Programa da Paróquia

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O que é amar... como Jesus?

19 de maio de 2019 | 5º Domingo da Páscoa
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«Amar» - a palavra é complexa e com tantas interpretações quanto ao seu significado que, por vezes, se torna difícil expressá-la... Mas a Igreja não pode deixar de a dizer e, sobretudo, de a tornar visível: é este o mandamento que recebe de Jesus. «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Para compreender o que significa no Evangelho deste Domingo, olhemos para aquele «como Eu» que Jesus diz. E di-lo no contexto da última ceia, no momento em que Judas sai do cenáculo para O ir entregar. Quando o momento da morte se torna iminente, esse «como» tem a densidade desta entrega de Jesus na cruz. É um amar até ao fim, até à entrega da vida, mesmo por aqueles que, como Judas, abandonam o espaço de relação e entram numa espiral de traição... É um amar «como» o de Jesus que, como «senhor e mestre», se ajoelha diante dos discípulos para lhes lavar os pés, para servir sem reservas... A glória de Deus está precisamente neste amor que se faz dom de si mesmo até às últimas consequências.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Primeira Comunhão das crianças do 3º ano

No passado domingo, dia 12 de maio, as 25 crianças dos grupos do 3º ano da Paróquia da Calvaria participaram plenamente, pela primeira vez, na celebração da Eucaristia, recebendo Jesus na Comunhão. Duas das crianças celebraram nesse dia, também, o seu Batismo.

Escutando o Evangelho do Bom Pastor, nesse Dia Mundial de Oração pelas Vocações, reforçou-se a certeza de que Jesus é o Pastor cuja voz somos convidados a escutar, porque Ele nos leva a encontrar o caminho de uma vida boa, bela e feliz. Escutar a sua voz, conhecê-lo cada vez mais, para o seguir com confiança: na Eucaristia, podemos recebê-lo em nós para que tudo isso seja possível. Ele está presente "escondido" no Pão consagrada, como diziam os Pastorinhos de Fátima, para continuara a ser o nosso Bom Pastor que nos dá a vida verdadeira. Por isso, este é um dia de festa, de uma grande festa: acolher Jesus em nós é sempre motivo de festa!

O grupo do 4º ano, recordando a sua Primeira Comunhão, e preparando-se para a Festa da Eucaristia, no dia do Corpo de Deus, também esteve na celebração.

sábado, 11 de maio de 2019

Escutar, conhecer e seguir

12 de maio | 4º Domingo da Páscoa - «Bom Pastor»
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
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A fé vive-se numa dinâmica de relação: Deus revela-se e nós acolhemos o seu amor, procurando corresponder-Lhe. Confiamos que Ele, na verdade, quer ser em nós fonte de uma vida boa, bela, feliz, realizada, de vida que não perece, de vida eterna. Com esta confiança, confiamo-nos a Ele, ou seja, acolhemos a sua palavra como aquela que tem a capacidade de nos orientar para a verdade de nós mesmos, para a vida que vale a pena ser vivida.

Os três breves versículos do texto do Evangelho deste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do «Bom Pastor», oferecem-nos esta síntese do nosso caminho de fé: escutar («As minhas ovelhas escutam a minha voz») é o ponto de partida. Habituarmo-nos a esta voz, à Palavra que é o próprio Jesus. A fé é possível quando não nos centramos apenas em nós mesmos, e damos espaço para que Deus nos fale.

Da escuta nasce, cresce ou revigora-se o conhecimento. Nesta relação a que chamamos fé, não só escutamos, mas percebemos também que somos escutados: encontramo-nos com Aquele que, de verdade, nos conhece mais intimamente. E nesse encontro descobrimo-nos a nós mesmos. Como relação, a fé é certeza de ser conhecido e amado por Deus. Este conhecimento não é uma questão intelectual, mas algo essencialmente vital: «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»: conhecer e seguir, deixar-se orientar pela proposta de amor de que se reveste a Palavra.

Escutar, conhecer, seguir: com a confiança que se vive ao longo deste cominho de fé percorrido em conjunto, saber que o Pastor quer dar «vida eterna». A vocação (a resposta vivencial que damos à Palavra de Deus) só é possível neste contexto de fé: escutar, conhecer, seguir.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Semana de Oração pelas Vocações

"A coragem de arriscar pela promessa de Deus" é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que o ocorre a 12 de maio, Domingo do Bom Pastor.

É este tema que vai animar a semana de 5 a 12 de maio, na qual somos convidados a ter presente esta intenção na sua oração:

Deus, nosso Pai,
ao enviares o Teu Filho Jesus,
quiseste vir ao nosso encontro.
Queremos agradecer-Te, hoje,
por continuares a chamar,
no barco da Igreja,
pescadores para o alto mar,
para a missão de chegar a todos.
Concede-nos,
pela graça do Batismo,
o dom da escuta da Tua voz
e da resposta generosa.
Desejamos abrir-nos ao “sonho maior”:
discernir a vocação
que nos torna servidores
da alegria do Evangelho.
Dá-nos a coragem de arriscar,
como a jovem Maria,
para sermos portadores da Tua promessa.
Ámen.

O guião e outros materiais de apoio para esta semana estão disponíveis AQUI.

A fé é um ato de vontade contínuo...

05 de maio de 2019 | 3º Domingo da Páscoa
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Junto ao mar de Tiberíades, os discípulos voltam ao lugar donde partiram quando começam a sua aventura de seguimento de Jesus. Parecem esquecer a sua missão acolhida nos primeiros encontros com o Ressuscitado: Pedro volta à faina (que tinha abandonado para seguir Jesus) e, com ele, todos os outros. De facto, a fé, o seguir Jesus, não é um dado do passado (dos passos dados antes, das experiências e dos encontros vividos, das palavras escutadas…) mas um acontecimento presente, com o risco constante de voltar atrás: a fé é um processo com avanços e recuos, um ato de vontade contínuo.

O texto sugere a necessidade se de deixar constantemente desafiar para que a passagem da escuridão e esterilidade (a noite em que nada se pesca) passa à luz da abundância (a manhã em que surge Jesus à beira do lago e a pesca se torna abundante), em que o vazio de nada haver para comer se torna prato cheio por Jesus.

