Programa da Paróquia

terça-feira, 1 de abril de 2025

100 anos da Paróquia da Calvaria

Exposição do Centenário da Criação da Paróquia

Durante o mês de abril, está patente, na igreja paroquial, uma nova peça para assinalar o percurso histórico da paróquia da Calvaria. Este mês é dedicado ao Casal do Relvas, estando patente uma imagem de São Sebastião, Padroeiro do lugar, o Missal que foi usado desde o início do culto na Capela (a Edição é de 1942, e a inauguração da Capela de 1944), numa caixa-estante de madeira que contém a Bíblia Pastoral ilustrada por Gustave Doré, oferta à paróquia de uma pessoa do lugar.

A Paróquia da Calvaria tem a particularidade de pertencer a duas freguesias civis, e dois concelhos: grande parte do seu território é toda a freguesia da Calvaria de Cima, concelho de Porto de Mós; mas toda a zona de Calvaria de Baixo e até ao Casal do Relvas é freguesia e concelho da Batalha. Nesta área da paróquia há apenas uma igreja ao culto, no lugar do Casal do Relvas que, na porta principal, exibe a data de 1944.

A iniciativa da construção terá pertencido a Manuel da Conceição Cardoso e a Alfredo dos Santos Cardoso. E, estando em tempo de Guerra, terá sido escolhido para orago este Santo que é o protetor contra a guerra, a fome e a peste. Começou por construir-se um nicho dedicado ao Santo, pelo ano de 1940, seguindo-se o início das obras da Capela em 1941.

O Padre João Gomes Menitra requer a sua abertura ao culto a 16 de setembro de 1944:

«Tendo sido construída uma capela no lugar do Casal do Relvas, freguesia da Calvaria, cujo orago é o Mártir São Sebastião, e tendo-se a Comissão da capela obrigado a adquirir as alfaias necessárias para o culto, mui respeitosamente pede a V. Ex.cia Rev.ma se digne autorizar a bênção da respetiva capela.»

Citado em: David Simões Rodrigues, Calvaria. A terra e o povo. Ed. Autor, p. 176


Em setembro de 1944 foi a Capela inaugurada e iniciado aí o culto. Cada ano, próximo de 20 de janeiro, continua a celebrar o seu Padroeiro.

O Casal do Relvas continua atualmente em grande desenvolvimento e crescimento populacional.

sexta-feira, 28 de março de 2025

A festa da misericórdia

30 de março de 2025 | 4.º Domingo da Quaresma
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«Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos» (Lc 15, 20).

Assim nos leva o Evangelho ao coração da parábola onde se apresenta o comportamento do pai quando vê regressar o seu filho: comovido até às entranhas, não espera que ele chegue a casa, mas surpreende-o correndo ao seu encontro. Um filho ansiosamente esperado. Um pai comovido ao vê-lo regressar.

Mas não foi a única vez que o pai correu. A sua alegria seria incompleta sem a presença do outro filho. Por isso, sai também ao seu encontro, para convidá-lo a tomar parte na festa (cf. 15, 28). Contudo o filho mais velho parece não gostar das festas de boas-vindas, custava-lhe suportar a alegria do pai, não reconhece o regresso do seu irmão: «esse teu filho» (15, 30) – dizia. Para ele, o irmão continua perdido, porque já o perdera no seu coração. (...)

A parábola do Evangelho deixa aberto o final. Vemos o pai rogar ao filho mais velho que entre e participe na festa da misericórdia; mas o evangelista nada diz acerca da decisão que ele tomou. Ter-se-á associado à festa? Podemos pensar que este final aberto sirva para cada comunidade, cada um de nós o escrever com a sua vida, o seu olhar e atitude para com os outros. O cristão sabe que, na casa do Pai, há muitas moradas; de fora, ficam apenas aqueles que não querem tomar parte na sua alegria.

Papa Francisco, 31 de março de 2019 (aqui)

Crianças do 3º Catecismo celebram o Perdão

As crianças do 3.º Catecismo da paróquia da Calvaria celebraram, pela primeira vez, no sábado, dia 22 de março, o sacramento da Reconciliação. A "Festa do Perdão" começou com a visualização da parábola do «Filho Pródigo», que é sobretudo a história do Pai cheio de amor no seu coração, sempre à espera e pronto para acolher o filho que partiu, mas também aquele que ficou em casa. É da alegria de podermos estar com o Pai que se trata: tudo parte do Batismo, quando Ele nos perdoa todo o nosso pecado e faz de nós seus filhos. Por isso, também a celebração passa pela Pia Batismal, pelo Círio Pascal, pela veste branca simbolizada no lenço do 3.º Catecismo onde se fala dessa felicidade: «Sou de Cristo, sou feliz».

