Programa da Paróquia

sábado, 23 de abril de 2016

Visita da Imagem Peregrina de Nª Sra de Fátima

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima está a percorrer as dioceses de Portugal, desde em maio de 2015. Esta “peregrinação” vai terminar com a passagem pela diocese de Leiria-Fátima, nos próximos dias 1 a 13 de maio, data em que regressará ao seu Santuário. Passará na nossa vigararia a 9 e 10 de maio. Na paróquia da Calvaria estará no dia 10, terça-feira.

O Sr. Bispo sublinha três aspetos a desenvolver nesta visita: “acolher a mãe que ajuda a contemplar a ternura e a misericórdia de Deus; a mãe que reúne os seus filhos em família para que cada um se sinta membro afetivo e efetivo desta família que é a Igreja; aquela mãe que convida os filhos a serem, como ela, Igreja em saída que vai levar a ternura, o calor e a alegria do Evangelho a todas as periferias”.

A Imagem chegará à nossa Diocese no dia 1 de maio às 19h, sendo recebida em Matos da Ranha (Vermoil). Após uma breve celebração, segue acompanhada por motars e GNR para Leiria. Às 19h45 será a chegada ao Largo da República (Câmara Municipal), seguida da procissão para a Sé, onde haverá, às 20h15, uma celebração de acolhimento, presidida pelo Sr. Bispo.

Passagem pela vigararia da Batalha e paróquia da Calvaria
Dia 9, segunda-feira, às 21h30 na Jardoeira (junto à capela), será o acolhimento da Imagem na nossa vigararia da Batalha. Haverá a procissão de velas para o Mosteiro. No dia 10 vai percorrer todas as paróquias da vigararia, sendo recebida na nossa paróquia da Calvaria às 13h, no Largo da Fonte, Calvaria de Baixo, seguindo pelo centro da Calvaria de Baixo até à igreja paroquial. Sairá depois da igreja pelas 14h, passando pelo centro da Calvaria até ao Poço do Povo, cortando depois em direção aos Casais de Matos e Portela, para ser entregue nos Casais Garridos, paróquia do Juncal, pelas 14h30. Estará de novo na paróquia da Calvaria pelas 18h30, passando por dentro do lugar de São Jorge, com uma breve paragem junto à capela do lugar, antes de seguir para o Reguengo do Fetal.

Às 19h30, no Reguengo do Fetal, para toda a vigararia, haverá a celebração da Missa no largo do Santuário da Sra do Fetal e despedida da nossa vigararia.

No dia 13 de maio, será o regresso ao Santuário de Fátima. Durante a Missa, às 11h, haverá o acolhimento da Virgem Peregrina no recinto.

O programa completo da Visita pode ser visto AQUI.
A nota pastoral do Sr Bispo está disponível AQUI.

Seminário de Leiria visita a paróquia da Calvaria

4 a 8 de maio | Com o tema “É belo ser Padre”

De 4 a 8 de maio vamos ter a presença do Seminário na nossa paróquia da Calvaria, animando várias iniciativas com os grupos da catequese, com os catequistas e pais, e com toda a comunidade.

O programa completo já está definido:

4 de maio, 4ª feira:
19h15: Missa nos Casais de Matos
19h15: Missa no Casal do Relvas
20h00: Calvaria - Encontro com os grupos do 8º e 9º ano da catequese
20h00: São Jorge - Encontro com os grupos do 8º e 9º ano da catequese

5 de maio, 5ª feira:
19h30: Calvaria - Encontro com o grupo do 10º ano da catequese
20h30: Missa na Calvaria
21h00: Vigília de oração na Calvaria

6 de maio, 6ª feira:
19h00: Calvaria - Encontro com o grupo do 7º ano da catequese
20h30: Missa na Calvaria
21h00: Encontro com todos os pais da catequese e catequistas, na Calvaria

7 de maio, sábado:
14h30: Calvaria - Encontro com o grupo do 6º ano da catequese
18h00: São Jorge - Encontro com os grupos do 6º e 7º ano da catequese
18h00: São Jorge - Encontro com o grupo do 10º ano da catequese
19h30: Missa em São Jorge

8 de maio, domingo:
11h00: Missa na Calvaria

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O que é amar... como Jesus?

