Programa da Paróquia

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

A palavra de Jesus ilumina a vida

28 de fevereiro de 2021 | 2º Domingo da Quaresma
Leituras | Lectio (áudio) | Comentário | Avisos | Boletim | Rezar a Palavra


“Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias”. Dito de outro modo: instalemo-nos, fiquemos aqui para sempre, estamos tão bem a contemplar a tua glória!

Como seria tão bom se nós tivéssemos podido guardar Jesus glorioso no meio de nós! Ele manifestaria desde já a sua vitória sobre todas as forças do mal e sobre a própria morte. Ele curaria todas as doenças, Ele estabeleceria a justiça, Ele apaziguaria todas as tempestades, Ele suprimiria todas as violências. Jesus estaria sempre ao nosso serviço, à nossa disposição! Seria verdadeiramente o paraíso!

Mas Jesus não se deixou apanhar na armadilha: “olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles”. Foi necessário retomar o caminho quotidiano. Será preciso que atravessem a noite do Gólgota, depois os seus próprios sofrimentos e a sua própria morte. Jesus não veio tirar-nos da nossa condição humana com uma varinha mágica. Ele vem juntar-se a nós nos nossos caminhos pedregosos, dando-nos o seu Espírito para que nos tornemos capazes de O escutar, no mais íntimo de nós mesmos. Então a sua Palavra pode enraizar-se cada vez mais profundamente em nós, como uma semente de vida. Não a percebemos sempre, mas ela rebentará na plenitude da luz, na Ressurreição com Jesus.

Desafio para o 2º Domingo da Quaresma

Coloca uma vela acesa junto da Bíblia no teu “Canto da Palavra” em casa.

Escuta e acompanha um momento de oração que podes encontrar AQUI
Para os mais novos, um pequeno desafio AQUI.

Senhor Jesus,
hoje escutamos o apelo de Deus Pai,
na voz que se fez ouvir no alto monte,
onde te transfiguraste diante dos teus amigos:
«Este é o meu Filho muito amado: escutai-O».
Sim, nós acreditamos que tu és o Filho muito amado do Pai,
e que a tua Palavra ilumina a nossa vida.
Abre os nossos ouvidos para te escutarmos com atenção,
levarmos a tua Palavra ao nosso coração,
e do coração à nossa ação.

Nós te rezamos pelas crianças e adolescentes da catequese e suas famílias, para que encontrem sempre quem lhes anuncie a Palavra de Deus, e as ajudem a crescer no encontro com Jesus Cristo presente na Palavra.


Ao longo desta semana, temos o desafio rezar o texto do Evangelho deste domingo, e depois partilhar uma mensagem pelo telemóvel ou nas redes sociais, inspirada no que hoje escutámos:

«Na Eucaristia, a Palavra de Jesus ilumina a vida!»


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Jesus convida-nos a viver uma vida melhor

21 de fevereiro de 2021 | 1º Domingo da Quaresma
Leituras | Lectio (áudio) | Comentário | Avisos | Boletim | Rezar a Palavra 


A Quaresma, tempo de penitência, de sacrifícios de toda a espécie, de resistência às tentações, à imitação de Jesus no deserto, pode parecer-nos um tempo não muito entusiasmante... Porém, na breve passagem do texto que escutamos este domingo, S. Marcos fala duas vezes do “Evangelho”, ou seja, de uma Boa Nova. E uma Boa Nova dilata o coração, traz alegria! Então, porque não falar de alegria durante a Quaresma? Será que isso desvirtua o seu sentido?