É o acolhimento e reconhecimento constante de Jesus que é capaz de recriar a comunidade e de a tornar portadora da novidade da fé. Daí se parte: Jesus é reconhecido: «É o Senhor», diz o discípulo predileto a Pedro. E aquele que tem a missão de confirmar os outros na fé precisa também do testemunho e da profissão da fé daqueles que confirma pela confissão, tríplice, do seu amor. A comunidade vive desta reciprocidade e entreajuda, da partilha dos dons, do amparo mútuo, que encontra sempre em Jesus (o peixe condensa todo o sentido teológico de «Jesus Cristo, Filho de Deus salvador», expressão cujas primeiras letras, em grego, formam a palavra «ichtus» - peixe) e na Eucaristia (o pão da refeição preparada por Jesus) o seu ponto de partida.

Se acreditar é aderir, confiar-se, lançar-se numa aventura de vida, num caminho diário de encontro e seguimento, se a fé é um ato de vontade contínuo, com avanços e recuos, podemos encontrar na comunidade, e sobretudo na comunidade que celebra a sua fé em Jesus Cristo ressuscitado, na Eucaristia, esse suporte para caminharmos com a confiança de alguém que faz da nossa noite dia, da nossa pequenez e incapacidade uma pesca abundante.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Tomé, o nosso gémeo?

28 de abril de 2019 | 2º Domingo da Páscoa
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De novo, Jesus que se deixa ver aos seus discípulos. A experiência da Páscoa é, antes de mais, a de um encontro que enche os discípulos de alegria. No texto do Evangelho de S. João e que escutamos neste 2º Domingo da Páscoa, esta é a primeira nota: o escuro e as portas fechadas pelo medo, é radicalmente transformado pela presença do ressuscitado.

Jesus envia, então, sobre eles o seu Espírito para que respirem do mesmo «sopro» e espalhem, por sua vez, o sopro da misericórdia de Deus: alegria, paz e perdão são as palavras que enchem o ar da casa onde Jesus está ao centro.

Tomé não está lá nessa tarde de Páscoa, e o testemunho dos apóstolos não consegue convencê-lo: ele quer ver, quer tocar, recusa reconhecer o Ressuscitado num “fantasma”. Conhecido como Dídimo, nome que significa gémeo (de quem? os evangelhos não nos dizem, mas podemos dizer que conhecemos muito bem o seu gémeo: o meu, o teu, o gémeo de cada crente em caminho de fé...), é bem o gémeo e contemporâneo da pessoa que hoje busca as razões para aderir a Jesus Cristo.

Jesus respeita a caminhada de Tomé, e é Ele próprio que lhe propõe para que O veja e toque. Tomé, então, proclama o primeiro acto de fé da Igreja: “Meu Senhor e meu Deus!” Ele reconhece não somente Jesus ressuscitado, marcado pelas chagas da Paixão, mas adora-O como seu Deus.

Jesus anuncia então que não Se apresentará mais à vista dos homens, mas será necessário reconhecê-l’O unicamente com os olhos da fé. E faz desta fé uma bem-aventurança: “felizes os que acreditam sem terem visto!” Hoje, somos nós os convidados a viver esta bem-aventurança.

Oxalá possam as nossas dúvidas e as nossas questões ser, como para Tomé, caminho de fé! E que a nossa comunidade seja um lugar concreto onde se possa continuar a «ver» e a «tocar» a presença de Jesus ressuscitado, porque testemunha do mesmo «sopro» de paz com que Jesus derrama o Espírito de Deus sobre nós. Na Eucaristia, na Palavra, nos gestos de amor, de serviço e de partilha, é Jesus Ressuscitado que está presente e se faz ver e tocar.

sábado, 20 de abril de 2019

A fé é esperança de vida eterna

21 de abril de 2019 | Domingo de Páscoa da Ressurreição
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«Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’»
Cf. Lc 24, 1-12

A fé é já o princípio da vida eterna, permite-nos viver já a experiência do alegre antegozo do Céu. Acolhendo a vida de Deus em nós, vivendo a nossa relação alegre, livre, consciente, responsável com Ele, procurando partilhá-la na caridade com os outros, saboreamos desde já um pouco daquilo que é viver plenamente em Deus.

Quando vivemos envolvidos pelo amor de Deus, quando acolhemos a vida do Ressuscitado e a partilhamos, uns com os outros, no amor, e quando caminhamos na certeza de que o amor de Deus nos dará vida plena, então toda a nossa vida é envolvida nesse amor que é o próprio Deus.

Durante esta semana, agradece a vida do Ressuscitado que recebeste no Batismo, e recorda esse momento perguntando aos teus pais, padrinhos, avós ou outros familiares como viveram esse dia. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 7ª pétala da tua Flor Pascal escreve ESPERANÇA DE VIDA ETERNA, e reza esta oração:

Senhor,
coloco a última pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais,
a beleza e a alegria da fé!
Completo esta flor na alegria pascal da ressurreição.
Com Jesus, a vida vence a morte, e abre-se, também para mim,
a esperança da vida eterna.
É dessa vida que experimento, desde já, quando estou próximo de Ti.
Pela fé, saboreio na terra a alegria do Céu.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Sexta-feira Santa

Na sexta-feira Santa, dia em que a Igreja comemora a morte a morte de Jesus, a Via Sacra Paroquial teve início na capela do Casal de Relvas, pelas 15h. Acompanhando o Evangelho de São João, foram representadas as 14 estações que iniciaram com o gesto do lava-pés, na Última Ceia, até ao momento da crucificação e morte, representadas já na igreja paroquial, e a sepultura de Jesus.

Seguiu-se a Celebração de Sexta-feira Santa, com o gesto da adoração da cruz e a distribuição da comunhão, neste dia em que a Igreja não celebra a Eucaristia.

Mais fotografias desta Via sacra AQUI.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Quinta-feira Santa

Na Quinta-feira Santa a Igreja comemora a instituição da Eucaristia e do sacramento da Ordem, e o mandato de Jesus sobre a caridade, expresso no gesto do lava-pés.

