Programa da Paróquia

quinta-feira, 29 de julho de 2021

29 de julho: Santa Marta, Padroeira da Calvaria



Celebra-se hoje, 29 de julho, a memória litúrgica de Santa Marta, Padroeira da Paróquia da Calvaria. A partir deste ano, juntamente com Santa Marta, fazemos também a memória dos seus irmãos, Maria e Lázaro.

Santa Marta é recordada sempre como aquela que acolheu Jesus em sua casa e, no meio de todas as tarefas que fazia escutou as palavras de Jesus: ««Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária...». Mas também como aquela que, na sua fé, diante da morte de Lázaro, afirma que tudo é possível a Jesus, porque Ele é «o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo».

Começam hoje as celebrações em honra da Padroeira, com a celebração da Missa às 20h, seguida da oração do terço, nos quais meditamos os mistérios da vida de Santa Marta.

A partir das 21h, estará aberta a Tasca da Filhoses em Take Away.
(PROGRAMA DAS CELEBRAÇÕES)

sexta-feira, 23 de julho de 2021

1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos

Celebrações com a bênção dos avós na Calvaria:
- Sábado, 24 de julho - 19h
- Domingo, 25 de julho - 11h

Mensagem do Papa Francisco:
«Eu estou contigo todos os dias»

Celebrações em honra de Santa 2021

 


Do pouco, Jesus faz muito

25 de julho de 2021 | 17º Domingo do Tempo Comum
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Durante alguns domingos, vamos interromper a leitura do Evangelho de São Marcos para escutar o sexto capítulo do Evangelho de São João. Inicia-se com o relato da multiplicação dos pães e dos peixes (deste domingo) para continuar depois com toda a catequese do «Pão da Vida».

Já neste sinal se dá a entender a dimensão eucarística: Jesus que dá graças e distribui... e do pouco se faz muito. Da partilha, doze cestos de sobra. Mas um outro alimento irá saciar bem mais: Jesus é o Pão que sacia de verdade a fome que cada um sente no mais íntimo de si mesmo.

Realce para a atitude do rapazito, com os seus cinco pães e dois peixes: pode parecer tão pouco para toda aquela gente... Mas Jesus do pouco faz o muito: «Quando damos amor, amizade, um pouco do nosso tempo ou simplesmente um sorriso, quando procuramos respeitar o outro, sem o julgar, quando fazemos um caminho de perdão… Jesus serve-Se desse pequeno pouco para construir connosco, pacientemente, dia após dia, o seu Reino.»

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Parar para dar sentido ao (bem) que se faz

18 de julho de 2021 | 16º Domingo do Tempo Comum
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Aos doze que voltam da sua missão de anúncio, de cura e libertação, que contam entusiasmados tudo o que, em nome de Jesus, tinham feito, Jesus convida-os para um tempo novo: «vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». E o texto do Evangelho explica porquê: «havia tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer».

Jesus sabe da necessidade de não se perderem no ativismo; é preciso fundamentar a ação a partir do essencial. Não é um tempo de «férias», mas quase como que um «retiro»: estar num lugar isolado na companhia de Jesus. É desse encontro, desse estar com Ele, que resulta uma ação missionária consistente. Não apenas fazer, mas «fazer bem o bem que se faz» (D. António Marto). Agir a partir do coração de Jesus: por isso a necessidade de estar com Ele para conhecer o seu coração, e amar e agir no mundo com o seu coração.

A multidão, no entanto, não deixa de procurar Jesus... Ao desembarcar e ver toda aquela gente, Jesus «compadeceu-Se». Esta compaixão vem de sentir que são como «ovelhas sem pastor»: não têm um rumo assumido, um sentido para a vida, andam perdidos, desorientados... Por isso, Jesus ensina-lhes «muitas coisas». De facto, a mais fundamental das ações que a comunidade cristã é convidada a ter é precisamente esta que de se «compadecer», e de anunciar a Palavra que oriente e dê sentido.

Quanto sofrimento não existe pela «desorientação» na vida, pelo seguimento de falsos «pastores», por querer ter sempre razão e se fechar à Palavra de Deus? Deixar-se guiar por Jesus, «retirar-se com Ele», para encontrar o Caminho a seguir e a anunciar. Ser cristão passa por este equilíbrio entre o «descanso» em Jesus, e o «trabalho» de O dar a conhecer como Pastor que vale a pena seguir.



segunda-feira, 12 de julho de 2021

De “olhos nos olhos” com Jesus, dizer-Lhe: “Eu acredito em Ti!”


Na tarde de domingo, dia 11 de julho, os 18 adolescentes do 6º catecismo da Paróquia da Calvaria, dos grupos da Calvaria e de São Jorge, professaram solenemente a fé. A celebração da Eucaristia, na qual estiveram acompanhados apenas dos seus familiares mais próximos, dos catequistas, e dos jovens que animaram os cânticos, foi marcada pelos sinais que ligam a fé ali professada ao momento do seu acolhimento no Batismo: depois de terem sido aspergidos com a água batismal, tendo cada um a sua vela do Batismo acesa no círio pascal, e com o lenço branco que fala da pertença a Cristo, afirmaram acreditarem e quererem crescer sempre mais na fé da Igreja: «Creio em Deus Pai, Filho e Espírito Santo».

A partir do Evangelho do chamamento e envio dos Apóstolos deste domingo, foram, também eles, desafiados a acolher o chamamento de Jesus para serem “discípulos missionários”, levando a fé que professam para a vida de cada dia, nas palavras, nos gestos e nas atitudes, aprofundando sempre a sua amizade com Jesus Cristo. De “olhos nos olhos” com Jesus, dizer-Lhe “Eu acredito em Ti” é um momento que marca e reforça esta relação de amizade com Jesus.

A celebração da Profissão Solene da Fé marca a passagem para uma nova etapa da catequese. Com o retomar dos encontros presenciais, a partir de início do mês de outubros, estes adolescentes vão inserir-se no projeto “Say Yes” que, ao mesmo tempo que propõe um caminho de aprofundamento, vivência e expressão da fé, procura ajudar a preparar o grande momento que a Igreja em Portugal irá viver com a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, em 2023.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Percurso da procissão automóvel de Santa Marta

Na Celebração de Santa Marta, no domingo, 1 de agosto, a procissão automóvel com a imagem da Padroeira começa às 14h, na igreja paroquial, onde volta para a celebração da Eucaristia campal, às 17h, no adro da igreja.

O percurso começa na Rua dos Carreirinhos, e Rua do Pardeeiro até à Fonte da Calvaria de Baixo. Sobe ao Alto da Fonte, e segue a Rua do Alto da Fonte até ao largo junto da igreja do Casal do Relvas. Faz a Rua da Coletividade e Rua do Campo de Futebol, e segue na Rua Principal até ao limite da paróquia. Volta pela Trav. de São Sebastião, Rua da Eira e de novo na Rua Principal, em direção a poente, até à Rua Alfredo Conde; sobe essa rua até à Rua São Sebastião, e segue até ao largo junto da igreja. Faz toda a Rua Principal do Casal do Relvas até à Rua D. Maria I.

Segue para sul até à Fonte da Calvaria de Baixo. Segue pela Rua Principal da Calvaria de Baixo até à escola. Faz a Rua D. Maria I para norte, até à Trav. da Serrada das Faias, seguindo até à Rua do Jogo, e voltando de novo à escola.

No Largo da Igreja segue para a Rua dos Padeiros até à Rua das Almoinhas, junto à Farmácia, e vai para sul. No Poço do Povo, corta para norte, na Estrada do Guilherme até Rua do Bartolomeu, Aldeia de Santa Marta, Rua Adelino Sacristão, dando a volta pela Rua do Painel e Rua do Bartolomeu, seguindo para a Rua da Moagem (Casais Gomes) até cruzamento da Rua do Painel. Faz toda a Rua do Painel até Rua das Almoinhas (na carpintaria).

