Programa da Paróquia

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

1ª semana da Quaresma: "Dar bom conselho"

13 de fevereiro de 2016 | 1º Domingo da Quaresma
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Durante quarenta dias, [Jesus] esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’».

Durante as próximas semanas vivemos um “tempo oportuno”, a Quaresma: tempo para nos preparamos para a maior de todas as celebrações dos cristãos, a Páscoa da Ressurreição de Jesus. Acolhendo o desafio que nos lança o Papa Francisco (de viver este ano como um Ano da Misericórdia), começamos agora uma aventura: um caminho de misericórdia que nos leve até à Páscoa, com a proposta de viver uma das obras de misericórdia espiritual em cada semana [AQUI estão todos os materiais].

Nesta primeira semana, acompanhando as tentações de Jesus, podemos também compreender como todos podemos ser, uns para os outros, ou “tentadores” que desviam do bem, ou “bons conselheiros” que procuram ajudar a encontrar o caminho a seguir… Porque nos ama, Deus indica-nos o bom caminho a seguir. Porque queremos amar como Jesus, ajudamos também os outros a fazer o bem!

Para construir o caminho em casa:
Escolher, em família, o lugar para fixar um caminho e colocar nele o sinal de trânsito dar bom conselho. Por cada bom conselho que cada um der ao longo desta semana pode desenhar uma pegada nesse caminho.

Para levar para a celebração:
Recortar e pintar uma pegada por cada bom conselho que alguém da família deu ao longo desta semana.

Para rezar em família:

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, 
Mãe de Misericórdia e do Bom Conselho, 
guarda a nossa vida entre os teus braços,
ensina-nos o caminho da verdade e da vida,
reúne a todos sob a tua proteção 
e a todos entrega ao teu amado Filho,
Jesus nosso Senhor. Ámen!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Quarta-feira de Cinzas, início da Quaresma

No próxima quarta-feira, dia 10 de fevereiro, começa o tempo da Quaresma, 40 dias que nos preparam para a grande solenidade da Páscoa.

Faz-se um convite particular a todas as crianças e adolescentes da catequese, e suas famílias, para participar na celebração da Missa, na igreja paroquial, pelas 19h30, na qual teremos o rito da imposição das cinzas, e o início da campanha quaresmal deste ano, «Pegadas para a Páscoa», na qual acolheremos o desafio de viver as obras de misericórdia espirituais.

Ao longo deste “tempo oportuno” somos convidados a viver em maior união com a Paixão do Senhor e em espírito de penitência, o que visivelmente se pode exprimir, às sextas-feiras, pela escolha de uma alimentação simples e pobre, que poderá concretizar-se na abstenção de carne. Recorda-se também que a Quarta-feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência.

O resultado da renúncia quaresmal deste ano, anunciado na mensagem do nosso Bispo, D. António Marto, destina-se a uma “iniciativa de apoio social e económico a grávidas em dificuldade, que vamos implementar na nossa diocese através da Cáritas Diocesana. Não basta lamentar-se da chaga do aborto; são precisas iniciativas concretas para prevenir”.

Bênção das crianças e das grávidas

No passado dia 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, a igreja paroquial da Calvaria encheu-se de vida! Imitando o gesto de Maria e José que levaram o menino Jesus para O apresentarem no templo, também muitos pais levaram os seus filhos pequenos para os apresentarem a Deus, e receberem a Sua bênção. Também as mulheres grávidas foram convidadas a estar presentes para se entregarem ao Senhor e receberem a Sua bênção.

A celebração começou no exterior da igreja, com o acender e bênção das velas que foram depois colocadas junto ao andor de Nossa Senhora de Fátima que foi levado em procissão até junto do altar. Foi voltado para a sua imagem que os pais começaram por fazer a sua oração de entrega dos seus filhos: «Ó Mãe, eu te entrego os meus filhos. Ajuda-me a criá-los e a cuidar deles como tu, ó Mãe, cuidaste do teu Jesus! Que esta luz ilumine a nossa vida».

Depois da homilia, as crianças pequenas e as mulheres grávidas foram convidadas a ir para o corredor central. Depois da oração de bênção, todos passaram junto do altar para serem aspergidos com água benta. O momento de pós-comunhão foi ainda vivido com a oração de consagração a Nossa Senhora.

A celebração contou com a participação dos jovens a animar os cânticos, com a ajuda da Catequese na organização, e da Conferência de São Vicente de Paulo que preparou as filhoses para a saída, e com a participação de muitas famílias da comunidade que assim viveram esta Festa na qual centramos o nosso olhar em Jesus «a luz para se revelar às nações», levado ao Templo por Maria que neste dia é celebrada como Nossa Senhora das Candeias.

O que dizemos quando nos dizemos cristãos?

7 de fevereiro de 2016 | 5º Domingo do tempo Comum
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O texto do Evangelho de Lucas que relata o chamamento dos primeiros discípulos, no Evangelho de Lucas (Lc 5, 1-11 - texto do Evangelho do 5º Domingo do Tempo Comum) é, de certa forma, um traçar de algumas das marcas significativas (vocação e identidade) do discípulo de Jesus, o cristão.

