Programa da Paróquia

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Quem é este homem?

20 de junho de 2021 | 12º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim


O episódio da tempestade acalmada gira em torno de dois núcleos: o primeiro, centra-se em Jesus Cristo e no seu poder messiânico; o segundo, destaca a reação dos discípulos diante da tempestade e a forte repreensão de Jesus perante a falta de fé e confiança manifestada por eles.

A travessia foi da responsabilidade de Jesus: «Passemos à outra margem do lago», disse Ele aos discípulos. Desencadeada a tempestade, somos surpreendidos pelo evangelista que nos informa que Jesus vai a dormir à proa do barco. É um apontamento desconcertante, porque humanamente de difícil compreensão: como é que alguém pode ir a dormir, num barco a encher-se de água e prestes a afundar-se? De facto, o sono de Jesus não é fruto do cansaço de um dia cheio de trabalho nem da irresponsabilidade de quem não se importa com o destino daquela pobre barca. Pelo contrário, Ele mostra que é o Messias salvador ao levantar-se e falar com voz forte ao vento e ao mar, como se de seres humanos se tratasse: «Cala-te e está quieto».

Nas tempestades da vida e nas noites obscuras da existência humana, onde muitas vezes as forças do mal – aqui representadas no mar impetuoso e à primeira vista incontrolável – parecem levar a melhor, Aquele que parece estar a dormir e distante da sorte dos Seus, levanta-se e fala com voz forte, fazendo valer o Seu poder e concedendo aos que O rodeiam a paz e a serenidade de coração.

Da forma como nos é apresentado o texto, podemos depreender que, desde os primeiros sinais de tempestade, os discípulos enfrentam as ondas adversas com todas as forças e meios ao seu dispor. Muitos deles eram pescadores daquele lago, por isso conheciam bem as suas manhas e a forma de as levar de vencida. No entanto, daquela vez, as coisas estavam a tornar-se mais sérias. Por isso, resolveram acordar Jesus: «Mestre, não Te importas que pereçamos?» Mais do que um pedido, estas palavras soam a repreenda e a chamada de atenção.

A reação de Jesus é também surpreendente. Em vez de lhes louvar a coragem e determinação na luta contra as ondas contrárias, repreende-os severamente pela sua pouca fé: «Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?» As palavras de Jesus “dizem” duas coisas muito importantes: em primeiro lugar, a Sua presença no barco deveria ter sido suficiente para que eles, diante das dificuldades, tivessem mantido a confiança e não permitissem que o medo se apoderasse deles; em segundo lugar, para Jesus, era de supor que, por tudo o que tinham já visto, ouvido e vivido com Ele, a sua fé já fosse mais forte e consistente do que era: «Ainda não tendes fé?»

Pe. José Augusto in Diocese de Leiria-Fátima 

sábado, 12 de junho de 2021

A desproporção de Deus

13 de junho de 2021 | 11º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim


Duas pequenas parábolas no texto do Evangelho deste Domingo que marcam a desproporção com que Deus troca as lógicas humanas: a primeira realça a desproporção entre a atividade do semeador que lança a semente e colhe o fruto, e o crescimento da semente em si, que em nada depende do esforço do agricultor. A segunda entre a pequenez da semente de mostarda e o resultado do arbusto que dela nasce...

Um convite à confiança na presença transformadora do Reino de Deus e na força do Palavra e do Espírito que no silêncio e na pequenez continua a sua ação transformadora.

Quantas vezes não desanimamos por querer ver depressa, em nós e nos outros, os frutos que tardam em aparecer?! Esperança, confiança e paciência. Nos factos aparentemente irrelevantes, na simplicidade e normalidade de cada dia, na insignificância dos meios, esconde-se o dinamismo de Deus que atua na história e oferece aos homens caminhos de salvação e de vida plena.

Neste tempo de espera e esperança, não deixar de lançar a semente, e continuar a contemplar e confiar na ação do Espírito que age no coração e na vida. Com humildade, porque a semente é que tem em si mesma o gérmen da vida, e confiança, pois mesmo pequenos e frágeis, é a nossa humanidade que Deus confia a semente que, mesmo que pareça tão pequena, se pode transformar num grande arbusto.



quarta-feira, 9 de junho de 2021

À mesa com Jesus, somos sua família

Celebração da Primeira Comunhão


Deus, que tanto nos ama, quer sempre o nosso bem, quer envolver-nos cada vez mais no seu amor. Mesmo quando pecamos e nos afastamos da sua Palavra, Ele não nos abandona. Na sua grande misericórdia, Jesus convida-nos a ser da sua família, a partilhar da sua mesa. Como os Pastorinhos, não olhamos só para o que os nossos olhos são capazes de ver: vemos no Pão da Eucaristia “Jesus Escondido”! Há coisas invisíveis que são eternas! Jesus oferece-se como alimento, reúne-nos à volta da mesa do altar, como sua família, para que possamos ser e sentir-nos cada vez mais “irmãos, irmãs e Mães” de Jesus!

As leituras do passado domingo, dia 6 de junho, ajudaram-nos a viver o grande dia da celebração onde as crianças do 3º catecismo da Calvaria e São Jorge participaram plenamente na Eucaristia pela primeira vez, com a Comunhão Eucarística.

