Programa da Paróquia

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O que é amar... como Jesus?

19 de maio de 2019 | 5º Domingo da Páscoa
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«Amar» - a palavra é complexa e com tantas interpretações quanto ao seu significado que, por vezes, se torna difícil expressá-la... Mas a Igreja não pode deixar de a dizer e, sobretudo, de a tornar visível: é este o mandamento que recebe de Jesus. «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

Para compreender o que significa no Evangelho deste Domingo, olhemos para aquele «como Eu» que Jesus diz. E di-lo no contexto da última ceia, no momento em que Judas sai do cenáculo para O ir entregar. Quando o momento da morte se torna iminente, esse «como» tem a densidade desta entrega de Jesus na cruz. É um amar até ao fim, até à entrega da vida, mesmo por aqueles que, como Judas, abandonam o espaço de relação e entram numa espiral de traição... É um amar «como» o de Jesus que, como «senhor e mestre», se ajoelha diante dos discípulos para lhes lavar os pés, para servir sem reservas... A glória de Deus está precisamente neste amor que se faz dom de si mesmo até às últimas consequências.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Primeira Comunhão das crianças do 3º ano

No passado domingo, dia 12 de maio, as 25 crianças dos grupos do 3º ano da Paróquia da Calvaria participaram plenamente, pela primeira vez, na celebração da Eucaristia, recebendo Jesus na Comunhão. Duas das crianças celebraram nesse dia, também, o seu Batismo.

Escutando o Evangelho do Bom Pastor, nesse Dia Mundial de Oração pelas Vocações, reforçou-se a certeza de que Jesus é o Pastor cuja voz somos convidados a escutar, porque Ele nos leva a encontrar o caminho de uma vida boa, bela e feliz. Escutar a sua voz, conhecê-lo cada vez mais, para o seguir com confiança: na Eucaristia, podemos recebê-lo em nós para que tudo isso seja possível. Ele está presente "escondido" no Pão consagrada, como diziam os Pastorinhos de Fátima, para continuara a ser o nosso Bom Pastor que nos dá a vida verdadeira. Por isso, este é um dia de festa, de uma grande festa: acolher Jesus em nós é sempre motivo de festa!

O grupo do 4º ano, recordando a sua Primeira Comunhão, e preparando-se para a Festa da Eucaristia, no dia do Corpo de Deus, também esteve na celebração.

sábado, 11 de maio de 2019

Escutar, conhecer e seguir

12 de maio | 4º Domingo da Páscoa - «Bom Pastor»
DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
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A fé vive-se numa dinâmica de relação: Deus revela-se e nós acolhemos o seu amor, procurando corresponder-Lhe. Confiamos que Ele, na verdade, quer ser em nós fonte de uma vida boa, bela, feliz, realizada, de vida que não perece, de vida eterna. Com esta confiança, confiamo-nos a Ele, ou seja, acolhemos a sua palavra como aquela que tem a capacidade de nos orientar para a verdade de nós mesmos, para a vida que vale a pena ser vivida.

Os três breves versículos do texto do Evangelho deste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do «Bom Pastor», oferecem-nos esta síntese do nosso caminho de fé: escutar («As minhas ovelhas escutam a minha voz») é o ponto de partida. Habituarmo-nos a esta voz, à Palavra que é o próprio Jesus. A fé é possível quando não nos centramos apenas em nós mesmos, e damos espaço para que Deus nos fale.

Da escuta nasce, cresce ou revigora-se o conhecimento. Nesta relação a que chamamos fé, não só escutamos, mas percebemos também que somos escutados: encontramo-nos com Aquele que, de verdade, nos conhece mais intimamente. E nesse encontro descobrimo-nos a nós mesmos. Como relação, a fé é certeza de ser conhecido e amado por Deus. Este conhecimento não é uma questão intelectual, mas algo essencialmente vital: «Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me»: conhecer e seguir, deixar-se orientar pela proposta de amor de que se reveste a Palavra.

Escutar, conhecer, seguir: com a confiança que se vive ao longo deste cominho de fé percorrido em conjunto, saber que o Pastor quer dar «vida eterna». A vocação (a resposta vivencial que damos à Palavra de Deus) só é possível neste contexto de fé: escutar, conhecer, seguir.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Semana de Oração pelas Vocações

"A coragem de arriscar pela promessa de Deus" é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a sua mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que o ocorre a 12 de maio, Domingo do Bom Pastor.

É este tema que vai animar a semana de 5 a 12 de maio, na qual somos convidados a ter presente esta intenção na sua oração:

Deus, nosso Pai,
ao enviares o Teu Filho Jesus,
quiseste vir ao nosso encontro.
Queremos agradecer-Te, hoje,
por continuares a chamar,
no barco da Igreja,
pescadores para o alto mar,
para a missão de chegar a todos.
Concede-nos,
pela graça do Batismo,
o dom da escuta da Tua voz
e da resposta generosa.
Desejamos abrir-nos ao “sonho maior”:
discernir a vocação
que nos torna servidores
da alegria do Evangelho.
Dá-nos a coragem de arriscar,
como a jovem Maria,
para sermos portadores da Tua promessa.
Ámen.

O guião e outros materiais de apoio para esta semana estão disponíveis AQUI.

A fé é um ato de vontade contínuo...

05 de maio de 2019 | 3º Domingo da Páscoa
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Junto ao mar de Tiberíades, os discípulos voltam ao lugar donde partiram quando começam a sua aventura de seguimento de Jesus. Parecem esquecer a sua missão acolhida nos primeiros encontros com o Ressuscitado: Pedro volta à faina (que tinha abandonado para seguir Jesus) e, com ele, todos os outros. De facto, a fé, o seguir Jesus, não é um dado do passado (dos passos dados antes, das experiências e dos encontros vividos, das palavras escutadas…) mas um acontecimento presente, com o risco constante de voltar atrás: a fé é um processo com avanços e recuos, um ato de vontade contínuo.