Faz toda a Rua do Agueiro e Quinta de Sampaio até ao limite da paróquia, subindo para a Portela. Vai pela Rua Principal, passa pelo centro dos Casais de Matos até ao Cruzeiro, seguindo depois em direção ao Vale de Água, até ao limite da paróquia. Volta para trás, e segue sempre em direção à Calvaria de Cima, passa ao lado cemitério, e apanha a Estrada do Guilherme, para nascente, até à Estrada da Calvaria.

Na rotunda do IC2, segue para sul, na direção do Chão da Feira. Segue N8 até ao limite da paróquia (Moitalina). Volta pela N8 até à rotunda do IC2, entrando na rotunda de acesso ao Pingo Doce, e faz toda a Rua do Carvalho, e Rua do Chão da Feira até à rotunda da Estrada de Porto de Mós. Segue para nascente, até Rua Primeiro de Maio. Faz toda essa Rua até cruzamento com a Rua do Carqueijal, seguindo até à Rua 14 de Agosto (depósito da água), desce a Travessa do Carvalhinho, até ao cruzamento com Rua do Carvalhinho. Sobe até ao cruzamento com a Rua da Reforma Agrária, fazendo toda esta Rua até à Av. D. Nuno Álvares Pereira.

Passa em frente à Capela até ao IC2, e faz parte do IC2 até à Rua do Nas-cente (Topbanho). Percorre a Rua dos Emigrantes, Rua da Serrada da Bispo e Rua da Lagoa até voltar à Capela de São Jorge. Faz toda a Av. D. Nuno Álvares Pereira até às rotundas.

Segue a Estrada Principal da Calvaria até ao cruzamento com a Rua da Saudade. Faz esta rua até ao cruzamento com a Estrada do Guilherme. Segue para poente até Rua do Costa, e na Rua das Almoinhas volta à igreja paroquial.

Encontro dos Catequistas da Paróquia

A terminar as atividades deste ano pastoral, os catequistas da paróquia da Calvaria, dos centros de São Jorge e da Calvaria, encontraram-se na quarta-feira, 7 de julho, na igreja paroquial, para viver um tempo de oração e de avaliação, começando já a perspetivar o próximo ano.

O encontro começou com um tempo de adoração ao Santíssimo, neste ano dedicado à Eucaristia, acompanhando o olhar que o profeta Jeremias nos convida ter, ele que, no meio de todas as situações de destruição e desalento, vê o ramo de amendoeira: no meio do inverno da vida, esta é a flor da esperança, o sinal que comunica já um tempo novo, bom e belo (Jer 1, 4-12). Este olhar de esperança foi também iluminado pelo testemunho de São Francisco Marto, que teve a graça de poder contemplar quem era Deus e compreender o Seu Amor, pelo sentido do olhar.

Numa pequena pista, em quatro postos, os catequistas tiveram depois a oportunidade de dialogar em pequenos grupos sobre o que foi mais positivo, o que poderia ter sido melhor, o que aprendemos, e que desafios nos ficaram ao longo deste ano, com todos os condicionalismos que vivemos, na relação e comunicação dentro do grupo dos catequistas, com os grupos das crianças e adolescentes, com as famílias e com a comunidade cristã. A terminar, a partilha da reflexão que sublinhou a caminhada feita, valorizou algumas dimensões de participação e encontro que esta circunstância tem impedido e que se tem vontade de recuperar, e o desejo de reiniciar com renovado empenho no acompanhamento dos grupos, famílias e inserção na comunidade.

Chamados e enviados

11 de julho de 2021 | 15º Domingo do Tempo Comum
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O chamamento dos Apóstolos está ligado ao seu envio: são companheiros de Jesus, não para ficarem abrigados perto dele, mas para serem enviados, para irem como suas testemunhas.

E envia-os dois a dois. Sem dúvida porque, na altura, um testemunho só era reconhecido como autêntico se levado por duas testemunhas. Mas, mais profundamente, porque Jesus veio para colocar os homens em comunhão, em relação. Deus criou a humanidade para ser à sua imagem e semelhança. Como “Deus é Amor”, os homens serão imagens de Deus na medida em que construírem juntos relações de amor fraterno.

Mas os homens recusam muitas vezes esta fraternidade. Jesus veio precisamente para acabar com a divisão: Ele reconcilia os homens com Deus e os homens entre si. Por isso Jesus envia os Apóstolos dois a dois: para que sejam, a partir do seu próprio comportamento, pela sua vida, testemunhas desta obra de reconciliação. Esta continua a ser a missão dos discípulos, a missão da Igreja.

A missão dos Apóstolos é, portanto, a de lutar contra o mal que divide e que corrompe. Por isso, Jesus dá conselhos de pobreza àqueles que envia: encher-se de riquezas materiais é arriscar cair na armadilha do egoísmo, é entrar no círculo infernal da vontade de poder, da inveja. Conselho sempre válido para todos os batizados cuja missão é serem testemunhas da Boa Nova no coração do mundo.



segunda-feira, 5 de julho de 2021

A Palavra de Deus faz-nos arder o coração!


As crianças do 4º catecismo, depois de terem recebido a Bíblia pelo Natal, continuaram ao longo de todo este ano a descobrir a Sagrada Escritura e a acolher esta Palavra de Vida Eterna na sua própria vida. O portefólio “A Palavra de Deus na Minha Vida” é o lugar onde se vai expressando esta relação próxima entre a Palavra de Deus na Bíblia e a Vida. Por isso, ao chegar ao final do ano, podem olhar para o caminho feito, e agradecer esta presença da palavra que continua a iluminar a vida de cada um.

A Festa da Palavra, que se celebrou na tarde de sábado, dia 3 de julho, reuniu na igreja paroquial as crianças dos dois grupos do 4º catecismo da Paróquia da Calvaria, junto com o seus pais e catequistas. Cada um trouxe a sua Bíblia e o seu portefólio, de onde já tinham escolhido uma das páginas para partilhar com o Pároco. 

Durante a celebração, depois de voltar a ler, com a Bíblia na mão, o texto da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo (2Tm 3, 14-17), e compreender que esta Palavra é «inspirada por Deus e adequada para ensinar, refutar, corrigir e educar na justiça», para nos ajudar a viver bem a nossa vida, as folhas escolhidas pelas crianças ajudaram a recordar todo o caminho feito ao longo do ano, e a terminar com a certeza de que a Palavra de Jesus nos faz «arder o coração»!

Grupos do Say Yes peregrinaram a Fátima

Os próximos dois anos vão trazer novos desafios para todos e também, de modo particular, aos jovens. Receberemos em 2023 a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o maior evento de jovens a nível mundial. Muitos milhares de jovens vão encontrar-se com o Papa em Lisboa, num ambiente de fé e de festa. Os jovens portugueses terão, para além da possibilidade de participar, também a oportunidade de acolher os jovens que virão de outros países.

Os grupos de adolescentes da catequese da paróquia da Calvaria já se estão a preparar para este grande acontecimento com a caminhada Say yes: uma proposta que ajuda a fazer a “viagem” pelas várias JMJ rumo a 2023.

Foi neste contexto que se realizou a atividade de final de ano destes grupos. No sábado, dia 3 de julho, com saída do Santuário da Senhora do Fetal, e destino ao Santuário de Fátima, fizeram uma peregrinação que foi marcada pelas propostas que cada grupo preparou para os outros, recordando e celebrando a “viagem” já feita.

