Programa da Paróquia
quarta-feira, 21 de setembro de 2022
Catequese: inscrições e início dos encontros
As inscrições para a catequese vão decorrer nos dias 23 e 24 de setembro, nos centros de catequese da Calvaria e de São Jorge. Na sexta-feira, dia 23, as inscrições serão das 17h às 21h no salão paroquial da Calvaria, e das 18h às 21h na Casa da Catequese em São Jorge. No sábado, as inscrições serão das 15h às 17h na Calvaria e em São Jorge.
Todas as crianças que se inscrevem pela primeira vez, assim como todos os que renovam a sua inscrição para todos os outros grupos da infância e adolescência, deverão fazê-lo nestes dias. No momento da inscrição será entregue às famílias o programa previsto para todo o ano.
Para que se possam confirmar todos os dados, deverão fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão e da Cédula de Vida Cristã, e ir prevenidos para o pagamento da inscrição e seguro (2,50€) e do catecismo (dependendo dos anos, entre 5,00€ e 7,00€; 6º ano + 8,00€ para os materiais das Catequeses da Fé).
Os encontros dos grupos de catequese da infância e adolescência iniciam a partir do dia 6 de outubro. Nas celebrações de 1 e 2 de outubro haverá a apresentação e compromisso dos Catequistas.
sexta-feira, 16 de setembro de 2022
Discernir e agir, com gestos de conversão
18 de setembro de 2022 | 25.º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim
A ambiguidade do dinheiro e a sua capacidade de perverter o coração do homem aparece na parábola em que Jesus apresenta como modelo o "administrador desonesto": modelo, obviamente, não pela sua desonestidade, mas porque, no momento em que é demitido, agiu com esperteza. No coração desta página evangélica está a decisão radical a que o homem é chamado para entrar no Reino de Deus. Esta decisão exige qualidades que são exemplificadas no administrador que reagiu de forma decidida quando a sua má-gestão foi descoberta.
No momento de crise, o administrador demonstra "poder de encaixe", de aceitação da realidade, da nova situação que ele próprio criara (“Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração?"). Reconhece os seus limites, as suas incapacidades e impotências (“cavar não posso; de mendigar tenho vergonha”). Reconhece a necessidade de decidir, de fazer escolhas, preparando o que se seguirá: e age de acordo com o que lhe perspetiva um futuro bom. A exemplaridade deste homem corrupto não está, portanto, em agir sem escrúpulos, mas em discernir de forma realista a situação crítica em que se encontra e em saber reagir a essa situação.
A questão de Jesus, no entanto, diz respeito aos "filhos da luz": como é que perante a questão essencial da vida, a construção do Reino na e com a sua vida, não sabem discernir a hora, a proximidade do Reino e reagir de imediato com gestos de conversão, essenciais à salvação?
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A ambiguidade do dinheiro e a sua capacidade de perverter o coração do homem aparece na parábola em que Jesus apresenta como modelo o "administrador desonesto": modelo, obviamente, não pela sua desonestidade, mas porque, no momento em que é demitido, agiu com esperteza. No coração desta página evangélica está a decisão radical a que o homem é chamado para entrar no Reino de Deus. Esta decisão exige qualidades que são exemplificadas no administrador que reagiu de forma decidida quando a sua má-gestão foi descoberta.
No momento de crise, o administrador demonstra "poder de encaixe", de aceitação da realidade, da nova situação que ele próprio criara (“Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração?"). Reconhece os seus limites, as suas incapacidades e impotências (“cavar não posso; de mendigar tenho vergonha”). Reconhece a necessidade de decidir, de fazer escolhas, preparando o que se seguirá: e age de acordo com o que lhe perspetiva um futuro bom. A exemplaridade deste homem corrupto não está, portanto, em agir sem escrúpulos, mas em discernir de forma realista a situação crítica em que se encontra e em saber reagir a essa situação.
A questão de Jesus, no entanto, diz respeito aos "filhos da luz": como é que perante a questão essencial da vida, a construção do Reino na e com a sua vida, não sabem discernir a hora, a proximidade do Reino e reagir de imediato com gestos de conversão, essenciais à salvação?
terça-feira, 6 de setembro de 2022
Até nos encontrar…
11 de setembro de 2022 | 24.º Domingo do Tempo Comum
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A «parábola da misericórdia», do capítulo 15 do Evangelho de Lucas, nas suas três breves histórias, deixa sempre o espaço para novas compreensões... Olhar um pastor que procura a ovelha «até a encontrar», uma mulher que procura a dracma «até a encontrar», um pai que espera o filho até ele voltar. E sempre a festa do encontro ou reencontro: da ovelha longe; do dracma, bem perto, em casa; do filho que foi e daquele que ficou. E depois a afirmação de Jesus: «assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrepende...»
Três pequenas histórias que nos põem diante de um Deus que não desiste nunca, de um Pai de braços abertos, pronto para o abraço, de um Amor maior que tudo o que possa ter levado ao afastamento. É neste Deus-amor que Jesus nos convida a confiar.