O texto sugere a necessidade se de deixar constantemente desafiar para que a passagem da escuridão e esterilidade (a noite em que nada se pesca) passa à luz da abundância (a manhã em que surge Jesus à beira do lago e a pesca se torna abundante), em que o vazio de nada haver para comer se torna prato cheio por Jesus.

É o acolhimento e reconhecimento constante de Jesus que é capaz de recriar a comunidade e de a tornar portadora da novidade da fé. Daí se parte: Jesus é reconhecido: «É o Senhor», diz o discípulo predileto a Pedro. E aquele que tem a missão de confirmar os outros na fé precisa também do testemunho e da profissão da fé daqueles que confirma pela confissão, tríplice, do seu amor. A comunidade vive desta reciprocidade e entreajuda, da partilha dos dons, do amparo mútuo, que encontra sempre em Jesus (o peixe condensa todo o sentido teológico de «Jesus Cristo, Filho de Deus salvador», expressão cujas primeiras letras, em grego, formam a palavra «ichtus» - peixe) e na Eucaristia (o pão da refeição preparada por Jesus) o seu ponto de partida.

Se acreditar é aderir, confiar-se, lançar-se numa aventura de vida, num caminho diário de encontro e seguimento, se a fé é um ato de vontade contínuo, com avanços e recuos, podemos encontrar na comunidade, e sobretudo na comunidade que celebra a sua fé em Jesus Cristo ressuscitado, na Eucaristia, esse suporte para caminharmos com a confiança de alguém que faz da nossa noite dia, da nossa pequenez e incapacidade uma pesca abundante.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Tomé, o nosso gémeo?

28 de abril de 2019 | 2º Domingo da Páscoa
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De novo, Jesus que se deixa ver aos seus discípulos. A experiência da Páscoa é, antes de mais, a de um encontro que enche os discípulos de alegria. No texto do Evangelho de S. João e que escutamos neste 2º Domingo da Páscoa, esta é a primeira nota: o escuro e as portas fechadas pelo medo, é radicalmente transformado pela presença do ressuscitado.

Jesus envia, então, sobre eles o seu Espírito para que respirem do mesmo «sopro» e espalhem, por sua vez, o sopro da misericórdia de Deus: alegria, paz e perdão são as palavras que enchem o ar da casa onde Jesus está ao centro.

Tomé não está lá nessa tarde de Páscoa, e o testemunho dos apóstolos não consegue convencê-lo: ele quer ver, quer tocar, recusa reconhecer o Ressuscitado num “fantasma”. Conhecido como Dídimo, nome que significa gémeo (de quem? os evangelhos não nos dizem, mas podemos dizer que conhecemos muito bem o seu gémeo: o meu, o teu, o gémeo de cada crente em caminho de fé...), é bem o gémeo e contemporâneo da pessoa que hoje busca as razões para aderir a Jesus Cristo.

Jesus respeita a caminhada de Tomé, e é Ele próprio que lhe propõe para que O veja e toque. Tomé, então, proclama o primeiro acto de fé da Igreja: “Meu Senhor e meu Deus!” Ele reconhece não somente Jesus ressuscitado, marcado pelas chagas da Paixão, mas adora-O como seu Deus.

Jesus anuncia então que não Se apresentará mais à vista dos homens, mas será necessário reconhecê-l’O unicamente com os olhos da fé. E faz desta fé uma bem-aventurança: “felizes os que acreditam sem terem visto!” Hoje, somos nós os convidados a viver esta bem-aventurança.

Oxalá possam as nossas dúvidas e as nossas questões ser, como para Tomé, caminho de fé! E que a nossa comunidade seja um lugar concreto onde se possa continuar a «ver» e a «tocar» a presença de Jesus ressuscitado, porque testemunha do mesmo «sopro» de paz com que Jesus derrama o Espírito de Deus sobre nós. Na Eucaristia, na Palavra, nos gestos de amor, de serviço e de partilha, é Jesus Ressuscitado que está presente e se faz ver e tocar.

sábado, 20 de abril de 2019

A fé é esperança de vida eterna

21 de abril de 2019 | Domingo de Páscoa da Ressurreição
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«Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou. Lembrai-vos como Ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: ‘O Filho do homem tem de ser entregue às mãos dos pecadores, tem de ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’»
Cf. Lc 24, 1-12

A fé é já o princípio da vida eterna, permite-nos viver já a experiência do alegre antegozo do Céu. Acolhendo a vida de Deus em nós, vivendo a nossa relação alegre, livre, consciente, responsável com Ele, procurando partilhá-la na caridade com os outros, saboreamos desde já um pouco daquilo que é viver plenamente em Deus.

Quando vivemos envolvidos pelo amor de Deus, quando acolhemos a vida do Ressuscitado e a partilhamos, uns com os outros, no amor, e quando caminhamos na certeza de que o amor de Deus nos dará vida plena, então toda a nossa vida é envolvida nesse amor que é o próprio Deus.

Durante esta semana, agradece a vida do Ressuscitado que recebeste no Batismo, e recorda esse momento perguntando aos teus pais, padrinhos, avós ou outros familiares como viveram esse dia. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 7ª pétala da tua Flor Pascal escreve ESPERANÇA DE VIDA ETERNA, e reza esta oração:

Senhor,
coloco a última pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais,
a beleza e a alegria da fé!
Completo esta flor na alegria pascal da ressurreição.
Com Jesus, a vida vence a morte, e abre-se, também para mim,
a esperança da vida eterna.
É dessa vida que experimento, desde já, quando estou próximo de Ti.
Pela fé, saboreio na terra a alegria do Céu.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.