Na paróquia da Calvaria, a celebração da Ceia do Senhor incluiu este gesto tão significativo, envolvendo os mais pequenos da catequese da Calvaria e de São Jorge.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Sagração do novo altar da igreja paroquial da Calvaria

No passado domingo, dia 14 de abril, Domingo de Ramos, e início da Semana Santa, tendo concluídas as obras de readequação litúrgica do presbitério da igreja paroquial, a celebração da Eucaristia, para além do rito próprio de bênção do ramos, com início no adro da igreja, e da já agendada Festa da Vida do grupo do 8º ano da catequese, ficou marcada pelo rito da sagração do novo altar.

O altar, pensado a partir da simbologia das mãos de Santa Marta, padroeira da Paróquia, estão abertas em sinal do serviço de Marta no acolhimento a Jesus em sua casa, em Betânia, mas também de súplica quando se encontra com o Senhor, na morte de seu irmão Lázaro, neste altar em que é colocada a mesa para celebrar o dom da vida que Jesus faz de si mesmo, na cruz, antecipado nesse gesto de entrega do Pão e do Vinho, na Última Ceia com os discípulos.

O rito da sagração do altar é marcado pela unção com o óleo do Crisma, assim como a sua incensação. É então colocada a toalha, e acesas as velas e luzes que iluminam o novo altar, onde se acolhem os dons para a celebração da Eucaristia.

Além do altar, todo o espaço do presbitério ganhou uma nova configuração com uma nova presidência, e a disposição do Ambão, do Sacrário, da Pia Batismal e da imagem da Padroeira no espaço celebrativo.

Também foi feita uma clarabóia para a entrada de luz natural diretamente sobre o altar, e toda a reestruturação do tecto do presbitério. No corpo da igreja, foi construída um espaço lateral para o reposicionamento do órgão.

Mais imagens deste dia podem ser vistas AQUI.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Programa da Semana Santa a Visita Pascal

QUINTA-FEIRA SANTA, 18 DE ABRIL
20h00: Missa da Ceia do Senhor
21h00: Adoração Eucarística

SEXTA-FEIRA SANTA, 19 DE ABRIL
11h30: Confissões
15h00: Via Sacra Paroquial (início no Casal do Relvas) e Celebração da Paixão (na Igreja Paroquial)

SÁBADO SANTO, 20 DE ABRIL
21h30: Vigília Pascal

DOMINGO DE PÁSCOA, 21 DE ABRIL
09h30: Missa na Igreja de São Jorge
11h00: Missa na Igreja Paroquial
12h00: Visita Pascal: Calvaria Cima (parte)
14h30: Visita Pascal: Calvaria Cima (parte), Calvaria Baixo (parte)

SEGUNDA-FEIRA DE PÁSCOA, 22 DE ABRIL
16h00: Missa na Igreja dos Casais de Matos
16h30: Visita Pascal: Casais de Matos

QUINTA-FEIRA DE PÁSCOA, 25 DE ABRIL
10h00: Visita Pascal: Carqueijal e Cabeceiras
10h30: Visita Pascal: Calvaria Cima (parte), Calvaria Baixo (parte), Casais de Além, Casal Ruivo e Quinta de São Paio
20h00: Missa na Igreja Paroquial

SEXTA-FEIRA DE PÁSCOA, 26 DE ABRIL
14h30: Missa no Centro de Dia
18h00: Visita Pascal: Estrada da Calvaria e Chão da Feira

SÁBADO DE PASCOELA, 27 DE ABRIL
10h00: Missa na Igreja do Casal do Relvas
10h45: Visita Pascal: Casal do Relvas

DOMINGO DE PASCOELA, 28 DE ABRIL
11h00: Missa na Igreja Paroquial
14h30: Visita Pascal: São Jorge

A fé é confiança na relação

14 de abril de 2019 | Domingo de Ramos
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Era já quase meio-dia, quando as trevas cobriram toda a terra, até às três horas da tarde, porque o sol se tinha eclipsado. O véu do templo rasgou-se ao meio. E Jesus exclamou com voz forte: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Dito isto, expirou.

Cf. Lc 22, 14 – 23, 56

A fé é certa, mais certa que qualquer conhecimento humano, porque se funda na própria Palavra de Deus, que não pode mentir. Nós acreditamos por causa da autoridade do próprio Deus revelador, que não pode enganar-se nem enganar-nos, e quanto mais nos aproximamos de Deus, mais confiamos. Crescendo na amizade, crescemos também na confiança, na segurança que Ele nos dá!

É nessa confiança e segurança plena que escutamos as palavras de Jesus no momento da sua morte na cruz: «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito». Ele sabe que está nas mãos do Pai, por isso não receia entregar-se totalmente.

Durante esta Semana Santa, procura crescer também nesta confiança vivendo de perto o que aconteceu com Jesus, desde a Ceia (na quinta-feira santa) à morte na cruz (na sexta-feira santa), e a ressurreição na vigília pascal ou domingo de Páscoa. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 6ª pétala da tua Flor Pascal escreve CONFIANÇA NA RELAÇÃO, e reza esta oração:

Senhor, coloco a sexta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Faz-me contemplar a confiança com que Jesus se entregou na cruz,
entregando-se totalmente nas tuas mãos de Pai.
E ajuda-me a viver com a mesma confiança, com a garantia que me dá Jesus,
e que a fé é absolutamente segura.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sábado, 6 de abril de 2019

A fé é garantia de salvação

7 de abril de 2019 | 5º Domingo da Quaresma
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Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».

Cf. Jo 8, 1-11

A fé é uma força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação: vivendo próximos de Deus, acolhemos a sua vida que torna a nossa vida mais bonita, melhor, mais feliz – e isso é sermos salvos, agora, no presente, e no caminho que fazemos para o encontro definitivo com Deus na eternidade. O pecado é tudo o que não nos deixa ser verdadeiramente felizes, tudo o que torna a nossa vida menos bonita, tudo o que nos faz piores… Como aquela mulher que foi apresentada a Jesus, também nós podemos ter a certeza de que Ele é capaz de nos levantar, de nos tornar melhores pelo seu perdão, de nos apontar um caminho de verdadeira felicidade: “Vai e não tornes a pecar”.