O anúncio de Jesus vem com um convite à conversão. Mas conversão não quer dizer simplesmente parar de cometer pecados. A verdadeira conversão é, antes de mais, “acreditar na Boa Nova”. E a Boa Nova é a manifestação do verdadeiro rosto de Deus em Jesus: um Pai no qual só há amor, porque Ele é Amor em estado puro, a fonte absoluta do Amor. Às vezes, a primeira tentação, a mais terrível, consiste em transpor para Deus as nossas maneiras de amar, de compreender a justiça ou o poder... Mas não é Deus que é à nossa imagem, nós é que somos para ser à sua imagem... A verdadeira conversão consiste então em mudar as nossas conceções de Deus para acolher um Pai que nunca pára de nos amar, e que quando recusamos o seu amor, só tem um desejo: manifestar-nos ainda mais o seu amor, até nos dar o seu Filho, para que, enfim, nós nos deixemos amar. E aí está a alegria!

Desafio para o 1º Domingo da Quaresma
Coloca uma Bíblia no teu “Canto da Palavra” em casa.

Escuta e acompanha um momento de oração que podes encontrar AQUI.
Para os mais novos, um pequeno desafio AQUI.

Senhor Jesus,
ao começar este tempo da Quaresma,
escutamos as tuas primeiras palavras,
o teu primeiro anúncio.
Depois das tentações no deserto,
apresentas-nos o caminho para
que, também nós, possamos vencer
as tentações, e tornar presente,
em nós, o teu reino de amor:
voltarmo-nos para ti, escutarmos
a tua palavra e levá-la ao coração.
No início da Quarema,
pedimos perdão pelas vezes
em que não escutámos, não acolhemos
e não vivemos a tua palavra de amor.


Ao longo desta semana, temos o desafio rezar o texto do Evangelho deste domingo, e depois partilhar uma mensagem pelo telemóvel ou nas redes sociais, inspirada no que hoje escutámos:

«Na Eucaristia, Jesus convida-nos a viver uma vida melhor!»

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Encontro online para Retiro Quaresmal

Encontro online
Sexta-feira, 19 fev.
21h | AQUI


Com o início da Quaresma, começa também a proposta do Retiro Popular preparado pela Diocese. Uma caminhada em 6 encontros, centrados na Palavra de Deus a ser compreendida, meditada, rezada, partilhada...

O percurso espiritual do Retiro Popular deste ano tem como título “À mesa da palavra e do Pão da Vida” e tem presente o tema diocesano, ajudando a percorrer os vários momentos da celebração da Eucaristia.

Está disponível, na igreja paroquial, uma pequena publicação (com o valor de 1,50€ cada exemplar). Mas os temas também podem ser descarregados da página da Diocese. 

Na próxima sexta-feira, às 21h, haverá o primeiro encontro desta proposta com quem aceitar o convite para fazer esta caminhada através da internet. Para participar, basta entrar no mesmo endereço que é usado para a celebração da Eucaristia aos domingos (https://meet.jit.si/MissaCalvaria).

Os dias e horários dos encontros seguintes serão definidos com os participantes.

Mensagem do Papa para a Quaresma 2021

Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e caridade

Na sua mensagem para a Quaresma deste ano, o Papa Francisco convida-nos a recordar Jesus, «neste tempo de conversão», e com Ele renovarmos a nossa fé, obtemos a “água viva” da esperança e recebermos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo.

TEXTO COMPLETO DA MENSAGEM DO PAPA: AQUI.

O Papa desenvolve três pontos, relacionando-os com os três sinais quaresmais: o jejum, a oração e a esmola. «O caminho da pobreza e da privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem--nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa».

No primeiro ponto, «A fé chama-nos a acolher a Verdade e a tornar-nos suas testemunhas diante de Deus e de todos os nossos irmãos e irmãs», o Papa fala do jejum que «vivido como experiência de privação, leva as pessoas que o praticam com simplicidade de coração a redescobrir o dom de Deus e a compreender a nossa realidade de criaturas que, feitas à sua imagem e semelhança, n’Ele encontram plena realização. Ao fazer experiência duma pobreza assumida, quem jejua faz-se pobre com os pobres e “acumula” a riqueza do amor recebido e partilhado. O jejum, assim entendido e praticado, ajuda a amar a Deus e ao próximo». «Jejuar significa libertar a nossa existência de tudo o que a atravanca a fim de abrirmos as portas do nosso coração Àquele que vem a nós pobre de tudo, mas “cheio de graça e de verdade”: o Filho de Deus Salvador».