24 de abril de 2016 | 5º Domingo da Páscoa
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«Amar» - a palavra é complexa e com tantas interpretações quanto ao seu significado que, por vezes, se torna difícil expressá-la... Mas a Igreja não pode deixar de a dizer e, sobretudo, de a tornar visível: é este o mandamento que recebe de Jesus. «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Para compreender o que significa no Evangelho deste Domingo, olhemos para aquele «como Eu» que Jesus diz. E di-lo no contexto da última ceia, no momento em que Judas sai do cenáculo para O ir entregar. Quando o momento da morte se torna iminente, esse «como» tem a densidade desta entrega de Jesus na cruz. É um amar até ao fim, até à entrega da vida, mesmo por aqueles que, como Judas, abandonam o espaço de relação e entram numa espiral de traição... É um amar «como» o de Jesus que, como «senhor e mestre», se ajoelha diante dos discípulos para lhes lavar os pés, para servir sem reservas... A glória de Deus está precisamente neste amor que se faz dom de si mesmo até às últimas consequências.

sábado, 16 de abril de 2016

Conhecer, escutar, seguir


17 de abril | 4º Domingo da Páscoa - «Bom Pastor»
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
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A fé vive-se numa dinâmica de relação: Deus revela-se e nós acolhemos o seu amor, procurando corresponder-Lhe. Confiamos que Ele, na verdade, quer ser em nós fonte de uma vida boa, bela, feliz, realizada, de vida que não perece, de vida eterna. Com esta confiança, confiamo-nos a Ele, ou seja, acolhemos a sua palavra como aquela que tem a capacidade de nos orientar para a verdade de nós mesmos, para a vida que vale a pena ser vivida.

Os três breves versículos do texto do Evangelho deste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do «Bom Pastor», oferecem-nos esta síntese do nosso caminho de fé: escutar («As minhas ovelhas escutam a minha voz») é o ponto de partida. Habituarmo-nos a esta voz, à Palavra que é o próprio Jesus. A fé é possível quando não nos centramos apenas em nós mesmos, e damos espaço para que Deus nos fale. Preocupados em tirar todas as dúvidas, em fazer todas as questões, em medir todos os prós e contras... podemos correr o risco de não perceber o amor que nos envolve, a voz que fala no silêncio do coração e da consciência... De não perceber a presença deste amor que está antes da nossa resposta.

Da escuta nasce, cresce ou revigora-se o conhecimento... Será possível conhecer alguém sem o escutar?... Nesta relação a que chamamos fé, não só escutamos, mas percebemos também que somos escutados: encontramo-nos com Aquele que, de verdade, nos conhece mais intimamente. E nesse encontro descobrimo-nos a nós mesmos. Como relação, a fé é certeza de ser conhecido e amado por Deus. Este conhecimento não é uma questão intelectual, mas algo essencialmente vital: «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»: conhecer e seguir, deixar-se orientar pela proposta de amor de que se reveste a Palavra.

Escutar, conhecer, seguir...Com a confiança que se vive ao longo deste cominho de fé percorrido em conjunto, saber que o Pastor quer dar «vida eterna». A vocação (a resposta vivencial que damos à Palavra de Deus) só é possível neste contexto de fé: escutar, conhecer, seguir...

sábado, 9 de abril de 2016

A fé é um ato de vontade contínuo...

10 de abril de 2016 | 3º Domingo da Páscoa
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Junto ao mar de Tiberíades, os discípulos voltam ao lugar donde partiram quando começam a sua aventura de seguimento de Jesus… e parecem esquecer a sua missão acolhida nos primeiros encontros com o Ressuscitado: Pedro volta à faina (que tinha abandonado para seguir Jesus) e, com ele, todos os outros. De facto, a fé, o seguir Jesus, não é um dado do passado (dos passos dados antes, das experiências e dos encontros vividas, das palavras escutadas…) mas um acontecimento presente, com o risco constante de voltar atrás: a fé é um processo com avanços e recuos, um acto de vontade contínuo.

O texto sugere a necessidade se de deixar constantemente desafiar para que a passagem da escuridão e esterilidade (a noite em que nada se pesca) passa à luz da abundância (a manhã em que surge Jesus à beira do lago e a pesca se torna abundante), em que o vazio de nada haver para comer se torna prato cheio por Jesus.

