Programa da Paróquia

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Avé, Maria, o Senhor é contigo!

8 de dezembro de 2019 | Solenidade da Imaculada Conceição
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Na Solenidade da Imaculada Conceição somos convidados a avaliar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus. Ao propor-nos o exemplo de Maria, a liturgia convida-nos a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.

No Evangelho encontramos a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a autossuficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.

Neste dia, que foi durante muitos anos o Dia da Mãe, em Portugal, homenageamos e rezamos pelas mães, no dia em que homenageamos a Mãe de Deus.


Oração pelas Mães

Senhor, neste dia de festa e de alegria, queremos dar-Te graças por todas as mães, agradecer-Te pelo dom das suas vidas.
Obrigado, Senhor, pelas nossas mães que nos ensinam o significado de amar e se amados.
Recebemos, através do seu sorriso, um pouco do Teu amor, que nos revelaste em Cristo, Teu Filho.

Senhor, pedimos-Te que abençoes...
A mãe que é feliz e que está rodeada dos seus filhos, mas também a que é esquecida;
A mãe que é acarinhada, mas também a que é rejeitada;
A mãe biológica, mas também a que acolhe;
A mãe que ainda não o é, e aquela que não o poderá ser;
A mãe que mesmo não o sendo, faz toda a diferença;
A mãe cujo filho já partiu para Ti, a mãe que sente o desespero;
A mãe que está doente e a mãe que vê os filhos dos seus filhos.

Obrigado, Senhor, pelas mães, pelas avós, e pelas mães que em breve o serão;
Mostra-lhes, Senhor, a Tua bondade enchendo este dia de alegria e graças. 
Ámen.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

«Vigiai... estai vós também preparados»

1 de dezembro de 2019 | 1º Domingo do Advento
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No início do Advento, início também de um novo ano litúrgico, a liturgia lança-nos um apelo nas palavras de Jesus: «Vigiai... estai também vós preparados»... Para começar, a necessidade de estar atentos, para que a Vida não nos passe ao lado.

O Evangelho, em três pequenos quadros fala de algumas coisas que nos podem distrair do essencial: o «gozar a vida», como faziam no tempo de Noé; os trabalhos e compromissos do dia a dia; o «adormecer» para o cuidado da própria «casa»...

Ao iniciar esta caminhada, mais uma vez nos deparamos com a necessidade de nos mantermos alerta, de renovarmos a vontade de nos empenharmos com responsabilidade na construção de um mundo melhor. Jesus vem: preparemo-nos para O acolher.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A realeza da entrega de si mesmo

24 de novembro de 2019 | Solenidade de Cristo Rei
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O último domingo do tempo comum apresenta-se sempre como um espaço para a contemplação da realeza de Jesus Cristo.

Neste ano C, acompanhando o Evangelho de São Lucas, é-nos proposto o diálogo na cruz com o «bom ladrão». E é aí, na cruz, naquele que é o momento supremo da dádiva de si mesmo, do seu amor e serviço à humanidade, que Jesus se nos revela como Rei - uma realeza de serviço e de doação de si mesmo, uma realeza que revela a caridade infinita de Deus, uma realeza de amor.

O rosto real de Jesus na cruz é o rosto do Deus de Amor que perdoa e envolve na aventura da Vida: «hoje estarás comigo no Paraíso...» É uma realeza que é capaz de recriar aquele que se dispõe a acolher o dom da sua vida.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Perseverança na esperança

17 de novembro de 2019 | 33º Domingo do Tempo Comum
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A destruição do templo e da cidade de Jerusalém (anunciado neste texto do Evangelho, e que aconteceu no ano 70 da era cristã) não é sinal do fim do mundo, nem os terramotos ou guerras, nem as perseguições. Não é o medo mas a esperança que Jesus anuncia! A Igreja vai passar por tempos difíceis, na história haverá calamidades incompreensíveis... No entanto, não é para a destruição que caminhamos, mas para a vida, e a vida em plenitude!

Não sigamos os falsos profetas que nos querem conquistar pelo medo, não nos deixemos dominar por quem nos quer traçar um destino escrito de antemão: na liberdade e no amor, caminhamos para Deus, fonte de esperança, para quem valemos tanto que nem um só cabelo da cabeça se perderá!

Enquanto Igreja, caminhamos na esperança e, neste mundo concreto, somos convidados a abraçar o projeto de testemunhar o Reino que pode crescer em nós e por nós. Perseverança, é a palavra que marca a presença cristã, de quem olha e trabalha o mundo com esperança.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Um Deus de vivos

10 de novembro de 2019 | 32º Domingo do Tempo Comum
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Na discussão com os saduceus, Jesus afirma a centralidade da fé no «Deus de vivos» que garante a ressurreição como a esperança que ilumina a vida cristã.

