Programa da Paróquia

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

A mão estendida de Jesus

9 de agosto de 2020 | 19º Domingo do Tempo Comum
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O texto do Evangelho deste domingo, onde contemplamos Jesus a andar sobre as águas, é todo ele cheio de simbologia: a “noite” fala da confusão e insegurança em que tantas vezes “navegam” os discípulos; as “ondas” e os “ventos contrários” representam a oposição ao projeto de Jesus... É aí, precisamente, que Jesus se manifesta: Ele vai ao encontro dos discípulos “caminhando sobre o mar”. Jesus é o Deus que vela pelo seu Povo e que não deixa que as forças da morte (o “mar”) o destruam.

No meio do mar açoitado pelas ondas, e com ventos contrários, os discípulos, na barca (símbolo da Igreja), são convidados a perceber que o vulto de Jesus não é o de um "fantasma", mas do "Filho de Deus" que está sempre pronto a estender logo a mão para segurar que tem confiança para dizer como Pedro: «Salva-me, Senhor!»

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Compaixão, partilha e Eucaristia

2 de agosto de 2020 | 18º Domingo do Tempo Comum
Celebração em honra de Santa Marta, Padroeira da Calvaria
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Porta do sacrário da igreja da Calvaria
Mateus coloca-nos de novo diante do olhar de compaixão de Jesus. Essa compaixão que O levou a escolher e enviar os apóstolos para cuidar das multidões que andavam como “ovelhas sem pastor”, leva-O a curar os seus doentes. Ao cair da tarde, são os discípulos que se apercebem da fome das multidões e, quando pedem a Jesus que as mande embora para procurarem comida, Ele envolve-os não só na identificação dos problemas, mas na sua resolução: “dai-lhes vós de comer”.

O passo primeiro, o da compaixão, é fundamental. Esse olhar que não deixa indiferente a “fome” das multidões. Mas identificar os problemas não pode deixar os discípulos de lado da busca da solução. Mateus refere os “cinco pães e dois peixes” de que dispõem os discípulos: parece tão insignificante para tão grande quantidade de gente. Mas é aí que está o passo seguinte: a partilha. Entregar o nosso pouco nas mãos de Jesus para que, por Ele, chegue a todos: e isto não apenas dos bens materiais, mas também dos dons que cada um de nós recebeu. O nosso pouco partilhado em comunidade, é capaz de ajudar a matar a fome de muitos. A compaixão completa-se pela partilha.

Mas a narração de Mateus abre-nos a um outro banquete: a Eucaristia. Os gestos e palavras de Jesus apontam-nos para o lugar onde se aprende a compaixão de Jesus pelas multidões, e se vive a partilha da vida de Jesus connosco. Ao celebrar a Eucaristia, somos lançados na aventura de dar continuidade ao sinal do repartir do pão, matando todas as “fomes” das multidões, não apenas as materiais, mas também as de cuidado e atenção, de acompanhamento e esperança, as “fomes” de amor, as “fomes” de Deus.

Ao celebrarmos a nossa Padroeira, Santa Marta, somos desafiados a olhar a nossa presença como Paróquia, comunidade cristã situada neste tempo e espaço, chamada a continuar a ser sinal da compaixão e da partilha, e lugar da celebração da presença de Jesus Cristo ressuscitado. Como ela, sabermos acolher Jesus em nossa casa, deixar que Ele se sente entre nós, e tenha o lugar central. Escutar a sua Palavra, para com Ele aprender a verdadeira compaixão. Levar, como Marta, todas as nossas preocupações e pedidos até Ele, confiando que Ele é o Filho de Deus vivo que veio ao mundo, fonte de vida e vida plena. Tal como Marta, preparar a mesa não apenas para celebrar, na Eucaristia, a presença de Jesus ressuscitado, mas também para acolher o fruto da partilha da vida, para que do nosso pouco, Deus faça surgir a grandeza e beleza do seu amor presente entre nós.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

29 de julho, dia de Santa Marta

Os Evangelhos contam-nos que Jesus encontra na casa de Marta, Maria e Lázaro, em Betânia, uma pequena aldeia a poucos quilómetros de Jerusalém, um lugar de acolhimento e repouso. São Lucas (Lc 10, 38-42) diz-nos que Marta era quem se atarefava a preparar todas as coisas para o bom acolhimento de Jesus, e São João (Jo 11), conta-nos da fé desta mulher que, apesar de Lázaro estar morto há vários dias, acredita que Jesus, a ressurreição e a vida, é o Filho de Deus, e tudo o que pedir ao Pai, Ele lho concederá, e pode ver o seu irmão a sair do túmulo.