Assim, depois de um momento de oração inicial, o caminho teve dois momentos de paragem, um para recordar as Etapas 6 e 7, das JMJ de Manila, em 1995, e de Paris, em 1997, outras para as Etapas 8 e 9, em Roma, no ano 2000, e em Toronto, no ano 2002. Ao chegar a Fátima, um momento de oração, e a ida até à Capelinha, terminando com a Missa, às 12h30, na Basílica da Santíssima Trindade, e o almoço.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

A distância de uma (in)certa proximidade

4 de julho de 2021 | 14º Domingo do Tempo Comum
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Aqueles que estiveram mais próximos de Jesus, que o conheciam desde pequeno, ficam impressionados pelas palavras e milagres que Ele faz, mas continuam fechados nos seus conhecimentos prévios do «carpinteiro, filho de Maria», e não têm capacidade para se abrir à novidade do Messias. Pensavam conhecer Jesus, mas de verdade só tinham um conhecimento «externo»; pensavam-se próximos, mas estavam distantes; sabiam dizer todos os seus laços familiares, mas não a sua verdadeira identidade e missão… A proximidade tornou-se distância, como tantas vezes acontece nas relações que não sabem alimentar a sua dinâmica permanente, e os conhecidos se tornam desconhecidos…

Para quem nasce num ambiente que, com demasiada facilidade, se diz cristão, sem muitas vezes o ser, em que tanto se diz (ou pensa que se diz) Jesus, sem que isso signifique conhecê-lo e com Ele se encontrar de verdade, este texto do Evangelho faz-nos entrar na verdade da nossa relação com Ele: seremos também «conterrâneos» de Jesus que cresceram por perto dele sem nunca deixar que Ele noa revelasse na sua verdadeira identidade? A sua palavra tem ainda capacidade para nos impressionar? Terá Ele espaço para nos curar?

domingo, 27 de junho de 2021

Jesus ensina-nos a rezar ao Pai

“Ensina-nos a rezar”, é o pedido dos discípulos a Jesus que dá nome à caminhada proposta para o 2º catecismo. Durante este ano, aprofundando o encontro e amizade com Jesus, as crianças são convidadas a descobrir a oração que Jesus nos ensinou, e a rezá-la.


Para celebrar este caminho de descoberta, o grupo do 2º catecismo teve a Festa do Pai Nosso no sábado, dia 26 de junho, na igreja paroquial da Calvaria. Na Celebração da Palavra, as 24 crianças, acompanhadas apenas dos familiares mais próximos e dos catequistas, receberam dos seus pais esta oração para rezarem todos os dias, em família.

O símbolo da escada, recordou que a oração é a forma de “subirmos” para Deus e de acolhermos Deus que “desce” ao nosso encontro para vivermos na certeza do seu grande amor por nós: Ele é nosso Pai, ama-nos muito, quer o nosso bem, e convida-nos a vivermos como irmãos.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Eu te ordeno: Levanta-te

27 de junho de 2021 | 13º Domingo do Tempo Comum
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A fé, e a vida nova que nasce da fé, está no centro de toda a narração do milagre da ressurreição da filha de Jairo. A fé do pai que busca a vida para a sua filha e que, mesmo não sendo dos discípulos de Jesus, acredita que Ele é a sua única fonte de esperança. A fé que, diante do anúncio da morte da menina, Jesus pede que não se perca: «Não temas; basta que tenhas fé». A fé que permite continuar o caminho até à casa de Jairo. A fé que resiste diante do riso de quem não acredita. A fé que restitui a vida e possibilita que a menina se erga e ponha a andar.

«A mensagem é clara, e pode resumir-se numa pergunta: acreditamos que Jesus nos pode curar e despertar da morte? Todo o Evangelho está escrito à luz desta fé: Jesus ressuscitou, venceu a morte, e por esta sua vitória também nós ressuscitaremos. Esta fé, que era certa para os primeiros cristãos, pode ofuscar-se e tornar-se incerta, a ponto que alguns confundem ressurreição com reencarnação. A Palavra de Deus deste domingo convida-nos a viver na certeza da ressurreição: Jesus é o Senhor, Jesus tem o poder sobre o mal e sobre a morte, e deseja levar-nos à casa do Pai, onde reina a vida. E ali todos nos encontraremos» (Papa Francisco, Angelus 28 de junho de 2015).

O relato termina com uma indicação muito concreta de Jesus, que «mandou dar de comer à menina». Uma conclusão que aponta para a necessidade constante de alimentar a fé. Não basta o momento do encontro com a vida; é preciso cuidar e alimentar a fé.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Comissão da Festa promove venda de Morcelas



5º catecismo celebra a Esperança

Os grupos do 5º catecismo da paróquia da Calvaria celebraram a Festa da Esperança. Os dois grupos, da Calvaria e São Jorge, juntaram-se, no sábado, 19 de junho, às 17h, numa celebração reservada apenas para 20 catequizandos e os seus familiares mais próximos. Com todos os cuidados e distanciamentos, mas não se deixou de marcar a caminhada deste ano com este momento celebrativo tão importante.

Durante a celebração, o grupo tive a oportunidade de contar a todos os presentes os principais momentos da «História da Salvação», ajudando a compreender como Deus está sempre presente nesse "rio do tempo", acompanhando, ajudando e orientando, para que a humanidade reencontre sempre o caminho da salvação, rumo à salvação plena na eternidade. Também neste momento da nossa história, apesar das "tempestades" que parecem atingir a nossa vida, como nos contava o texto do Evangelho de Marcos, e mesmo que nos possa parecer que Jesus vai a "dormir na barca", Ele não deixa de estar presente para acalmar o vento e o mar e nos ajudar a serenar e encontrar o caminho certo que nos leva para a outra margem.

Para ajudar a compreender este percurso pela história da humanidade, cruzada com a presença de Deus, que a torna também uma história de salvação, as crianças do 5º ano vão elaborando progressivamente a sua "barra cronológica", essa longa tira que representa o "rio do tempo" e onde o passado se cruza com o presente da vida de cada.

Celebrar esta presença de Deus ao longo da história é também reforçar a esperança da presença de Deus na vida das pessoas e do mundo de hoje, continuando a encaminhar-nos para os caminhos da vida verdadeiramente bons e belos. Por isso, também neste dia nos voltamos para Jesus e pedimos que nos ajude a crescer na fé.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Quem é este homem?

20 de junho de 2021 | 12º Domingo do Tempo Comum
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O episódio da tempestade acalmada gira em torno de dois núcleos: o primeiro, centra-se em Jesus Cristo e no seu poder messiânico; o segundo, destaca a reação dos discípulos diante da tempestade e a forte repreensão de Jesus perante a falta de fé e confiança manifestada por eles.

A travessia foi da responsabilidade de Jesus: «Passemos à outra margem do lago», disse Ele aos discípulos. Desencadeada a tempestade, somos surpreendidos pelo evangelista que nos informa que Jesus vai a dormir à proa do barco. É um apontamento desconcertante, porque humanamente de difícil compreensão: como é que alguém pode ir a dormir, num barco a encher-se de água e prestes a afundar-se? De facto, o sono de Jesus não é fruto do cansaço de um dia cheio de trabalho nem da irresponsabilidade de quem não se importa com o destino daquela pobre barca. Pelo contrário, Ele mostra que é o Messias salvador ao levantar-se e falar com voz forte ao vento e ao mar, como se de seres humanos se tratasse: «Cala-te e está quieto».

Nas tempestades da vida e nas noites obscuras da existência humana, onde muitas vezes as forças do mal – aqui representadas no mar impetuoso e à primeira vista incontrolável – parecem levar a melhor, Aquele que parece estar a dormir e distante da sorte dos Seus, levanta-se e fala com voz forte, fazendo valer o Seu poder e concedendo aos que O rodeiam a paz e a serenidade de coração.