De facto, a ressurreição é a esperança que dá sentido a toda a caminhada de quem se propõe seguir Jesus. A fé cristã torna a esperança da ressurreição uma certeza absoluta, pois Cristo ressuscitou e quem se identifica com Cristo nascerá com Ele para a vida nova e definitiva.

Mas a certeza da ressurreição não pode ser apenas uma realidade que esperamos para o futuro. Ela é uma realidade que influencia, desde já, a nossa existência terrena: é o horizonte da ressurreição que deve marcar as nossas opções, os nossos valores, as nossas atitudes. É a certeza da ressurreição que nos dá a coragem de enfrentar as forças da morte que dominam o mundo, de forma a que o novo céu e a nova terra que nos esperam comecem a desenhar-se desde já.

sábado, 2 de novembro de 2019

Deixar-se olhar por Jesus que passa...

3 de novembro de 2019 | 31º Domingo do tempo Comum
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A história de Zaqueu é uma história de olhares. O olhar de Zaqueu, que quer ver Jesus, e por isso não deixa que a sua pequenez o impossibilite de olhar Aquele que procura: é um olhar de busca, de vontade de se reencontrar no encontro com Jesus.

Depois, o olhar de Jesus, um olhar que identifica, acolhe e compromete, um olhar que faz compreender a vontade que Deus tem de se fazer próximo de cada um, de habitar a casa de cada um.

E o olhar da multidão, que conserva a história de Zaqueu e é incapaz de perceber que também ele é chamado à salvação.

Em Jesus revela-se o olhar de Deus sobre a humanidade. Perante o homem que busca, Ele olha com a vontade de fazer chagar a cada um a certeza do amor que chama pelo nome, que acolhe cada um na sua situação, e lhe abre, no perdão, a possibilidade de um novo rumo. Como Zaqueu, deixarmo-nos olhar por Jesus. Com Jesus, aprender a olhar os outros. Com a multidão, perceber o quanto fechamos o nosso olhar à misericórdia e ao perdão...

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Dar espaço para a misericórdia de Deus

27 de outubro de 2019 | 30º Domingo do Tempo Comum
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Para alguns que se consideravam justos e desprezavam os outros, Jesus conta a parábola do fariseu e do publicano. O primeiro, sem dúvida um homem recto, que faz tudo bem feito, que faz da sua oração o sumário das suas boas ações. o segundo que tem a humildade de reconhecer a sua condição de pecador diante de Deus... O primeiro que não tem necessidade de Deus, porque se basta a si mesmo nas suas qualidades. O segundo que percebe o quanto precisa de acolher o amor e o perdão de Deus.

Mas não esqueçamos o início: para os que se consideram justos e desprezam os outros, Jesus diz, com esta história, que a oração, a relação com Deus, não se faz sem uma atitude de um olhar misericordioso também para com o outro. E que Deus, que é o cento da parábola, tem um olhar de misericórdia, capaz de justificar quem se quer deixar justificar por Ele. Humildes diante de Deus, pois é sempre Ele quem nos dá a salvação, aprendemos também a humildade com os outros, com quem vamos procurando acertar no caminho a percorrer.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Rezar sem desanimar

20 de outubro de 2019 | 29º Domingo do Tempo Comum
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Jesus parte de uma parábola de um juiz iníquo que, para deixar de ser «atormentado» pela viúva, se prontifica a ouvir os seus pedidos... Uma parábola sobre a «necessidade de orar sempre, sem cessar», diz o início do texto. Se um tal juiz faz a vontade da viúva, conclui Jesus, «Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite?»

O realce é posto na «justiça», não segundo uma lógica humana, mas na lógica divida: a justiça de Deus revela-se no seu amor, Deus é justo quando a sua ação é ajustada ao seu ser, é justo quando ama. E o mais alto grau da justiça de Deus é o perdão, porque aí se manifesta totalmente gratuito...

