Durante o mês de abril, está patente, na igreja paroquial, uma nova peça para assinalar o percurso histórico da paróquia da Calvaria. Este mês é dedicado ao Casal do Relvas, estando patente uma imagem de São Sebastião, Padroeiro do lugar, o Missal que foi usado desde o início do culto na Capela (a Edição é de 1942, e a inauguração da Capela de 1944), numa caixa-estante de madeira que contém a Bíblia Pastoral ilustrada por Gustave Doré, oferta à paróquia de uma pessoa do lugar.
A Paróquia da Calvaria tem a particularidade de pertencer a duas freguesias civis, e dois concelhos: grande parte do seu território é toda a freguesia da Calvaria de Cima, concelho de Porto de Mós; mas toda a zona de Calvaria de Baixo e até ao Casal do Relvas é freguesia e concelho da Batalha. Nesta área da paróquia há apenas uma igreja ao culto, no lugar do Casal do Relvas que, na porta principal, exibe a data de 1944.
A iniciativa da construção terá pertencido a Manuel da Conceição Cardoso e a Alfredo dos Santos Cardoso. E, estando em tempo de Guerra, terá sido escolhido para orago este Santo que é o protetor contra a guerra, a fome e a peste. Começou por construir-se um nicho dedicado ao Santo, pelo ano de 1940, seguindo-se o início das obras da Capela em 1941.
O Padre João Gomes Menitra requer a sua abertura ao culto a 16 de setembro de 1944:
«Tendo sido construída uma capela no lugar do Casal do Relvas, freguesia da Calvaria, cujo orago é o Mártir São Sebastião, e tendo-se a Comissão da capela obrigado a adquirir as alfaias necessárias para o culto, mui respeitosamente pede a V. Ex.cia Rev.ma se digne autorizar a bênção da respetiva capela.»
Citado em: David Simões Rodrigues, Calvaria. A terra e o povo. Ed. Autor, p. 176
Em setembro de 1944 foi a Capela inaugurada e iniciado aí o culto. Cada ano, próximo de 20 de janeiro, continua a celebrar o seu Padroeiro.
O Casal do Relvas continua atualmente em grande desenvolvimento e crescimento populacional.