse são o Alfredo Cardoso, a Elisabete Rodrigues, o Jorge Carreira e a Maria do Rosário Sapateiro e a Patrícia Félix. Na tomada de posse foi dada uma palavra de gratidão pela sua colaboração ao Carlos Lavrador, que terminaram a sua presença, um agradecimento ao Alfredo, à Elisabete, ao Jorge e à Rosário e que continuam do Conselho anterior para mais um triénio, e também à Patrícia, que é o novo elemento que aceitou o convite para este serviço de corresponsabilidade na Paróquia.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Celebração de Nossa Senhora da Guia nos Casais de Matos

 


Bênção das crianças e das mulheres grávidas


2 de fevereiro, sexta-feira, celebra-se a Festa da Apresentação de Jesus no Templo.

Conhecida como “Senhora das Candeias”, pela referência a Nossa Senhora e a bênção das velas no início - que recorda as palavras de Simeão, ao reconhecer em Jesus a “Luz das Nações” (Lc 2, 32) -, a celebração da Festa da Apresentação do Senhor começa no adro, com a preparação do andor, a partir das 19h30, com as flores trazidas pelas crianças e famílias.

Às 20h começa a missa, com a bênção das velas. A bênção das crianças e das mulheres grávidas será no interior da igreja, durante a celebração da Eucaristia. No final da missa, a Conferência São Vicente de Paulo terá filhoses para vender.

Uma autoridade que liberta

28 de janeiro de 2024 | 4.º Domingo do Tempo Comum
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O texto do Evangelho deste Domingo põe-nos diante da "autoridade" de Jesus, nas suas palavras e nas suas ações.

A palavra de Jesus tem a autoridade por ser proferida por Ele: não se trata de transmitir conteúdos teóricos, mas de dar a conhecer o próprio Mistério de Deus que apenas Ele, o Filho de Deus, pode de verdade dar a conhecer. Autoridade da palavra que é testemunho, e que se faz testemunho, pelas ações que acompanham a palavra. Autoridade que se revela no facto de ser pronunciada totalmente para o bem de quem a escuta, uma palavra que faz o bem, e que não busca o próprio interesse mas a libertação de quem a escuta.

A ação de Jesus é também reveladora desta autoridade ao libertar o homem do "espírito impuro": o espírito impuro de quem confessa a verdadeira fé («sei quem Tu és: o Santo de Deus»), mas que não quer ter nada a ver com Ele («Que tens Tu a ver connosco?»): este é o verdadeiro "espírito impuro", o "diabólico" (à letra, a palavra significa: o que separa) que existe no homem, que o faz viver "separado", quase esquizofrénico, entre o que se sabe, o que se crê e o que vive... É este espírito que Jesus tem a autoridade para revelar e expulsar. E com ele expulso, o homem encontra então plenamente a sua liberdade. Não sem dor, que a verdadeira liberdade custa: o homem é agitado violentamente e grita.

A palavra de Jesus não é "adoçada", mas verdadeiramente profética: revela o mal e enfrenta-o! A palavra de Jesus tem autoridade porque é libertadora das divisões interiores que o atormentam, tem autoridade porque é sacramental, torna presente e atuante a salvação de Deus.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Bênção dos Leitores no Domingo da Palavra


As celebrações do 3.º Domingo Comum, em São Jorge e na Calvaria, ficaram marcadas, este ano, pela bênção dos leitores habituais que fazem parte das Equipas de Liturgia. Sendo este o Domingo da Palavra de Deus, foi uma forma de reforçar a importância da Palavra nas celebrações, mas também na vida de cada cristão. De facto, como se recordou no início da bênção, «com as leituras, durante as celebrações, principalmente na Eucaristia, põe-se aos fiéis a mesa da palavra de Deus e abrem-se-lhes os tesouros da Bíblia. O leitor, com a sua voz, mas também com todo o seu ser, é porta-voz da palavra de Deus».

Também por isso, se reforçou a necessidade dos leitores se prepararem bem para esta missão: «lembre-se o leitor da dignidade da palavra de Deus e da importância do seu serviço, e preste assídua atenção à maneira de dizer e pronunciar, de modo que a palavra de Deus seja percebida com toda a clareza por toda a comunidade que escuta. Ao anunciar a palavra divina aos outros, ele próprio a deve acolher com docilidade e meditá-la com zelo, para dela dar testemunho com o seu modo de viver».