Orar sem cessar para, aí, no encontro com Deus, compreender cada vez mais a sua justiça, a sua capacidade de amar e perdoar... Esses, os «eleitos», rezam sem cessar: "Dá-me o teu amor, o teu Espírito Santo, para que Ele ajuste toda a minha vida ao teu amor... Perdoa os meus pecados!». E esta oração, Deus atende-a sem tardar...

sábado, 12 de outubro de 2019

Acolher e agradecer a presença de Deus

13 de outubro de 2019 | 28º Domingo do Tempo Comum
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É Jesus quem nos pode restituir a beleza da vida: Ele, que cura os dez leprosos, é quem tem a capacidade de nos purificar das nossas «lepras» - se o caminho de uma vida bela, bem vivida, feliz e cheia de sentido, é fruto das nossas opções pessoais, não deixa de ser também um dom a pedir constantemente: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós», pediram os leprosos. A mesma oração confiante podemos e devemos nós mesmo fazer. A «cura» é um dom gratuito de Deus que pega na nossa vida e a enche da sua graça, para que ela, de facto, tenha graça ao ser vivida.

O caminho da fé é feito de acolhimento e de agradecimento: é parte da «boa educação» saber agradecer, agradecer porque a vida é feita na relação, e o que somos e temos é fruto de um esforço conjunto em que tanto recebemos dos outros, e tanto recebemos de Deus! Sabermos olhar, com verdade, para o que somos e temos, e sermos agradecidos pelos dons que em cada dia, enchem a nossa vida de «pequenos nadas» que a tornam bela. O texto do Evangelho é também um convite a educar o olhar para ver o belo e agradecer por isso. E quando temos um olhar capaz de ver as «curas», o belo que nos rodeia, quando somos agradecidos, a vida ganha cada vez mais «graça»!

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

«Aumenta a nossa fé...»

6 de outubro de 2019 | 27º Domingo do Tempo Comum
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No caminho para Jerusalém, Jesus vai apresentando as exigências do caminho: ser seu discípulo implica a vida toda, implica ter em primeiro lugar o "Reino"... Disso nos foram falando os textos do Evangelho dos últimos domingos. Perante tudo isso, os Apóstolos dizem a Jesus: «Aumenta a nossa fé». A reação normal: para aderir ao projeto do "Reino" anunciado por Jesus é preciso estar de «alma e coração», e isso só acontece quando se ama de verdade - a "fé" que os Apóstolos pedem é esta adesão, este amor, este confiar-se totalmente, o lançar-se nos braços de Deus, capaz de tudo (como recorda a amoreira...).

Aumentar a fé, é aumentar o amor: «Só o Amor é digno de fé»... E no amor não há domínio sobre o outro, mas a humildade de quem recebe e se dá, como um "servo inútil" que faz o que deve fazer, não para se elevar a si mesmo, mas para que Deus se faça presente no mundo.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

O que vemos neste quadro?

29 de setembro de 2019 | 26º Domingo do Tempo Comum
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Lázaro: o nome significa «Deus socorre», e é o único personagem de uma parábola de Jesus que tem nome... Em contraste com o rico que é apenas «o rico» que, na sua riqueza, permanece de olhos fechados àquele que tem apenas a atenção dos cães que lhe vêm lamber as chagas. Ao dar-lhe nome, Jesus diz-nos que para Ele, e para o Pai, aquele pobre não passa despercebido: Jesus vem compensar o olhar vazio e anónimo do rico, na sua atenção preferencial para com os últimos.

E é este mesmo olhar que nos convida a ter: um olhar que não deixa o outro, com a sua realidade e necessidade, na indiferença. É verdade que facilmente nos concentrarmos no banquete em primeiro plano, mas lá a trás está alguém por terra...

sábado, 21 de setembro de 2019

Discernir e agir... com gestos de conversão

22 de setembro de 2019 | 25º Domingo do Tempo Comum
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A ambiguidade do dinheiro e a sua capacidade de perverter o coração do homem aparece na parábola em que Jesus apresenta como modelo o "administrador desonesto": modelo, obviamente, não pela sua desonestidade, mas porque, no momento em que é demitido, agiu com esperteza. No coração desta página evangélica está a decisão radical a que o homem é chamado para entrar no Reino de Deus. Esta decisão exige qualidades que são exemplificadas no administrador que reagiu de forma decidida quando a sua má-gestão foi descoberta.

No momento de crise, o administrador demonstra "poder de encaixe", de aceitação da realidade, da nova situação que ele próprio criara (“Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração?"). Reconhece os seus limites, as suas incapacidades e impotências (“cavar não posso; de mendigar tenho vergonha”). Reconhece a necessidade de decidir, de fazer escolhas, preparando o que se seguirá: e age de acordo com o que lhe perspetiva um futuro bom. A exemplaridade deste homem corrupto não está, portanto, em agir sem escrúpulos, mas em discernir de forma realista a situação crítica em que se encontra e em saber reagir a essa situação.

