Programa da Paróquia

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Imagens voltam restauradas a São Jorge



Depois de alguns meses ausentes, voltaram, esta terça-feira, 12 de janeiro, as imagens da Capela de São Jorge que saíram para restauro.

Foram quatro as imagens que tiveram uma intervenção de restauro e conservação: a imagem de vulto de São Nuno de Santa Maria, uma oferta dos Escuteiros Portugueses em 1926; a imagem de Nossa Senhora (da Vitória) com o Menino; a imagem de São Jorge (em madeira policromada); e a imagem do Sagrado Coração de Jesus.

Colocadas nos seus lugares, estão de novo ao culto, esperando que possamos brevemente voltar a ter as celebrações habituais, agora interrompidas por causa da pandemia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Filhos muito amados

10 de janeiro de 2021 | Festa do Batismo do Senhor
Leituras | Lectio (texto) | Lectio (áudio) | Comentário | Avisos | Boletim


A cena grandiosa do Batismo de Jesus, com o céu rasgado, com o voo de asas abertas do Espírito sobre as águas do Jordão, com a declaração de amor de Deus, aconteceu também no meu Batismo, e acontece ainda a cada reinício. A Voz, a única que soa dentro da alma, repete a cada um: tu és meu filho, o amado, em ti pus o meu comprazimento. Palavras que ardem e queimam: filho meu, amor meu, alegria minha.

Tu és o meu filho
Filho é a primeira palavra. Filho é um termo poderoso sobre a Terra, poderoso para o coração do ser humano. E para a fé. Deus gera filhos segundo a sua espécie, e eu e tu, nós todos temos o cromossoma do pai nas nossas células, o ADN divino em nós.

Muito amado
Amado é a segunda palavra. Antes que tu ajas, antes que tu digas «sim», que tu o saibas ou não, a cada dia, a cada despertar, o teu nome para Deus é «amado». De um amor que te antecede, que te antecipa, que te envolve prescindindo daquilo que hoje serás e farás. Amado, sem se e sem mas. A salvação deriva do facto de Deus me amar, não do facto de eu o amar. E que eu seja amado depende de Deus, não depende de mim! É graça! E é este amor que entra, transborda, envolve e transforma: somos santos porque somos amados. 

Em Ti pus toda a minha complacência
A terceira palavra: meu comprazimento. Termo desusado, inusual, todavia belíssimo, que no seu núcleo contém a ideia de prazer. A Voz grita do alto do Céu, grita sobre o mundo e dentro do coração, a alegria de Deus: é belo contigo, filho meu; tu dás-me prazer; estar contigo enche-me de alegria. O poder do Batismo é dito com o símbolo vasto das águas que limpam, refrescam, curam, fazem germinar as sementes; com o Espírito que, juntamente com a água, é a primeira de todas as presenças na Bíblia, em ação já desde o segundo versículo do Génesis: «O Espírito de Deus pairava sobre as águas».

A realidade é grandiosa: na sua raiz, batizar significa mergulhar: «Estamos imergidos num oceano de amor, e não nos damos conta» (G. Vannucci). Eu sou mergulhado em Deus, e Deus é mergulhado em mim; eu na sua vida, Ele na minha vida; «aperta-me a ti, aperta-te em mim» (G. Testori). Sou dentro de Deus, como dentro do ar que respiro, dentro da luz que me beija os olhos; mergulhado numa fonte que nunca se esgotará, submergido num ventre vivo que alimenta, faz crescer e protege: sou batizado.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Os Magos do Oriente chegaram a Belém


Na celebração da Epifania, alguns jovens do 10° ano da Calvaria ajudaram a vivenciar a busca dos Magos que seguem a Luz e, a partir desse encontro, seguem por outro caminho as suas vidas.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Deixar-se transformar no encontro com Jesus

3 de janeiro de 2021 | Solenidade da Epifania do Senhor
Leituras | Lectio (texto) | Lectio (áudio) | Comentário | Avisos | Boletim


No contexto do “Evangelho da Infância”, Mateus oferece-nos o episódio dos magos vindos do Oriente. Os símbolos e imagens usados expressam sobretudo uma mensagem: Jesus é o Messias anunciado e desejado, enviado pelo Pai para oferecer a luz, a vida e a salvação a toda a humanidade. Nem todos O procuram, alguns até O rejeitam, para muitos é-lhes indiferente… Mas, para quem O encontra de verdade, para quem O reconhece verdadeiramente como o Filho de Deus incarnado na fragilidade humana, para quem lhe oferece os seus presentes mais valiosos, a sua vida ganha uma nova luz, um novo horizonte.

A intenção deste episódio é sobretudo catequética. Mateus quer transmitir-nos uma mensagem através dos detalhes narrados na visita dos magos do Oriente.

Por um lado, dá-se a entender a identidade de Jesus. Nasceu em Belém, terra natal do rei David, o que liga Jesus ao Messias anunciado e esperado pelo Povo da Aliança. Mas é procurado e reconhecido por estrageiros, o que dá a entender, desde o início, que a sua missão não tem fronteiras de raças, lugares ou tempos. Jesus é a “estrela de Jacob” (cf. Num 24, 17), mas a sua luz ilumina toda a humanidade. A prostração e adoração é o reconhecimento da sua divindade, que é reforçada pelos presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra. Ligados tradicionalmente à Arábia, estes bens significavam as dádivas de todos os povos ao Messias esperado (cf. Sl 72, 10-11.15; Is 60, 6), mas os cristãos também viram, nessas ofertas, os símbolos da realeza (ouro), da divindade (incenso) e da humanidade sofredora (mirra) de Jesus.