Da forma como nos é apresentado o texto, podemos depreender que, desde os primeiros sinais de tempestade, os discípulos enfrentam as ondas adversas com todas as forças e meios ao seu dispor. Muitos deles eram pescadores daquele lago, por isso conheciam bem as suas manhas e a forma de as levar de vencida. No entanto, daquela vez, as coisas estavam a tornar-se mais sérias. Por isso, resolveram acordar Jesus: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» Mais do que um pedido, estas palavras soam a repreenda e a chamada de atenção.

A reação de Jesus é também surpreendente. Em vez de lhes louvar a coragem e determinação na luta contra as ondas contrárias, repreende-os severamente pela sua pouca fé: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?» As palavras de Jesus “dizem” duas coisas muito importantes: em primeiro lugar, a Sua presença no barco deveria ter sido suficiente para que eles, diante das dificuldades, tivessem mantido a confiança e não permitissem que o medo se apoderasse deles; em segundo lugar, para Jesus, era de supor que, por tudo o que tinham já visto, ouvido e vivido com Ele, a sua fé já fosse mais forte e consistente do que era: «Ainda não tendes fé?»

Pe. José Augusto in Diocese de Leiria-Fátima 

sábado, 12 de junho de 2021

A desproporção de Deus

13 de junho de 2021 | 11º Domingo do Tempo Comum
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Duas pequenas parábolas no texto do Evangelho deste Domingo que marcam a desproporção com que Deus troca as lógicas humanas: a primeira realça a desproporção entre a atividade do semeador que lança a semente e colhe o fruto, e o crescimento da semente em si, que em nada depende do esforço do agricultor. A segunda entre a pequenez da semente de mostarda e o resultado do arbusto que dela nasce...

Um convite à confiança na presença transformadora do Reino de Deus e na força do Palavra e do Espírito que no silêncio e na pequenez continua a sua ação transformadora.

Quantas vezes não desanimamos por querer ver depressa, em nós e nos outros, os frutos que tardam em aparecer?! Esperança, confiança e paciência. Nos factos aparentemente irrelevantes, na simplicidade e normalidade de cada dia, na insignificância dos meios, esconde-se o dinamismo de Deus que atua na história e oferece aos homens caminhos de salvação e de vida plena.

Neste tempo de espera e esperança, não deixar de lançar a semente, e continuar a contemplar e confiar na ação do Espírito que age no coração e na vida. Com humildade, porque a semente é que tem em si mesma o gérmen da vida, e confiança, pois mesmo pequenos e frágeis, é a nossa humanidade que Deus confia a semente que, mesmo que pareça tão pequena, se pode transformar num grande arbusto.



quarta-feira, 9 de junho de 2021

À mesa com Jesus, somos sua família

Celebração da Primeira Comunhão


Deus, que tanto nos ama, quer sempre o nosso bem, quer envolver-nos cada vez mais no seu amor. Mesmo quando pecamos e nos afastamos da sua Palavra, Ele não nos abandona. Na sua grande misericórdia, Jesus convida-nos a ser da sua família, a partilhar da sua mesa. Como os Pastorinhos, não olhamos só para o que os nossos olhos são capazes de ver: vemos no Pão da Eucaristia “Jesus Escondido”! Há coisas invisíveis que são eternas! Jesus oferece-se como alimento, reúne-nos à volta da mesa do altar, como sua família, para que possamos ser e sentir-nos cada vez mais “irmãos, irmãs e Mães” de Jesus!

As leituras do passado domingo, dia 6 de junho, ajudaram-nos a viver o grande dia da celebração onde as crianças do 3º catecismo da Calvaria e São Jorge participaram plenamente na Eucaristia pela primeira vez, com a Comunhão Eucarística.

A celebração, que decorreu durante a tarde, reservada às 19 crianças e os seus familiares mais próximos, foi vivida em ambiente de festa e de alegria, na certeza de que Jesus se fez tão perto de cada um, que cada um pode dizer e cantar que Jesus está “tão perto de mim que até Lhe posso tocar”, e que, de verdade, “sou de Cristo, sou feliz”.



sexta-feira, 4 de junho de 2021

Em que "casa" (se de)morar?

6 de junho de 2021 | 10º Domingo do Tempo Comum
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Ainda o Evangelho de Marcos está a começar, e já vemos Jesus envolvido em várias polémicas... alguns até o acusavam de estar possesso de Belzebu.... e depois, toda aquela gente à volta dele, que nem tempo há para comer... Alguma coisa se estava a passar: «Está fora de Si!», era o que comentavam, e faz a família procurá-l'O, ao ver toda aquela situação, talvez para O chamarem à razão e fazerem ver que estaria melhor na casa de Nazaré do que naquela outra casa que não era a sua!

A resposta de Jesus não é contra os seus parentes, mas o alargar da perspetiva. Há que abandonar uma "casa" e optar por outra: ousar entrar em "casa" de Jesus é aceitar aquele convite que, no Evangelho de João, Ele faz aos primeiros discípulos «Vinde e vereis»; depois, demorar-se lá a escutá-l'O, para ser ousado no seguimento. Optar pela "família" de Jesus é decidir-se a escutar a sério a voz de Deus e seguir o Filho, encarnando a palavra na vida, tal como Ele, a Palavra, encarnou e viveu na obediência ao Pai.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Festa da Avé Maria das Crianças do 1º Catecismo


As crianças do 1º catecismo da Paróquia da Calvaria, dos grupos de São Jorge e da Calvaria, reuniram-se no último domingo do Mês de Maria, 30 de maio, para, em conjunto, viverem a Festa da Avé Maria, acompanhadas pelos seus pais e mais familiares, e marcarem este final de tarde com a oração do Terço na igreja paroquial.
 
Cada criança foi convidada a levar uma flor para Maria. E foi precisamente a partir dessa imagem da flor que lhes foi apresentado o Rosário e o Terço: cada Avé Maria é como uma rosa (ou outra flor) que oferecemos à nossa Mãe do Céu.

Cada grupo de três crianças rezou uma dezena, tendo sido recordado que Nossa Senhora, em Fátima, pediu a uma menina da idade deles, a Jacinta, com 7 anos, assim como ao Francisco e à Lúcia, para rezarem o Terço todos os dias. No final, foi oferecida uma pequena lembrança deste dia, com a oração da Avé Maria, e ficou o desafio de a continuarem a rezar, com os seus pais, em casa, pois é no regaço materno e paterno que aprendemos todo o sentido de chamar a Maria a nossa Mãe do Céu.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Sois um só Deus na trindade de uma só natureza

30 de maio de 2021 | Santíssima Trindade
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O Mistério da Trindade situa-nos no coração do Amor de Deus. Pode parecer uma afirmação de fé muito distante e difícil de compreender e, de facto, racionalmente, não é simples: como é que o único Deus, vivo e verdadeiro, é o mesmo no qual Jesus envia os discípulos a batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, no texto do Evangelho que escutamos neste Domingo...?

Mais do que raciocínios lógicos e matemáticos, somos convidados a contemplar (entrar dentro) do sentido profundo desta revelação que Deus faz de si mesmo em Jesus Cristo: Deus, na sua identidade, é Comunhão, Relação, Amor. Entrar dentro deste mistério é deixar-se abraçar pelo Amor que nos sonhou, que nos envolve, que nos salva, para se partilhar connosco eternamente.