A questão de Jesus, no entanto, diz respeito aos "filhos da luz": como é que perante a questão essencial da vida, a construção do Reino na e com a sua vida, não sabem discernir a hora, a proximidade do Reino e reagir de imediato com gestos de conversão, essenciais à salvação?

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Até nos encontrar…

15 de setembro de 2019 | 24º Domingo do Tempo Comum
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A «parábola da misericórdia», do capítulo 15 do Evangelho de Lucas, nas suas três breves histórias, deixa sempre o espaço para novas compreensões... Olhar um pastor que procura a ovelha «até a encontrar», uma mulher que procura a dracma «até a encontrar», um pai que espera o filho até ele voltar. E sempre a festa do encontro ou reencontro: da ovelha longe; da dracma, bem perto, em casa; do filho que foi e daquele que ficou. E depois a afirmação de Jesus: «assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrepende...»

Três pequenas histórias que nos põem diante de um Deus que não desiste nunca, de um Pai de braços abertos, pronto para o abraço, de um Amor maior que tudo o que possa ter levado ao afastamento. É neste Deus-amor que Jesus nos convida a confiar.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

O que é prioritário na minha vida?

8 de setembro de 2019 | 23º Domingo do Tempo Comum
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Seguir Jesus não se trata apenas de acolher umas «palavras bonitas»... Jesus, ao ver a multidão que O segue, fala das exigências de uma vida que opta decididamente pelo «Reino»: mais que os interesses familiares (preferir ao pai, à mãe....), mais que os interesses pessoais (tomar a cruz), mais que o acumular de riquezas (renunciar aos bens), a opção por seguir, em liberdade, no concreto da vida, as exigências do Evangelho com todas as suas consequências, capaz de ir (tantas vezes...) contra a corrente...

O que é prioritário na minha vida? Serei capaz de optar por construir esta «torre», de vencer este «combate»? Jesus não nos quer fazer desanimar, mas sim tomar consciência que optar por Ele exige, é um caminho de exigência, não de facilitismo...

sábado, 24 de agosto de 2019

Banquete de humildade e gratuitidade

1 de setembro de 2019 | 22º Domingo do Tempo Comum
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É no contexto de uma refeição cuidada, “em casa de um dos principais fariseus”, que Jesus fala de um outro “banquete” – imagem de um “Reino” onde todos podem partilhar da mesma mesa, na abundância da vida oferecida por Deus. Jesus fala do sonho de Deus para a humanidade: que todos possam viver à imagem do amor trinitário que nos é dado a conhecer na atitude do próprio Jesus Cristo.

Nesse “banquete” é fundamental, em primeiro lugar, a atitude da humildade. A arrogância cria barreiras, distancia as pessoas… A humildade cria espaço de encontro e de relação. Jesus é o próprio Deus que não se valeu da sua condição divina para ter grandes honras, mas que se colocou de joelhos diante da humanidade para lhe lavar os pés, que se doou plenamente até à oferta na cruz. É desta entrega que se abre a porta do reencontro definitivo da humanidade decaída com o amor redentor de Deus.

Uma segunda atitude fundamental neste “banquete” é o da gratuitidade. Jesus ousa desafiar os nossos hábitos ao dizer para convidar não os amigos e familiares para partilharem da nossa mesa, pois esses certamente encontrarão o espaço da retribuição. «Convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te». Dar sem esperar recompensa, nem reconhecimento ou publicidade. Partilhar(-se) no silêncio dos gestos, pequenos ou grandes, na certeza de que o amor basta ao amor.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A porta estreita do esforço, da relação e da humildade

25 de agosto de 2019 | 21º Domingo do Tempo Comum
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A porta da salvação é "estreita", exige esforço, alerta Jesus no texto do Evangelho deste domingo. E se compreendemos a salvação não apenas no sentido definitivo, de Vida após a vida e morte, mas também na perspetiva de viver a salvação neste mundo, fazendo dela uma vida boa, bela, feliz, bem sabemos que isso não acontece se ficarmos de braços cruzados a ver passar a vida a nosso lado, mas aceitando o desafio de ser protagonista, de lutar e de se esforçar para atingir objetivos, para chegar cada vez mais longe...

Mas não só. Essa "porta estreita" tem um dono que a pode abrir e fechar. Para entrar é importante conhecer o dono, ter intimidade, uma boa relação com Ele. A salvação é uma questão de relação. Relação que se inicia já, aqui e agora, com o Senhor Jesus e que deve tornar-se comunhão para sempre.