Após a celebração individual do sacramento, cada criança pintou um desenho onde se recordou a parábola que é também aprofundada na catequese e, em conjunto, demos graças a Deus pelo grande amor, e tão grande misericórdia de Deus que quer reconciliar-nos com Ele, para que o nosso coração bata ao ritmo do seu!

sexta-feira, 21 de março de 2025

28 e 29 de março: «24 horas para o Senhor»

As “24 horas para o Senhor” decorrem, como habitualmente, de sexta para sábado da 3.ª semana da Quaresma, dias 28 e 29 de março. Com esta proposta, o Papa Francisco convida toda a Igreja a um tempo de adoração e de reconciliação. Este ano, lançamos de novo o desafio de que se faça adoração durante toda a noite: para isso, está disponível, na igreja paroquial, um horário no qual pedimos que os voluntários se inscrevam para garantir uma presença constante na igreja paroquial entre as 0h00 e as 9h00 do dia 29. Nos restantes horários será pedida a presença de grupos organizados.

O Pároco, sempre que possível, estará disponível para o diálogo e confissões durante o tempo de adoração dos grupos.

O programa previsto para as "24 horas para o Senhor", na igreja paroquial da Calvaria, é o seguinte:

Sexta-feira, 28 de março:
18:30 - Confissões
19:00 - Missa e Exposição Santíssimo
19:30 - Grupos Adolescência de São Jorge
20:30 - 7.º ano Catequese (Calvaria)
21:30 - 8.º ano Catequese (Calvaria)
22:30 - 9.º e 10.º Catequese (Calvaria) e Jovens

Sábado, 29 de março:
00:00 às 09:00 - Adoração noturna
09:00 - 5.º ano Catequese (Calvaria)
09:50 - Recolha do Santíssimo
10:00 - Missa e Exposição Santíssimo
10:30 - 6.º ano Catequese (Calvaria, grupo 1)
11:30 - 4.º ano Catequese
12:30 - Idosos e doentes, com a Conferência São Vicente de Paulo
13:30 - Oração Mariana (Rosário)
14:00 - 1.º ano Catequese
14:45 - 2.º ano Catequese
15:30 - 3.º ano Catequese
16:15 - 6.º ano Catequese (Calvaria, grupo 2)
17:00 - 5.º ano Catequese (São Jorge)
17:45 - Encontro do Retiro Popular (tema 3)
18:30 - Bênção Santíssimo

Abrir o coração à vinda do Senhor

23 de março de 2025 | 3.º Domingo da Quaresma
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Na mentalidade judaica, no tempo de Jesus, as doenças e enfermidades eram consequências de um pecado. O Evangelho de hoje confirma esta mentalidade por parte dos discípulos. Mas a morte dos Galileus, diz Jesus, massacrados por ordem de Pilatos, não significa que eles tenham merecido tal destino em razão dos seus pecados. Esta infelicidade tem a ver com a responsabilidade dos homens que são capazes de se matarem.

A atualidade apresenta-nos todos os dias situações de vítimas inocentes de atentados e violências, por causa do ódio dos homens. Mas há outras causas dos acidentes, dos sofrimentos de todas as espécies, como aqueles que morrerem por causa da queda da torre de Siloé. Não há ligação entre a morte das vítimas e a sua vida moral, diz Jesus no Evangelho.

Mas Jesus aproveita para lançar um apelo à conversão. Diante de tantas situações dramáticas que atingem o ser humano, somos convidados a uma maior vigilância sobre nós mesmos. Devem ser uma ocasião para pensarmos na nossa condição humana que terminará, naturalmente, na morte. Recordar a nossa fragilidade deve levar-nos a voltar o nosso ser para Aquele que pode dar verdadeiro sentido à nossa vida. Não se trata de procurar culpabilidades, mas de abrir o nosso coração à vinda do Senhor. Não nos devemos desencorajar diante das nossas esterilidades (como a figueira da parábola), pois Deus é infinitamente paciente para connosco. Ele sabe da nossa fragilidade, conhece os nossos pecados, mas nunca deixa de ter confiança em nós, até ao fim do nosso caminho. Ele não quer punir-nos. Ele quer é fazer-nos viver!

sexta-feira, 14 de março de 2025

Escutar e deixar-se transfigurar na luz de Jesus

16 de março de 2025 | 2.º Domingo da Quaresma
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O relato da transfiguração de Jesus, mais do que uma crónica de acontecimentos, é uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que, através da cruz, concretiza um projeto de vida.