No segundo ponto, «A esperança como “água viva”, que nos permite continuar o nosso caminho», o Papa diz-nos que «no contexto de preocupação em que vivemos atualmente», este tempo da Quaresma «é feito para ter esperança, para voltar a dirigir o nosso olhar para a paciência de Deus» que se manifesta no cuidado da sua Criação, na reconciliação, no perdão recebido no «Sacramento que está no centro do nosso processo de conversão» e que nos torna «propagadores do perdão». Convida-nos a «dizer palavras de incentivo, que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam». A esperança acolhe-se como inspiração e luz interior no recolhimento e oração. Por isso, «é fundamental recolher-se para rezar e encontrar, no segredo, o Pai da ternura».

Por fim, o Santo Padre apresenta o terceiro ponto: «A caridade, vivida seguindo as pegadas de Cristo na atenção e compaixão por cada pessoa, é a mais alta expressão da nossa fé e da nossa esperança». O Papa afirma que «a caridade é dom, que dá sentido à nossa vida e graças ao qual consideramos quem se encontra na privação como membro da nossa própria família, um amigo, um irmão. O pouco, se partilhado com amor, nunca acaba, mas transforma-se em reserva de vida e felicidade».

E termina, dizendo que «este apelo a viver a Quaresma como percurso de conversão, oração e partilha dos nossos bens, nos ajude a repassar, na nossa memória comunitária e pessoal, a fé que vem de Cristo vivo, a esperança animada pelo sopro do Espírito e o amor cuja fonte inexaurível é o coração misericordioso do Pai».



Em Cristo, o reencontro da dignidade humana

14 de fevereiro de 2021 | 6º Domingo do tempo Comum
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A maldição que atingia os leprosos era total: mortos vivos, excluídos dos lugares habitados, proibidos do Templo e da sinagoga, impuros aos olhos dos homens mas, sobretudo, considerados impuros também aos olhos de Deus... Um deles quebra os interditos e aproxima-se de Jesus que, perturbado até às entranhas, ousa um gesto impensável: estende a mão e toca o infeliz, tornando-se Ele mesmo, imediatamente, impuro. Passa-se, então, algo de extraordinário. Realiza-se a palavra do salmista: “Senhor, viste o mal e o sofrimento, toma-os na tua mão”. Jesus toma nas suas mãos o mal e o sofrimento deste homem. Tira-o da sua lepra, liberta-o da sua exclusão, de toda a impureza. O leproso pode reencontrar a companhia dos outros e de Deus. Mas então, é Jesus que “não podia entrar abertamente numa cidade. Era obrigado a evitar os lugares habitados”: era Ele que tinha agora de se proteger da multidão. É como se Jesus tivesse tomado o lugar do leproso.

Jesus toma sobre Ele as nossas faltas e os nossos sofrimentos, Ele toma o nosso lugar para absorver na sua pessoa e no amor do Pai todas as nossas misérias. E, ao mesmo tempo, encontramos toda a nossa dignidade de homens e de mulheres livres, de pé, capazes de entrar de novo em relação uns com os outros e, sobretudo, de nos aproximarmos de novo de Deus, sem qualquer medo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

11 de fevereiro: Dia Mundial do Doente


A Conferência Episcopal Portuguesa vai assinalar o Dia Mundial do Doente deste ano com uma Missa na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, no dia 11 de fevereiro, às 11h, presidida pelo Cardeal D. António Marto.

A Missa, não contará com a participação de fiéis, mas será transmitida pelos meios de comunicação social (Rádio Renascença e TV Canção Nova) e digital (Santuário de Fátima e Agência ECCLESIA) e tem como intenção lembrar todos os que sofrem os efeitos da pandemia. Além da bênção dos doentes, haverá uma referência especial com uma prece pelos profissionais de saúde e por todos os cuidadores formais e informais.