Na liturgia deste Domingo, o prefácio levanta um pouco o véu de todo este mistério:

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo,
sois um só Deus, um só Senhor,
não na unidade de uma só pessoa,
mas na trindade de uma só natureza.
Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória,
nós o acreditamos também, sem diferença alguma,
do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade,
adoramos as três Pessoas distintas,
a sua essência única e a sua igual majestade.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Crianças do 3º catecismo celebram o Perdão


As crianças dos grupos do 3º catecismo da Paróquia celebraram, pela primeira vez, o sacramento da Reconciliação no sábado, 22 de maio. A celebração iniciou com o recordar da Parábola do Pai Misericordioso que acolhe, com um grande abraço, o seu filho mais novo, depois deste ter saído de casa e esbanjado toda a parte da herança que lhe pertencia.

Junto da Pia Batismal e do Círio Pascal aceso, recordámos que, pelo Batismo, somos de verdade filhos de Deus, e que, por vezes, como, aquele filho da história contada por Jesus, também podemos "sair" de casa e "esbanjar" os bens que somos e temos... A nossa veste branca pode ficar manchada. Por isso, este Pai misericordioso, quer perdoar-nos: reconhecemos que pecámos por pensamentos, palavras, atos e omissões, e acolhemos o Perdão que Deus nos dá.

Tal como na parábola de Jesus, Deus quer fazer festa connosco, receber-nos em sua casa! Esta é a grande alegria que temos: o amor de Deus é mesmo muito maior que o nosso pecado!

Dia Paroquial do Doente e do Idoso



O Domingo de Pentecostes, 23 de maio, foi também, na Paróquia da Calvaria, o Dia Paroquial do Doente e do Idoso. A Conferência São Vicente de Paulo teve de usar a criatividade para pensar uma alternativa em tempo de pandemia. Já que não era possível juntar as pessoas para este dia habitual de convívio, foi ao encontro dos doentes e idosos da Paróquia com um gesto de proximidade e de partilha.

O almoço foi entregue a 85 pessoas, nas suas casas. Depois de preparadas no Centro Pastoral, as refeições foram levadas pelos membros da Conferência, que juntaram à refeição a oração do Papa Francisco a Nossa Senhora, saúde dos Enfermos. A alegria, o acolhimento e o agradecimento dos que receberam, em suas casas, esta partilha foi a grande "recompensa" de quem preparou, embalou e levou as refeições.

No final, com tudo distribuído e arrumado, a celebração da Eucaristia, na igreja paroquial, culminou este dia, com a certeza de que o Espírito continua a despertar a criatividade para a Caridade e a envia para nos fazermos próximos, e pedimos a intercessão de Maria, saúde dos Enfermos, na esperança de, para o ano, podermos voltar a encontrar-nos todos de forma presencial!

sexta-feira, 21 de maio de 2021

O sopro e fogo de Deus que recria a humanidade

23 de maio de 2021 | Solenidade do Pentecostes 

Jesus sopra sobre os discípulos o seu Espírito, aqueles que é capaz de os ajudar a serem testemunhas da Sua ressurreição, construtores da paz, portadores do perdão... O Pentecostes é a certeza d'Aquele que não se vê mas faz sentir a força da sua vida nos que acolhem o desafio de serem continuadores da ação do próprio Jesus Cristo: é o seu «sopro», o seu «hálito vital», é como que a vida de Cristo ressuscitado que é soprado sobre os discípulos. E este «sopro divino, à semelhança do primeiro sopro que dá vida ao homem formado da argila, agora recria aqueles que ousam deixar-se habitar por Deus.

É este sopro que Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta como Aquele que se faz escutar como forte rajada de vento e, como que em línguas de fogo, desce sobre os discípulos e lhes dá uma vitalidade até ali desconhecida.

A vitalidade da Igreja, e a vitalidade de cada um de nós, vem deste «Senhor que dá a vida».



quarta-feira, 19 de maio de 2021

Vamos ajudar o Banco Alimentar


Associando-se ao Agrupamento de Escuteiros da Batalha, a Paróquia da Calvaria terá, ao fundo da igreja paroquial, um cesto para recolha de bens alimentares para entregar no Banco Alimentar de Leiria-Fátima. 

Como, nas circunstância atuais, não é possível realizar as habituais campanhas de angariação de alimentos, esta é uma forma de colaborar com o Banco Alimentar da nossa Diocese.

O cesto para recolha de bens estará na igreja a partir de sábado, 22 de maio, e ficará até ao dia 26 de maio, quarta-feira.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Ascensão: o início de um tempo novo

16 de maio de 2021 | Solenidade da Ascensão
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O Evangelho deste Domingo põe-nos diante de um último encontro de Cristo ressuscitado com o grupo dos Onze, no qual Ele os envia a anunciar o Evangelho, seguindo-se a sua ascensão e o início da atividade missionária dos discípulos.

É o início de um tempo novo: Jesus não está da mesma forma, mas está presente pela ação e testemunho dos discípulos que O tornam presente neste mundo. A comunidade dos crentes não pode deixar de anunciar a Vida recebida, e de a tornar presente pelo vencer das injustiças e opressões (o “expulsar dos demónios”), pela construção da paz e do entendimento entre os povos (o falar de “novas línguas”), pela esperança que levam a todos os que sofrem (a “cura” dos doentes). Jesus reentra na comunhão do Pai, mas continua a sua missão de construir o Reino de Deus através de todos os que optam por Ele e seguem os seus passos.

Como recorda o Sr. D. António Marto, «os cristãos estão presentes no mundo, em todos os âmbitos da sociedade; e devem estar aí segundo a sua identidade, isto é, como cidadãos do mundo, fiéis ao Evangelho, guiados pela consciência cristã (cf. GS n. 76)» (Testemunhas de Cristo no mundo, 2.4.)


quarta-feira, 12 de maio de 2021

Dia Paroquial do Doente e do Idoso


O Dia Paroquial do Doente e do Idoso, organizado anualmente pela Conferência São Vicente de Paulo da paróquia da Calvaria, não pôde realizar-se no ano passado, devido à pandemia. Este ano, o grupo da Conferência não quis voltar a cancelar o evento, mas teve de reinventar a forma de o fazer, e está tudo programado para se realizar no domingo, dia 23 de maio.

Não sendo possível reunir as pessoas para a Missa, na igreja paroquial, e o almoço e convívio, no salão da Casa do Povo, o programa será feito com a ida junto das pessoas, levando o almoço a suas casas. 

Não estando juntos para rezar, o grupo da Conferência vai estar em oração à tarde, com a Missa às 16h30, convidando todos os que o desejarem, e dentro da capacidade da igreja, a juntarem-se para a celebração. Também os idosos irão receber um postal com a oração que o Papa Francisco compôs a Nossa Senhora, Saúde do Enfermos.

Uma forma de "contornar" os distanciamentos que o atual estado ainda impõe, e não deixar de ir junto dos Doentes e Idosos da Paróquia com uma palavra e presença de ânimo e de consolação.
 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

9 a 16 de maio: Semana da Vida

“A vida que nos toca, a vida que sempre cuidamos”
MATERIAIS DE APOIO PARA A VIVÊNCIA DESTA SEMANA - AQUI

Na apresentação da Semana da Vida, que decorre de 9 a 16 de maio, com o tema "A vida que nos toca, a vida que sempre cuidamos", o Assistente do Departamento Nacional da Pastoral Familiar (DNPF), Pe. Francisco Ruivo, afirma que "no contexto de pandemia que temos vivido, a nossa vida, marcada por tantas privações e dificuldades, veio mostrar-nos de forma mais clara a nossa fragilidade, mas por outro lado, conduziu-nos a saborear a vida como um bem tão precioso. Foi-nos possível redescobrir o sentido da família, onde a vida acontece, valorizar a importância dos amigos, quando tantas crianças e jovens se viram privados de se encontrarem, estimar o lugar dos idosos na família e na sociedade que marcados por uma profunda solidão, nos fizeram sentir a necessidade e o valor do encontro".