Durante esta semana, procura fazer um “exame de consciência”: perceber o bem e o mal que vives no teu dia a dia, o que em ti é pecado, para poderes pedir perdão a Deus, se possível com a celebração do sacramento da Reconciliação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 5ª pétala da tua Flor Pascal escreve GARANTIA DE SALVAÇÃO, reza esta oração:

Senhor, coloco a quinta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Tu vens até mim para me ofereceres a tua misericórdia,
o teu acolhimento, o teu perdão, o teu amor incondicional
que me renova e torna a minha vida mais bonita e feliz.
Tu me dás a tua vida e salvação.
Não me condenas, mas desafia-me a ser melhor.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Celebrações vespertinas no fim-de-semana da Peregrinação Diocesana a Fátima

No próximo domingo, dia 7 de abril, não haverá a celebração da missa na igreja paroquial da Calvaria. As celebrações na paróquia serão vespertinas, no sábado, dia 6 de abril: às 18h, na igreja paroquial, e às 19h15 em São Jorge.

No próximo domingo, dia 7 de abril, vai realizar-se a 87ª peregrinação diocesana a Fátima, sob o tema “Ao encontro de Cristo com Maria e Francisco Marto”.

O tema e programa inserem-se neste ano pastoral a que se junta a celebração do centenário da morte de S. Francisco Marto.

O programa geral tem início pelas 9h15, com a caminhada de 5 locais diferentes, em direção à Capelinha (o local do início da ´paróquia da Calvaria será na rotunda junto à rodoviária de Fátima), às 10h00 a Saudação a Nossa Senhora e oração do Rosário, e às 11h00 a procissão e celebração da Eucaristia (no altar do recinto). Após o almoço convívio por vigararias nos parques, às 14h30 há duas propostas: ou o filme/documentário “Os três Pastorinhos de Fátima” (no Salão Bom Pastor, no Centro Pastoral Paulo VI), ou a visita guiada à exposição “Capela Mundi”, sobre a história da Capelinha (convívio de S. Agostinho, na parte inferior da SS. Trindade). O programa termina com o concerto comemorativo do centenário da morte de S. Francisco Marto, com início às 15h30, na basílica de Nossa Senhora do Rosário.

sexta-feira, 29 de março de 2019

A fé é encontro na liberdade

31 de março de 2019 | 4º Domingo da Quaresma
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Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai.
Cf. Lc 15, 1-3, 11-32

A fé é um encontro com Deus, uma resposta ao dom que Ele nos dá a conhecer, que precisa de ser assumido por nós, com liberdade. A fé requer a nossa vontade livre e lucidez para nos abandonarmos a esse abraço que Deus nos oferece. Como o filho da parábola do Evangelho, também nós precisamos de “cair em nós”, decidirmos levantar-nos e pôr-nos a caminho da casa do Pai.

Durante esta semana, procura “cair em ti” e perceberes como estás a viver o teu encontro com Jesus Cristo. Escreve o que mais te aproxima de Deus, e o que ainda precisas de fazer para aprofundar essa relação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 4ª pétala da tua Flor Pascal escreve ENCONTRO NA LIBERDADE, e reza esta oração:

Senhor, coloco a quarta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais,
a beleza e a alegria da fé!
Quero agradecer-te, pois sei que, como Pai,
me dás a liberdade para te responder
e ir ao teu encontro, sabendo que sempre me esperas, de braços abertos,
para me envolveres no teu amor.
Ajuda-me a “cair em mim” e a perceber que só contigo estou em casa.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

No próximo domingo, a nossa Diocese está em Peregrinação ao Santuário de Fátima. Procura participar nesse momento em que, com Maria, caminhamos para Deus.

sábado, 23 de março de 2019

"24 horas para o Senhor"

Acolhendo a proposta do Santo Padre, confirmada pelo nosso Bispo na mensagem da Quaresma, de 29 para 30 de março teremos as “24 horas para o Senhor”, um tempo de adoração prolongado, no qual toda a comunidade é convidada a dedicar algum tempo à oração, com a possibilidade de celebrar o sacramento da reconciliação.

Este ano, na igreja paroquial da Calvaria, o programa das "24 horas para o Senhor" terá início às 18h30 de sexta-feira, dia 29 de março, e termina pelas 18h30 de sábado, dia 30. Haverá adoração durante toda a noite, convidando-se aqueles que puderem a estar algum tempo na presença do Santíssimo.

O programa para a presença de grupos organizados segue o seguinte horário:

Sexta-feira, 29 de março:
18:30 - Celeb. Penitencial e Confissões
19:00 - Missa e Exposição Santíssimo
19:30 - 7º ano da catequese
20:15 - 8º ano da catequese
21:00 - 9º ano da catequese
22:00 - 10º ano e jovens

Sábado, 30 de março: 
00:00 - Adoração noturna contínua
09:00 - Celeb. Penitencial e Confissões
10:30 - Missa
11:00 - Idosos e doentes | Conf. SVP
12:00 - Terço do Santíssimo
13:00 - Oração Mariana
14:00 - 1º ano da catequese
14:30 - 2º ano da catequese
15:00 - 3º ano da catequese
15:30 - 4º ano da catequese
16:15 - 5º ano da catequese
17:00 - 6º ano da catequese
17:45 - Retiro Popular
18:30 - Bênção do Santíssimo

Quanto possível, o Pároco estará disponível para diálogo e confissões.

A fé manifesta-se na vida

24 de março de 2019 | 3º Domingo da Quaresma
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«Senhor, deixa ficar a figueira ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano»

Cf. Lc 13, 1-9

A fé é um dom de Deus que precisamos de cuidar, para que ela possa crescer em nós. Corresponder ao amor de Deus significa também procurar viver envolvido por esse amor. E isso torna-se presente na vida. A fé manifesta-se nas obras.

A parábola da figueira, que escutamos neste domingo, fala-nos da necessidade de cuidarmos deste dom que recebemos para que ele em nós dê frutos.