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

O tempo de Deus no nosso tempo

21 de janeiro de 2024 | 3.º Domingo do Tempo Comum
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«Cumpriu-se o tempo», são as primeiras palavras que o evangelista Marcos mete na boca de Jesus. É o início da sua pregação, que é também o início deste tempo novo, o tempo em que o Reino começa a manifestar-se de uma forma explícita no mundo dos homens. Com Jesus, inaugura-se um tempo novo que, para ser acolhido, precisa de uma atitude livre e ativa: arrependimento, ou conversão; e acreditar no Evangelho.

Conversão, é o que de mais imediato se vê na atitude dos primeiros discípulos que Jesus chama: Simão e André, Tiago e João, deixam logo as redes, o barco e a família, e assumem uma nova vida. Conversão é esta vida assumida com uma lógica nova: a do seguimento de Jesus.

Acreditar no Evangelho, é o que possibilita esta atitude de conversão: encontrando em Jesus aquele que vale a pena seguir, aderem à sua Palavra, acolhem o desafio, fazem da Boa Nova a razão da sua vida.

Com eles começa a comunidade do Reino, daqueles que fazem o caminho da conversão à luz da fé. Por isso, também eles são já parte deste novo tempo de Deus. Com eles, todos são desafiados a transformar os tempos. Eles não eram «especiais»: eram pessoas normais como o é hoje cada um de nós. Teremos a capacidade de responder desta forma imediata e radical? Teremos tempo para o tempo de Deus em nós?

sábado, 13 de janeiro de 2024

Jubileus matrimoniais em dia de Epifania

Para a celebração da Solenidade da Epifania, na igreja paroquial da Calvaria, a 7 de janeiro de 2024, foi envolvida, como habitualmente, a Catequese que, neste dia, junta as crianças vestidas de pastores, faz-se o presépio vivo, e entram na igreja os «magos vindo do Oriente» para oferecer os seus presentes a Jesus. Acende-se a estrela no momento em que, ao escutar o Evangelho, os três jovens do último ano da Catequese, se aproximam da cabana onde está representada a Sagrada Família.

Para além do que é habitual neste dia, foram convidados também para a celebração os casais que, ao longo do ano de 2023, celebraram o seu jubileu matrimonial, de 25 e 50 anos de casamento. Foram cinco os casais presentes que assim se juntaram na comunidade para este dia de festa.

Tal como os «magos», todos, das crianças aos mais velhos, foram desafiados a estar atentos aos sinais de Deus, a deixar-se guiar pela Luz de Jesus, e a ter a coragem para, no encontro com Ele, se deixar iluminar para voltar à vida habitual por esse «outro caminho» que também os «magos» percorreram para regressar a suas casas.

Aos casais jubilares damos os parabéns, e o desejo que se deixem sempre iluminar pelo Amor de Jesus. A todos, ao concluir o tempo de Natal, que o Menino Jesus seja sempre luz para o caminhar!

Mostra de Presépios

Na conclusão da Campanha «Presépio - Admirável Sinal», realizada com as crianças e adolescentes da Catequese e famílias da Comunidade, o fim-de-semana de 6 e 7 de janeiro foi marcado pela presença dos presépios para que todos os pudessem ver. E valeu a pena! Foi grande e muito artística a criatividade dos presépios que estiveram na Capela de São Jorge, no sábado à tarde e, depois, no domingo, no salão paroquial da Calvaria.

Seguindo a preposta, os presépios originais, e de materiais reciclados, revelaram o empenho que crianças, adolescentes e famílias tiveram para realizar esta tarefa. Esta iniciativa partiu da Campanha de Advento, lançada pelo Serviço Diocesano de Catequese, que assim quis marcar a celebração dos 800 anos do primeiro presépios de São Francisco de Assis, alertando também para a preocupação ecológica de que o Santo de Assis é inspirador pela sua espiritualidade de pobreza e de simplicidade, e do cuidado com a Criação.

Para ver alguns destes presépios, pode espreitar-se AQUI.

São Jorge tem novos acólitos

Foi na celebração de sábado, 6 de janeiro, que cinco crianças de São Jorge fizeram o seu compromisso para serem acólitas na comunidade de São Jorge. Está assim formado, de novo, o Grupo de Acólitos desta comunidade!

Na preparação para este momento, tiveram vários encontros de formação para ajudar a compreender a importância e o sentido deste serviço nas celebrações, e para aprenderam a desempenhar bem as suas tarefas. Contamos que, agora, de uma forma regular, possam assumir esta missão e, progressivamente, aprender ainda melhor todas as tarefas a realizar. E que esta sua presença nas celebrações possa motivar outros para se prepararem e integrarem no Grupo.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Onde moras? Vinde ver...

