Programa da Paróquia

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Parar para dar sentido ao (bem) que se faz...

22 de julho de 2018 | 16º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Comentário | Avisos | Boletim

Aos doze que voltam da sua missão de anúncio, de cura e libertação, que contam entusiasmados tudo o que, em nome de Jesus, tinham feito, Jesus convida-os para um tempo novo: «vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». E o texto do Evangelho explica porquê: «havia tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer».

Jesus sabe da necessidade de não se perderem no ativismo; é preciso fundamentar a ação a partir do essencial. Não é um tempo de «férias», mas quase como que um «retiro»: estar num lugar isolado na companhia de Jesus. É desse encontro, desse estar com Ele, que resulta uma ação missionária consistente. Não apenas fazer, mas «fazer bem o bem que se faz» (D. António Marto). Agir a partir do coração de Jesus: por isso a necessidade de estar com Ele para conhecer o seu coração, e amar e agir no mundo com o seu coração.

A multidão, no entanto, não deixa de procurar Jesus... Ao desembarcar e ver toda aquela gente, Jesus «compadeceu-Se». Esta compaixão vem de sentir que são como «ovelhas sem pastor»: não têm um rumo assumido, um sentido para a vida, andam perdidos, desorientados... Por isso, Jesus ensina-lhes «muitas coisas». De facto, a mais fundamental das ações que a comunidade cristã é convidada a ter é precisamente esta que de se «compadecer», e de anunciar a Palavra que oriente e dê sentido. Quanto sofrimento não existe pela «desorientação» na vida, pelo seguimento de falsos «pastores», por querer ter sempre razão e se fechar à Palavra de Deus? Deixar-se guiar por Jesus, «retirar-se com Ele», para encontrar o Caminho a seguir e a anunciar. Ser cristão passa por este equilíbrio entre o «descanso» em Jesus, e o «trabalho» de O dar a conhecer como Pastor que vale a pena seguir.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Chamados para serem enviados

15 de julho de 2018 | 15º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Comentário | Avisos | Boletim

O chamamento dos Apóstolos está ligado ao seu envio: são companheiros de Jesus, não para ficarem abrigados perto d’Ele, mas para serem enviados, para irem como suas testemunhas.

E envia-os dois a dois. Sem dúvida porque, na altura, um testemunho só era reconhecido como autêntico se levado por duas testemunhas. Mas, mais profundamente, porque Jesus veio para colocar os homens na “circulação do amor”. Deus criou os homens para serem à sua imagem e semelhança. Como “Deus é Amor”, os homens serão imagens de Deus na medida em que construírem juntos relações de amor fraterno. Mas os homens recusaram isso…

Jesus veio precisamente para acabar com a divisão: Ele reconcilia os homens com Deus e os homens entre si. Eis porque Jesus envia os Apóstolos dois a dois: para que sejam primeiramente, pelo seu comportamento e pela sua vida, testemunhas desta obra de reconciliação. Essa continua a ser a missão dos discípulos, a Igreja.

A missão dos Apóstolos é, pois, a de lutar contra o mal que divide e que corrompe. Por isso, Jesus dá conselhos de pobreza àqueles que envia: encher-se de riquezas materiais é arriscar cair na armadilha do egoísmo, é entrar no círculo infernal da vontade de poder, da inveja. Conselho sempre válido para todos os batizados cuja missão é serem testemunhas da Boa Nova no coração do mundo.

sábado, 7 de julho de 2018

A distância de uma (in)certa proximidade...

8 de julho de 2018 | 14º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Comentário | Avisos | Boletim

Aqueles que estiveram mais próximos de Jesus, que o conheciam desde pequeno, ficam impressionados pelas palavras e milagres que Ele faz, mas continuam fechados nos seus conhecimentos prévios do «carpinteiro, filho de Maria», e não têm capacidade para se abrir à novidade do Messias… Pensavam conhecer Jesus, mas de verdade só tinham um conhecimento «externo»; pensavam-se próximos, mas estavam distantes; sabiam dizer todos os seus laços familiares, mas não a sua verdadeira identidade e missão… A proximidade tornou-se distância, como tantas vezes acontece nas relações que não sabem alimentar a sua dinâmica permanente e os conhecidos se tornam desconhecidos…

Para quem nasce num ambiente que, com demasiada facilidade, se diz cristão, sem muitas vezes o ser, em que tanto se diz Jesus, sem tantas vezes O conhecer e com Ele se encontrar de verdade, este texto do Evangelho faz-nos entrar na verdade da nossa relação com Ele: seremos também «conterrâneos» de Jesus que cresceram por perto dele sem nunca deixar que Ele se revelasse a nós na sua verdadeira identidade? A sua palavra tem ainda capacidade para nos impressionar? Terá Ele espaço para nos curar?...