Mais informações em: http://www.ecclesia.pt/cnpastoraldasaude/

ORAÇÃO PARA O XXIX DIA MUNDIAL DO DOENTE
«Um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos» (Mt 23,8)
A relação de confiança na base do cuidado dos doentes

Pai santo, nós somos teus filhos.
Conhecemos o teu amor por cada um de nós
e por toda a humanidade.
Ajuda-nos a permanecer na tua luz,
para crescermos no amor recíproco,
e a fazermo-nos próximos
de quem sofre no corpo e no espírito.

Jesus Filho amado, verdadeiro homem e verdadeiro Deus,
és o nosso único Mestre.
Ensina-nos a caminhar na esperança.
Faz-nos aprender contigo, sobretudo na doença,
a acolher a fragilidade da vida.
Dá-nos a tua paz para os nossos medos,
o teu conforto para os nossos sofrimentos.

Espírito consolador,
os teus frutos são a paz, a humildade e a benevolência.
Alivia a humanidade aflita por esta pandemia.
Trata com o teu amor as relações feridas,
dá-nos o perdão recíproco,
converte os nossos corações
para que saibamos cuidar uns dos outros.

Maria, testemunha da esperança ao pé da cruz, ora por nós.


sábado, 6 de fevereiro de 2021

Assim viveu Jesus, assim nos ensina a viver

7 de fevereiro de 2021 | 5º Domingo do Tempo Comum
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São Marcos apresenta, de uma forma concisa, a atividade de Jesus. Começa na sinagoga, continua em casa de Pedro onde se aproxima, toma pela mão e levanta a sogra doente, ela que, recuperando da sua febre começa servir. Depois, já são todos os que sofrem algum mal que estão à porta de Pedro, e toda a cidade ali presencia as curas de Jesus. E é no meio de toda esta agitação de gente e do irromper da vida, que se faz silêncio: Jesus retira-se para um sítio isolado para rezar... Os discípulos quase o acusam: com toda a gente à tua procura, porquê "perder tempo" assim?! Mas esse é o tempo do essencial, do encontro com o Pai, o tempo que dá sentido a todo o outro tempo gasto na atenção às necessidades de cada um, de se aproximar de quem sofre, de pegar pela mão e de levantar para uma vida nova aqueles que necessitam de um sentido para a vida...

Assim viveu Jesus, alimentando no encontro com o Pai, uma vida gasta na atenção às necessidades de cada um daqueles que com Ele se cruzaram pedido a cura. No encontro com o Pai encontrou a força para se doar plenamente. Assim viveu Jesus, fazendo o bem, sem medo de se aproximar de quem sofre, de meter mãos à obra, de levantar os caídos.

Assim nos ensina a viver Jesus, com esse mesmo olhar de quem sabe que mesmo que muitas doenças continuem insanáveis, nenhuma pessoa é incurável: que podemos levar a cada um o cuidado que o próprio Jesus manifesta, Ele que vem para curar a nossa humanidade daquela que é maior ferida, a ferida do pecado que nos afasta da Vida plena e eterna.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

96º Aniversário da Paróquia da Calvaria


Criada a 4 de fevereiro de 1925, pelo Sr. D. José Alves Correia da Silva, a paróquia da Calvaria celebra 96 anos neste ano de 2021. Dia de memórias, de ação de graças, de esperanças, de desejo de melhores dias para se poder celebrar...

A caminho do centenário, rever o caminho feito, e procurar sempre se reorientar na missão de ser, nesta Comunidade Humana, sinal, presença, esperança e impulso para a construção do Reino de Deus, pelo Amor de Deus acolhido e vivido, partilhado e testemunhado, celebrado e rezado.

