Programa da Paróquia

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Os Magos do Oriente chegaram a Belém


Na celebração da Epifania, alguns jovens do 10° ano da Calvaria ajudaram a vivenciar a busca dos Magos que seguem a Luz e, a partir desse encontro, seguem por outro caminho as suas vidas.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Deixar-se transformar no encontro com Jesus

3 de janeiro de 2021 | Solenidade da Epifania do Senhor
Leituras | Lectio (texto) | Lectio (áudio) | Comentário | Avisos | Boletim


No contexto do “Evangelho da Infância”, Mateus oferece-nos o episódio dos magos vindos do Oriente. Os símbolos e imagens usados expressam sobretudo uma mensagem: Jesus é o Messias anunciado e desejado, enviado pelo Pai para oferecer a luz, a vida e a salvação a toda a humanidade. Nem todos O procuram, alguns até O rejeitam, para muitos é-lhes indiferente… Mas, para quem O encontra de verdade, para quem O reconhece verdadeiramente como o Filho de Deus incarnado na fragilidade humana, para quem lhe oferece os seus presentes mais valiosos, a sua vida ganha uma nova luz, um novo horizonte.

A intenção deste episódio é sobretudo catequética. Mateus quer transmitir-nos uma mensagem através dos detalhes narrados na visita dos magos do Oriente.

Por um lado, dá-se a entender a identidade de Jesus. Nasceu em Belém, terra natal do rei David, o que liga Jesus ao Messias anunciado e esperado pelo Povo da Aliança. Mas é procurado e reconhecido por estrageiros, o que dá a entender, desde o início, que a sua missão não tem fronteiras de raças, lugares ou tempos. Jesus é a “estrela de Jacob” (cf. Num 24, 17), mas a sua luz ilumina toda a humanidade. A prostração e adoração é o reconhecimento da sua divindade, que é reforçada pelos presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra. Ligados tradicionalmente à Arábia, estes bens significavam as dádivas de todos os povos ao Messias esperado (cf. Sl 72, 10-11.15; Is 60, 6), mas os cristãos também viram, nessas ofertas, os símbolos da realeza (ouro), da divindade (incenso) e da humanidade sofredora (mirra) de Jesus.

Por outro lado, o texto apresenta a diversidade de reações diante de Jesus. Os magos buscam, Herodes tem medo e rejeita, toda a cidade fica perturbada, os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo ficam indiferentes mesmo conhecendo todas as profecias… A mensagem é a que encontramos também no prólogo do Evangelho de João: “A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam… Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas, a quantos O receberam, aos que n’Ele creem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 5.11-12).

O relato termina com o regresso dos magos à sua terra “por outro caminho”. Um voltar renovado pelo encontro com a Luz de Jesus. “Há uma dinâmica sábia entre continuidade e novidade: voltamos «ao nosso país», mas «por outro caminho». Isto indica que somos nós que temos de mudar, de transformar o nosso modo de viver, ainda que seja no ambiente de sempre, de modificar os critérios de julgamento sobre a realidade que nos rodeia” (Papa Francisco). A conversão é, em primeiro lugar, do coração e da mente… Pensar e sentir a partir do encontro com Jesus, da escuta da sua Palavra, do acolhimento do dom da sua vida na Eucaristia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

1 de janeiro: Dia Mundial da Paz


No primeiro dia de janeiro de 2021 celebra-se o 54º Dia Mundial da Paz. Na sua Mensagem para este dia, o Papa Francisco, partindo da situação atual de crise sanitária, salienta que escolheu este tema porque só o cuidado pode “erradicar a cultura da indiferença, do descarte e do conflito, que hoje muitas vezes parece prevalecer”.

Apresentando o Deus que cuida, manifestado em Jesus Cristo, fala do cuidado como promoção da dignidade e dos direitos da pessoa, do cuidado do bem comum, do cuidado através da solidariedade, e do cuidado na salvaguarda da criação. A concluir, o Papa afirma que “a cultura do cuidado, enquanto compromisso comum, solidário e participativo para proteger e promover a dignidade e o bem de todos, enquanto disposição a interessar-se, a prestar atenção, disposição à compaixão, à reconciliação e à cura, ao respeito mútuo e ao acolhimento recíproco, constitui uma via privilegiada para a construção da paz”.

A mensagem completa do Papa pode ser lida AQUI.

Jubileu dos 25 e 50 anos de matrimónio


Na Festa da Sagrada Família, domingo 27 de dezembro de 2020, a paróquia da Calvaria celebrou o Jubileu dos 25 e 50 anos de matrimónio com os cinco casais que se fizeram presentes na celebração na igreja paroquial. Foram 4 casais que completaram 50 anos de casamento ao longo deste ano de 2020, e um que completou 25 anos. Dadas as circunstâncias atuais, outros desejariam estar presentes, mas não o puderam fazer.

Na celebração, preparada pelas Zeladoras da Sagrada Família, que dinamizam os diversos oratórios que percorrem a paróquia, foram abençoados estes casais e foi-lhes entregue, como recordação, uma imagem da Sagrada Família.