A tradição conta que, depois das primeiras perseguições dos cristãos, Marta, Maria, Lázaro e outros discípulos de Jesus, teriam deixado a sua terra e se terão dirigido para a região francesa da Provença, onde teriam anunciado a fé e constituído uma comunidade cristã.

Neste dia dedicado à sua memória, recordamos as palavras do Papa Francisco a 21 de julho de 2019, quando o Evangelho do dia narrava o acolhimento de Jesus em casa de Marta e de Maria:

(...) São Lucas diz que foi ela [Marta] quem acolheu Jesus. Talvez Marta fosse a mais velha das duas irmãs, não sabemos, mas certamente esta mulher tinha o carisma da hospitalidade. Com efeito, enquanto Maria ouve Jesus, ela está totalmente ocupada com os numerosos serviços. Por isso, Jesus diz-lhe: “Marta, Marta, estás inquieta e perturbada com muitas coisas”. Com estas palavras, Ele certamente não tenciona condenar a atitude de serviço, mas sobretudo a ansiedade com que às vezes ele é vivido. Também nós compartilhamos a preocupação de Santa Marta e, seguindo o seu exemplo, propomo-nos fazer com que, nas nossas famílias e comunidades, se viva o sentido de hospitalidade e fraternidade, para que todos possam sentir-se “em casa”, especialmente os pequeninos e os pobres quando batem à porta.

Portanto, o Evangelho de hoje recorda-nos que a sabedoria do coração consiste precisamente em saber conjugar estes dois elementos: contemplação e ação. Marta e Maria indicam-nos o caminho. Se quisermos saborear a vida com alegria, devemos associar estas duas atitudes: por um lado, “estar aos pés” de Jesus, para o ouvir enquanto Ele nos revela o segredo de tudo; por outro, estar atentos e prontos na hospitalidade, quando Ele passa e bate à nossa porta, com o rosto do amigo que tem necessidade de um momento de conforto e fraternidade. É necessária esta hospitalidade!

Maria Santíssima, Mãe da Igreja, nos conceda a graça de amar e servir a Deus e aos nossos irmãos com as mãos de Marta e o coração de Maria para sermos artífices de paz e de esperança, permanecendo sempre à escuta de Cristo. E isto é interessante: com estas duas atitudes, seremos artífices de paz e de esperança.


sábado, 25 de julho de 2020

Inscrições na Catequese e Celebração do Crisma

Apesar de todas as incertezas deste tempo, e eventuais alterações que possam acontecer, estamos já a preparar o próximo ano catequético.

Para isso, pedimos que as famílias que desejam (re)inscrever as crianças e adolescentes na catequese, quer para o 1º ano, quer para todos os outros grupos, comecem a fazê-lo quanto antes no cartório paroquial para podermos ter a noção dos grupos a constituir, dos espaços e horários que será necessário prever para se cumprirem todas as normas de segurança. Como habitualmente, haverá inscrições também no início do mês de setembro, em princípio no primeiro fim-de-semana, nos dias 4 e 5 de setembro. Todos deverão fazer a sua inscrição.

Celebração do Crisma
Contamos que os jovens que completam o 10º ano da catequese possam receber o sacramento do Crisma na data prevista, 27 de setembro, às 17h. Na preparação haverá um encontro para os pais e padrinhos, a 9 de setembro, e duas atividades de dia inteiro para o grupo dos crismandos: 12 e 19 de setembro. O ensaio final será a 26 de setembro.

Percurso da procissão automóvel de Santa Marta

Na Celebração de Santa Marta, no domingo, 2 de agosto, a procissão automóvel com a imagem da Padroeira começa às 14h30, na igreja paroquial, onde volta pelas 17h para a celebração da Eucaristia campal no adro da igreja.