Acreditarmos em Jesus é também seguir os seus ensinamentos, e sobretudo o grande mandamento que Ele nos deixou: amarmos a Deus e amar-nos uns aos outros. Por isso, a caridade, ou o amor, é o grande fruto da fé. A fé deve agir pela caridade.

Durante esta semana, procura estar atento às necessidades daqueles que vivem a teu lado, e procura, em cada dia fazer uma boa ação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 3ª pétala da tua Flor Pascal escreve "MANIFESTA-SE NA VIDA", e reza esta oração:

Senhor, coloco a terceira pétala nesta flor pedindo-Te que, 
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Ensina-me a cuidar do dom da fé que me deste
para que ela se torne vida em mim, e dê muito fruto.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sexta-feira, 15 de março de 2019

A Fé é escuta e resposta

17 de março de 2019 | 2º Domingo da Quaresma
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Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspeto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente… Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O»

Cf. Lc 9, 28b-36

A fé é um dom de Deus que precisamos de acolher e alimentar, para que possa crescer em nós. Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos de a alimentar com a Palavra de Deus.

Na transfiguração de Jesus, Ele que é Palavra de Deus que se fez um connosco, é esse apelo que acolhemos: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». E se Deus nos fala pela sua Palavra, nós somos convidados a responder pela fé.

Durante esta semana, em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, volta a ler o texto do Evangelho deste domingo e faz esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 2ª pétala da tua Flor Pascal escreve "ESCUTA E RESPOSTA", e reza esta oração:

Senhor, coloco a segunda pétala nesta flor pedindo-Te que, também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Que a tua Palavra seja por mim escutada, para que possa descer ao meu coração e tornar-se vida em mim.
Que a luz que brilha do rosto de Jesus seja a luz que me ilumina e guia para responder ao teu amor.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sexta-feira, 8 de março de 2019


A Fé é um Dom de Deus

10 de março de 2019 | 1º Domingo da Quaresma
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Durante quarenta dias, Jesus esteve no deserto… Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’»
Cf. Lc 4, 1-13

Durante quarenta dias, também nós temos um “tempo de deserto”: a Quaresma. Tempo para nos libertarmos do que está a mais, mas sobretudo para apreciarmos o que temos de melhor e valorizarmos o que é mais importante.

Entre tantas coisas boas que recebemos (a nossa vida, a família, os amigos, a saúde e a educação…), há uma a que vamos procurar dar uma atenção muito particular: o dom da fé. Vamos tentar perceber “de que é feita” a nossa fé, as suas características. E, como numa flor, que vai florir totalmente na Páscoa, em cada semana uma pétala vai ajudar-nos a crescer na beleza e na alegria da fé.

Neste primeiro domingo, ficamos com uma certeza: a fé é um dom, um presente de Deus. Acreditamos porque, primeiro, Ele vem até nós e nos dá a conhecer o seu amor! Sempre que rezamos a pedir que a nossa fé aumente, ela cresce de verdade, porque estamos a abrir o nosso coração à sua presença.

Durante esta semana, em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 1ª pétala da tua Flor Pascal escreve "DOM", e reza esta oração:

Senhor, ao iniciar este tempo da Quaresma, coloco a primeira pétala nesta flor pedindo-Te que,também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Perante as tentações, não me deixes cair na descrença e no desânimo, mas dá-me a certeza de que em Ti encontro a fonte da verdadeira vida, pois “nem só de pão vive o homem”. Senhor, aumenta em mim o dom da fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen

Depois, prepara uma pétala da flor para levares para a celebração do próximo fim-de-semana.

(materiais para a Campanha da Quaresma AQUI)


sexta-feira, 1 de março de 2019

Passeio Pedestre a 10 de março


De que está cheio o nosso coração?

3 de março de 2019 | 8º Domingo do Tempo Comum
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Aquilo que nos enche o coração e que nós testemunhamos é a verdade de Jesus, ou são os nossos interesses e os nossos critérios? O Evangelho deste domingo ajuda-nos ter presentes os critérios para discernir quando estamos a manifestar em nós a ação de Deus.

O cristão, que o é de verdade, é aquele que deixa transparecer nas suas palavras e na sua vida, a proposta de Jesus, e isso manifesta-se em frutos de comunhão, união, fraternidade, amor. Só iluminados pela luz de Jesus teremos a capacidade para ajudar outros a encontrar a Verdade e a Vida que Ele é: por isso a necessidade de sempre nos deixarmos purificar, tirar as traves que ofuscam o nosso olhar, e deixar que em nós frutifiquem os frutos de Espírito…

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ser à imagem de Deus

7º Domingo do Tempo Comum | 24 de fevereiro de 2019
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Jesus não dá lições de filantropia, mas convida os seus interlocutores a erguer os olhos para Deus seu Pai, a fim de se tornarem semelhantes a Ele. Porque Deus é bom para com os ingratos e os maus, o homem deve procurar ser bom para com todos. Porque Deus é misericordioso, o homem é convidado a perdoar. Não é uma lição de moral, mas fundamentalmente um ato de fé do qual decorre um conjunto de comportamentos.

Jesus, o Filho de Deus Altíssimo, veio tirar o homem de tudo aquilo que o pode afastar da semelhança com Deus, o pecado. Jesus é a perfeita imagem de Deus. Dirá mesmo: “Quem Me viu, viu o Pai”. As suas palavras são palavra de Deus, os seus gestos são gestos de Deus. O desafio está em procurarmos ser semelhantes a Jesus, ser perfeitos como o Pai celeste é perfeito. (in: Portal dos Dehonianos)

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Quem é ou não bem-aventurado?

17 de fevereiro de 2019 | 6º Domingo do Tempo Comum
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São Lucas inicia este “discurso da planície” com quatro bem-aventuranças. Os destinatários destas bem-aventuranças são os pobres, os que têm fome, os que choram, os que são perseguidos.