Neste sentido, refere, esta Semana da Vida "há de tocar cada um de nós, a não perdermos tempo na vida, mas a gastarmos tempo uns com os outros. Temos tanto para dar e para receber. É urgente amarmos a vida mesmo no meio das dificuldades e das dores".

O DNPF disponibiliza diversos materiais de apoio para a vivência desta Semana: https://dnpf.pt/



Saber-se amado e escolhido por Deus

9 de maio de 2021 | 6º Domingo da Páscoa

Antes de nos voltarmos para Deus, já Ele nos escolheu: o amor de Deus por nós está antes de tudo, e acompanha toda a nossa vida. Sermos cristãos é sabermo-nos amados por Deus! Por isso, a nossa vida é também uma resposta de amor: amar como Jesus nos amou – é este o mandamento que Ele nos dá.

Ser testemunha de Cristo, deixar brilhar em nós a sua luz, viver a vida recebida no Batismo, é caminhar no amor, orientar a nossa vida pelo amor, dar frutos de amor. É este o caminho para a «alegria completa», a felicidade que buscamos, às vezes em caminhos tão distantes do amor, apesar de lhe darmos esse nome: só o «como» de Jesus é referência para perceber o que é ou não o verdadeiro amor.

sábado, 1 de maio de 2021

Permanecer: uma relação que dá fruto

2 de maio de 2021 | 5º Domingo da Páscoa
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Se no Antigo Testamento o símbolo da videira era usado para falar de um povo (que nem sempre correspondeu com o fruto esperado), agora Jesus usa-o para falar de si mesmo: ele é aquele que cumpre em si mesmo tudo o que o Senhor da Vinha pode esperar da sua vinha. Em Jesus encontramos plenamente realizada a «obediência» à vontade do Pai, aquele que tornou a sua vida o lugar donde brota o «vinho novo» da nova aliança no seu sangue derramado na cruz…

Permanecer unido a Ele é a forma de também nós, os discípulos, ramos que não têm vida em si mesmo, mas que necessitam constantemente da seiva que de Jesus no vem, podemos dar fruto: acolher, partilhar, perdoar, respeitar, ser humilde, verdadeiro, justo e solidário, construir a paz, servir o bem comum, amar…

Permanecer unido. Não apenas uma relação esporádica ou momentânea, mas com a constância de quem se deixa mesmo podar para que o fruto seja cada vez melhor… A oração, a relação íntima e profunda com Ele, é o que mantém viva e vivificante esta relação.




sexta-feira, 23 de abril de 2021

Relação, confiança, seguimento

25 de abril de 2021 | 4º Domingo da Páscoa
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O que distingue o mercenário do pastor é a relação que eles têm com as suas ovelhas. Para o pastor, cada ovelha é única aos seus olhos, e cada uma delas reconhece o seu pastor. Ele está pronto a tudo para que as suas ovelhas vivam, indo mesmo ao ponto de arriscar a sua própria vida. Ele cuida até das que não são do seu rebanho. O mercenário, pelo contrário, importa-se mais com o seu próprio lucro do que com o bem das ovelhas.

Jesus, que se compara ao bom pastor, vive esta relação como reflexo da sua relação com o Pai: “conheço as minhas ovelhas... do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai”. Quer levar para a humanidade a própria relação e comunhão Trinitária.

O pastor só tem sentido se ligado a um rebanho. Assim é Jesus: Ele “conhece as suas ovelhas e as suas ovelhas conhecem-no”. Elas “contam verdadeiramente para ele”. Ele ama as ovelhas e cuida delas. Vigia-as. Condu-las a boas pastagens, dando-lhes o bom alimento da Palavra de Deus. Ele vai ao ponto de dar a sua vida pelas suas ovelhas. E porque se sentem assim cuidadas, seguem. O seguimento vem da confiança, e a confiança da relação.

Neste domingo em que os cristãos são convidados a rezar pelas vocações, que a sua oração seja dirigida, em primeiro lugar, para o único Pastor, Jesus Cristo. Depois, que se peça para que Ele dê à sua Igreja pastores que procurem conhecer cada vez melhor a humanidade, amá-la, e que tenham o cuidado de sair ao encontro dos que estão mais distantes. E que a todos ajude a viver a vocação no serviço aos irmãos.




sexta-feira, 16 de abril de 2021

«São José: o sonho da vocação»

SEMANA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
Mensagem do Papa Francisco para o Dia Oração pelas Vocações, a 25 de abril de 2021, Domingo do Bom Pastor.

Neste ano especialmente dedicado a São José, por ocasião dos 150 anos da sua declaração como Padroeiro da Igreja Universal, o Papa parte da sua figura paterna para nos falar das vocações, destacando 3 palavras: sonho, serviço e fidelidade. De 18 a 25 de abril, decorre esta Semana de Oração que convida os cristãos a rezar pelas vocações.


Tocar e ver o Corpo de Jesus ressuscitado

18 de abril de 2021 | 3º Domingo da Páscoa
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A surpresa da manhã de Páscoa é envolvida por um misto de sentimentos. Ao anúncio das mulheres, juntara-se o de Simão e, agora, o dos discípulos de Emaús. Na comunidade afirmava-se já que “realmente o Senhor ressuscitou” (Lc 24, 34). Mas quando Jesus se apresenta no meio deles, o Evangelho fala-nos de espanto e de medo, de alegria e admiração, de julgarem “ver um espírito”… O caminho da fé dos primeiros discípulos é percorrido por esta complexidade. Pela dúvida e pela alegria dessa tão grande novidade que parece quase impossível de nela acreditar!

É neste ambiente que São Lucas insere todos os elementos sensíveis que nos lançam para uma experiência “palpável” da presença do Ressuscitado. Não é um “fantasma”, fruto da ilusão ou imaginação, mas o mesmo Jesus que tinha percorrido com eles os caminhos da Palestina, com as marcas da crucifixão, que pode ser visto e tocado na realidade nova do seu corpo ressuscitado. Continuidade e descontinuidade unidas no corpo glorioso de Cristo.

Ao comentar este texto, diz-nos o Papa Francisco: «A insistência de Jesus sobre a realidade da sua Ressurreição ilumina a perspetiva cristã sobre o corpo: o corpo não é um obstáculo, nem uma prisão da alma. O corpo é criado por Deus, e o homem só é completo em união de corpo e alma. Jesus, que venceu a morte e ressuscitou em corpo e alma, faz-nos entender que devemos ter uma ideia positiva do nosso corpo. Ele pode tornar-se ocasião ou instrumento de pecado; contudo, o pecado não é provocado pelo corpo, mas pela nossa debilidade moral. O corpo é um dom maravilhoso de Deus, destinado, em união com a alma, a manifestar plenamente a imagem e a semelhança d’Ele. Portanto, somos chamados a ter grande respeito e cuidado do nosso corpo e do corpo dos outros» (Angelus, 15 de abril de 2018).

Por fim, o texto sugere-nos que é no encontro com o Ressuscitado, com Ele no centro da comunidade cristã, que se compreendem as Escrituras: é no seu Espírito que se entra de verdade no sentido da Palavra, e se acolhe a missão de ser testemunha.

sábado, 10 de abril de 2021

O desafio da fé no Ressuscitado

11 de abril de 2021 | 2º Domingo da Páscoa
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O acreditar, a fé, é sempre um confiar-se para além do que se toca e vê... Para lá das provas cientificamente comprováveis, um lançar-se com a razão, o afeto e a vontade, nos braços do Mistério onde apenas por dentro se compreende o sentido, e dá sentido...