14 de janeiro de 2024 | 2.º Domingo do tempo Comum
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André e o outro discípulo andavam à procura... Estavam com João Batista, mas quando este apontou para Jesus, eles não hesitaram em começar uma nova aventura, e seguir Jesus. Jesus olha para trás, vê que O seguem, pergunta-lhes o que querem: e eles querem apenas demorar-se com Aquele que João indicara como o «Cordeiro de Deus».

Estar em casa de Jesus é partilhar da sua vida, entrar na sua intimidade: encontram-se de verdade com Aquele que podem depois anunciar como o Messias. E Simão, levado por André a conhecer Jesus, acolhe dele uma nova identidade: será Cefas, Pedro, a pedra desta nova comunidade nascente, a comunidade dos que aceitam o desafio de seguir Jesus, de se demorarem com Ele em casa, de O aceitarem como o Ungido do Senhor que realiza a nova aliança entre Deus e os homens, o Cordeiro que imolado na cruz dá aos homens a Vida Eterna.

«Eis o Cordeiro de Deus», repetimos em cada Eucaristia. Podemos andar à sua procura, mas é Ele que se apresenta diante de nós. E, agora, para ser Ele a vir morar em nós, e connosco morar neste nosso mundo, nas moradas que habitamos. Em cada Eucaristia, acolhemos a sua presença real para que Ele possa reorientar-nos sempre na missão que tem para nós.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Deixar-se transformar no encontro com Jesus

7 de janeiro de 2024 | Solenidade da Epifania do Senhor
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No contexto do “Evangelho da Infância”, Mateus oferece-nos o episódio dos magos vindos do Oriente. Os símbolos e imagens usados expressam sobretudo uma mensagem: Jesus é o Messias anunciado e desejado, enviado pelo Pai para oferecer a luz, a vida e a salvação a toda a humanidade. Nem todos O procuram, alguns até O rejeitam, para muitos é-lhes indiferente… Mas, para quem O encontra de verdade, para quem O reconhece verdadeiramente como o Filho de Deus incarnado na fragilidade humana, para quem lhe oferece os seus presentes mais valiosos, a sua vida ganha uma nova luz, um novo horizonte.

A intenção deste episódio é sobretudo catequética. Mateus quer transmitir-nos uma mensagem através dos detalhes narrados na visita dos magos do Oriente.

Por um lado, dá-se a entender a identidade de Jesus. Nasceu em Belém, terra natal do rei David, o que liga Jesus ao Messias anunciado e esperado pelo Povo da Aliança. Mas é procurado e reconhecido por estrageiros, o que dá a entender, desde o início, que a sua missão não tem fronteiras de raças, lugares ou tempos. Jesus é a “estrela de Jacob” (cf. Num 24, 17), mas a sua luz ilumina toda a humanidade. A prostração e adoração é o reconhecimento da sua divindade, que é reforçada pelos presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra. Ligados tradicionalmente à Arábia, estes bens significavam as dádivas de todos os povos ao Messias esperado (cf. Sl 72, 10-11.15; Is 60, 6), mas os cristãos também viram, nessas ofertas, os símbolos da realeza (ouro), da divindade (incenso) e da humanidade sofredora (mirra) de Jesus.

Por outro lado, o texto apresenta a diversidade de reações diante de Jesus. Os magos buscam, Herodes tem medo e rejeita, toda a cidade fica perturbada, os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo ficam indiferentes mesmo conhecendo todas as profecias… A mensagem é a que encontramos também no prólogo do Evangelho de João: “A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam… Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas, a quantos O receberam, aos que n’Ele creem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 5.11-12).

O relato termina com o regresso dos magos à sua terra “por outro caminho”. Um voltar renovado pelo encontro com a Luz de Jesus. “Há uma dinâmica sábia entre continuidade e novidade: voltamos «ao nosso país», mas «por outro caminho». Isto indica que somos nós que temos de mudar, de transformar o nosso modo de viver, ainda que seja no ambiente de sempre, de modificar os critérios de julgamento sobre a realidade que nos rodeia” (Papa Francisco). A conversão é, em primeiro lugar, do coração e da mente… Pensar e sentir a partir do encontro com Jesus, da escuta da sua Palavra, do acolhimento do dom da sua vida na Eucaristia.