A quantos vão acolhendo o desafio de procurar seguir Jesus Cristo em Igreja, nesta comunidade paroquial, que esta celebração, neste contexto, seja vivido pessoalmente com a vontade sincera e renovada de se querer deixar encontrar com Jesus Cristo e, por Ele, com a Igreja, nesta família concreta que neste lugar partilha a vida.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Bênção das crianças e das mulheres grávidas

No dia 2 de fevereiro ocorre a festa litúrgica da Apresentação do Senhor. Celebra-se o dia em que os pais de Jesus O levaram ao Templo, para ser oferecido a Deus. O Evangelho de São Lucas, conta-nos que Simeão, ao acolher Jesus, O reconhece como Luz das nações:

«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra,
deixareis ir em paz o vosso servo,
porque os meus olhos viram a vossa salvação,
que pusestes ao alcance de todos os povos:
luz para se revelar às nações
e glória de Israel, vosso povo».

(Cf. Lc 2, 22-44)

É para celebrar esta Luz das nações, o próprio Jesus, apresentado no Templo por Maria, que a celebração nesse dia começa com a bênção das velas e a procissão para a igreja. Na Eucaristia acolhemos Jesus que se oferece definitivamente por nós, na sua morte e ressurreição.

A tradição, unindo a presença da Luz a Maria, a Mãe que apresenta Jesus no Templo, conhece este dia como a festa de "Nossa Senhora das Candeias".

Na paróquia da Calvaria temos habitualmente, nesse dia, celebração que inicia no exterior da igreja, com a bênção das velas e procissão para a igreja e, durante a celebração, a bênção das crianças e das mulheres grávidas. Este ano, dadas as circunstâncias em que nos encontramos, esta celebração não se realizará. A habitual bênção das mulheres grávidas e das crianças será, em princípio, no dia 8 de setembro de 2021, Festa da Natividade da Virgem Santa Maria.

Uma autoridade que liberta

31 de janeiro de 2021 | 4º Domingo do Tempo Comum
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O texto do Evangelho deste Domingo põe-nos diante da "autoridade" de Jesus, nas suas palavras e nas suas ações.

A palavra de Jesus tem a autoridade por ser proferida por Ele: não se trata de transmitir conteúdos teóricos, mas de dar a conhecer o próprio Mistério de Deus que apenas Ele, o Filho de Deus, pode de verdade dar a conhecer. Autoridade da palavra que é testemunho, e que se faz testemunho, pelas ações que acompanham a palavra. Autoridade que se revela no facto de ser pronunciada totalmente para o bem de quem a escuta, uma palavra que faz o bem, e que não busca o próprio interesse mas a libertação de quem a escuta.

A ação de Jesus é também reveladora desta autoridade ao libertar o homem do "espírito impuro": o espírito impuro de quem confessa a verdadeira fé («sei quem Tu és: o Santo de Deus»), mas que não quer ter nada a ver com Ele («Que tens Tu a ver connosco?»): este é o verdadeiro "espírito impuro", o "diabólico" (à letra, a palavra significa: o que separa) que existe no homem, que o faz viver "separado", quase esquizofrénico, entre o que se sabe, o que se crê e o que vive... É este espírito que Jesus tem a autoridade para revelar e expulsar. E com ele expulso, o homem encontra então plenamente a sua liberdade. Não sem dor, que a verdadeira liberdade custa: o homem é agitado violentamente e grita.

A palavra de Jesus não é "adoçada", mas verdadeiramente profética: revela o mal e enfrenta-o! A palavra de Jesus tem autoridade porque é libertadora das divisões interiores que o atormentam, tem autoridade porque é sacramental, torna presente e atuante a salvação de Deus.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Domingo da Palavra de Deus


Celebra-se neste terceiro Domingo do Tempo Comum (24 de janeiro), o Domingo da Palavra de Deus com o convite a reforçar a relação com a Palavra de Deus, na Bíblia. O Papa Francisco instituiu este dia com o “vivo desejo que a Palavra de Deus seja cada vez mais celebrada, conhecida e difundida, para que se possa, através dela, compreender melhor o mistério de amor que dimana daquela fonte de misericórdia”, é assim “um domingo dedicado inteiramente à Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgotável que provém daquele diálogo constante de Deus com o seu povo” (MM,7).