Por outro lado, o texto apresenta a diversidade de reações diante de Jesus. Os magos buscam, Herodes tem medo e rejeita, toda a cidade fica perturbada, os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo ficam indiferentes mesmo conhecendo todas as profecias… A mensagem é a que encontramos também no prólogo do Evangelho de João: “A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam… Veio para o que era seu, e os seus não O receberam. Mas, a quantos O receberam, aos que n’Ele creem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1, 5.11-12).

O relato termina com o regresso dos magos à sua terra “por outro caminho”. Um voltar renovado pelo encontro com a Luz de Jesus. “Há uma dinâmica sábia entre continuidade e novidade: voltamos «ao nosso país», mas «por outro caminho». Isto indica que somos nós que temos de mudar, de transformar o nosso modo de viver, ainda que seja no ambiente de sempre, de modificar os critérios de julgamento sobre a realidade que nos rodeia” (Papa Francisco). A conversão é, em primeiro lugar, do coração e da mente… Pensar e sentir a partir do encontro com Jesus, da escuta da sua Palavra, do acolhimento do dom da sua vida na Eucaristia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

1 de janeiro: Dia Mundial da Paz


No primeiro dia de janeiro de 2021 celebra-se o 54º Dia Mundial da Paz. Na sua Mensagem para este dia, o Papa Francisco, partindo da situação atual de crise sanitária, salienta que escolheu este tema porque só o cuidado pode “erradicar a cultura da indiferença, do descarte e do conflito, que hoje muitas vezes parece prevalecer”.

Apresentando o Deus que cuida, manifestado em Jesus Cristo, fala do cuidado como promoção da dignidade e dos direitos da pessoa, do cuidado do bem comum, do cuidado através da solidariedade, e do cuidado na salvaguarda da criação. A concluir, o Papa afirma que “a cultura do cuidado, enquanto compromisso comum, solidário e participativo para proteger e promover a dignidade e o bem de todos, enquanto disposição a interessar-se, a prestar atenção, disposição à compaixão, à reconciliação e à cura, ao respeito mútuo e ao acolhimento recíproco, constitui uma via privilegiada para a construção da paz”.

A mensagem completa do Papa pode ser lida AQUI.

Jubileu dos 25 e 50 anos de matrimónio


Na Festa da Sagrada Família, domingo 27 de dezembro de 2020, a paróquia da Calvaria celebrou o Jubileu dos 25 e 50 anos de matrimónio com os cinco casais que se fizeram presentes na celebração na igreja paroquial. Foram 4 casais que completaram 50 anos de casamento ao longo deste ano de 2020, e um que completou 25 anos. Dadas as circunstâncias atuais, outros desejariam estar presentes, mas não o puderam fazer.

Na celebração, preparada pelas Zeladoras da Sagrada Família, que dinamizam os diversos oratórios que percorrem a paróquia, foram abençoados estes casais e foi-lhes entregue, como recordação, uma imagem da Sagrada Família.

Em conjunto, toda a comunidade foi convidada a rezar a oração à Sagrada Família que o Departamento Diocesano da Pastoral familiar envio para este ano:

Oração à Sagrada Família

Sagrada família de Nazaré
eis-me diante do vosso presépio
suplicando pela minha família
e por todas as famílias da terra.

Concede a todos os pais, bom José,
a constância no amor que tiveste
para com Jesus menino e Maria!
Liberta-nos, Jesus, de toda a divisão.
Dá-nos Saúde, Paz e Alegria!

Ajuda as nossas mães, querida Maria,
para que possam ser, na família,
um sinal da tua ternura com José e Jesus!

Protege, Jesus Menino,
todos os pais, todas as mães, todos os filhos
para que os nossos lares
reproduzam a harmonia,
a felicidade da casa de Nazaré,
e o acolhimento da manjedoura de Belém! 
Ámen.

sábado, 26 de dezembro de 2020

Guardar, cuidar e partilhar o dom da vida

27 de dezembro de 2020 | Festa da Sagrada Família
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A família de Jesus é o centro da liturgia deste domingo entre o Natal e Ano Novo. Exemplo e modelo para as nossas comunidades familiares, a família de Jesus, convida-nos a viver numa atenção constante aos desafios de Deus e numa abertura às necessidades dos irmãos.

O Evangelho põe-nos diante da Sagrada Família de Nazaré apresentando Jesus no Templo de Jerusalém. A cena mostra uma família que, percebendo que a vida é um dom de Deus, escuta a sua Palavra, procura concretizá-la na vida e consagra a Deus a vida dos seus membros. Maria e José percebem-se como guardiões da vida de Jesus e não os seus donos. «Todos os pais são guardiões da vida dos filhos, não donos, e devem ajudá-los a crescer, a amadurecer» (Papa Francisco).

Nas figuras de Ana e Simeão, Lucas propõe-nos também o exemplo de dois anciãos de olhos postos no futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a presença libertadora de Deus no meio dos homens. É neste encontro e partilha entre gerações que se percorre o caminho da sabedoria, na abertura a Espírito, para o bem de todos, pois «cada vez que as famílias, até aquelas feridas e marcadas por fragilidades, fracassos e dificuldades, voltam à fonte da experiência cristã, abrem-se caminhos novos e possibilidades impensadas» (Papa Francisco). Deus que sempre nos surpreende, e nos dá novas possibilidades de expressar o dom da vida que acolhemos, tornando a vida num dom para os outros.