Programa da Paróquia

sábado, 24 de agosto de 2019

Banquete de humildade e gratuitidade

1 de setembro de 2019 | 22º Domingo do Tempo Comum
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É no contexto de uma refeição cuidada, “em casa de um dos principais fariseus”, que Jesus fala de um outro “banquete” – imagem de um “Reino” onde todos podem partilhar da mesma mesa, na abundância da vida oferecida por Deus. Jesus fala do sonho de Deus para a humanidade: que todos possam viver à imagem do amor trinitário que nos é dado a conhecer na atitude do próprio Jesus Cristo.

Nesse “banquete” é fundamental, em primeiro lugar, a atitude da humildade. A arrogância cria barreiras, distancia as pessoas… A humildade cria espaço de encontro e de relação. Jesus é o próprio Deus que não se valeu da sua condição divina para ter grandes honras, mas que se colocou de joelhos diante da humanidade para lhe lavar os pés, que se doou plenamente até à oferta na cruz. É desta entrega que se abre a porta do reencontro definitivo da humanidade decaída com o amor redentor de Deus.

Uma segunda atitude fundamental neste “banquete” é o da gratuitidade. Jesus ousa desafiar os nossos hábitos ao dizer para convidar não os amigos e familiares para partilharem da nossa mesa, pois esses certamente encontrarão o espaço da retribuição. «Convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te». Dar sem esperar recompensa, nem reconhecimento ou publicidade. Partilhar(-se) no silêncio dos gestos, pequenos ou grandes, na certeza de que o amor basta ao amor.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A porta estreita do esforço, da relação e da humildade

25 de agosto de 2019 | 21º Domingo do Tempo Comum
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A porta da salvação é "estreita", exige esforço, alerta Jesus no texto do Evangelho deste domingo. E se compreendemos a salvação não apenas no sentido definitivo, de Vida após a vida e morte, mas também na perspetiva de viver a salvação neste mundo, fazendo dela uma vida boa, bela, feliz, bem sabemos que isso não acontece se ficarmos de braços cruzados a ver passar a vida a nosso lado, mas aceitando o desafio de ser protagonista, de lutar e de se esforçar para atingir objetivos, para chegar cada vez mais longe...

Mas não só. Essa "porta estreita" tem um dono que a pode abrir e fechar. Para entrar é importante conhecer o dono, ter intimidade, uma boa relação com Ele. A salvação é uma questão de relação. Relação que se inicia já, aqui e agora, com o Senhor Jesus e que deve tornar-se comunhão para sempre.

O esforço exigido ao crente é pois a saudável inquietude de quem não tem nada garantido - quanto à salvação - pela pertença eclesial ou pela frequência dos sacramentos. Mas de fazer desta vivência um caminho de verdadeira relação, de conhecimento íntimo, que, na relação, se torna também ação: levar para a vida as exigências da relação com o Senhor. E de forma particular a humildade, o último lugar, a não presunção de si e a não reivindicação. De, como Jesus, se deixar "emagrecer" de si mesmo para passar essa porta estreita onde as "gorduras" do orgulho e de tudo o que preenche em vão a vida impedem a passagem.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Que fogo vem lançar Jesus à terra?

18 de agosto de 2019 | 20º Domingo do Tempo Comum
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Ser cristão e assumir os valores do Evangelho não é sinónimo de facilidade e de tranquilidade. A radicalidade do amor que a vida e a palavra de Jesus nos lançam, exigem escolhas livres e responsáveis, que comprometem. Para seguir Jesus Cristo hoje, como sempre, é preciso deixar-se cativar por Ele, mas aceitar também o esforço da caminhada. Por isso, Jesus afirma que vem trazer o fogo à terra: não apenas essa chama que ilumina os nossos passos, mas também o fogo purificador, que destrói (egoísmos, preguiças, injustiças…) e possibilita o renascer das cinzas de um mundo renovado. Este fogo manifesta-se no seu auge no momento da cruz, quando Jesus leva ao extremo o sentido da vida vivida por amor: é esse o batismo que Ele realiza, e no qual participamos.

Ter a humildade, mas também a coragem, para se deixar «queimar» pelo «fogo de Deus», é vencer passividades e indiferentismos, ser capaz de opções comprometedoras que desafiam, tantas vezes, o mundo em que vivemos. Por isso, será também causa de inquietação, mesmo de divisão dentro das famílias e comunidades (onde criticar ou menosprezar é sempre mais fácil que aceitar o processo de conversão pessoal e de transformação da própria vida, e de se implicar no crescimento de todos…). Jesus é a paz, e vem trazer a paz, mas uma paz que é vivida com coerência e exigência. E ser exigente é sempre um caminho de intranquilidade.

sábado, 10 de agosto de 2019

Não temas, mas está preparado!

11 de agosto de 2019 | 19º Domingo do Tempo Comum
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«Não temas, pequenino rebanho...» assim começa Jesus, depois de ter chamado a atenção (no texto do evangelho do passado Domingo) para que os discípulos, contra toda a avareza, se tornassem ricos aos olhos de Deus. O Pai quis dar de graça o "Reino", para que também os discípulos, com confiança, o partilhem de graça: o guardar para si mesmo o que se recebe de Deus é outra forma de avareza!

Por isso a atenção, o estar preparado: as parábolas apontam para a atitude de vigilância, de responsabilidade no acolher e fazer chegar mais longe o reino, porque «a quem muito foi dado, muito será exigido, a quem muito foi confiado, mas se lhe pedirá».

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Festa em honra de Santa Marta 2019

Festa em honra de Santa Marta, Padroeira da Calvaria, 2 a 6 de agosto.

A vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens

04 de agosto de 2019 | 18º Domingo do tempo Comum
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Uma questão difícil, ontem como hoje, a das heranças... como de tantas outras questões relacionadas com a propriedade, com o ter, com o dinheiro. Jesus aproveita a ocasião em que é questionado para afirmar que «a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E conta uma pequena parábola: o rico que tem tão excelente colheita que vai querer guardar os seus bens para longos anos, e que pensa para consigo: «descansa, come, bebe, regala-te». Mas, nesse mesmo dia terá de entregar a sua alma. E fica a pergunta: «o que preparaste, para quem será?»