O percurso começa na Rua dos Carreirinhos, e Rua do Pardeeiro até à Fonte da Calvaria de Baixo. Sobe ao Alto da Fonte, e segue a Rua do Alto da Fonte até ao largo junto da igreja do Casal do Relvas. Faz a Rua da Coletividade e Rua do Campo de Futebol, e segue na Rua Principal até ao limite da paróquia. Volta pela Trav. de São Sebastião, Rua da Eira e de novo na Rua Principal, em direção a poente, até à Rua Alfredo Conde; sobe essa rua até à Rua São Sebastião, e segue até ao largo junto da igreja. Faz toda a Rua Principal do Casal do Relvas até à Rua D. Maria I.

Segue para sul até à Fonte da Calvaria de Baixo. Segue pela Rua Principal da Calvaria de Baixo até à escola. Faz a Rua D. Maria I para norte, até à Trav. da Serrada das Faias, seguindo até à Rua do Jogo, e voltando de novo à escola.

No Largo da Igreja segue para a Rua dos Padeiros até à Rua das Almoinhas, junto à Farmácia, e vai para sul. No Poço do Povo, corta para norte, na Estrada do Guilherme até Rua do Bartolomeu, Aldeia de Santa Marta, Rua Adelino Sacristão, dando a volta pela Rua do Painel e Rua do Bartolomeu, seguindo para a Rua da Moagem (Casais Gomes) até cruzamento da Rua do Painel. Faz toda a Rua do Painel até Rua das Almoinhas (na carpintaria).

Faz toda a Rua do Agueiro e Quinta de Sampaio até ao limite da paróquia, subindo para a Portela. Vai pela Rua Principal, passa pelo centro dos Casais de Matos até ao Cruzeiro, seguindo depois em direção ao Vale de Água, até ao limite da paróquia. Volta para trás, e segue sempre em direção à Calvaria de Cima, passa ao lado cemitério, e apanha a Estrada do Guilherme, para nascente, até à Estrada da Calvaria.

Na rotunda do IC2, segue para sul, na direção do Chão da Feira. Segue N8 até ao limite da paróquia (Moitalina). Volta pela N8 até à rotunda do IC2, entrando na rotunda de acesso ao Pingo Doce, e faz toda a Rua do Carvalho, e Rua do Chão da Feira até à rotunda da Estrada de Porto de Mós. Segue para nascente, até Rua Primeiro de Maio. Faz toda essa Rua até cruzamento com a Rua do Carqueijal, seguindo até à Rua 14 de Agosto (depósito da água), desce a Travessa do Carvalhinho, até ao cruzamento com Rua do Carvalhinho. Sobe até ao cruzamento com a Rua da Reforma Agrária, fazendo toda esta Rua até à Av. D. Nuno Álvares Pereira.

Passa em frente à Capela até ao IC2, e faz parte do IC2 até à Rua do Nas-cente (Topbanho). Percorre a Rua dos Emigrantes, Rua da Serrada da Bispo e Rua da Lagoa até voltar à Capela de São Jorge. Faz toda a Av. D. Nuno Álvares Pereira até às rotundas.

Segue a Estrada Principal da Calvaria até ao cruzamento com a Rua da Saudade. Faz esta rua até ao cruzamento com a Estrada do Guilherme. Segue para poente até Rua do Costa, e na Rua das Almoinhas volta à igreja paroquial.

Um tesouro no qual vale a pena apostar tudo

26 de julho de 2020 | 17º Domingo do Tempo Comum
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O Reino dos céus proposto por Jesus (de paz, amor, fraternidade, serviço, reconciliação, que Jesus veio anunciar e oferecer) é um “tesouro” precioso. Ora, quando alguém encontra um “tesouro” como esse, deve elegê-lo como a riqueza mais preciosa, o fim último da própria existência, o valor fundamental pelo qual se renuncia a tudo o resto e pelo qual se está disposto a pagar qualquer preço. O cristão é constantemente confrontado com muitos valores e opções. Mas deve aperceber-se de que o Reino é o mais importante. Essa é a grande mensagem deste passo do Evangelho: a grandeza e o valor do Reino.