Para reforçar esta celebração, o ambão da igreja paroquial foi particularmente cuidado, e a Palavra de Deus colocada ao centro do espaço da igreja.

Não havendo as celebrações previstas para este fim-de-semana, recorda-se a oferta semanal da Lectio Divina, quer em texto para a meditação e oração pessoal ou em família, quer em formato áudio, para poder ser escutada: as ligações são enviadas todas as semanas para os endereços de correio eletrónico da base de dados da Paróquia. Se alguém desejar receber em papel, basta comunicar ao Pároco.

Também está a chegar às famílias, através dos catequistas, a proposta para uma pequena celebração em família neste domingo.

Neste tempo de confinamento, em que não é possível a participação na celebração da Eucaristia, reforça-se a importância de celebrar a fé em família, não apenas pelo acompanhamento das celebrações através dos vários meios disponíveis, mas também pela oração em família, podendo sempre seguir a proposta que é preparada para cada domingo.

Celebrações e outras atividades em tempo mais rigoroso de confinamento


Entrando num período de confinamento mais rigoroso, seguimos as orientações dadas para a Igreja em Portugal, com o Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa (de 21 de janeiro de 2021) que «determina a suspensão da celebração “pública” da Eucaristia a partir de 23 de janeiro de 2021, bem como a suspensão de catequeses e outras atividades pastorais que impliquem contacto, até novas orientações».

Assim, os catequistas vão continuar a acompanhar os seus grupos através dos meios digitais, tanto quanto possível.

A celebração da Missa aos domingos será transmitida através da internet, e as reuniões serão também realizadas desta forma.

Caso alguém queira pedir alguma intenção particular para alguma celebração da Missa durante a semana, deve entrar em contacto com o Pároco para organizar a melhor forma dela ser acompanhada por quem pede a intenção, também pelos meios digitais.

Apesar de se prever o atendimento no cartório no horário habitual, os assuntos serão tratados preferencialmente por telefone ou internet.

Vai continuar a ser impresso o Boletim Paroquial, e serão disponibilizados alguns exemplares às portas das igrejas.

A igreja paroquial terá, junto do ambão, o lecionário com as leituras de cada dia.


O tempo de Deus no nosso tempo

24 de janeiro de 2021 | 3º Domingo do Tempo Comum
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«Cumpriu-se o tempo», são as primeiras palavras que o evangelista Marcos mete na boca de Jesus. É o início da sua pregação, que é também o início deste tempo novo, o tempo em que o Reino começa a manifestar-se de uma forma explícita no mundo dos homens. Com Jesus, inaugura-se um tempo novo que, para ser acolhido, precisa de uma atitude livre e ativa: arrependimento, ou conversão; e acreditar no Evangelho.

Conversão, é o que de mais imediato se vê na atitude dos primeiros discípulos que Jesus chama: Simão e André, Tiago e João, deixam logo as redes, o barco e a família, e assumem uma nova vida. Conversão é esta vida assumida com uma lógica nova: a do seguimento de Jesus.

Acreditar no Evangelho, é o que possibilita esta atitude de conversão: encontrando em Jesus aquele que vale a pena seguir, aderem à sua Palavra, acolhem o desafio, fazem da Boa Nova a razão da sua vida.

Com eles começa a comunidade do Reino, daqueles que fazem o caminho da conversão à luz da fé. Por isso, também eles são já parte deste novo tempo de Deus. Com eles, todos são desafiados a transformar os tempos. Eles não eram «especiais»: eram pessoas normais como o são hoje cada um de nós. Teremos a capacidade de responder desta forma imediata e radical? Teremos tempo para o tempo de Deus em nós?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Onde moras? Vinde ver...