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A «parábola da misericórdia», do capítulo 15 do Evangelho de Lucas, nas suas três breves histórias, deixa sempre o espaço para novas compreensões... Olhar um pastor que procura a ovelha «até a encontrar», uma mulher que procura a dracma «até a encontrar», um pai que espera o filho até ele voltar. E sempre a festa do encontro ou reencontro: da ovelha longe; do dracma, bem perto, em casa; do filho que foi e daquele que ficou. E depois a afirmação de Jesus: «assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrepende...»
Três pequenas histórias que nos põem diante de um Deus que não desiste nunca, de um Pai de braços abertos, pronto para o abraço, de um Amor maior que tudo o que possa ter levado ao afastamento. É neste Deus-amor que Jesus nos convida a confiar.
sábado, 3 de setembro de 2022
Caminhada cristã com adultos na preparação para o Batismo e o Crisma
A partir de 29 de outubro, terá início um novo percurso de preparação para a celebração dos sacramentos, destinado aos adultos das paróquias da vigararia da Batalha que pretendam celebrar o Crisma, ou o Batismo. Terá cerca de 20 encontros, aos sábados, às 11h, no Centro Paroquial da Batalha, orientados pelo Padre Tiago Silva.
Esta proposta de caminhada e formação cristã para jovens e adultos (a partir dos 18 anos) procura proporcionar uma vivência em grupo em que todos se possam sentir companheiros de caminhada, num espaço informal de diálogo e partilha sobre as questões essenciais da fé cristã: nenhuma questão é demasiado simples nem demasiado complexa… E todas as opiniões importam!
As inscrições podem fazer-se no Cartório Paroquial da Calvaria ou da Batalha, ou pelos contactos: 926607848, tiago.silva@leiria-fatima.pt
sexta-feira, 2 de setembro de 2022
O que é prioritário na minha vida?
4 de setembro de 2022 | 23º Domingo do Tempo Comum
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Seguir Jesus não se trata apenas de acolher umas «palavras bonitas». Jesus, ao ver a multidão que O segue, fala das exigências de uma vida que opta decididamente pelo «Reino»: mais que os interesses familiares (preferir ao pai, à mãe....), mais que os interesses pessoais (tomar a cruz), mais que o acumular de riquezas (renunciar aos bens), a opção por seguir, em liberdade, no concreto da vida, as exigências do Evangelho com todas as suas consequências, capaz de ir (tantas vezes...) contra a corrente.
O que é prioritário na minha vida? Serei capaz de optar por construir esta «torre», de vencer este «combate»? Jesus não nos quer fazer desanimar, mas sim tomar consciência que optar por Ele exige, é um caminho de exigência, não de facilitismo. Um caminho que envolve um ato de vontade, a opção pelo amor, na liberdade e responsabilidade, capaz de dar verdadeiro sentido e significado à vida.
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Seguir Jesus não se trata apenas de acolher umas «palavras bonitas». Jesus, ao ver a multidão que O segue, fala das exigências de uma vida que opta decididamente pelo «Reino»: mais que os interesses familiares (preferir ao pai, à mãe....), mais que os interesses pessoais (tomar a cruz), mais que o acumular de riquezas (renunciar aos bens), a opção por seguir, em liberdade, no concreto da vida, as exigências do Evangelho com todas as suas consequências, capaz de ir (tantas vezes...) contra a corrente.
O que é prioritário na minha vida? Serei capaz de optar por construir esta «torre», de vencer este «combate»? Jesus não nos quer fazer desanimar, mas sim tomar consciência que optar por Ele exige, é um caminho de exigência, não de facilitismo. Um caminho que envolve um ato de vontade, a opção pelo amor, na liberdade e responsabilidade, capaz de dar verdadeiro sentido e significado à vida.
sexta-feira, 26 de agosto de 2022
Banquete de humildade e gratuitidade
28 de agosto de 2022 | 22.º Domingo do Tempo Comum
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É no contexto de uma refeição cuidada, “em casa de um dos principais fariseus”, que Jesus fala de um outro “banquete” – imagem de um “Reino” onde todos podem partilhar da mesma mesa, na abundância da vida oferecida por Deus. Jesus fala do sonho de Deus para a humanidade: que todos possam viver à imagem do amor trinitário que nos é dado a conhecer na atitude do próprio Jesus Cristo.
Nesse “banquete” é fundamental, em primeiro lugar, a atitude da humildade. A arrogância cria barreiras, distancia as pessoas. A humildade cria espaço de encontro e de relação. Jesus é o próprio Deus que não se valeu da sua condição divina para ter grandes honras, mas que se colocou de joelhos diante da humanidade para lhe lavar os pés, que se doou plenamente até à oferta na cruz. É desta entrega que se abre a porta do reencontro definitivo da humanidade decaída com o amor redentor de Deus.