É o acolhimento e reconhecimento constante de Jesus que é capaz de recriar a comunidade e de a tornar portadora da novidade da fé. Daí se parte: Jesus é reconhecido: «É o Senhor», diz o discípulo predilecto a Pedro. E aquele que tem a missão de confirmar os outros na fé precisa também do testemunho e da profissão da fé daqueles que confirma pela confissão, tríplice, do seu amor. A comunidade vive desta reciprocidade e entreajuda, da partilha dos dons, do amparo mútuo, que encontra sempre em Jesus (o peixe condensa todo o sentido teológico de «Jesus Cristo, Filho de Deus salvador», expressão cujas primeiras letras, em grego, formam a palavra «ichtus» - peixe) e na Eucaristia (o pão da refeição preparada por Jesus) o seu ponto de partida.

Se acreditar é aderir, confiar-se, lançar-se numa aventura de vida, num caminho diário de encontro e seguimento, se a fé é um acto de vontade contínuo, com avanços e recuos, podemos encontrar na comunidade, e sobretudo na comunidade que celebra a sua fé em Jesus Cristo ressuscitado, na Eucaristia, esse suporte para caminharmos com a confiança de alguém que faz da nossa noite dia, da nossa pequenez e incapacidade uma pesca abundante…

sexta-feira, 1 de abril de 2016

1º Festival de Doces e Petiscos de Tacho


Organizado pela Comissão da Festa em honra de Santa Marta de 2016, vai realizar-se no próximo sábado, dia 9 de abril, a partir das 19h, no salão paroquial da Calvaria, o 1º Festival de Doces e Petiscos de Tacho. Haverá uma variedade de petiscos e de doces para degustar, num ambiente de convívio e de alegria. Convida-se toda a comunidade a estar presente neste evento preparatório para as festas da Padroeira da Calvaria.

Tomé, o nosso gémeo?

3 de abril de 2016 | 2º Domingo da Páscoa
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De novo, Jesus que se deixa ver aos seus discípulos. A experiência da Páscoa é, antes de mais, a de um encontro que enche os discípulos de alegria. No texto do Evangelho de S. João e que escutamos neste 2º Domingo da Páscoa, esta é a primeira nota: o escuro e as portas fechadas pelo medo, é radicalmente transformado pela presença do ressuscitado.

Jesus envia, então, sobre eles o seu Espírito para que respirem do mesmo «sopro» e espalhem, por sua vez, o sopro da misericórdia de Deus: alegria, paz e perdão são as palavras que enchem o ar da casa onde Jesus está ao centro.

Tomé não está lá nessa tarde de Páscoa, e o testemunho dos apóstolos não consegue convencê-lo: ele quer ver, quer tocar, recusa reconhecer o Ressuscitado num “fantasma”. Conhecido como Dídimo, nome que significa gémeo (de quem? os evangelhos não nos dizem, mas podemos dizer que conhecemos muito bem o seu gémeo: o meu, o teu, o gémeo de cada crente em caminho de fé...), é bem o gémeo e contemporâneo da pessoa que hoje busca as razões para aderir a Jesus Cristo.

Jesus respeita a caminhada de Tomé, e é Ele próprio que lhe propõe para que O veja e toque. Tomé, então, proclama o primeiro acto de fé da Igreja: “Meu Senhor e meu Deus!” Ele reconhece não somente Jesus ressuscitado, marcado pelas chagas da Paixão, mas adora-O como seu Deus.

Jesus anuncia então que não Se apresentará mais à vista dos homens, mas será necessário reconhecê-l’O unicamente com os olhos da fé. E faz desta fé uma bem-aventurança: “felizes os que acreditam sem terem visto!” Hoje, somos nós os convidados a viver esta bem-aventurança.

Oxalá possam as nossas dúvidas e as nossas questões ser, como para Tomé, caminho de fé! E que a nossa comunidade seja um lugar concreto onde se possa continuar a «ver» e a «tocar» a presença de Jesus ressuscitado, porque testemunha do mesmo «sopro» de paz com que Jesus derrama o Espírito de Deus sobre nós. Na Eucaristia, na Palavra, nos gestos de amor, de serviço e de partilha, é Jesus Ressuscitado que está presente e se faz ver e tocar.