O esforço exigido ao crente é pois a saudável inquietude de quem não tem nada garantido - quanto à salvação - pela pertença eclesial ou pela frequência dos sacramentos. Mas de fazer desta vivência um caminho de verdadeira relação, de conhecimento íntimo, que, na relação, se torna também ação: levar para a vida as exigências da relação com o Senhor. E de forma particular a humildade, o último lugar, a não presunção de si e a não reivindicação. De, como Jesus, se deixar "emagrecer" de si mesmo para passar essa porta estreita onde as "gorduras" do orgulho e de tudo o que preenche em vão a vida impedem a passagem.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Que fogo vem lançar Jesus à terra?

18 de agosto de 2019 | 20º Domingo do Tempo Comum
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Ser cristão e assumir os valores do Evangelho não é sinónimo de facilidade e de tranquilidade. A radicalidade do amor que a vida e a palavra de Jesus nos lançam, exigem escolhas livres e responsáveis, que comprometem. Para seguir Jesus Cristo hoje, como sempre, é preciso deixar-se cativar por Ele, mas aceitar também o esforço da caminhada. Por isso, Jesus afirma que vem trazer o fogo à terra: não apenas essa chama que ilumina os nossos passos, mas também o fogo purificador, que destrói (egoísmos, preguiças, injustiças…) e possibilita o renascer das cinzas de um mundo renovado. Este fogo manifesta-se no seu auge no momento da cruz, quando Jesus leva ao extremo o sentido da vida vivida por amor: é esse o batismo que Ele realiza, e no qual participamos.

Ter a humildade, mas também a coragem, para se deixar «queimar» pelo «fogo de Deus», é vencer passividades e indiferentismos, ser capaz de opções comprometedoras que desafiam, tantas vezes, o mundo em que vivemos. Por isso, será também causa de inquietação, mesmo de divisão dentro das famílias e comunidades (onde criticar ou menosprezar é sempre mais fácil que aceitar o processo de conversão pessoal e de transformação da própria vida, e de se implicar no crescimento de todos…). Jesus é a paz, e vem trazer a paz, mas uma paz que é vivida com coerência e exigência. E ser exigente é sempre um caminho de intranquilidade.

sábado, 10 de agosto de 2019

Não temas, mas está preparado!

11 de agosto de 2019 | 19º Domingo do Tempo Comum
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«Não temas, pequenino rebanho...» assim começa Jesus, depois de ter chamado a atenção (no texto do evangelho do passado Domingo) para que os discípulos, contra toda a avareza, se tornassem ricos aos olhos de Deus. O Pai quis dar de graça o "Reino", para que também os discípulos, com confiança, o partilhem de graça: o guardar para si mesmo o que se recebe de Deus é outra forma de avareza!

Por isso a atenção, o estar preparado: as parábolas apontam para a atitude de vigilância, de responsabilidade no acolher e fazer chegar mais longe o reino, porque «a quem muito foi dado, muito será exigido, a quem muito foi confiado, mas se lhe pedirá».

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens

04 de agosto de 2019 | 18º Domingo do tempo Comum
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Uma questão difícil, ontem como hoje, a das heranças... como de tantas outras questões relacionadas com a propriedade, com o ter, com o dinheiro. Jesus aproveita a ocasião em que é questionado para afirmar que «a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E conta uma pequena parábola: o rico que tem tão excelente colheita que vai querer guardar os seus bens para longos anos, e que pensa para consigo: «descansa, come, bebe, regala-te». Mas, nesse mesmo dia terá de entregar a sua alma. E fica a pergunta: «o que preparaste, para quem será?»

Não se deixar cegar pela riqueza, mas alargar o horizonte da vida a outras «riquezas», as que o são aos olhos de Deus... Não é desprezo pelos bens materiais, mas saber usar as oportunidades que neles são dadas para procurar um bem maior, na partilha e generosidade.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Pedir, pedir, pedir...

28 de julho de 2019 | 17º Domingo do Tempo Comum
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Os discípulos de Jesus encontram-n'O tantas vezes a rezar que acabam por lhe pedir: «Senhor, ensina-nos a orar»... E Jesus ensina certamente a sua própria oração. O Pai Nosso é a oração de Jesus, aquela que Ele reza, que Ele vive, que Ele ensina...

Depois, Jesus insiste no pedir: pedir, procurar, bater à porta... com confiança, sem desânimo, porque «o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem»... Pedir, sobretudo, o melhor que temos para receber: o próprio Deus em nós, no seu Espírito.

Deus não precisa da nossa insistente oração. Somos nós a ter necessidade dela para a imprimir nas fibras da nossa mente e do nosso corpo, para aumentar o nosso desejo e a nossa expectativa, para dizer a nós próprios a nossa esperança.