Uma segunda atitude fundamental neste “banquete” é o da gratuitidade. Jesus ousa desafiar os nossos hábitos ao dizer para convidar não os amigos e familiares para partilharem da nossa mesa, pois esses certamente encontrarão o espaço da retribuição. «Convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te». Dar sem esperar recompensa, nem reconhecimento ou publicidade. Partilhar(-se) no silêncio dos gestos, pequenos ou grandes, na certeza de que o amor basta ao amor.
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É no contexto de uma refeição cuidada, “em casa de um dos principais fariseus”, que Jesus fala de um outro “banquete” – imagem de um “Reino” onde todos podem partilhar da mesma mesa, na abundância da vida oferecida por Deus. Jesus fala do sonho de Deus para a humanidade: que todos possam viver à imagem do amor trinitário que nos é dado a conhecer na atitude do próprio Jesus Cristo.
Nesse “banquete” é fundamental, em primeiro lugar, a atitude da humildade. A arrogância cria barreiras, distancia as pessoas. A humildade cria espaço de encontro e de relação. Jesus é o próprio Deus que não se valeu da sua condição divina para ter grandes honras, mas que se colocou de joelhos diante da humanidade para lhe lavar os pés, que se doou plenamente até à oferta na cruz. É desta entrega que se abre a porta do reencontro definitivo da humanidade decaída com o amor redentor de Deus.
Uma segunda atitude fundamental neste “banquete” é o da gratuitidade. Jesus ousa desafiar os nossos hábitos ao dizer para convidar não os amigos e familiares para partilharem da nossa mesa, pois esses certamente encontrarão o espaço da retribuição. «Convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te». Dar sem esperar recompensa, nem reconhecimento ou publicidade. Partilhar(-se) no silêncio dos gestos, pequenos ou grandes, na certeza de que o amor basta ao amor.
sexta-feira, 19 de agosto de 2022
A porta estreita do esforço, da relação e da humildade
21 de agosto de 2022 | 21.º Domingo do Tempo Comum
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A porta da salvação é "estreita", exige esforço, alerta Jesus no texto do Evangelho deste domingo. E se compreendemos a salvação não apenas no sentido definitivo, de Vida após a vida e morte, mas também na perspetiva de viver a salvação neste mundo, fazendo dela uma vida boa, bela, feliz, bem sabemos que isso não acontece se ficarmos de braços cruzados a ver passar a vida a nosso lado, mas aceitando o desafio de ser protagonista, de lutar e de se esforçar para atingir objetivos, para chegar cada vez mais longe...
Mas não só. Essa "porta estreita" tem um dono que a pode abrir e fechar. Para entrar é importante conhecer o dono, ter intimidade, uma boa relação com Ele. A salvação é uma questão de relação. Relação que se inicia já, aqui e agora, com o Senhor Jesus e que deve tornar-se comunhão para sempre.
O esforço exigido ao crente é pois a saudável inquietude de quem não tem nada garantido – quanto à salvação – pela pertença eclesial ou pela frequência dos sacramentos. Mas de fazer desta vivência um caminho de verdadeira relação, de conhecimento íntimo, que, na relação, se torna também ação: levar para a vida as exigências da relação com o Senhor. E de forma particular a humildade, o último lugar, a não presunção de si e a não reivindicação. De, como Jesus, se deixar "emagrecer" de si mesmo para passar essa porta estreita onde as "gorduras" do orgulho e de tudo o que preenche em vão a vida impedem a passagem.
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A porta da salvação é "estreita", exige esforço, alerta Jesus no texto do Evangelho deste domingo. E se compreendemos a salvação não apenas no sentido definitivo, de Vida após a vida e morte, mas também na perspetiva de viver a salvação neste mundo, fazendo dela uma vida boa, bela, feliz, bem sabemos que isso não acontece se ficarmos de braços cruzados a ver passar a vida a nosso lado, mas aceitando o desafio de ser protagonista, de lutar e de se esforçar para atingir objetivos, para chegar cada vez mais longe...
Mas não só. Essa "porta estreita" tem um dono que a pode abrir e fechar. Para entrar é importante conhecer o dono, ter intimidade, uma boa relação com Ele. A salvação é uma questão de relação. Relação que se inicia já, aqui e agora, com o Senhor Jesus e que deve tornar-se comunhão para sempre.
O esforço exigido ao crente é pois a saudável inquietude de quem não tem nada garantido – quanto à salvação – pela pertença eclesial ou pela frequência dos sacramentos. Mas de fazer desta vivência um caminho de verdadeira relação, de conhecimento íntimo, que, na relação, se torna também ação: levar para a vida as exigências da relação com o Senhor. E de forma particular a humildade, o último lugar, a não presunção de si e a não reivindicação. De, como Jesus, se deixar "emagrecer" de si mesmo para passar essa porta estreita onde as "gorduras" do orgulho e de tudo o que preenche em vão a vida impedem a passagem.
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