Em conjunto, toda a comunidade foi convidada a rezar a oração à Sagrada Família que o Departamento Diocesano da Pastoral familiar envio para este ano:

Oração à Sagrada Família

Sagrada família de Nazaré
eis-me diante do vosso presépio
suplicando pela minha família
e por todas as famílias da terra.

Concede a todos os pais, bom José,
a constância no amor que tiveste
para com Jesus menino e Maria!
Liberta-nos, Jesus, de toda a divisão.
Dá-nos Saúde, Paz e Alegria!

Ajuda as nossas mães, querida Maria,
para que possam ser, na família,
um sinal da tua ternura com José e Jesus!

Protege, Jesus Menino,
todos os pais, todas as mães, todos os filhos
para que os nossos lares
reproduzam a harmonia,
a felicidade da casa de Nazaré,
e o acolhimento da manjedoura de Belém! 
Ámen.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Guardar, cuidar e partilhar o dom da vida

27 de dezembro de 2020 | Festa da Sagrada Família
Leituras | Comentário | Avisos | Boletim

A família de Jesus é o centro da liturgia deste domingo entre o Natal e Ano Novo. Exemplo e modelo para as nossas comunidades familiares, a família de Jesus, convida-nos a viver numa atenção constante aos desafios de Deus e numa abertura às necessidades dos irmãos.

O Evangelho põe-nos diante da Sagrada Família de Nazaré apresentando Jesus no Templo de Jerusalém. A cena mostra uma família que, percebendo que a vida é um dom de Deus, escuta a sua Palavra, procura concretizá-la na vida e consagra a Deus a vida dos seus membros. Maria e José percebem-se como guardiões da vida de Jesus e não os seus donos. «Todos os pais são guardiões da vida dos filhos, não donos, e devem ajudá-los a crescer, a amadurecer» (Papa Francisco).

Nas figuras de Ana e Simeão, Lucas propõe-nos também o exemplo de dois anciãos de olhos postos no futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a presença libertadora de Deus no meio dos homens. É neste encontro e partilha entre gerações que se percorre o caminho da sabedoria, na abertura a Espírito, para o bem de todos, pois «cada vez que as famílias, até aquelas feridas e marcadas por fragilidades, fracassos e dificuldades, voltam à fonte da experiência cristã, abrem-se caminhos novos e possibilidades impensadas» (Papa Francisco). Deus que sempre nos surpreende, e nos dá novas possibilidades de expressar o dom da vida que acolhemos, tornando a vida num dom para os outros.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

O Menino Jesus que nasceu em Belém, continua presente para nós e em nós na Eucaristia

Desafio de Natal

1. Partilha esta mensagem


2. Coloca a imagem do Menino Jesus no teu presépio, e medita nesta mensagem:

Jesus, o Filho de Deus,
faz-se homem para nos envolver plenamente
no amor de Deus por nós.
Jesus é o Deus connosco,
Deus para nós, por nós e em nós.
Eis a beleza e a grandeza do seu
amor insuperável, incondicional, universal:
amor gratuito e fiel,
amor de misericórdia e sem medida,
amor com promessa de eternidade,
que celebramos em cada Eucaristia.
Ao contemplar hoje o Presépio, na sua simplicidade e humildade,
somos convidados a acolher o mesmo Deus connosco
na simplicidade dos sinais do pão e do vinho
pelos quais se faz realmente presente para nós na Eucaristia.
E contemplado a grandeza desta simplicidade,
com os anjos, damos «Glória a Deus nas alturas!»


sábado, 19 de dezembro de 2020

Crianças do 4º catecismo recebem a Bíblia

No culminar do primeiro trimestre de encontros de catequese, o 4º catecismo - "Tu tens Palavras de Vida Eterna" apresenta uma catequese a viver de uma forma diferente. Recordando e trazendo de novo para este encontro toda a caminhada feita, toda ela cheia de sinais e de símbolos, esta última catequese é vivida em ambiente celebrativo: a Celebração de Natal, para acolher Jesus, a Palavra de Deus, o "Cordeiro de Deus". Jesus é a Palavra de Deus que nasceu na nossa realidade humana, para nos falar e dar a conhecer o próprio Deus. Celebrar o Natal é celebrar este Deus que se quer dar a conhecer, que se revela, que se faz próximo e que nos fala. E podemos encontrar a sua Palavra na Sagrada Escritura!


O 4º catecismo, todo ele centrado na descoberta da Bíblia, tem nesta catequese/celebração um dos seus momentos mais importantes ao longo do ano, pois é também neste momento que as crianças recebem dos seus pais ou padrinhos a sua própria Bíblia. Uma verdadeira prenda de Natal: receber a Palavra de Deus é receber Jesus!


Os grupos da paróquia da Calvaria viveram esta catequese, orientada pelos seus catequistas, nos últimos sábados deste trimestre. Na Calvaria, a celebração decorreu no dia 12 de dezembro, na igreja paroquial, e o grupo de São Jorge, a 19 de dezembro, na Capela de São Jorge. As crianças receberam, dos seus pais, no final da celebração, a Bíblia como presente de Natal. A partir de agora, é a sua Bíblia que vão ter consigo em casa e na catequese para continuar a descobrir as "Palavras de Vida Eterna" que Deus nos diz.