Não se deixar cegar pela riqueza, mas alargar o horizonte da vida a outras «riquezas», as que o são aos olhos de Deus... Não é desprezo pelos bens materiais, mas saber usar as oportunidades que neles são dadas para procurar um bem maior, na partilha e generosidade.

sábado, 27 de julho de 2019

Amar e servir a Deus e aos nossos irmãos com as mãos de Marta e o coração de Maria

No passado dia 21 de julho de 2019, domingo, quando o Evangelho do dia narra o acolhimento de Jesus na casa de Marta e de Maria, o Papa Francisco, no Angelus, partilhou a seguinte reflexão:

Vélazquez, Jesus em casa de Marta e Maria
No trecho deste domingo, o Evangelista Lucas narra a visita de Jesus à casa de Marta e Maria, irmãs de Lázaro (cf. Lc 10, 38-42). Elas recebem-no e Maria senta-se aos seus pés para o ouvir; deixa o que estava a fazer, para estar perto de Jesus: não quer perder nenhuma das suas palavras. Tudo deve ser posto de lado porque, quando Ele nos vem visitar na nossa vida, a sua presença e a sua palavra vêm antes de tudo. O Senhor surpreende-nos sempre: quando realmente nos pomos à sua escuta, as nuvens dissipam-se, as dúvidas cedem lugar à verdade, os receios à serenidade e as diferentes situações da vida encontram a posição certa. Quando vem, o Senhor resolve sempre as coisas, também as nossas.

Nesta cena de Maria de Betânia aos pés de Jesus, São Lucas mostra a atitude orante do crente, que sabe estar na presença do Mestre para o ouvir e para se pôr em sintonia com Ele. Trata-se de fazer uma pausa durante o dia, de se recolher em silêncio, por alguns minutos, para dar espaço ao Senhor que “passa” e para encontrar a coragem de permanecer um pouco “à parte” com Ele, para depois voltar, com serenidade e eficácia, às situações da vida de todos os dias. Elogiando o comportamento de Maria, que “escolheu a melhor parte” (v. 42), Jesus parece repetir a cada um de nós: “Não te deixes dominar pelas coisas a fazer, mas antes de tudo ouve a voz do Senhor, para cumprir bem as tarefas que a vida te confiar”.

Depois há a outra irmã, Marta. São Lucas diz que foi ela quem acolheu Jesus (cf. v. 38). Talvez Marta fosse a mais velha das duas irmãs, não sabemos, mas certamente esta mulher tinha o carisma da hospitalidade. Com efeito, enquanto Maria ouve Jesus, ela está totalmente ocupada com os numerosos serviços. Por isso, Jesus diz-lhe: “Marta, Marta, estás inquieta e perturbada com muitas coisas” (v. 41). Com estas palavras, Ele certamente não tenciona condenar a atitude de serviço, mas sobretudo a ansiedade com que às vezes ele é vivido. Também nós compartilhamos a preocupação de Santa Marta e, seguindo o seu exemplo, propomo-nos fazer com que, nas nossas famílias e comunidades, se viva o sentido de hospitalidade e fraternidade, para que todos possam sentir-se “em casa”, especialmente os pequeninos e os pobres quando batem à porta.

Portanto, o Evangelho de hoje recorda-nos que a sabedoria do coração consiste precisamente em saber conjugar estes dois elementos: contemplação e ação. Marta e Maria indicam-nos o caminho. Se quisermos saborear a vida com alegria, devemos associar estas duas atitudes: por um lado, “estar aos pés” de Jesus, para o ouvir enquanto Ele nos revela o segredo de tudo; por outro, estar atentos e prontos na hospitalidade, quando Ele passa e bate à nossa porta, com o rosto do amigo que tem necessidade de um momento de conforto e fraternidade. É necessária esta hospitalidade!

Maria Santíssima, Mãe da Igreja, nos conceda a graça de amar e servir a Deus e aos nossos irmãos com as mãos de Marta e o coração de Maria para sermos artífices de paz e de esperança, permanecendo sempre à escuta de Cristo. E isto é interessante: com estas duas atitudes, seremos artífices de paz e de esperança.

In: VATICAN.VA

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Pedir, pedir, pedir...

28 de julho de 2019 | 17º Domingo do Tempo Comum
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Os discípulos de Jesus encontram-n'O tantas vezes a rezar que acabam por lhe pedir: «Senhor, ensina-nos a orar»... E Jesus ensina certamente a sua própria oração. O Pai Nosso é a oração de Jesus, aquela que Ele reza, que Ele vive, que Ele ensina...

Depois, Jesus insiste no pedir: pedir, procurar, bater à porta... com confiança, sem desânimo, porque «o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem»... Pedir, sobretudo, o melhor que temos para receber: o próprio Deus em nós, no seu Espírito.

Deus não precisa da nossa insistente oração. Somos nós a ter necessidade dela para a imprimir nas fibras da nossa mente e do nosso corpo, para aumentar o nosso desejo e a nossa expectativa, para dizer a nós próprios a nossa esperança.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

A melhor parte, entre os afazeres da vida

21 de julho de 2019 | 16º Domingo do tempo Comum
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Marta e Maria são irmãs e acolhem Jesus em casa. Marta preocupa-se em ter tudo preparado para que Jesus se sinta bem acolhido: refeição, alojamento... Maria preocupa-se em ter tempo para o encontro, a escuta... para que Jesus se sinta bem acolhido. Em ambas a mesma preocupação, vivida de formas tão diversas. E a palavra de Jesus que vai alertar para aquilo que "não é tirado" porque permanece para sempre - a Palavra que, escutada, faz encontrar o sentido de toda a vida.

Entre os muitos afazeres e preocupações, é importante não perder a direção, o sentido do que se faz e para que se faz. E para fazer bem, é tão importante que esta luz não se apague. Maria, aos pés de Jesus, encontra a "melhor parte", e faz-nos recordar, entre todos os afazeres e preocupações da vida, que neste encontro verdadeiro com Jesus tudo será feito preenchido de sentido.

Paróquia foi em passeio a Tomar e Dornes

No passado sábado, dia 13 de julho, a paróquia da Calvaria teve o seu passeio anual, este ano com destino a Tomar e Dornes. Foram cerca de 110 os participantes nesta iniciativa que procura juntar a cultura, o convívio e a partilha, criando laços entre os paroquianos, nomeadamente aqueles que se dedicam aos diversos serviços dentro da dinâmica paroquial.

A primeira paragem foi no Convento de Cristo, onde se pôde apreciar toda a beleza e grandiosidade daquele espaço. Seguindo para o centro da cidade de Tomar, dois pontos foram especialmente visitados: a Sinagoga e a Igreja de São João Batista. A manhã terminou com o piquenique na Mata dos Sete Montes, ainda no centro de Tomar.

Depois, durante a tarde, segui-se a viagem para Dornes onde houve tempo livre para descansar, mergulhar nas águas da barragem, fazer um passeio de barco... escutar a música de um interessante conjunto instrumental que nos presenteou com a sua atuação. O lanche terminou com a trocas das prendas do amigo secreto. Pelas 18h, a Missa na Igreja de Nossa Senhora do Pranto foi o último momento em comum antes do regresso à paróquia. Um dia bem passado, com pouco tempo de autocarro e mais tempo para parar, visitar e conviver!

sexta-feira, 12 de julho de 2019

A misericórdia começa por ver, parar e tocar

14 de julho de 2019 | 15º Domingo do Tempo Comum
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"O verbo central da parábola, aquele que brota de cada gesto do samaritano, expressa-se com as palavras «encheu-se de compaixão». (...) Os primeiros três gestos do bom samaritano: ver, deter-se, tocar, traçam as primeiras três ações da misericórdia.