O confronto com este texto remete-nos então para o tema das nossas prioridades. Para Mateus, não há qualquer dúvida: ser cristão é ter como prioridade, como objetivo mais importante, como valor fundamental, o Reino. O cristão vive no meio do mundo e é todos os dias desafiado pelos esquemas e valores do mundo. Mas porque toma o Reino dos céus como prioridade, vive orientado para o serviço, para a partilha, o perdão, a tolerância, o encontro, a fraternidade…

O que é que comanda a minha vida? Quais são os valores pelos quais eu sou capaz de deixar tudo? Que significado têm as propostas de Jesus na minha escala de valores?

sábado, 18 de julho de 2020

Programa da Celebração de Santa Marta

29 de julho a 3 de agosto

29 de julho, quarta-feira,
Festa litúrgica de Santa Marta
21h00: Missa
21h30: Tasca da filhós

30 de julho, quinta-feira:
18h00: Confissões
21h00: Missa
21h30: Adoração ao Santíssimo

31 de julho, sexta-feira:
17h00: Confissões
18h00: Abertura da esplanada
20h00: Missa
20h30: Oração do Terço (campal)

01 de agosto, sábado:
11h00: Confissões
15h00: Abertura da esplanada
19h00: Missa vespertina
19h00: Jantar em Take Away

02 de agosto, domingo:
12h00: Almoço em Take Away
14h30: Procissão automóvel
17h00: Missa (campal)
18h00: Abertura da esplanada
19h00: Jantar em Take Away

03 de agosto, segunda-feira:
18h00: Missa - nascidos em 1970
20h30: Abertura da esplanada
22h00: Sorteio das rifas e Passagem de testemunho para a Comissão de 2021

Para as refeições em Take Away, devem ser feitas reservas antecipadamente para 962311758 ou 910056669 (café Joia).

Trigo e joio, grão de mostarda e fermento... a sabedoria das parábolas

19 de julho de 2020 | 16º Domingo do Tempo Comum
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Jesus continua a contar parábolas, pequenas histórias com as quais fala do «Reino». O pequeno grão que se torna uma árvore, ou o pouco de fermento que leveda toda a massa, falam-nos da diferença, da desproporção entre o início e a conclusão, e apontam para a atitude de esperança que os cristãos devem cultivar, mesmo no meio de todas as contrariedades. Esperança que vem da certeza de que o «Reino» tem uma «força» transformadora que vai para além das nossas poucas forças.

Trigo e joio, crescem no mesmo campo e, contra a vontade de purificar o campo do joio, o Senhor da história sabe bem que eles crescem sempre juntos: na liberdade, dá tempo para que o «Reino» possa ir adquirindo o seu espaço... Trigo e joio que, tantas vezes, coexistem em cada um de nós, e se deparam com um Senhor que, com sabedoria e paciência, aguarda os bons frutos do campo. Trigo e joio que nos faz perceber que a comunidade do «Reino» é santa e pecadora, e que a tentação de "arrancar o joio" pode ser uma presunção de quem se acha "trigo": deixar que seja o Senhor, no fim dos tempos, a guardar ou a queimar o que lhe aprouver, no seu juízo de amor paciente e misericordioso.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Celebração de Santa Marta





Restaurante 
Take Away 
1, 2 e 3 de agosto 

Nos dias da celebração em honra de Santa Marta, na Paróquia da Calvaria, haverá serviço de refeições em Take Away, no salão paroquial:
- sábado, 1 de agosto | jantar;
- domingo, 2 de agosto | almoço e jantar;
- segunda-feira, 3 de agosto | jantar.

As reservas devem ser feitas antecipadamente para
962311758 ou 910056669 (Café Joia).

A semente é lançada... e como é acolhida?

12 de julho de 2020 | 15º Domingo do Tempo Comum
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A parábola do Evangelho deste Domingo põe-nos diante de um semeador quase «esbanjador»: parece não se preocupar onde cai a semente. Apenas se preocupa em lançar, lançar... E não é semente fraca: onde a terra é boa produz com abundância!