O episódio está cheio de referências ao Antigo Testamento: o “monte” situa-nos num contexto de revelação (é “no monte” que Deus se revela e faz aliança); a “mudança” do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai; a nuvem indica a presença de Deus conduzindo o seu Povo através do deserto. Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus, e que permitem entender Jesus) e falam com Jesus sobre a sua “morte” (“exodon” – “partida”, o seu êxodo) que ia dar-se em Jerusalém.

A mensagem fundamental é, portanto, esta: Jesus é o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece aos homens uma proposta de aliança e de libertação definitiva que se dará na cruz, quando Jesus cumprir integralmente o seu destino de entrega, de doação de si mesmo, de amor total.

O “sono” dos discípulos é também ele simbólico: “dormem” porque não querem entender que a “glória” do Messias tenha de passar pela experiência da cruz e da entrega da vida; “dormem” também porque a presença de Deus sempre nos lança para um tempo e um espaço que ultrapassam a nossa realidade… A construção das “tendas” parece significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, de festa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus. Mas é preciso descer do monte, voltar à vida, ao caminho que conduz a Jerusalém. A cruz está aí. Mas é também aí o lugar da ressurreição.

É este Filho, o Eleito, que é preciso escutar para que também o nosso caminho seja transfigurado, e a cruz, com e como Ele, se torne lugar de vida, de entrega de nós mesmo, de dom acolhido e partilhado.

quarta-feira, 12 de março de 2025

100 anos da Paróquia da Calvaria

Exposição do Centenário da Criação da Paróquia

Durante o mês de março, está patente, na igreja paroquial, uma nova peça para assinalar o percurso histórico da paróquia da Calvaria. Pode visitar-se o registo do primeiro Batismo, estando também em exposição os restantes Livros de Registos Paroquiais de 1925, de casamentos e de óbitos.

Para além destes objetos históricos, a referência à Pia Batismal que voltou a ser usada após o tempo em que os Batismos foram celebrados numa “capela” ao fundo da igreja, mas que é a original onde nasceram para a vida dos Filhos de Deus grande parte dos que ao logo deste centenário aqui foram batizados.

Alguns dias após a sua criação, realiza-se o primeiro Batismo da nova Paróquia da Calvaria, a 22 de fevereiro de 1925. A primeira criança a ser batizada foi uma menina, Francelina da Piedade de Sousa Aguiar, do Casal do Relvas, nascida a 25 de julho de 1924, filha de Artur Pereira de Aguiar e de Emília de Jesus Moita, pelo Pe. Manuel Carreira Poças. À margem do registo, anotou o Pe. Menitra o casamento da Francelina a 8 de setembro de 1946.

A pia batismal é a mesma que continua atualmente em uso na igreja paroquial. Voltou a ser usada após o tempo em que os batismos se realizavam na “Capela Batismal” à entrada da igreja paroquial, onde agora está uma pequena sala para a paramentação.

Mas este não foi o primeiro registo da nova Paróquia. A 18 de fevereiro desse mesmo ano, realizava-se o primeiro casamento: Amílcar Carreira e Francisca Pereira, ele da Calvaria, ela da Calvaria de Baixo. E ainda antes do primeiro batismo, a 21 de fevereiro foram dois os casais a contrair matrimónio: Manuel Jorge e Elvira Gomes, ambos da Calvaria, e Francisco Ricardo e Luiza Rosália, também ambos desta freguesia.

O primeiro óbito registado é a 18 de março de 1925, de João Ferreira Louro, da Calvaria de Baixo, que faleceu com 92 anos de idade.

52 batismos, 9 casamentos, 21 óbitos, foram os registados nesse primeiro ano na Paróquia da Calvaria.

Ao longo dos 100 anos de história da Paróquia da Calvaria foram registados, nos livros paroquiais, 3886 batismos, 1212 casamentos e 2338 óbitos.