Programa da Paróquia

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Agarrar a missão de servir

17 de outubro de 2021 | 29º Domingo do Tempo Comum
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É normal que todos procurem ser reconhecidos. A nossa dignidade também depende disso. Mas será necessário, para ser reconhecido, procurar passar à frente dos outros, sem qualquer escrúpulo?

Que cada um tome o seu lugar, mas não reclame o primeiro. Jesus não vem dar conselhos, mas oferecer o seu testemunho, e convida os discípulos a acolher o mesmo estilo de vida, a beber do mesmo "cálice": Ele, que era de condição divina, tomou o lugar de escravo. Jesus não prega o abaixamento pelo abaixamento. Quem escolhe o serviço é elevado por Deus ao lugar de “grande”, Deus dá o primeiro lugar a quem escolheu o último. É Deus que altera as situações que o homem, na sua liberdade, escolhe para ser verdadeiro cidadão do Reino de Deus.

Como servir? No início da Semana das Missões recordamos a nossa vocação a sermos servidores do Evangelho. Concretamente, como fazer passar o Evangelho antes dos meus próprios desejos? Fazer passar o respeito pelo outro antes da minha própria vantagem? De que maneira vou poder servir durante esta semana? Ouso fazê-lo em nome de Cristo Servidor? Estou dispostos a agarrar a missão de servir?

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

O olhar de simpatia de Jesus

10 de outubro de 2021 | 28º Domingo do Tempo Comum
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O homem que se aproxima de Jesus procura «alcançar a vida eterna», mas falta-lhe uma visão certa desta «Vida». Fica-se pelo “fazer”. Jesus convida-o a mudar de lógica: não se trata de vida eterna a ganhar, mas de seguir Jesus. A vida eterna é essencialmente este estar com Jesus e segui-lo! Eis a grande transformação que Jesus vem provocar: não se trata primeiro de fazer esforços para obedecer a mandamentos e conquistar um prémio. Trata-se primeiro de entrar numa relação de proximidade, de encontro íntimo com Jesus. Mais profundamente ainda, trata-se primeiro de descobrir que Jesus, Ele em primeiro lugar, nos ama.

É neste contexto que se compreende a referência de Marcos: “Jesus olhou para ele com simpatia (amor)”. É este olhar que transforma tudo. Jesus quer fazer compreender ao homem rico que lhe falta o essencial: deixar-se amar em primeiro lugar, descobrir que todos os seus bens materiais nunca poderão preencher esta necessidade vital para todo o homem de ser amado. As riquezas do homem impediram-no de ler tudo isto no olhar de Jesus. 

O homem partiu. Mas Jesus não lhe retirou o seu olhar de amor…

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Apresentação e compromisso dos catequistas


Ao dar início às atividades da catequese neste novo ano pastoral de 2021+22, no dia da Igreja Diocesana, os catequistas da paróquia foram apresentados à comunidade, e fizeram o compromisso de se prepararem sempre melhor para esta missão de, em nome da Igreja, colaborarem com as famílias na missão de ajudar as crianças e adolescentes dos grupos paroquiais a fazerem o seu caminho de fé, no encontro com Jesus Cristo, pelo anúncio e testemunho da Palavra de Deus.

Este momento foi vivido no sábado, dia 2 de outubro, pelos catequistas de São Jorge e, no dia 3, domingo, pelos catequistas da Calvaria, nas celebrações da Eucaristia nas quais se escutou a mensagem do Sr. Bispo, sublinhando que este ano será, na nossa Diocese, um ano Eucarístico e Sinodal, na semana em que se vai dar início aos encontros dos grupos de catequese com crianças e adolescentes.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

«Não separe o homem o que Deus uniu»

3 de outubro de 2021 | 27º Domingo do Tempo Comum
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O Evangelho deste domingo (cf. Mc 10, 2-16) oferece-nos a palavra de Jesus sobre o matrimónio. A narração abre-se com a provocação dos fariseus que perguntam a Jesus se é lícito que um marido repudie a esposa, como previa a lei de Moisés (cf. vv. 2-4). Antes de tudo, Jesus, com a sabedoria e a autoridade que lhe vêm do Pai, ameniza a prescrição moisaica dizendo: «Pela dureza dos vossos corações ele — ou seja, o antigo legislador — vos deixou escrito este mandamento» (v. 5). Trata-se portanto de uma concessão que serve para remediar as falhas causadas pelo nosso egoísmo, mas não corresponde à intenção originária do Criador.

E aqui Jesus retoma o Livro do Génesis: «Desde o início da criação [Deus] os criou varão e mulher; por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua esposa e os dois serão um só» (vv. 6-7). E conclui: «Não divida o homem o que Deus uniu» (v. 9). O projeto originário do Criador não inclui o homem que se casa com a mulher e, se as coisas não funcionam, a repudia. Não. Ao contrário, inclui o homem e a mulher chamados a reconhecer-se, a completar-se, a ajudar-se reciprocamente no matrimónio.