Ver: viu e teve compaixão. Viu as feridas e deixou-se ferir pelas feridas daquele homem. O mundo é um imenso pranto, e «Deus navega num rio de lágrimas» (Turoldo), invisíveis a quem perdeu os olhos do coração, como o sacerdote e o levita. Para Jesus, ao contrário, olhar e amar eram a mesma coisa: Ele é o olhar amante de Deus.

Deter-se: interromper o próprio caminho, os próprios projetos, deixar que seja o outro a ditar a agenda, deter-se no interior da vida que geme e chama. Farei mundo por este mundo toda a vez que simplesmente suspendo a minha corrida para dizer «obrigado», para dizer «aqui estou».

Tocar: o samaritano faz-se próximo, derrama óleo e vinho, enfaixa as feridas do homem, carrega-o, transporta-o. Tocar é palavra dura para nós, convoca o corpo, mete-nos à prova. Não é espontâneo tocar o contagioso, o infetado, o chagado. Mas no Evangelho toda a vez que Jesus se comove, pára e toca. Mostrando que amar não é um facto emotivo, mas um facto que precisa de mãos, de tato, é concreto, tangível."

Ermes Ronchi, In "Avvenire", Trad.: Rui Jorge Martins
Texto completo AQUI

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Todos enviados, a todos os lugares

7 de julho de 2019 | 14º Domingo do Tempo Comum
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Jesus escolhe e envia 72 discípulos num caminho de simplicidade e de paz, recomendando que peçam ao senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Não se vão anunciar a si mesmos, nem trabalhar por conta própria, mas preparar o caminho para que Jesus possa habitar com os homens: «Está perto de vós o reino de Deus»... E os discípulos voltam cheios de alegria!

Paz e alegria. O anúncio e o acolhimento do reino de Deus traz esta vida renovada pelo Espírito, em que o mal é vencido, e os nomes se inscrevem nos Céus, numa esperança presente e futura.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Jesus vai à frente: quem O quer acompanhar?

30 de junho de 2019 | 13º Domingo do Tempo Comum
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Começa um tempo novo no Evangelho de Lucas: o caminho de Jesus para Jerusalém. Um caminho que terá de ser feito por quem, na liberdade, quer assumir as exigências do seguimento de Cristo.

Um caminho que nem sempre é bem acolhido (os samaritanos não querem receber Jesus...) mas que não pode ser feito à força nem com violência (Jesus repreende os discípulos que queriam pedir fogo do céu para destruir esses mesmo samaritanos...).

Um caminho que não é feito para conquistar um bem-estar material («o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça...»), que não pode ser adiado à espera das condições e tempos ideais («Deixa que os mortos sepultem os seus mortos»), que é para envolver a vida toda e toda a vida («Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus»)...

Jesus faz este caminho, radical, de entrega total de amor, de desprendimento de si mesmo, que O leva da cruz à Vida Eterna... É ele quem vai à frente... quem O quer acompanhar?

sábado, 22 de junho de 2019

Jovens colaboram com a Conferência S. Vicente de Paulo no Dia Paroquial do Idoso e do Doente

 No passado fim-de-semana, 15 e 16 de junho, os jovens do 9º ano da catequese viveram a Festa do Compromisso, e os do 10º ano a Festa do Envio. No sábado, em São Jorge, no domingo na Calvaria.

Também no domingo, a Conferência São Vicente de Paulo organizou a Dia Paroquial do Doente e Idosos, que teve início com a celebração da Eucaristia, às 11h, na igreja paroquial. Dada a coincidência da data, foi feito o convite para que os jovens pudessem colaborar no acolhimento dos mais velhos na igreja, e apoio em pequenas tarefas durante a celebração e, depois, durante o almoço, ajudarem a servir a refeição aos cerca de 160 idosos que estiveram presentes nesse momento de confraternização, no salão da Casa do Povo da Calvaria de Cima.



Um grupo de jovens, maioritariamente do 10º ano, disponibilizou-se para este serviço que assim reuniu os jovens à proposta da Conferência São Vicente de Paulo, tornando já real o Compromisso assumido, e o Envio para serem testemunhas do Evangelho por meio do serviço.

Após o almoço, o convívio terminou com a oração do terço e um lanche. A Conferência São Vicente de Paulo, para além das várias entidades e instituições que colaboraram para a realização deste Dia, e de muitos voluntários, agradece também a presença destes jovens, deixando desde já o convite para voltarem a participar em atividades de serviço caritativo.


E vós, quem dizeis que eu sou?

23 de junho de 2019 | 12º Domingo do Tempo Comum
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A pergunta de Jesus continua a ecoar ao longo dos tempos. «Dizer» alguém nunca é fácil, mas torna-se tanto mais complexo quanto mais próximo se está daquele que se quer expressar em palavras: aí as palavras passam para além das opiniões exteriores para ganharem o peso da relação que nos une àquele de quem se fala.

O silêncio é quebrado por Pedro. «Messias» é uma palavra complexa, porque pode ganhar sentidos diversos por quem a pronuncia: se o povo esperava um libertador-militar-político-poderoso, que o libertasse da opressão do Império Romano, Jesus fala de um libertador que o faz no amor da entrega da sua vida na cruz.

A liberdade da entrega total de si mesmo, por amor: o «messias» diz-se a si mesmo na cruz, e desafia quem O segue a fazer, nas pequenas coisas de cada dia, a mesma entrega na cruz de cada dia.

sábado, 15 de junho de 2019

Uno e Trino: o coração do mistério de Deus

16 de junho de 2019 | Solenidade da Santíssima Trindade
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O Mistério da Trindade situa-nos no coração do Amor de Deus. Pode parecer uma afirmação de fé muito distante e difícil de compreender e, de facto, racionalmente, não é simples: no Evangelho que escutamos neste Domingo Jesus, o Filho de Deus, fala da sua unidade com o Pai e promete enviar o Espírito...

Mais do que raciocínios lógicos e matemáticos, somos convidados a contemplar (entrar dentro) do sentido profundo desta revelação que Deus faz de si mesmo em Jesus Cristo: Deus, na sua identidade, é Comunhão, Relação, Amor. Entrar dentro deste mistério é deixar-se abraçar pelo Amor que nos sonhou, que nos envolve, que nos salva, para se partilhar connosco eternamente.