Tomé é tão vizinho do homem moderno, que quer tocar para acreditar... Ele teve a ousadia de não se fechar nas dúvidas, mas de se abrir à resposta no lugar onde as poderia encontrar: oito dias depois, na comunidade crente, é capaz então de ver, de «tocar» de uma outra forma, a presença viva de Jesus.

E Jesus faz-se realmente presente, «oito dias depois», quando, no ritmo dominical, a Igreja se volta a reunir para, no testemunho da unidade, no perdão pedido e assumido, na Palavra escutada e atualizada na vida, no Pão consagrado e partilhado, se celebra o Mistério desta mesma Presença constante do amor de Jesus que não cessa de nos dar a paz e de soprar sobre nós o mesmo Espírito de Amor que inflamou os discípulos desde a primeira hora.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Jesus envia-nos a anunciar a alegria da ressurreição

4 de abril de 2021 | Domingo da Páscoa da Ressurreição
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"Se ontem [Sexta-feira Santa], com as mulheres, contemplamos «Aquele que trespassaram», hoje, com elas, somos chamados a contemplar o túmulo vazio e ouvir as palavras do anjo: «Não tenhais medo! Ressuscitou». Esta é a base e a força que temos, como cristãos, para gastar a nossa vida e o nosso ardor, inteligência, afetos e vontade na busca e, especialmente, na criação de caminhos de dignidade. «Não está aqui... Ressuscitou!». É o anúncio que sustenta a nossa esperança e a transforma em gestos concretos de caridade.

Celebrar a Páscoa significa voltar a crer que Deus irrompe sem cessar nas nossas vicissitudes, desafiando os nossos determinismos uniformizadores e paralisantes.

A pedra do sepulcro desempenhou o seu papel, as mulheres fizeram a sua parte, agora o convite é dirigido mais uma vez a ti e a mim: convite a quebrar os hábitos rotineiros, renovar a nossa vida, as nossas escolhas e a nossa existência; convite que nos é dirigido na situação em que nos encontramos, naquilo que fazemos e somos; com a «quota de poder» que temos. Queremos participar neste anúncio de vida ou ficaremos mudos perante os acontecimentos?

Não está aqui, ressuscitou! E espera por ti na Galileia, convida-te a voltar ao tempo e lugar do primeiro amor, para te dizer: «Não tenhas medo, segue-Me»."


Desafio para o Domingo de Páscoa
Coloca um ramos de flores junto da Bíblia, do catecismo, do coração, da semente e da cruz no teu “Canto da Palavra” em casa, e acende a vela.

Escuta e acompanha um momento de oração que podes encontrar AQUI.

Para os mais pequenos, está disponível uma proposta AQUI.

Senhor Jesus,
hoje escutamos e celebramos
a maior boa notícia de todos os tempos:
Tu estás vivo, ressuscitaste, o túmulo está vazio!
Acolher a tua presença, escutar a tua Palavra e seguir o teu exemplo
é o caminho da vida eterna,
dessa vida boa, bela e feliz que queres partilhar connosco.
Ajuda-nos a vencer todos os medos
e a viver na certeza de que vais sempre à nossa frente.
Envia-nos e faz de nós testemunhas da tua ressurreição.

Nós te pedimos pelas crianças e adolescentes da catequese e suas famílias, para que, acolhendo a Boa Nova da ressurreição, sejam testemunhas da vida e da esperança no mundo.

Ao longo desta semana, temos o desafio rezar o texto do Evangelho deste domingo, e partilhar uma mensagem pelo telemóvel ou nas redes sociais, inspirada no que hoje escutámos:

«Na Eucaristia, Jesus envia-nos a anunciar a alegria da ressurreição!»

Alargar o "Canto da Palavra" para fora de casa: à porta de casa, no exterior, coloca uma cruz ornamentada com flores (brancas). Estas cruzes podem ser fotografadas e partilhadas nas redes sociais.



sexta-feira, 26 de março de 2021

Programa da Semana Santa 2021




DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR:
Sábado, 27 de março:
18h15: Via Sacra, no interior da igreja paroquial
19h00: Missa, com a bênção dos ramos no interior da igreja
Domingo, 28 de março:
11h00: Missa, com a bênção dos ramos no interior da igreja

Segunda-feira, 29 de março:
19h30: Missa, na igreja paroquial

Terça-feira, 30 de março:
19h30: Missa, na igreja paroquial

Quarta-feira, 31 de março:
19h30: Missa, na igreja de São Jorge

QUINTA-FEIRA SANTA, 1 DE ABRIL
11h00: Missa Crismal, na Sé
19h30: Missa da Ceia do Senhor, na igreja paroquial
21h30: Retiro Popular

SEXTA-FEIRA SANTA, 2 DE ABRIL
10h00: Confissões, na igreja paroquial
15h00: Celebração da Paixão, na igreja paroquial
21h00: Via Sacra, na igreja paroquial

SÁBADO SANTO, 3 DE ABRIL
21h30: Solene Vigília Pascal, na igreja paroquial, com a Bênção das Famílias

DOMINGO DE PÁSCOA, 4 DE ABRIL:
10h00: Missa, na igreja paroquial, com a Bênção das Famílias
11h30: Missa, na igreja paroquial, com a Bênção das Famílias
15h30: Celebração da Bênção das Famílias, na igreja do Casal do Relvas
16h00: Celebração da Bênção das Famílias, na igreja dos Casais de Matos
16h30: Celebração da Bênção das Famílias, na igreja de São Jorge

Na Eucaristia, celebramos a oferta da vida de Jesus por nós

28 de março de 2021 | Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
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A multidão é versátil. Basta um orientador hábil para manipulá-la em qualquer sentido, o melhor e o pior. Houve o melhor, para Jesus, aquando da sua entrada em Jerusalém. Houve o pior, quando a multidão gritou: "Crucifica-O!"

Pregado na cruz, Jesus gritará com uma voz forte: "Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?" É o início de um salmo, que termina com um cântico de esperança e de louvor. Então, diz-se, Jesus crucificado rezou todo este salmo. O seu grito não foi um grito de desespero. Foi o grito que os evangelistas retiveram e os assistentes (os Judeus, porque os soldados romanos não conheciam os salmos) compreenderam que Jesus chamava o profeta Elias em seu socorro. Eles não fizeram expressamente a ligação com o salmo.

Em Jesus, é o Filho eterno do Pai que se fez homem, "em tudo semelhante aos seus irmãos, exceto o pecado". Ele veio habitar o todo do humano. Era preciso que Jesus fosse até ao fim do caminho real dos homens: até à morte física, mas primeiro até à noite interior, onde não existe mais nada. Onde o silêncio de Deus parece ser a única resposta. Senão, os desesperos dos homens teriam escapado à presença de Deus.

Eis porque, hoje, eu posso ir até Jesus com as minhas mais profundas obscuridades: Ele é capaz de vir com a sua presença, para que seja a vida, e não a morte, a vencer definitivamente!

Desafio para o Domingo de Ramos
Coloca uma cruz junto da Bíblia, do catecismo, do coração e da semente no teu “Canto da Palavra” em casa, e acende a vela.

Escuta e acompanha um momento de oração que podes encontrar AQUI.
Para os mais pequenos, está disponível uma proposta AQUI.

Senhor Jesus,
antes da tua morte na cruz, na hora da despedida,
não nos deixaste uma lembrança, uma recordação simbólica,
uma imagem, ou um objeto querido de estimação…
Tu deixaste-te a ti mesmo com todo o amor entregue por nós
no dom do Pão e do Vinho, Corpo e Sangue,
a tua presença real e total, vivo, ressuscitado.
Obrigado, Jesus, por te quereres fazer assim presente
e “escondido” para nós, na Eucaristia.