Quando nos dizemos "cristãos", podemos encontrar neste texto algumas das notas que nos ajudam a avaliar a verdade desta afirmação... Pondo de um lado este texto, do outro a nossa própria vida, ousemos um exercício de auto-avaliação (conf. comentário AQUI):

Ser cristão é, em primeiro lugar, estar com Jesus “no mesmo barco”. É desse barco (a comunidade cristã), que a Palavra de Jesus se dirige ao mundo, propondo a todos a libertação (“pôs-Se a ensinar, da barca, a multidão”).

Ser cristão é, em segundo lugar, escutar a proposta de Jesus, fazer o que Ele diz, cumprir as suas indicações, lançar as redes ao mar. Às vezes, as propostas de Jesus podem parecer ilógicas, incoerentes, ridículas (e quantas vezes o parecem, face aos esquemas e valores do mundo…); mas é preciso confiar incondicionalmente, entregar-se nas mãos d’Ele e cumprir à risca as suas indicações (“porque Tu o dizes, lançarei as redes”).

Ser cristão é, em terceiro lugar, reconhecer Jesus como “o Senhor”: é o que faz Pedro, ao perceber como a proposta de Jesus gera vida e fecundidade para todos. O título “Senhor” (em grego, “kyrios”) é o título que a comunidade cristã primitiva dá a Jesus ressuscitado, reconhecendo n’Ele o “Senhor” que preside ao mundo e à história.

Ser cristão é, em quarto lugar, aceitar a missão que Jesus propõe: ser pescador de homens. Para entendermos o verdadeiro significado da expressão, temos de recordar o que significava o “mar” no ideário judaico: era o lugar dos monstros, onde residiam os espíritos e as forças demoníacas que procuravam roubar a vida e a felicidade do homem. Dizer que os seus discípulos vão ser “pescadores de homens” significa que a missão do cristão é continuar a obra libertadora de Jesus em favor do homem, procurando libertar o homem de tudo aquilo que lhe rouba a vida e a felicidade. Trata-se de salvar o homem de morrer afogado no mar da opressão, do egoísmo, do sofrimento, do medo – as forças demoníacas que impedem a felicidade do homem.

Ser cristão é, finalmente, deixar tudo e seguir Jesus. Esta alusão ao desprendimento do discípulo é típica de Lucas (cf. Lc 5,28;12,33;18,22): Lucas expressa, desta forma, que a generosidade e o dom total devem ser sinais distintivos das comunidades e dos crentes que seguem Jesus.

Uma palavra, ainda, para o papel proeminente que Pedro aqui desempenha: a comunidade lucana é uma comunidade estruturada, que reconhece em Pedro o “porta-voz” de todos e o principal animador dessa comunidade de Jesus que navega nos mares da história.

(in: Portal dos Dehonianos)

sábado, 30 de janeiro de 2016

Bênção das crianças e grávidas a 2 de fevereiro

Na próxima terça-feira, dia 2 de fevereiro, festa da Apresentação de Jesus no Templo, conhecida como a festa da "Senhora das Candeias", pelas 20h, teremos a celebração da Eucaristia na igreja da Calvaria, que começa com a habitual bênção das velas no exterior da igreja e, depois, a bênção das crianças pequenas e das mulheres grávidas durante a celebração.

Tal como Maria e José levam o seu Filho Jesus ao Templo, também os pais são convidados a apresentar os seus filhos ao Senhor, apresentando também aqueles que estão ainda por nascer, agradecendo o dom da vida que lhes é concedido.

Convida-se toda a comunidade a estar presente e a fazer chegar o convite junto das famílias com crianças pequenas ou com mulheres grávidas.

Jantar de Namorados a 13 de fevereiro

“Apaixonadamente” é o tema escolhido pela Equipa 3XSIM - Pastoral Pré-Matrimonial para um jantar de namorados, no dia 13 de fevereiro, sábado, no salão paroquial da Barreira, pelas 19h30, dirigido a todos os namorados e aos noivos que se preparam para o matrimónio. Aproveitando o dia de S. Valentim, o serão permitirá aos namorados aprofundar os laços que os unem. Além do jantar, haverá tempo para refletir e para celebrar o dom do Amor de Deus que os une.

As inscrições decorrem até 6 de fevereiro, com um valor de 15€ por casal para: 3vezessim@gmail.com, 914425515 ou 932195330.

Deixar-se surpreender por Jesus

31 de janeiro de 2016 | 4º Domingo do Tempo Comum
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Sabemos como as multidões são versáteis. Basta ver a atitude da multidão em Jerusalém: ora aclama Jesus, ora pede a sua more. A mesma versatilidade acontece com os habitantes de Nazaré. Têm reações diferentes e interrogam-se, pois conhecem bem a identidade familiar de Jesus. Jesus avança no seu ensino e faz referência a dois episódios do Antigo Testamento, no tempo de Elias e de Eliseu: a viúva estrangeira e o general sírio, que beneficiam dos gestos salvíficos de Deus e não os filhos de Israel! Por outras palavras, diz que os habitantes de Nazaré são como os seus antepassados: não acolhem o tempo da visita de Deus. Da admiração, os habitantes passam ao ódio.

E nós, hoje? Interroguemo-nos sobre a nossa atitude para com Jesus: a sua palavra surpreende-nos? Pomos de lado as suas palavras que nos provocam, para não nos pormos em questão? Preferimos ficar na nossa tranquilidade?

(in: Dehonianos)