Na liturgia deste Domingo, o prefácio levanta um pouco o véu de todo este mistério:

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo,
sois um só Deus, um só Senhor,
não na unidade de uma só pessoa,
mas na trindade de uma só natureza.
Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória,
nós o acreditamos também, sem diferença alguma,
do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade,
adoramos as três Pessoas distintas,
a sua essência única e a sua igual majestade.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Festa da Palavra das Crianças do 4º ano

No passado domingo, dia 9 de junho, as crianças do 4º ano da catequese da Paróquia, dos centros da Calvaria e de São Jorge, juntaram-se na igreja paroquial, na missa das 11h, para a Festa da Palavra.

Depois de terem recebido a Bíblia um pouco antes do Natal, esta festa marca o caminho de descoberta da Palavra de Deus que se faz presente na vida. Por isso, para além de trazer a sua Bíblia, cada criança escolheu uma das páginas do seu livrinho pessoal, o portefólio onde foram guardando as folhas de "A Palavra de Deus na Minha Vida" - o desafio de em cada semana ver como a Palavra de Deus continua presente na realidade de cada dia.

No domingo de Pentecostes, esta celebração ajudou toda a comunidade a perceber como o Espírito Santo continua a atuar na vida concreta quando, à sua luz, acolhemos, rezamos, aprofundamos, compreendemos e vivemos a Palavra de Deus em cada dia: "Mandai, Senhor, o vosso Espírito" para que a Palavra de Deus renove a nossa vida e, por nós, o mundo onde vivemos!


sábado, 8 de junho de 2019

O sopro e fogo de Deus que recria a humanidade

9 de junho de 2019 | Solenidade do Pentecostes
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Jesus sopra sobre os discípulos o seu Espírito, aqueles que é capaz de os ajudar a serem testemunhas da Sua ressurreição, construtores da paz, portadores do perdão... O Pentecostes é a certeza d'Aquele que não se vê mas faz sentir a força da sua vida nos que acolhem o desafio de serem continuadores da ação do próprio Jesus Cristo: é o seu «sopro», o seu «hálito vital», é como que a vida de Cristo ressuscitado que é soprado sobre os discípulos. E este «sopro divino, à semelhança do primeiro sopro que dá vida ao homem formado da argila, agora recria aqueles que ousam deixar-se habitar por Deus.

É este sopro que Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta como Aquele que se faz escutar como forte rajada de vento e, como que em línguas de fogo, desce sobre os discípulos e lhes dá uma vitalidade até ali desconhecida.

A vitalidade da Igreja, e a vitalidade de cada um de nós, vem deste «Senhor que dá a vida».

sábado, 1 de junho de 2019

Festa da Avé Maria com as crianças do 1º ano

No dia 31 de maio, ao concluir o Mês de Maria, as crianças do 1º ano da catequese da paróquia da Calvaria foram convidadas a celebrar esse dia da Festa da Visitação de Nossa Senhora com a Festa da Avé Maria.

Durante a celebração, as crianças, com o nome de Maria, construíram e rezaram uma oração:

«Maria,
Mãe de Jesus e nossa Mãe,
Amor que nos guia,
Rogai por nós!
Iluminas a nossa vida, és a nossa
Alegria!»

A celebração terminou com a oração do terço, numa pequena procissão com o andor de Nossa Senhora de Fátima, no qual cada uma delas já tinha colocado uma flor. Nesta oração, as crianças foram convidadas a rezar a primeira parte da oração da Avé Maria.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Passeio de Motorizadas


Organizado pela Comissão da Festa em honra de Santa Marta, será no próximo domingo, dia 9 de junho, com a concentração pelas 8h30, bênção dos capacetes às 9h20, e a saída pelas 9h.

A partir das 12h30 haverá o almoço, entrega dos prémios, e animação durante a tarde, incluindo a Grande Corrida do Caracol.

As inscrições podem fazer-se para o passeio e almoço (15 rodas), ou apenas o almoço (10 rodas). Para mais informações e inscrições, contactar os festeiros: 961339168, 918702927, ou 910024289.

No tempo e no espaço de Deus

2 de junho de 2019 | Solenidade da Ascensão do Senhor
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A ascensão é-nos apresentada por Lucas quase de uma forma plástica. Talvez para nos facilitar a compreensão deste mistério: Jesus é glorificado, «elevado» para o Pai, deixa de estar nas coordenadas físicas do espaço-tempo tal como o conhecemos. A ressurreição de Jesus é precisamente esta «entrada» no «tempo-da-eternidade» e no «espaço-da-presença-de-Deus», uma realidade que nos transcende, e transcende toda a nossa capacidade de compreensão: o que dessa realidade-estado-dimensão podemos dizer é apenas um pouco do que nos é dado vislumbrar pela nossa fé em Cristo ressuscitado.

O tempo e o espaço de Deus são os do Amor: amor que vence a morte, amor que vence as limitações do nosso tempo e do nosso espaço. Amor que não se deixa limitar no tempo e no espaço: é eterno e omnipresente. E é nessa realidade que Jesus se encontra, e dessa realidade que derrama sobre nós o seu Espírito para que, também nós, ressuscitados com Ele pelo batismo, sejamos parte da sua glorificação-ascensão.

Hoje é dia desta nossa esperança!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Profissão de Fé do grupo do 6º ano

No passado domingo, dia 26 de maio, os 29 adolescentes dos grupos do 6º ano da Paróquia da Calvaria viveram a significativa festa da Profissão Solene da Fé: a festa que marca uma adesão pessoal, mais consciente e livre, a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, na Igreja, comunidade da qual receberam, pelo Batismo, o dom da fé e onde cresceram no encontro com Jesus ao longo destes 6 anos da catequese.

A celebração começou precisamente com cada um a acender a sua vela do Batismo, sinal da sua vontade de agora, por si mesmo, seguir o caminho iluminado por Cristo, recordando esse Batismo pela aspersão da água batismal. A partir da escuta da Palavra, reforçou-se a alegria de vivermos esta festa com todo este significado, salientando-se depois que, no caminho da fé, do encontro e relação com Deus, é-nos dado o dom do Espírito Santo que nos fortalece e acompanha, que nos ilumina e conduz, tal como Jesus prometeu no Evangelho: "O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse... Não se perturbe nem se intimide o vosso coração". Por fim, e escutando a experiência dos primeiros cristão, tal como a Igreja reunida escreve a uma das comunidades para a incentivar e esclarecer no caminho da fé, também nós temos na Igreja a palavra que nos ajuda, sendo sempre tão importante que a nossa fé seja informada e esclarecida.

Chegado o momento da Profissão de Fé, de novo de velas acesas, cada um pôde então proclamar o seu "Sim, creio!" Acreditar, entregando-se nas mãos de Deus, de um Deus que se faz alimento na Eucaristia. A terminar a celebração, de novo de velas acesas, o grupo foi convidado a sair para o exterior com essa vontade de levar a fé para a vida, e de ser sua testemunha!