A palavra usada por Lucas define uma classe de pessoas privadas de bens e à mercê da prepotência e da violência dos ricos e dos poderosos. São os desprotegidos e explorados, os pequenos e sem voz, as vítimas da injustiça, que com frequência são privados dos seus direitos e da sua dignidade pela arbitrariedade dos poderosos. Serão eles, precisamente, os primeiros destinatários da salvação de Deus, porque estão numa situação intolerável de debilidade e Deus, na sua bondade, quer derramar sobre eles a sua bondade, a sua misericórdia, a sua salvação. A salvação de Deus dirige-se prioritariamente a estes porque eles, na sua simplicidade, humildade, disponibilidade e despojamento, estão mais abertos para acolher a proposta que Deus lhes faz em Jesus.

As bem-aventuranças manifestam o que Jesus já havia dito no início da sua atividade na sinagoga de Nazaré: Ele é enviado pelo Pai ao mundo, com a missão de libertar os oprimidos. Aos pequenos, aos privados de direitos e de dignidade, aos simples e humildes, Jesus diz que Deus os ama de uma forma especial e que quer oferecer-lhes a vida e a liberdade plenas. Por isso eles são “bem-aventurados”.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O que dizemos quando nos dizemos cristãos?

10 de fevereiro de 2019 | 5º Domingo do tempo Comum
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O texto do Evangelho de Lucas que relata o chamamento dos primeiros discípulos é, de certa forma, um traçar de algumas das marcas significativas do discípulo de Jesus, o cristão.

Quando nos dizemos "cristãos", podemos encontrar neste texto algumas das notas que nos ajudam a avaliar a verdade desta afirmação.

Ser cristão é, em primeiro lugar, estar com Jesus “no mesmo barco”. É desse barco (a comunidade cristã), que a Palavra de Jesus se dirige ao mundo, propondo a todos a libertação (“pôs-Se a ensinar, da barca, a multidão”).

Ser cristão é, em segundo lugar, escutar a proposta de Jesus, fazer o que Ele diz, cumprir as suas indicações, lançar as redes ao mar mesmo quando não percebemos plenamente as propostas de Jesus.

Ser cristão é, em terceiro lugar, reconhecer Jesus como “o Senhor”: é o que faz Pedro, ao perceber como a proposta de Jesus gera vida e fecundidade para todos.

Ser cristão é, em quarto lugar, aceitar a missão que Jesus propõe: ser pescador de homens: a missão do cristão é continuar a obra libertadora de Jesus em favor do homem. Trata-se de salvar o homem de morrer afogado no mar da opressão, do egoísmo, do sofrimento, do medo.

Ser cristão é, finalmente, deixar tudo e seguir Jesus. A generosidade e o dom total devem ser sinais distintivos das comunidades e dos crentes que seguem Jesus.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Deixar-se surpreender por Jesus

3 de fevereiro de 2019 | 4º Domingo do Tempo Comum
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Sabemos como as multidões podem ser versáteis. Basta ver a atitude da multidão em Jerusalém: ora aclama Jesus, ora pede a sua more. A mesma versatilidade acontece com os habitantes de Nazaré. Têm reações diferentes: manifestam admiração, mas logo se interrogam, pois conhecem bem a família de Jesus.

Jesus avança no seu ensino e faz referência a dois episódios do Antigo Testamento, no tempo de Elias e de Eliseu: a viúva estrangeira e o general sírio, que beneficiam dos gestos salvíficos de Deus e não os filhos de Israel, não são do povo eleito. Por outras palavras, diz que os habitantes de Nazaré são como os seus antepassados: não acolhem o tempo da visita de Deus. E da admiração, logo passam ao ódio.

Interroguemo-nos também nós hoje sobre a nossa atitude para com Jesus: damos espaço para nos deixarmos surpreender pela palavra de Jesus? Procuramos de verdade acolhê-la? Pomos de lado as suas palavras que nos provocam, para não nos pormos em questão? Preferimos ficar na nossa tranquilidade?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Bênção das crianças e das mulheres grávidas

No dia 2 de fevereiro, sábado, ocorre a Festa da Apresentação do Senhor. Celebra-se o dia em que os pais de Jesus O levaram ao Templo, para ser oferecido a Deus. O Evangelho de São Lucas, conta-nos que Simeão, ao acolher Jesus, O reconhece como Luz das nações:




«Agora, Senhor, 
segundo a vossa palavra,
deixareis ir em paz o vosso servo,
porque os meus olhos 
viram a vossa salvação,
que pusestes ao alcance 
de todos os povos:
luz para se revelar às nações
e glória de Israel, vosso povo».

Cf. Lc 2, 22-44


É para celebrar esta Luz das nações, o próprio Jesus, apresentado no Templo por Maria, que a celebração nesse dia começa com a bênção das velas e a procissão para a igreja. Na Eucaristia acolhemos Jesus que se oferece definitivamente por nós, na sua morte e ressurreição.

A tradição, unindo a presença da Luz a Maria, a Mãe que apresenta Jesus no templo, refere este dia como a festa de "Nossa Senhora das Candeias".

Na paróquia da Calvaria teremos a habitual celebração que inicia no exterior da igreja, às 20h, com a bênção das velas e procissão para a igreja. Durante a celebração haverá a bênção das crianças e das mulheres grávidas.

Crianças do 5º ano celebram a Esperança

No passado domingo, dia 20 de janeiro, as crianças do 5º ano da Catequese da Calvaria e de São Jorge juntaram-se para celebrar a Festa da Esperança, na igreja paroquial, às 11h. Mesmo com o espaço algo condicionado pelas obras que estão a decorrer, tudo foi ajustado para que a celebração decorresse com a serenidade e a alegria que marcam esta festa que recorda como Deus se faz constantemente presente ao longo da história da humanidade, tornando essa história uma História de Salvação.

O momento mais marcante foi a narração que o grupo do 5º ano fez das principais etapas da História da salvação, desde a criação do mundo, passando pelos momentos mais marcantes de que nos falam os livros do Antigo Testamento, até chegar ao ponto central: Jesus Cristo, o Filho de Deus que se faz um connosco. Esse mesmo Jesus que, no Evangelho desse domingo, presente nas Bodas de Caná, transforma a água em vinho: faz-se presente na nossa história para lhe dar um "sabor" novo, estabelecendo uma nova aliança, transformando-nos por dentro com a sua vida entregue por nós, que nos abre sempre à esperança definitiva em Deus.