Este ensinamento de Jesus é muito claro e defende a dignidade do matrimónio, como união de amor que requer a fidelidade. Aquilo que consente que os esposos permaneçam unidos no matrimónio é um amor de doação recíproca amparado pela graça de Cristo. Se, ao contrário, prevalecer nos cônjuges o interesse individual, a própria satisfação, então a sua união não poderá resistir.

E a mesma página evangélica recorda-nos, com grande realismo, que o homem e a mulher, chamados a viver a experiência da relação e do amor, podem dolorosamente fazer gestos que a põem em crise. Jesus não admite tudo o que pode levar ao naufrágio da relação. Faz isso para confirmar o desígnio de Deus, no qual sobressaem a força e a beleza da relação humana. A Igreja, por um lado, não se cansa de confirmar a beleza da família como nos foi recomendada pela Escritura e pela Tradição; ao mesmo tempo, esforça-se por fazer sentir concretamente a sua proximidade materna a quantos vivem a experiência de relações interrompidas ou levadas por diante de maneira sofrida e fadigosa.

O modo de agir do próprio Deus com o seu povo infiel — isto é, connosco — ensina-nos que o amor ferido pode ser sanado por Deus através da misericórdia e do perdão. Por isso à Igreja, nestas situações, não é pedida imediata e unicamente a condenação. Ao contrário, face às tantas dolorosas falências conjugais, ela sente-se chamada a viver a sua presença de amor, de caridade e de misericórdia, para reconduzir a Deus os corações feridos e desorientados.

Invoquemos a Virgem Maria, para que ajude os cônjuges a viver e a renovar sempre a sua união a partir da doação originária de Deus.

Papa Francisco, 7 de outubro de 2018

Celebração do Crisma 2021


A celebração do Crisma da paróquia da Calvaria decorreu no dia 26 de setembro, domingo, pelas 17h, na igreja do Mosteiro da Batalha. O grupo contou com os 26 jovens que completaram os 10 anos de catequese, uma jovem adulta, e cinco jovens que vieram da paróquia de Aljubarrota.

Na Eucaristia, presidida pelo Sr. Cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, todos foram convidados a viver no acolhimento do Espírito Santo numa atitude de abertura e diálogo para com todos, procurando deixar-se purificar na forma de agir, nas opções do caminho a seguir, com um olhar iluminado pelo seguimento de Jesus.

Na celebração esteve presente o logotipo da JMJ Lisboa 2023, que está a iniciar o seu caminho pelas paróquias da Diocese, que foi entregue, no final da celebração, à paróquia de Aljubarrota. Os jovens presentes, quer os que foram confirmados, quer os que os acompanhavam, assim como os que fazem parte do grupo coral, foram convidados a fazer uma caminhada de preparação para as JMJ.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

«Quem não é contra nós é por nós»

26 de setembro de 2021 | 26º domingo do tempo comum
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Num tempo em que somos tantas vezes confrontados com fundamentalismos, e não apenas no âmbito do religioso, a atitude de Jesus faz-nos de novo, e sempre, perceber como o caminho para a verdade plena se encontra na partilha, no esforço da unidade na diversidade.

A tentação dos discípulos que tentam impedir aqueles que "não estão connosco" não é apenas daqueles tempos: é a tentação constante do isolamento nas áreas de segurança e conforto que facilmente culpabiliza o que é estranho... Nestes tempos, como nos de Jesus, é preciso relançar sempre o espaço do encontro, da partilha, do vencer das barreiras que se levantam perante o que é estranho ou diferente. É preciso lançar-se sempre na busca da verdade mais plena, em que o primeiro esforço é o pessoal de "cortar" o que está a mais e distorce o olhar e a ação, e buscar sobretudo uma coerência de vida que seja capaz de lançar para a Verdade plena que se encontra apenas em Deus.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A caminho do Crisma


No domingo 12 de setembro, aos 26 jovens da Paróquia da Calvaria, juntaram-se os 5 jovens da paróquia de Aljubarrota que vão viver em conjunto a celebração do Crisma, para passar um dia em reflexão, oração, partilha e convívio. O dia começou com um momento de oração na igreja de São Jorge, e onde tiveram uma primeira atividade de lançamento do dia. Em pequenos grupos, fizeram a caminhada a pé até à Quinta do Escuteiro, com quatro postos que, a partir dos seus símbolos, ajudaram a refletir sobre a pessoa do Espírito Santo, o dom de Deus que acolhem no sacramento do Crisma.

Já na Quinta do Escuteiro, a tarde deu a oportunidade que aprofundar o sentido da celebração deste sacramento da Confirmação, e de compreender os dons com que o Espírito Santo nos ajuda a viver a vida de cada dia, iluminando o nosso pensamento, orientando o nosso coração, fortalecendo a nossa vontade para agirmos de acordo com a fé, no seguimento de Jesus. Depois de um tempo de oração pessoal, fizeram a preparação para a celebração da Eucaristia com que concluiu este dia de "retiro". A preparação continua nos próximos sábados. A celebração do Crisma será a 26 de setembro, domingo, às 17h, na igreja do Mosteiro da Batalha, dadas as limitações de espaço da igreja paroquial da Calvaria.