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Encerramento do Mês de Maria

Ao terminar o mês de maio, haverá na paróquia da Calvaria as celebrações nas diversas comunidades, a marcar o final deste Mês de Maria.

Assim, na igreja paroquial, o encerramento do Mês de Maria será na sexta-feira, 31 de maio, festa litúrgica da Visitação de Nossa Senhora. A missa será às 20h, seguida de procissão de velas, e inclui a Festa da Avé Maria das crianças do 1º ano de toda a Paróquia.

Em São Jorge, será no sábado, dia 1 de junho, com a missa às 19h, seguida de procissão de velas.

No domingo, dia 2 de junho, será nos Casais de Matos. Haverá o almoço a partir das 12h30 (inscrições até 29 de maio: 915775494, 910465113 ou 919672956), seguindo-se a missa, às 15h30, e a procissão. Termina com um tempo de convívio.

No Casal do Relvas, será no sábado, dia 8 de junho, com a missa às 20h30, seguida de procissão de velas.

Um «adeus» que não abandona

26 de maio de 2019 | 6º Domingo da Páscoa
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Ao chegar o momento da despedida, o momento de dar a paz («shalom»): "Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz". Esta expressão é usada para a chegada (como o nosso «olá») e para a partida (como o nosso «adeus»). Mas Jesus, no Evangelho deste domingo, reforça que não dá a paz como o mundo a dá. Ele, aos discípulos, não está a dizer um simples «adeus»: garante-lhes que vai começar um tempo novo, o tempo do Paráclito, o Espírito Santo que tem a missão de ensinar e recordar tudo o que Jesus disse.

A uma comunidade que está prestes a começar a dar os primeiros passos sem a presença visível do Mestre, Jesus garante-lhe que é possível seguir o mesmo caminho, viver o mandamento do amor que escutámos no passado domingo. Garante que vai para o Pai, mas não deixa de acompanhar, animar, consolar, fortalecer: começa o tempo é o do Espírito, Aquele que, com o Pai e o Filho, faz morada nos discípulos para que guardem a palavra e vivam no amor. É este o nosso tempo: tempo de abertura ao Espírito para que seja possível continuar a obra de Jesus.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O que é amar... como Jesus?

19 de maio de 2019 | 5º Domingo da Páscoa
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«Amar» - a palavra é complexa e com tantas interpretações quanto ao seu significado que, por vezes, se torna difícil expressá-la... Mas a Igreja não pode deixar de a dizer e, sobretudo, de a tornar visível: é este o mandamento que recebe de Jesus. «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Para compreender o que significa no Evangelho deste Domingo, olhemos para aquele «como Eu» que Jesus diz. E di-lo no contexto da última ceia, no momento em que Judas sai do cenáculo para O ir entregar. Quando o momento da morte se torna iminente, esse «como» tem a densidade desta entrega de Jesus na cruz. É um amar até ao fim, até à entrega da vida, mesmo por aqueles que, como Judas, abandonam o espaço de relação e entram numa espiral de traição... É um amar «como» o de Jesus que, como «senhor e mestre», se ajoelha diante dos discípulos para lhes lavar os pés, para servir sem reservas... A glória de Deus está precisamente neste amor que se faz dom de si mesmo até às últimas consequências.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Primeira Comunhão das crianças do 3º ano

No passado domingo, dia 12 de maio, as 25 crianças dos grupos do 3º ano da Paróquia da Calvaria participaram plenamente, pela primeira vez, na celebração da Eucaristia, recebendo Jesus na Comunhão. Duas das crianças celebraram nesse dia, também, o seu Batismo.

Escutando o Evangelho do Bom Pastor, nesse Dia Mundial de Oração pelas Vocações, reforçou-se a certeza de que Jesus é o Pastor cuja voz somos convidados a escutar, porque Ele nos leva a encontrar o caminho de uma vida boa, bela e feliz. Escutar a sua voz, conhecê-lo cada vez mais, para o seguir com confiança: na Eucaristia, podemos recebê-lo em nós para que tudo isso seja possível. Ele está presente "escondido" no Pão consagrada, como diziam os Pastorinhos de Fátima, para continuara a ser o nosso Bom Pastor que nos dá a vida verdadeira. Por isso, este é um dia de festa, de uma grande festa: acolher Jesus em nós é sempre motivo de festa!

O grupo do 4º ano, recordando a sua Primeira Comunhão, e preparando-se para a Festa da Eucaristia, no dia do Corpo de Deus, também esteve na celebração.

sábado, 11 de maio de 2019

Escutar, conhecer e seguir

12 de maio | 4º Domingo da Páscoa - «Bom Pastor»
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
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A fé vive-se numa dinâmica de relação: Deus revela-se e nós acolhemos o seu amor, procurando corresponder-Lhe. Confiamos que Ele, na verdade, quer ser em nós fonte de uma vida boa, bela, feliz, realizada, de vida que não perece, de vida eterna. Com esta confiança, confiamo-nos a Ele, ou seja, acolhemos a sua palavra como aquela que tem a capacidade de nos orientar para a verdade de nós mesmos, para a vida que vale a pena ser vivida.

Os três breves versículos do texto do Evangelho deste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do «Bom Pastor», oferecem-nos esta síntese do nosso caminho de fé: escutar («As minhas ovelhas escutam a minha voz») é o ponto de partida. Habituarmo-nos a esta voz, à Palavra que é o próprio Jesus. A fé é possível quando não nos centramos apenas em nós mesmos, e damos espaço para que Deus nos fale.

Da escuta nasce, cresce ou revigora-se o conhecimento. Nesta relação a que chamamos fé, não só escutamos, mas percebemos também que somos escutados: encontramo-nos com Aquele que, de verdade, nos conhece mais intimamente. E nesse encontro descobrimo-nos a nós mesmos. Como relação, a fé é certeza de ser conhecido e amado por Deus. Este conhecimento não é uma questão intelectual, mas algo essencialmente vital: «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»: conhecer e seguir, deixar-se orientar pela proposta de amor de que se reveste a Palavra.

Escutar, conhecer, seguir: com a confiança que se vive ao longo deste cominho de fé percorrido em conjunto, saber que o Pastor quer dar «vida eterna». A vocação (a resposta vivencial que damos à Palavra de Deus) só é possível neste contexto de fé: escutar, conhecer, seguir.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Semana de Oração pelas Vocações

"A coragem de arriscar pela promessa de Deus" é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que o ocorre a 12 de maio, Domingo do Bom Pastor.