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Ninguém fica anónimo aos olhos de Jesus...

1 de julho de 2018 | 13º Domingo de Tempo Comum
Leituras | Comentário | Avisos | Boletim

Eis Jesus mergulhado no barulho e nos apertos da multidão. Para mais, circula o rumor: Jesus vai fazer um milagre, curar a jovem filha de Jairo! A multidão esmaga Jesus. E eis que uma mulher quer aproximar-se de Jesus, a todo o custo, para tocar ao menos as suas vestes. Ela quer ser também beneficiária do poder do homem de Deus, ser, enfim, curada da sua doença que dura há doze anos. Ela chega por detrás, toca as suas vestes. Ninguém nota: apenas ela e Jesus… Ele que segue Jairo, correspondendo ao seu apelo de pai com a filha às portas da morte...

No meio da multidão, Jesus está atento a estas pessoas concretas, manifesta uma disponibilidade extraordinária, está extremamente atento à sua presença. No meio da multidão, Jesus está atento a cada um. Ninguém fica anónimo aos olhos de Jesus. Está habitado pelo amor de Deus para com os seus filhos. No Coração do Pai, Jesus é capaz de uma atenção extrema a cada angústia do ser humano. Não interessa quem possa vir junto d’Ele, não interessa qual é a situação: ele será sempre acolhido, Jesus dará sempre a sua atenção como se cada um estivesse sozinho no mundo com Ele. Ele que está pronto a dar a Vida: "a tua fé te salvou", ou, à menino: "levanta-te".

Isto continua a ser verdadeiro, agora que Jesus está na plenitude da glória do seu Pai. Ele continua atento a cada um para nos levantar e dar vida.

sábado, 23 de junho de 2018

Passeio da Paróquia a 14 de julho


O Passeio da paróquia vai realizar-se no dia 14 de julho, sábado, com  saída às 8h rumo às Caves Messias (Mealhada) e ao Buçaco, com visita livre à mata e o almoço em piquenique levado pelos participantes. No regresso, visita às ruínas romanas de Conímbriga, e Missa às 18h na igreja matriz de Condeixa-a-Nova, com a comunidade local.

Para mais informações e inscrições, junto do Adriano Acácio (Calvaria) ou da Isilda (São Jorge), ou no cartório paroquial.

Serro Ventoso é a nossa paróquia irmã

GEMINAÇÃO DE PARÓQUIAS NA FESTA DA FÉ


No sorteio do passado domingo, dia 17 de junho, no encerramento da Festa da Fé, a paróquia da Calvaria ficou geminada com a paróquia de Serro Ventoso.

A paróquia de Serro Ventoso, situada no nosso concelho de Porto de Mós, tem cerca de 1000 habitantes, e tem como padroeiro São Sebastião. É a ele dedicada a igreja matriz, elemento arquitectónico mais importante da paróquia, situada no centro da freguesia. Foi construída entre 1610 e 1613, e sujeita, posteriormente, a diversas obras, sendo a torre sineira apenas do século XIX, do ano de 1866. Além da igreja matriz, a paróquia tem a igreja de São Silvestre, da Bezerra, do Chão das Pias e Casais do Chão.

É atualmente pároco de Serro Ventoso o padre Leonel Vieira Batista, que assume também a paroquialidade da Mendiga e do Arrimal.

A maquete da nossa igreja paroquial está agora em Serro Ventoso, e temos connosco a sua maquete. Ao longo dos próximos meses procuraremos desenvolver propostas e atividades para o conhecimento e partilha mútua.

REPORTAGEM FOTOGRÁFICA
Ao longo de três dias, a Diocese viveu a Festa da Fé. Muitas foram as propostas, nas quais a paróquia da Calvaria também se fez representar. Deixamos aqui a ligação à reportagem fotográfico dos vários dias:

15 de junho, sexta-feira
16 de junho, sábado
17 de junho, domingo

As notícias sobre a Festa da Fé na página da Diocese de Leiria-Fátima podem ser encontradas AQUI.