Mas também cai noutras terras: o coração endurecido onde não é capaz de entrar, o inconstante que não deixa criar raízes, o materialista que deixa sufocar a semente por outros interesses... Ou um pouco de tudo isto em conjunto. Talvez misturado com momentos de boa terra, de um coração atento, disponível, capaz de se comprometer e viver no Amor.

Uma história que nos põe facilmente do lado do «terreno» e que nos faz questionar da atitude perante a Palavra escutada: como é que ela está a ser acolhida e vivida?

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Celebração em honra de Santa Marta


29 de julho a 3 de agosto
Comissão organiza um conjunto de celebrações e eventos que, respeitando as normas em vigor, possam marcar os dias que seriam da festa: a procissão será automóvel, o restaurante funciona em Take Away, e algumas celebrações serão campais, no espaço do adro da igreja.

No atual estado de pandemia, não podendo realizar a festa de Santa Marta da forma habitual, iremos marcar a data da festa com um programa de celebrações em honra da Padroeira da Calvaria.

Assim, no dia 29 de julho, quarta-feira, dia da memória litúrgica de Santa Marta, haverá a missa às 21h, na igreja paroquial. Na quinta-feira, dia 30, a missa será de novo às 21h, seguida de um tempo de adoração ao Santíssimo com o tema “Marta acolheu Jesus em sua casa”. Na sexta-feira, 31 de julho, a missa será mais cedo, às 20h, na igreja, seguindo-se a oração do terço. Não sendo possível a habitual procissão de velas, teremos as velas acesas durante o tempo da oração mariana, que se realizará no adro, com a presença da imagem de Nossa Senhora de Fátima.

No sábado, dia 1 de agosto, haverá a habitual missa vespertina, às 19h.

No dia 2 de agosto, domingo, às 14h30, com iníco na igreja, começa a “procissão” automóvel da imagem de Santa Marta pelas ruas de todos os lugares da Paróquia da Calvaria. Pelas 17h, na chegada da “procissão”, haverá a missa campal, no adro da igreja.

Por fim, na segunda-feira, dia 3, terminamos com a celebração da “Missa dos Festeiros”, às 18h, e, ao final da noite, uma breve celebração para a passagem do testemunho para os festeiros do próximo ano (os nascidos em 1971), que decorrerá pelas 22h, no adro da igreja.

A Comissão está ainda a preparar o serviço de filhoses e de refeições em Take Away, em alguns dos dias desta celebração.

Em todas os momentos serão tomadas todas as precauções para que sejam respeitadas as indicações da DGS e da Conferência Episcopal Portuguesa, nomeadamente o uso obrigatório de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social.

Nas atuais circunstâncias será a forma possível de marcar esta data tão importante para a vida da Comunidade.

Simplicidade, humildade, pequenez...

5 de julho de 2020 | 14º Domingo do Tempo Comum
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O texto do Evangelho deste domingo começa com uma oração de Jesus: «Eu Te bendigo, ó Pai, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos...» Na continuação do texto, dá-se a entender que «estas verdades» a que apenas os «pequeninos» têm acesso é o conhecimento de Deus: «ninguém conhece o Filho senão o Pai...».

Algo constante na história da revelação de Deus é a simplicidade, humildade e pequenez: Deus não escolhe revelar-se à força, mas propõe-se a quem está desperto para O acolher, sem necessidade de milagres estrondosos, mas na simplicidade de quem se dispõe a acolher, na vida, o suave peso do Amor. É nesse Amor, como Jesus o viveu, que se liberta a vida do peso e do cansaço que oprime, e se abre ao horizonte de «descanso» de uma vida boa, bela e feliz.

sábado, 27 de junho de 2020

Oratórios da Sagrada Família

No atual estado de pandemia, os oratórios da Sagrada Família, que percorrem as casas das famílias nas várias zonas da paróquia, não têm passado de casa em casa.

Apesar desta "paragem forçada", continua o apelo, não apenas à oração na família e pela família, mas também à solidariedade e interajuda entre as famílias da comunidade e reforço dos laços de vizinhança, duas das dimensões essenciais deste tradição dos coros ou oratórios da Sagrada Família.

Para as famílias que não recebem o oratório em suas casas e, depois deste tempo de pandemia, o desejarem fazer, podem contactar o Pároco ou diretamente a pessoa que na sua zona é a responsável ou zeladora do oratório.