É este tema que vai animar a semana de 5 a 12 de maio, na qual somos convidados a ter presente esta intenção na sua oração:

Deus, nosso Pai,
ao enviares o Teu Filho Jesus,
quiseste vir ao nosso encontro.
Queremos agradecer-Te, hoje,
por continuares a chamar,
no barco da Igreja,
pescadores para o alto mar,
para a missão de chegar a todos.
Concede-nos,
pela graça do Batismo,
o dom da escuta da Tua voz
e da resposta generosa.
Desejamos abrir-nos ao “sonho maior”:
discernir a vocação
que nos torna servidores
da alegria do Evangelho.
Dá-nos a coragem de arriscar,
como a jovem Maria,
para sermos portadores da Tua promessa.
Ámen.

O guião e outros materiais de apoio para esta semana estão disponíveis AQUI.

A fé é um ato de vontade contínuo...

05 de maio de 2019 | 3º Domingo da Páscoa
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Junto ao mar de Tiberíades, os discípulos voltam ao lugar donde partiram quando começam a sua aventura de seguimento de Jesus. Parecem esquecer a sua missão acolhida nos primeiros encontros com o Ressuscitado: Pedro volta à faina (que tinha abandonado para seguir Jesus) e, com ele, todos os outros. De facto, a fé, o seguir Jesus, não é um dado do passado (dos passos dados antes, das experiências e dos encontros vividos, das palavras escutadas…) mas um acontecimento presente, com o risco constante de voltar atrás: a fé é um processo com avanços e recuos, um ato de vontade contínuo.

O texto sugere a necessidade se de deixar constantemente desafiar para que a passagem da escuridão e esterilidade (a noite em que nada se pesca) passa à luz da abundância (a manhã em que surge Jesus à beira do lago e a pesca se torna abundante), em que o vazio de nada haver para comer se torna prato cheio por Jesus.

É o acolhimento e reconhecimento constante de Jesus que é capaz de recriar a comunidade e de a tornar portadora da novidade da fé. Daí se parte: Jesus é reconhecido: «É o Senhor», diz o discípulo predileto a Pedro. E aquele que tem a missão de confirmar os outros na fé precisa também do testemunho e da profissão da fé daqueles que confirma pela confissão, tríplice, do seu amor. A comunidade vive desta reciprocidade e entreajuda, da partilha dos dons, do amparo mútuo, que encontra sempre em Jesus (o peixe condensa todo o sentido teológico de «Jesus Cristo, Filho de Deus salvador», expressão cujas primeiras letras, em grego, formam a palavra «ichtus» - peixe) e na Eucaristia (o pão da refeição preparada por Jesus) o seu ponto de partida.

Se acreditar é aderir, confiar-se, lançar-se numa aventura de vida, num caminho diário de encontro e seguimento, se a fé é um ato de vontade contínuo, com avanços e recuos, podemos encontrar na comunidade, e sobretudo na comunidade que celebra a sua fé em Jesus Cristo ressuscitado, na Eucaristia, esse suporte para caminharmos com a confiança de alguém que faz da nossa noite dia, da nossa pequenez e incapacidade uma pesca abundante.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Tomé, o nosso gémeo?

28 de abril de 2019 | 2º Domingo da Páscoa
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De novo, Jesus que se deixa ver aos seus discípulos. A experiência da Páscoa é, antes de mais, a de um encontro que enche os discípulos de alegria. No texto do Evangelho de S. João e que escutamos neste 2º Domingo da Páscoa, esta é a primeira nota: o escuro e as portas fechadas pelo medo, é radicalmente transformado pela presença do ressuscitado.

Jesus envia, então, sobre eles o seu Espírito para que respirem do mesmo «sopro» e espalhem, por sua vez, o sopro da misericórdia de Deus: alegria, paz e perdão são as palavras que enchem o ar da casa onde Jesus está ao centro.

Tomé não está lá nessa tarde de Páscoa, e o testemunho dos apóstolos não consegue convencê-lo: ele quer ver, quer tocar, recusa reconhecer o Ressuscitado num “fantasma”. Conhecido como Dídimo, nome que significa gémeo (de quem? os evangelhos não nos dizem, mas podemos dizer que conhecemos muito bem o seu gémeo: o meu, o teu, o gémeo de cada crente em caminho de fé...), é bem o gémeo e contemporâneo da pessoa que hoje busca as razões para aderir a Jesus Cristo.

Jesus respeita a caminhada de Tomé, e é Ele próprio que lhe propõe para que O veja e toque. Tomé, então, proclama o primeiro acto de fé da Igreja: “Meu Senhor e meu Deus!” Ele reconhece não somente Jesus ressuscitado, marcado pelas chagas da Paixão, mas adora-O como seu Deus.

Jesus anuncia então que não Se apresentará mais à vista dos homens, mas será necessário reconhecê-l’O unicamente com os olhos da fé. E faz desta fé uma bem-aventurança: “felizes os que acreditam sem terem visto!” Hoje, somos nós os convidados a viver esta bem-aventurança.

Oxalá possam as nossas dúvidas e as nossas questões ser, como para Tomé, caminho de fé! E que a nossa comunidade seja um lugar concreto onde se possa continuar a «ver» e a «tocar» a presença de Jesus ressuscitado, porque testemunha do mesmo «sopro» de paz com que Jesus derrama o Espírito de Deus sobre nós. Na Eucaristia, na Palavra, nos gestos de amor, de serviço e de partilha, é Jesus Ressuscitado que está presente e se faz ver e tocar.

sábado, 20 de abril de 2019

A fé é esperança de vida eterna

21 de abril de 2019 | Domingo de Páscoa da Ressurreição
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«Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’»
Cf. Lc 24, 1-12

A fé é já o princípio da vida eterna, permite-nos viver já a experiência do alegre antegozo do Céu. Acolhendo a vida de Deus em nós, vivendo a nossa relação alegre, livre, consciente, responsável com Ele, procurando partilhá-la na caridade com os outros, saboreamos desde já um pouco daquilo que é viver plenamente em Deus.

Quando vivemos envolvidos pelo amor de Deus, quando acolhemos a vida do Ressuscitado e a partilhamos, uns com os outros, no amor, e quando caminhamos na certeza de que o amor de Deus nos dará vida plena, então toda a nossa vida é envolvida nesse amor que é o próprio Deus.

Durante esta semana, agradece a vida do Ressuscitado que recebeste no Batismo, e recorda esse momento perguntando aos teus pais, padrinhos, avós ou outros familiares como viveram esse dia. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 7ª pétala da tua Flor Pascal escreve ESPERANÇA DE VIDA ETERNA, e reza esta oração:

Senhor,
coloco a última pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais,
a beleza e a alegria da fé!
Completo esta flor na alegria pascal da ressurreição.
Com Jesus, a vida vence a morte, e abre-se, também para mim,
a esperança da vida eterna.
É dessa vida que experimento, desde já, quando estou próximo de Ti.
Pela fé, saboreio na terra a alegria do Céu.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Sexta-feira Santa

Na sexta-feira Santa, dia em que a Igreja comemora a morte a morte de Jesus, a Via Sacra Paroquial teve início na capela do Casal de Relvas, pelas 15h. Acompanhando o Evangelho de São João, foram representadas as 14 estações que iniciaram com o gesto do lava-pés, na Última Ceia, até ao momento da crucificação e morte, representadas já na igreja paroquial, e a sepultura de Jesus.