Nós te pedimos pelas crianças e adolescentes da catequese e suas famílias, para que acolham a tua presença real na Eucaristia, e cresçam no desejo de te escutar na Palavra e de te receber na Comunhão.

Ao longo desta semana, temos o desafio rezar o texto do Evangelho deste domingo, e partilhar uma mensagem pelo telemóvel ou nas redes sociais, inspirada no que hoje escutámos:

«Na Eucaristia, celebramos a oferta da vida de Jesus por nós!»

Alarga o "Canto da Palavra": em casa um crucifixo; à porta de casa, no exterior, uma cruz ornamentada com verdura. No Domingo de Páscoa, essa mesma cruz passa a ser ornamentada com flores (brancas). Estas cruzes podem ser fotografadas e partilhadas nas redes sociais.



sábado, 20 de março de 2021

«Nós queríamos ver Jesus»

21 de março de 2021 | 5º Domingo da Quaresma
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"Queremos ver Jesus"... Em resposta ao pedido dos Gregos, Jesus anuncia a sua próxima "glorificação", isto é, a sua morte. Estranha associação esta, da morte com a glória! Mas Jesus explica: "Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto".

Sabemos que, na realidade, o grão enterrado na terra sofre uma profunda transformação. O seu invólucro exterior deve rebentar e acabar por desaparecer para que o germe, até então escondido, possa crescer e produzir novos grãos. Na morte de Jesus acontece a "explosão" da Ressurreição. Os discípulos reconhecem em Jesus a presença imediata de Deus. Então, Ele será glorificado.

A "glória" é o "peso", no sentido de "densidade", de um ser. A verdadeira glória, a verdadeira densidade do ser de Jesus, é que a sua humanidade é o lugar da incarnação do Filho eterno do Pai. Porque estamos ainda no tempo da germinação secreta, não vemos ainda esta glória do Senhor. Mas acolhendo o testemunho dos apóstolos que "comeram e beberam com Ele depois da sua ressurreição de entre os mortos", podemos deixar-nos atrair por Jesus, acolher e ver "já" pela fé o seu mistério de glória, e testemunhar assim, no coração do mundo, que Ele, o Filho do homem, é verdadeiramente o Filho de Deus, vencedor da morte.


Desafio para o 5º Domingo da Quaresma
Coloca uma semente (de trigo) junto da Bíblia, do catecismo e do coração no teu “Canto da Palavra” em casa, e acende a vela.

Escuta e acompanha um momento de oração que podes encontrar AQUI.
Para os mais pequenos, está disponível uma proposta AQUI 

Senhor Jesus,
depois de escutarmos, no Evangelho,
o pedido de alguns gregos que te queriam ver,
também nós apresentamos os nossos pedidos.
Acreditamos que tu queres o nosso bem
e, por isso, dás a vida por nós,
como grão de trigo lançado à terra.
Querendo ver-te presente na Eucaristia,
na nossa vida e no mundo à nossa volta,
apresentamos agora, com confiança, os nossos pedidos.

Nós te pedimos pelas crianças e adolescentes da catequese e suas famílias, para que, na resposta à Palavra de Deus, peçam sempre a graça de te ver e se encontrarem contigo.


Ao longo desta semana, temos o desafio rezar o texto do Evangelho deste domingo, e partilhar uma mensagem pelo telemóvel ou nas redes sociais, inspirada no que hoje escutámos:

«Na Eucaristia, vemos Jesus e fazemos-lhe os nossos pedidos!»

sábado, 13 de março de 2021

Peregrinação Diocesana a Fátima


Dada a impossibilidade de irmos fisicamente ao Santuário de Fátima, o Sr. Bispo, na nota pastoral que escreveu a propósito da Peregrinação Diocesana, que ocorre habitualmente no 5º Domingo da Quaresma, convida-nos a fazer a nossa “peregrinação espiritual” durante oito dias, de 14 a 21 de março. 

No último dia, ele irá ao Santuário de Fátima e ali rezará por todos os diocesanos e pelo fim do flagelo da pandemia, confiando-nos à proteção da Mãe do Céu e nossa Padroeira. Nesta caminhada espiritual seremos guiados pela Palavra de Deus, abrindo a porta a Maria, ajudados pelos vídeos publicados em cada dia nas redes sociais da Diocese.

As diversas propostas serão disponibilizadas através dos canais YouTube e Facebook da Diocese.


PROGRAMA DA PEREGRINAÇÃO:

Dia 14, domingo:
11h30, na Sé, celebração da Eucaristia - início e convite.

Dias de 15 a 19: breves propostas em vídeo, para escutar e fazer a peregrinação espiritual. Se possível, viva-se esse ato diário, às 21h. Os vídeos serão publicados nas redes sociais, na véspera de cada dia a que dizem respeito.

Dia 19, sexta-feira, solenidade de São José, Dia do Pai: além do vídeo proposta para as famílias celebrarem o Dia do Pai em casa, com uma proposta que é disponibilizada através dos meios digitais.

Dia 20, sábado: 21h30, na igreja de Nossa Senhora da Encarnação, Leiria: vigília de oração com jovens, transmitida.

Dia 21, domingo: peregrinação a Fátima apenas com a presença do Bispo e os peregrinos do concelho de Ourém: 10h: Oração do rosário; 11h: Eucaristia (estas celebrações serão transmitidas em TV Canção Nova e www.fatima.pt)

Jesus alimenta-nos de vida eterna

14 de março de 2021 | 4º Domingo da Quaresma
Leituras | Lectio (áudio) | Comentário | Avisos | Boletim | Rezar a Palavra

Depois da sua saída do Egipto, o povo de Deus sabe que o seu Deus é um Deus libertador. Toda a história do povo eleito é a história de uma aliança entre um libertador e um povo libertado. E Jesus vem ao mundo não para o julgar mas para o salvar. Deus toma então, sempre, a iniciativa do encontro, mas o homem tem que fazer a sua parte... Outrora, para conhecer o país onde corria leite e mel, foi preciso que os hebreus deixassem o Egipto, terra da escravidão, e atravessassem o mar Vermelho, depois o deserto, lugar de provação. Para serem salvos da mordedura da serpente venenosa, foi preciso que erguessem os olhos para a serpente de bronze. Jesus será também elevado, e os homens são convidados a erguer os olhos para O olhar, O escutar, seguir o seu exemplo, acolher a sua paz e a sua vida.

É este mesmo Jesus que continua "elevado" para nós na Eucaristia. Jesus que continua presente "não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele". A Eucaristia é a atualização constante deste amor que salva, que se oferece, que é dom para que a vida seja já plena, tocada pela eternidade de Deus.


Desafio para o 4º Domingo da Quaresma

Coloca um coração junto da Bíblia e do catecismo no teu “Canto da Palavra” em casa, e acende a vela.

Escuta e acompanha um momento de oração que podes encontrar AQUI
Para os mais pequenos, está disponível uma proposta AQUI

Senhor Jesus,
é tão grande o teu amor por nós que, na Eucaristia,
queres estar sempre connosco, para nós e em nós.
Nós te agradecemos o dom da vida eterna que recebemos.
Faz com que o nosso coração esteja bem junto do teu,
e possamos continuar sempre ligados a ti e, por ti,
com todos os que escutam a tua Palavra
e a procuram pôr em prática.

Nós te pedimos pelas crianças e adolescentes da catequese e suas famílias, para que cresçam sempre mais na certeza do grande amor de Deus, que a todos quer oferecer o dom da vida eterna, já presente na Eucaristia.


Ao longo desta semana, temos o desafio rezar o texto do Evangelho deste domingo, e partilhar uma mensagem pelo telemóvel ou nas redes sociais, inspirada no que hoje escutámos:
 
«Na Eucaristia, Jesus alimenta-nos de vida eterna!»