Para cada mês, o Serviço Diocesano de Pastoral Familiar prepara uma proposta de oração que acompanha os oratórios. A proposta para o mês de julho está disponível AQUI, com o convite à oração em família.

As propostas de oração para cada mês deste ano estão disponíveis NESTA PASTA.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Programa da peregrinação da imagem de São Pedro ao concelho de Porto de Mós


Tudo a partir da Relação essencial

28 de junho de 2020 | 13º Domingo do Tempo Comum
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O texto do Evangelho deste domingo centra-nos no essencial da nossa identidade de discípulos missionários: toda a vida, todas as relações, todas as ações do discípulo de Jesus devem partir do encontro e relação essencial com Ele. O essencial da nossa fé é Ele, que nos conduz ao Pai e nos dá o seu Espírito.

Mesmo aquelas relações que são as mais marcantes da vida (pai, mãe, filho, filha…), ganham um sentido e um horizonte novo quando vistas a partir do amor acolhido, vivido e partilhado em Jesus. As ações e opções da vida de cada dia só atingem a plenitude quando unidas à cruz de Cristo. Todo o acolhimento do outro, mesmo nos gestos mais insignificantes, como o dar um copo de água, podem ter um toque de excelência quando vividos no contexto da eternidade de Deus. Tudo ganha um sentido e luz nova quando iluminado pelo dom de Deus. Esse é o desafio: olhar os outros, olhar a nossa própria vida, olhar cada gesto através do olhar de Deus.

sábado, 20 de junho de 2020

A certeza de um amor infinito

21 de junho de 2020 | 12º Domingo do Tempo Comum
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Quanto valemos aos olhos de Deus? Esta é uma pergunta que nos pode assaltar, ao olharmos para a nossa pequenez e fragilidade... Mas não há que temer. Jesus dá-nos a resposta, não só por meio de palavras onde nos repete "não temais", mas sobretudo através da sua vida.

Jesus entrega a sua vida por nós mostrando-nos o imenso amor que Deus nos tem, amor este que vai ao extremo de enviar o Seu Filho muito amado para que nós tenhamos vida, e vida em abundância. Somos preciosos aos olhos de Deus ao ponto dos cabelos da nossa cabeça estarem todos contados, como afirma Jesus de forma tão bela no Evangelho deste domingo. Uma imagem que nos fala destes mais pequenos pormenores de nós mesmos que apenas Deus, porque ama infinitamente, conhece plenamente em nós. Reforçada com a imagem passarinhos que, sendo preciosos para o Pai, o seu valor em nada se compara com a humanidade: "Não temais: valeis muito mais do que todos os passarinhos".

A certeza de que Deus nos ama profundamente faz com que todos os nossos medos se dissipem. Por isso, podemos empenhar-nos sem medo na missão que Ele nos confia. E mesmo nas adversidades caminhamos com uma certeza inabalável que nos habita: a certeza de que Deus nos ama e nos quer para Si! E não há nada nem ninguém que nos possa abalar quando edificamos a nossa vida sobre esta certeza inabalável.

sábado, 13 de junho de 2020

Sagrado Coração de Jesus

A solenidade do Sagrado Coração de Jesus convida-nos a contemplar o coração “manso e humilde” de Jesus, no qual podemos encontrar descanso para as nossas almas (cf. Mt 11, 25-30). Ocorre na sexta-feira da semana seguinte à solenidade do Corpo de Deus (este ano a 19 de junho de 2020), sendo todo este mês de junho dedicado à contemplação do Coração de Jesus, trespassado pela lança do soldado, na cruz, como sinal do amor de Deus por nós. Esse coração, donde sai “sangue e água” (Jo 19, 34), é o “lugar” donde nasce a Igreja pelo dom da vida (água - Batismo) e do alimento espiritual (sangue - Eucaristia), continua aberto para nos oferecer os seus dons e nos convidar a partilhar do amor de Deus.