Seguiu-se a Celebração de Sexta-feira Santa, com o gesto da adoração da cruz e a distribuição da comunhão, neste dia em que a Igreja não celebra a Eucaristia.

Mais fotografias desta Via sacra AQUI.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Quinta-feira Santa

Na Quinta-feira Santa a Igreja comemora a instituição da Eucaristia e do sacramento da Ordem, e o mandato de Jesus sobre a caridade, expresso no gesto do lava-pés.

Na paróquia da Calvaria, a celebração da Ceia do Senhor incluiu este gesto tão significativo, envolvendo os mais pequenos da catequese da Calvaria e de São Jorge.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Sagração do novo altar da igreja paroquial da Calvaria

No passado domingo, dia 14 de abril, Domingo de Ramos, e início da Semana Santa, tendo concluídas as obras de readequação litúrgica do presbitério da igreja paroquial, a celebração da Eucaristia, para além do rito próprio de bênção do ramos, com início no adro da igreja, e da já agendada Festa da Vida do grupo do 8º ano da catequese, ficou marcada pelo rito da sagração do novo altar.

O altar, pensado a partir da simbologia das mãos de Santa Marta, padroeira da Paróquia, estão abertas em sinal do serviço de Marta no acolhimento a Jesus em sua casa, em Betânia, mas também de súplica quando se encontra com o Senhor, na morte de seu irmão Lázaro, neste altar em que é colocada a mesa para celebrar o dom da vida que Jesus faz de si mesmo, na cruz, antecipado nesse gesto de entrega do Pão e do Vinho, na Última Ceia com os discípulos.

O rito da sagração do altar é marcado pela unção com o óleo do Crisma, assim como a sua incensação. É então colocada a toalha, e acesas as velas e luzes que iluminam o novo altar, onde se acolhem os dons para a celebração da Eucaristia.

Além do altar, todo o espaço do presbitério ganhou uma nova configuração com uma nova presidência, e a disposição do Ambão, do Sacrário, da Pia Batismal e da imagem da Padroeira no espaço celebrativo.

Também foi feita uma clarabóia para a entrada de luz natural diretamente sobre o altar, e toda a reestruturação do tecto do presbitério. No corpo da igreja, foi construída um espaço lateral para o reposicionamento do órgão.

Mais imagens deste dia podem ser vistas AQUI.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Programa da Semana Santa a Visita Pascal

QUINTA-FEIRA SANTA, 18 DE ABRIL
20h00: Missa da Ceia do Senhor
21h00: Adoração Eucarística

SEXTA-FEIRA SANTA, 19 DE ABRIL
11h30: Confissões
15h00: Via Sacra Paroquial (início no Casal do Relvas) e Celebração da Paixão (na Igreja Paroquial)

SÁBADO SANTO, 20 DE ABRIL
21h30: Vigília Pascal

DOMINGO DE PÁSCOA, 21 DE ABRIL
09h30: Missa na Igreja de São Jorge
11h00: Missa na Igreja Paroquial
12h00: Visita Pascal: Calvaria Cima (parte)
14h30: Visita Pascal: Calvaria Cima (parte), Calvaria Baixo (parte)

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA, 22 DE ABRIL
16h00: Missa na Igreja dos Casais de Matos
16h30: Visita Pascal: Casais de Matos

QUINTA-FEIRA DE PÁSCOA, 25 DE ABRIL
10h00: Visita Pascal: Carqueijal e Cabeceiras
10h30: Visita Pascal: Calvaria Cima (parte), Calvaria Baixo (parte), Casais de Além, Casal Ruivo e Quinta de São Paio
20h00: Missa na Igreja Paroquial

SEXTA-FEIRA DE PÁSCOA, 26 DE ABRIL
14h30: Missa no Centro de Dia
18h00: Visita Pascal: Estrada da Calvaria e Chão da Feira

SÁBADO DE PASCOELA, 27 DE ABRIL
10h00: Missa na Igreja do Casal do Relvas
10h45: Visita Pascal: Casal do Relvas

DOMINGO DE PASCOELA, 28 DE ABRIL
11h00: Missa na Igreja Paroquial
14h30: Visita Pascal: São Jorge

A fé é confiança na relação

14 de abril de 2019 | Domingo de Ramos
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Era já quase meio-dia, quando as trevas cobriram toda a terra, até às três horas da tarde, porque o sol se tinha eclipsado. O véu do templo rasgou-se ao meio. E Jesus exclamou com voz forte: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Dito isto, expirou.

Cf. Lc 22, 14 – 23, 56

A fé é certa, mais certa que qualquer conhecimento humano, porque se funda na própria Palavra de Deus, que não pode mentir. Nós acreditamos por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganar-nos, e quanto mais nos aproximamos de Deus, mais confiamos. Crescendo na amizade, crescemos também na confiança, na segurança que Ele nos dá!

É nessa confiança e segurança plena que escutamos as palavras de Jesus no momento da sua morte na cruz: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Ele sabe que está nas mãos do Pai, por isso não receia entregar-se totalmente.

Durante esta Semana Santa, procura crescer também nesta confiança vivendo de perto o que aconteceu com Jesus, desde a Ceia (na quinta-feira santa) à morte na cruz (na sexta-feira santa), e a ressurreição na vigília pascal ou domingo de Páscoa. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 6ª pétala da tua Flor Pascal escreve CONFIANÇA NA RELAÇÃO, e reza esta oração:

Senhor, coloco a sexta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Faz-me contemplar a confiança com que Jesus se entregou na cruz,
entregando-se totalmente nas tuas mãos de Pai.
E ajuda-me a viver com a mesma confiança, com a garantia que me dá Jesus,
e que a fé é absolutamente segura.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sábado, 6 de abril de 2019

A fé é garantia de salvação

7 de abril de 2019 | 5º Domingo da Quaresma
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Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».

Cf. Jo 8, 1-11

A fé é uma força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação: vivendo próximos de Deus, acolhemos a sua vida que torna a nossa vida mais bonita, melhor, mais feliz – e isso é sermos salvos, agora, no presente, e no caminho que fazemos para o encontro definitivo com Deus na eternidade. O pecado é tudo o que não nos deixa ser verdadeiramente felizes, tudo o que torna a nossa vida menos bonita, tudo o que nos faz piores… Como aquela mulher que foi apresentada a Jesus, também nós podemos ter a certeza de que Ele é capaz de nos levantar, de nos tornar melhores pelo seu perdão, de nos apontar um caminho de verdadeira felicidade: “Vai e não tornes a pecar”.