A barra cronológica é sinal de toda esta caminhada de descoberta desta presença de Deus ao longo de toda a história que nos precede, e que continua hoje em nós: cada um ao preencher a sua barra cronológica, vai ficando não apenas com a marca do passado, mas com a certeza de que também no presente, na sua própria vida, Deus se continua a revelar como um Deus da Aliança, da Misericórdia e do Amor que nos enche de esperança!

A força da Palavra que se faz História

27 de janeiro de 2019 | 3º Domingo do Tempo Comum
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A Palavra de Deus não é apenas um conjunto de livros escritos. Antes de mais, é o próprio acontecimento de um Deus que se revela por palavras e por gestos, de muitos modos, mas de uma forma plena e definitiva, em Jesus Cristo: é Ele a Palavra, o Verbo de Deus que se exprime através da sua humanidade. Esta revelação foi sendo vivida, acolhida, transmitida, fixada por escrito. Mas continua a fazer-se ecoar na história da humanidade. Por isso, o Concílio Vaticano II afirma, na Constituição Dei Verbum: «A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiado à Igreja» (DV 10).

São Lucas começa o texto do Evangelho recordado o seu trabalho de investigação para escrever o texto a que hoje chamamos «Evangelho segundo São Lucas»: perto do ano 80, numa época em que escasseavam já as testemunhas oculares, aqueles que viram e ouviram Jesus, o texto escrito será o “lugar” de encontro com Aquele que é o Evangelho em si mesmo, Jesus Cristo. E isso mesmo acontece na segunda parte do texto do Evangelho deste domingo. Jesus, ao ler uma passagem do livro de Isaías que descreve a ação do Messias, faz o comentário ao que acaba de ler: a salvação acontece hoje pela Palavra que é anunciada e proclamada. A Palavra de Deus é viva, eficaz, porque Jesus é essa Palavra, e Ele vai concretizar, trazer para o hoje da história, a salvação de Deus.

Hoje, esta Palavra continua viva e eficaz porque o próprio Jesus, agora ressuscitado, continua a atualizar a novidade anunciada através daqueles que sabem escutar, acolher, viver e testemunhar essa mesma Palavra, tornando-a uma realidade salvadora na sua vida e vida daqueles que os rodeiam. Hoje os cristãos são convidados precisamente a ser uma Palavra de Deus viva e eficaz, uma palavra que salva, liberta, consola, uma palavra de esperança e confiança, uma palavra de Amor.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Vida com sabor a "vinho" do Reino

20 de janeiro de 2019 | 2º Domingo do Tempo Comum
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Maria percebe o embaraço do mestre do banquete: vai faltar vinho... Di-lo a Jesus. E, como há trinta anos, ela pede aos serventes o que o anjo lhe havia pedido a ela: «fazei o que Ele vos disser! Confiai n’Ele!» E eis que as talhas destinadas às abluções rituais da religião judaica vão servir para manifestar a plenitude do dom de Deus: em Jesus vai ser selada uma nova Aliança, com um novo rito.

No Evangelho de São João, os «milagres» são sempre «sinais» que nos lançam para além dos factos materiais. É bom olhar com atenção esta água mudada em vinho. A água é um elemento vital. Mas é, antes de mais, um elemento que se encontra na natureza. O vinho é fruto da vinha, mas também do trabalho do homem, é fabricado. A água, que é símbolo da nossa vida normal, de todos os dias, é transformada, com a força do Espírito Santo: e este vinho é melhor que o vinho dos homens…

Por este «sinal», Jesus diz-nos como quer vir ter connosco, na nossa vida quotidiana, para aí colocar a sua presença de amor. Toma a nossa vida, com as nossas alegrias, amores, conquistas, tédios, dias sem gosto e sem cor, fracassos e mesmo os nossos pecados... E aí, Ele “trabalha-nos” pelo seu amor, no segredo, para fazer brotar em nós a vida que tem o sabor do vinho do Reino. Isto, Ele cumpre-o em particular cada vez que participamos na Eucaristia.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Tu és o meu Filho muito amado

13 de janeiro de 2019 | Batismo de Jesus
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Na narração do batismo de Jesus, o testemunho de Deus acerca d’Ele é acompanhado por três factos que devem ser entendidos em referência a factos e símbolos do Antigo Testamento: o céu abriu-se, o Espírito Santo desceu, e do céu fez-se ouvir uma voz.

A abertura do céu significa a união da terra e do céu: a atividade de Jesus vai reconciliar o céu e a terra, vai refazer a comunhão entre Deus e os homens. O símbolo da pomba é provável que evoque a nova criação que terá lugar a partir da atividade que Jesus vai iniciar. A voz do céu é de uma forma muito usada para expressar a opinião de Deus acerca de uma pessoa ou de um acontecimento. Essa voz declara que Jesus é o Filho de Deus; e fá-lo com uma fórmula tomada do cântico do “Servo de Jahwéh” que ouvimos na primeira leitura de hoje (Is 42,1).

O que aconteceu em Jesus aconteceu em cada um de nós. Como Cristo, fomos batizados; como a Ele, a voz do Pai nos disse: Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada! Esta voz fala-nos sempre. Ela recorda-nos a nossa dignidade de filhos e de filhas de Deus, e envia-nos a gritar aos nossos irmãos: “Sois os bem-amados do Pai!” Nós que fomos enxertados no Espírito Santo, esta voz que nos diz: “Tu és o meu filho, tu és a minha filha, eu estou contigo, em ti pus toda a minha ternura!” Sejamos ternura, bondade e misericórdia para os outros.

Retábulo dos Casais de Matos recebe imagens dos Pastorinhos

No passado dia 1 de janeiro, o retábulo restaurado da Capela dos Casais de Matos ficou completo com as imagens dos Pastorinhos, São Francisco Marto e  Santa Jacinta Marto, que agora estão à veneração dos fiéis.

A celebração da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz, foi a data escolhida para trazer as imagens que foram benzidas no início da celebração e colocadas no retábulo, ladeando a imagem de Nossa Senhora da Guia, também ela recentemente restaurada.