17 de janeiro de 2021 | 2º Domingo do tempo Comum
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André e o outro discípulo andavam à procura... Estavam com João Batista, mas quando este apontou para Jesus, eles não hesitaram em começar uma nova aventura, e seguir Jesus. Jesus olha para trás, vê que O seguem, pergunta-lhes o que querem: e eles querem apenas demorar-se com Aquele que João indicara como o «Cordeiro de Deus».

Estar em casa de Jesus é partilhar da sua vida, entrar na sua intimidade: encontram-se de verdade com Aquele que podem depois anunciar como o Messias. E Simão, levado por André a conhecer Jesus, acolhe dele uma nova identidade: será Cefas, Pedro, a pedra desta nova comunidade nascente, a comunidade dos que aceitam o desafio de seguir Jesus, de se demorarem com Ele em casa, de O aceitarem como o Ungido do Senhor que realiza a nova aliança entre Deus e os homens, o Cordeiro que imolado na cruz dá aos homens a Vida Eterna.

«Eis o Cordeiro de Deus», repetimos em cada Eucaristia. Podemos andar à sua procura, mas é Ele que se apresenta diante de nós. E, agora, para ser Ele a vir morar em nós, e connosco morar neste nosso mundo, nas moradas que habitamos. Em cada Eucaristia, acolhemos a sua presença real para que Ele possa reorientar-nos sempre na missão que tem para nós.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Imagens voltam restauradas a São Jorge



Depois de alguns meses ausentes, voltaram, esta terça-feira, 12 de janeiro, as imagens da Capela de São Jorge que saíram para restauro.

Foram quatro as imagens que tiveram uma intervenção de restauro e conservação: a imagem de vulto de São Nuno de Santa Maria, uma oferta dos Escuteiros Portugueses em 1926; a imagem de Nossa Senhora (da Vitória) com o Menino; a imagem de São Jorge (em madeira policromada); e a imagem do Sagrado Coração de Jesus.

Colocadas nos seus lugares, estão de novo ao culto, esperando que possamos brevemente voltar a ter as celebrações habituais, agora interrompidas por causa da pandemia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Filhos muito amados

10 de janeiro de 2021 | Festa do Batismo do Senhor
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A cena grandiosa do Batismo de Jesus, com o céu rasgado, com o voo de asas abertas do Espírito sobre as águas do Jordão, com a declaração de amor de Deus, aconteceu também no meu Batismo, e acontece ainda a cada reinício. A Voz, a única que soa dentro da alma, repete a cada um: tu és meu filho, o amado, em ti pus o meu comprazimento. Palavras que ardem e queimam: filho meu, amor meu, alegria minha.

Tu és o meu filho
Filho é a primeira palavra. Filho é um termo poderoso sobre a Terra, poderoso para o coração do ser humano. E para a fé. Deus gera filhos segundo a sua espécie, e eu e tu, nós todos temos o cromossoma do pai nas nossas células, o ADN divino em nós.

Muito amado
Amado é a segunda palavra. Antes que tu ajas, antes que tu digas «sim», que tu o saibas ou não, a cada dia, a cada despertar, o teu nome para Deus é «amado». De um amor que te antecede, que te antecipa, que te envolve prescindindo daquilo que hoje serás e farás. Amado, sem se e sem mas. A salvação deriva do facto de Deus me amar, não do facto de eu o amar. E que eu seja amado depende de Deus, não depende de mim! É graça! E é este amor que entra, transborda, envolve e transforma: somos santos porque somos amados. 

Em Ti pus toda a minha complacência
A terceira palavra: meu comprazimento. Termo desusado, inusual, todavia belíssimo, que no seu núcleo contém a ideia de prazer. A Voz grita do alto do Céu, grita sobre o mundo e dentro do coração, a alegria de Deus: é belo contigo, filho meu; tu dás-me prazer; estar contigo enche-me de alegria. O poder do Batismo é dito com o símbolo vasto das águas que limpam, refrescam, curam, fazem germinar as sementes; com o Espírito que, juntamente com a água, é a primeira de todas as presenças na Bíblia, em ação já desde o segundo versículo do Génesis: «O Espírito de Deus pairava sobre as águas».