A celebração, que decorreu durante a tarde, reservada às 19 crianças e os seus familiares mais próximos, foi vivida em ambiente de festa e de alegria, na certeza de que Jesus se fez tão perto de cada um, que cada um pode dizer e cantar que Jesus está “tão perto de mim que até Lhe posso tocar”, e que, de verdade, “sou de Cristo, sou feliz”.



sexta-feira, 4 de junho de 2021

Em que "casa" (se de)morar?

6 de junho de 2021 | 10º Domingo do Tempo Comum
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim


Ainda o Evangelho de Marcos está a começar, e já vemos Jesus envolvido em várias polémicas... alguns até o acusavam de estar possesso de Belzebu.... e depois, toda aquela gente à volta dele, que nem tempo há para comer... Alguma coisa se estava a passar: «Está fora de Si!», era o que comentavam, e faz a família procurá-l'O, ao ver toda aquela situação, talvez para O chamarem à razão e fazerem ver que estaria melhor na casa de Nazaré do que naquela outra casa que não era a sua!

A resposta de Jesus não é contra os seus parentes, mas o alargar da perspetiva. Há que abandonar uma "casa" e optar por outra: ousar entrar em "casa" de Jesus é aceitar aquele convite que, no Evangelho de João, Ele faz aos primeiros discípulos «Vinde e vereis»; depois, demorar-se lá a escutá-l'O, para ser ousado no seguimento. Optar pela "família" de Jesus é decidir-se a escutar a sério a voz de Deus e seguir o Filho, encarnando a palavra na vida, tal como Ele, a Palavra, encarnou e viveu na obediência ao Pai.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Festa da Avé Maria das Crianças do 1º Catecismo


As crianças do 1º catecismo da Paróquia da Calvaria, dos grupos de São Jorge e da Calvaria, reuniram-se no último domingo do Mês de Maria, 30 de maio, para, em conjunto, viverem a Festa da Avé Maria, acompanhadas pelos seus pais e mais familiares, e marcarem este final de tarde com a oração do Terço na igreja paroquial.
 
Cada criança foi convidada a levar uma flor para Maria. E foi precisamente a partir dessa imagem da flor que lhes foi apresentado o Rosário e o Terço: cada Avé Maria é como uma rosa (ou outra flor) que oferecemos à nossa Mãe do Céu.

Cada grupo de três crianças rezou uma dezena, tendo sido recordado que Nossa Senhora, em Fátima, pediu a uma menina da idade deles, a Jacinta, com 7 anos, assim como ao Francisco e à Lúcia, para rezarem o Terço todos os dias. No final, foi oferecida uma pequena lembrança deste dia, com a oração da Avé Maria, e ficou o desafio de a continuarem a rezar, com os seus pais, em casa, pois é no regaço materno e paterno que aprendemos todo o sentido de chamar a Maria a nossa Mãe do Céu.

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Sois um só Deus na trindade de uma só natureza

30 de maio de 2021 | Santíssima Trindade
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim


O Mistério da Trindade situa-nos no coração do Amor de Deus. Pode parecer uma afirmação de fé muito distante e difícil de compreender e, de facto, racionalmente, não é simples: como é que o único Deus, vivo e verdadeiro, é o mesmo no qual Jesus envia os discípulos a batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, no texto do Evangelho que escutamos neste Domingo...?

Mais do que raciocínios lógicos e matemáticos, somos convidados a contemplar (entrar dentro) do sentido profundo desta revelação que Deus faz de si mesmo em Jesus Cristo: Deus, na sua identidade, é Comunhão, Relação, Amor. Entrar dentro deste mistério é deixar-se abraçar pelo Amor que nos sonhou, que nos envolve, que nos salva, para se partilhar connosco eternamente.

Na liturgia deste Domingo, o prefácio levanta um pouco o véu de todo este mistério:

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo,
sois um só Deus, um só Senhor,
não na unidade de uma só pessoa,
mas na trindade de uma só natureza.
Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória,
nós o acreditamos também, sem diferença alguma,
do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade,
adoramos as três Pessoas distintas,
a sua essência única e a sua igual majestade.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

Crianças do 3º catecismo celebram o Perdão


As crianças dos grupos do 3º catecismo da Paróquia celebraram, pela primeira vez, o sacramento da Reconciliação no sábado, 22 de maio. A celebração iniciou com o recordar da Parábola do Pai Misericordioso que acolhe, com um grande abraço, o seu filho mais novo, depois deste ter saído de casa e esbanjado toda a parte da herança que lhe pertencia.

Junto da Pia Batismal e do Círio Pascal aceso, recordámos que, pelo Batismo, somos de verdade filhos de Deus, e que, por vezes, como, aquele filho da história contada por Jesus, também podemos "sair" de casa e "esbanjar" os bens que somos e temos... A nossa veste branca pode ficar manchada. Por isso, este Pai misericordioso, quer perdoar-nos: reconhecemos que pecámos por pensamentos, palavras, atos e omissões, e acolhemos o Perdão que Deus nos dá.

Tal como na parábola de Jesus, Deus quer fazer festa connosco, receber-nos em sua casa! Esta é a grande alegria que temos: o amor de Deus é mesmo muito maior que o nosso pecado!