Fica assim completo o retábulo desta Capela com as imagens dos dois mais recentes santos da Igreja, canonizados no passado dia 13 de maio de 2017, no centenário das Aparições de Fátima, pelo Papa Francisco, no Santuário de Fátima.

As imagens em madeira, apresentam-se com uma candeia na mão direita e um terço na mão esquerda.

"Viemos do Oriente visitar o Rei"

No passado domingo, na solenidade da Epifania do Senhor, o Evangelho em que São Mateus narra como os magos vão até Belém visitar Jesus e oferecer-lhe os seus presentes, foi proclamado também com a ajuda da imagem viva: na gruta, junto ao altar, a representação da Sagrada Família, com os anjos a acompanhar. Percorrendo todo a igreja, entraram os magos com os seus presentes que foram depositar aos pés de Jesus. Tudo sob o olhar atenta de muitos pastores que, no final, se juntaram também junto do presépio de Belém.

A iniciativa da catequese da Calvaria ajudou a entrar dentro dessa caminhada que, como os magos, todos são chamados a fazer: estar atento para reconhecer a Luz que é Jesus; não ter medo de se meter ao caminho para se encontrar com Ele; adorá-l'O e ofercer-Lhe o que somos; para voltar "por outro caminho" para a vida de cada dias, renovados pela alegria do encontro com Jesus Cristo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Encontro dos Catequistas da nossa Vigararia

No dia 18 de janeiro, sexta-feira, às 21h, no centro paroquial da Batalha, haverá o encontro para os catequistas das paróquia da vigararia da Batalha, no qual será abordado o tema do ano, dedicado aos jovens, na sua implicação com a catequese, e apresentado o diaconado permanente.

Na primeira parte, o padre Eduardo Caseiro aprofundará o tema "A catequese no caminho dos jovens", com o qual se pretende ajudar a perceber a implicação da catequese da infância e adolescência na vida dos jovens, assim como o papel dos catequistas na pastoral juvenil. De seguida, o padre Pedro Viva fará uma apresentação sobre o ministério do diacionado permanente, procurando esclarecer os catequistas sobre esta vocação na Igreja.

No final haverá um tempo de convívio e lanche para todos os participantes.

Uma história de reis

6 de janeiro de 2018 | Epifania do Senhor
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Diz-se que eram três reis vindos do oriente. O que é seguro é que não eram reis, mas sábios astrólogos. Porém, nesta Solenidade da Epifania, é de uma história de reis que se trata. Não são três, mas dois. Primeiro, o rei Herodes, "o Grande". A ele se deve a reconstrução do Templo. Mas distinguiu-se, sobretudo pela crueldade e pelos seus crimes, matando mesmo três dos seus filhos para preservar o poder.

E depois, há outro rei, aquele que os Magos vieram procurar. "Onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer?" Esta simples questão basta para aterrorizar Herodes. Este título colar-se-á a Jesus até à cruz. Que imensa oposição entre estes dois reis! De um lado, a sede de um poder tirânico, o recurso à violência, à tortura, à guerra, à mentira... De outro lado, uma criança desprovida de qualquer poder, que terminará lamentavelmente na cruz.

Como não reler a história da humanidade, inclusive a história das religiões, a esta luz? "Em nome de Deus" matou-se e trucidou-se tanta gente... E as coisas não parecem estar perto do fim! Reis, príncipes, papas, imãs... utilizaram o seu poder para impor a dita "verdadeira religião". Os cristãos entraram igualmente nesse esquema. Mas cada vez que recorreram à violência, traíram, negaram, crucificaram Jesus, o rei sem poder. Jesus nunca recorreu à espada, nunca recomendou o uso das armas. É uma das maiores lições da Epifania: quando Deus Se manifesta em Jesus, proclama alto e bom som que nunca esteve nem estará do lado dos poderosos, da força, do terrorismo, da guerra. Ele não Se defenderá, pois o seu poder está noutro lado.

Possamos nós, com os Magos, vir sem cessar até Jesus, que nos apresenta Maria sua mãe, e, caindo de joelhos, dizer-lhe que é Ele que queremos seguir, Ele que, só, é verdadeiramente um rei "doce e humilde de coração".

Convívio de Natal dos Catequistas


Na noite do dia 29 de dezembro juntaram-se os catequistas da Paróquia da Calvaria para viver um tempo de convívio e descontração, em ambiente natalício. O teatro e as músicas deram as entradas à noite com continuou com um momento de oração pelas famílias, recordando as famílias de cada um dos catequistas e dos catequizandos da paróquia, de modo particular aquelas que estão mais tocadas pela doença.

A troca de pequenos presentes - recordações de Natal reforçou também os laços de amizade que, depois, se continuaram a alimentar à volta da mesa partilhada.

Dia da Sagrada Família na paróquia

O passado fim-de-semana, festa da Sagrada Família, foi marcado na paróquia pela presença de um presépio vivo na capela de São Jorge, no sábado, dia 29 de dezembro, e pela celebração dos jubileus matrimoniais e a presença dos oratórios da Sagrada Família na Calvaria, no domingo, dia 30 de dezembro.


Em São Jorge, deu-se continuidade à iniciativa que marcou a noite de Natal, quando algumas crianças da catequese representaram o presépio ao vivo na "Missa do Galo" que ali teve lugar. Marcou-se, desta forma visual, o olhar sobre a família de Jesus, Maria e José, procurando acolher dela o apelo à santidade nas famílias de hoje.

Na Calvaria estiveram três casais que celebraram os 50 anos do aniversário do seu matrimónio no ano de 2018. Na celebração, deu-se graças a Deus pelo dom do matrimónio, da fidelidade e do amor vivido em família, pedindo a graça de Deus para estas famílias, às quais se ofereceram imagens da Sagrada Família.

Estiveram também presentes os oratórios da Sagrada Família que percorrem as famílias da paróquia ao longo do ano, reforçando-se a oportunidade que esta iniciativa oferece para a oração em família e o aprofundamento da fé, assim como para a consciência e responsabilidade comunitária que estes oratórios podem ter na sua passagem de casa em casa.