A realidade é grandiosa: na sua raiz, batizar significa mergulhar: «Estamos imergidos num oceano de amor, e não nos damos conta» (G. Vannucci). Eu sou mergulhado em Deus, e Deus é mergulhado em mim; eu na sua vida, Ele na minha vida; «aperta-me a ti, aperta-te em mim» (G. Testori). Sou dentro de Deus, como dentro do ar que respiro, dentro da luz que me beija os olhos; mergulhado numa fonte que nunca se esgotará, submergido num ventre vivo que alimenta, faz crescer e protege: sou batizado.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Os Magos do Oriente chegaram a Belém


Na celebração da Epifania, alguns jovens do 10° ano da Calvaria ajudaram a vivenciar a busca dos Magos que seguem a Luz e, a partir desse encontro, seguem por outro caminho as suas vidas.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Deixar-se transformar no encontro com Jesus

3 de janeiro de 2021 | Solenidade da Epifania do Senhor
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No contexto do “Evangelho da Infância”, Mateus oferece-nos o episódio dos magos vindos do Oriente. Os símbolos e imagens usados expressam sobretudo uma mensagem: Jesus é o Messias anunciado e desejado, enviado pelo Pai para oferecer a luz, a vida e a salvação a toda a humanidade. Nem todos O procuram, alguns até O rejeitam, para muitos é-lhes indiferente… Mas, para quem O encontra de verdade, para quem O reconhece verdadeiramente como o Filho de Deus incarnado na fragilidade humana, para quem lhe oferece os seus presentes mais valiosos, a sua vida ganha uma nova luz, um novo horizonte.

A intenção deste episódio é sobretudo catequética. Mateus quer transmitir-nos uma mensagem através dos detalhes narrados na visita dos magos do Oriente.

Por um lado, dá-se a entender a identidade de Jesus. Nasceu em Belém, terra natal do rei David, o que liga Jesus ao Messias anunciado e esperado pelo Povo da Aliança. Mas é procurado e reconhecido por estrageiros, o que dá a entender, desde o início, que a sua missão não tem fronteiras de raças, lugares ou tempos. Jesus é a “estrela de Jacob” (cf. Num 24, 17), mas a sua luz ilumina toda a humanidade. A prostração e adoração é o reconhecimento da sua divindade, que é reforçada pelos presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra. Ligados tradicionalmente à Arábia, estes bens significavam as dádivas de todos os povos ao Messias esperado (cf. Sl 72, 10-11.15; Is 60, 6), mas os cristãos também viram, nessas ofertas, os símbolos da realeza (ouro), da divindade (incenso) e da humanidade sofredora (mirra) de Jesus.

Por outro lado, o texto apresenta a diversidade de reações diante de Jesus. Os magos buscam, Herodes tem medo e rejeita, toda a cidade fica perturbada, os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo ficam indiferentes mesmo conhecendo todas as profecias… A mensagem é a que encontramos também no prólogo do Evangelho de João: “A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam… Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas, a quantos O receberam, aos que n’Ele creem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 5.11-12).

O relato termina com o regresso dos magos à sua terra “por outro caminho”. Um voltar renovado pelo encontro com a Luz de Jesus. “Há uma dinâmica sábia entre continuidade e novidade: voltamos «ao nosso país», mas «por outro caminho». Isto indica que somos nós que temos de mudar, de transformar o nosso modo de viver, ainda que seja no ambiente de sempre, de modificar os critérios de julgamento sobre a realidade que nos rodeia” (Papa Francisco). A conversão é, em primeiro lugar, do coração e da mente… Pensar e sentir a partir do encontro com Jesus, da escuta da sua Palavra, do acolhimento do dom da sua vida na Eucaristia.