Durante esta semana, procura fazer um “exame de consciência”: perceber o bem e o mal que vives no teu dia a dia, o que em ti é pecado, para poderes pedir perdão a Deus, se possível com a celebração do sacramento da Reconciliação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 5ª pétala da tua Flor Pascal escreve GARANTIA DE SALVAÇÃO, reza esta oração:

Senhor, coloco a quinta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Tu vens até mim para me ofereceres a tua misericórdia,
o teu acolhimento, o teu perdão, o teu amor incondicional
que me renova e torna a minha vida mais bonita e feliz.
Tu me dás a tua vida e salvação.
Não me condenas, mas desafia-me a ser melhor.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Celebrações vespertinas no fim-de-semana da Peregrinação Diocesana a Fátima

No próximo domingo, dia 7 de abril, não haverá a celebração da missa na igreja paroquial da Calvaria. As celebrações na paróquia serão vespertinas, no sábado, dia 6 de abril: às 18h, na igreja paroquial, e às 19h15 em São Jorge.

No próximo domingo, dia 7 de abril, vai realizar-se a 87ª peregrinação diocesana a Fátima, sob o tema “Ao encontro de Cristo com Maria e Francisco Marto”.

O tema e programa inserem-se neste ano pastoral a que se junta a celebração do centenário da morte de S. Francisco Marto.

O programa geral tem início pelas 9h15, com a caminhada de 5 locais diferentes, em direção à Capelinha (o local do início da ´paróquia da Calvaria será na rotunda junto à rodoviária de Fátima), às 10h00 a Saudação a Nossa Senhora e oração do Rosário, e às 11h00 a procissão e celebração da Eucaristia (no altar do recinto). Após o almoço convívio por vigararias nos parques, às 14h30 há duas propostas: ou o filme/documentário “Os três Pastorinhos de Fátima” (no Salão Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI), ou a visita guiada à exposição “Capela Mundi”, sobre a história da Capelinha (convívio de S. Agostinho, na parte inferior da SS. Trindade). O programa termina com o concerto comemorativo do centenário da morte de S. Francisco Marto, com início às 15h30, na basílica de Nossa Senhora do Rosário.

sexta-feira, 29 de março de 2019

A fé é encontro na liberdade

31 de março de 2019 | 4º Domingo da Quaresma
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Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai.
Cf. Lc 15, 1-3, 11-32

A fé é um encontro com Deus, uma resposta ao dom que Ele nos dá a conhecer, que precisa de ser assumido por nós, com liberdade. A fé requer a nossa vontade livre e lucidez para nos abandonarmos a esse abraço que Deus nos oferece. Como o filho da parábola do Evangelho, também nós precisamos de “cair em nós”, decidirmos levantar-nos e pôr-nos a caminho da casa do Pai.

Durante esta semana, procura “cair em ti” e perceberes como estás a viver o teu encontro com Jesus Cristo. Escreve o que mais te aproxima de Deus, e o que ainda precisas de fazer para aprofundar essa relação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 4ª pétala da tua Flor Pascal escreve ENCONTRO NA LIBERDADE, e reza esta oração:

Senhor, coloco a quarta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais,
a beleza e a alegria da fé!
Quero agradecer-te, pois sei que, como Pai,
me dás a liberdade para te responder
e ir ao teu encontro, sabendo que sempre me esperas, de braços abertos,
para me envolveres no teu amor.
Ajuda-me a “cair em mim” e a perceber que só contigo estou em casa.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

No próximo domingo, a nossa Diocese está em Peregrinação ao Santuário de Fátima. Procura participar nesse momento em que, com Maria, caminhamos para Deus.

sábado, 23 de março de 2019

"24 horas para o Senhor"

Acolhendo a proposta do Santo Padre, confirmada pelo nosso Bispo na mensagem da Quaresma, de 29 para 30 de março teremos as “24 horas para o Senhor”, um tempo de adoração prolongado, no qual toda a comunidade é convidada a dedicar algum tempo à oração, com a possibilidade de celebrar o sacramento da reconciliação.

Este ano, na igreja paroquial da Calvaria, o programa das "24 horas para o Senhor" terá início às 18h30 de sexta-feira, dia 29 de março, e termina pelas 18h30 de sábado, dia 30. Haverá adoração durante toda a noite, convidando-se aqueles que puderem a estar algum tempo na presença do Santíssimo.

O programa para a presença de grupos organizados segue o seguinte horário:

Sexta-feira, 29 de março:
18:30 - Celeb. Penitencial e Confissões
19:00 - Missa e Exposição Santíssimo
19:30 - 7º ano da catequese
20:15 - 8º ano da catequese
21:00 - 9º ano da catequese
22:00 - 10º ano e jovens

Sábado, 30 de março: 
00:00 - Adoração noturna contínua
09:00 - Celeb. Penitencial e Confissões
10:30 - Missa
11:00 - Idosos e doentes | Conf. SVP
12:00 - Terço do Santíssimo
13:00 - Oração Mariana
14:00 - 1º ano da catequese
14:30 - 2º ano da catequese
15:00 - 3º ano da catequese
15:30 - 4º ano da catequese
16:15 - 5º ano da catequese
17:00 - 6º ano da catequese
17:45 - Retiro Popular
18:30 - Bênção do Santíssimo

Quanto possível, o Pároco estará disponível para diálogo e confissões.

A fé manifesta-se na vida

24 de março de 2019 | 3º Domingo da Quaresma
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«Senhor, deixa ficar a figueira ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano»

Cf. Lc 13, 1-9

A fé é um dom de Deus que precisamos de cuidar, para que ela possa crescer em nós. Corresponder ao amor de Deus significa também procurar viver envolvido por esse amor. E isso torna-se presente na vida. A fé manifesta-se nas obras.

A parábola da figueira, que escutamos neste domingo, fala-nos da necessidade de cuidarmos deste dom que recebemos para que ele em nós dê frutos.

Acreditarmos em Jesus é também seguir os seus ensinamentos, e sobretudo o grande mandamento que Ele nos deixou: amarmos a Deus e amar-nos uns aos outros. Por isso, a caridade, ou o amor, é o grande fruto da fé. A fé deve agir pela caridade.

Durante esta semana, procura estar atento às necessidades daqueles que vivem a teu lado, e procura, em cada dia fazer uma boa ação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 3ª pétala da tua Flor Pascal escreve "MANIFESTA-SE NA VIDA", e reza esta oração:

Senhor, coloco a terceira pétala nesta flor pedindo-Te que, 
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Ensina-me a cuidar do dom da fé que me deste
para que ela se torne vida em mim, e dê muito fruto.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.