Para a oração, recolhemos aqui a ladainha ao Sagrado Coração de Jesus de São Luís de Monfort:

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, majestade infinita, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, templo santo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do Céu, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e ciência, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual o Pai põe todas as suas complacências, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós participamos, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, desejado desde toda a eternidade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rico para todos que vos invocam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esmagado de dor por causa dos nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, salvação dos que em vós esperam, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em vós, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, delícias de todos os santos, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

Jesus, manso e humilde de coração. Fazei nosso coração semelhante ao vosso.

Oremos:
Deus Omnipotente e Eterno, olhai o Coração do vosso dilectíssimo Filho e os louvores e reparações que pelos pecadores vos tem tributado; e aos que invocam vossa misericórdia, vós, aplacado, sede fácil no perdão, pelo mesmo Jesus Cristo que Convosco vive e reina para sempre, na unidade do Espírito Santo. Amen.

“Peregrinação” da imagem de São Pedro pelo Concelho de Porto de Mós

Cancelados os tradicionais festejos em honra de São Pedro, em Porto de Mós, as paróquias do concelho, juntamente com a Câmara Municipal de Porto de Mós, estão a organizar uma “peregrinação” da imagem do Padroeiro a todas as paróquias deste concelho, nos dias 27 a 29 de junho de 2020.

Na paróquia da Calvaria, está prevista a chegada da imagem de São Pedro à capela de São Jorge no domingo, dia 28 de junho, pelas 21h30. Depois de um breve momento de oração, segue para a igreja paroquial da Calvaria, onde deverá chegar pelas 22h. A marcar a chegada da imagem, haverá uma breve oração de acolhimento. A imagem permanece durante essa noite e a manhã do dia 29 na igreja, saindo pelas 15h em direção ao Juncal, com passagem pelo lugar dos Casais de Matos.

Às 18h será a chegada da imagem a Porto de Mós (junto à igreja de São Pedro), onde se celebra a missa campal. Segue-se uma procissão em carros pelas ruas da vila, neste dia feriado municipal, terminando com a recolha da imagem na Igreja de São Pedro.

Percurso da imagem de São Pedro na paróquia da Calvaria

28 de junho, domingo:
Entrada na paróquia da Calvaria a partir do Tojal, vindo pela Rua da Lagoa, diretamente para a Capela de São Jorge (pelas 21h30); segue da Capela de São Jorge pela Av. Nuno Álvares Pereira, para sul, continua para sul na Rua do Chão da Feira até à rotunda (Pingo Doce) e entra no IC2, indo para norte até à rotunda; faz a Estada da Calvaria e segue para a igreja paroquial da Calvaria (pelas 22h).

29 de junho, segunda-feira:
Às 15h sai da igreja paroquial e faz toda a Rua das Almoinhas, e Rua do Agueiro até ao limite da freguesia; sobe a Rua Principal, passando pela Portela e centro dos Casais de Matos até ao cruzeiro; desce pela CM 1340-1 em direção à capela do Vale de Água onde é entregue à paróquia do Juncal.

Preparar as ruas e casas para marcar a passagem da imagem:
Ao longo do percurso, convidam-se os lugares e famílias a enfeitar as suas ruas e casas (com flores, verdura, colchas, velas, etc..) para marcar a passagem da imagem daquele que foi escolhido por Jesus para ser o primeiro Papa, a “Pedra” sobre a qual edificou a Igreja, e para velar pela sua unidade e comunhão na verdadeira fé.

Envolvidos no amor de Deus pelo mundo

14 de junho de 2020 | 11º Domingo do Tempo Comum
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A primeira referência do Evangelho deste domingo é à compaixão de Jesus: olha a multidão fatigada e abatida que O cerca, e sente compaixão. Por isso chama doze, para os enviar a ser sinal de esperança, a curar e lutar contra o mal que oprime. Chama-os e envia-os, são "discípulos missionários".

A "seara" não pode esperar muito tempo, senão corre o risco de se perder a colheita. Assim, Jesus envolve os que chama na compaixão de Deus pela humanidade, e torna-os portadores da compaixão: eles podem sentir-se pessoalmente (cada um, com o seu nome e a sua história) envolvidos no amor de Deus pelo mundo, ser testemunhas desse amor, agentes de transformação interior (expulsar os demónios) e exterior (curar doenças e enfermidades).

A "seara" continua à espera de trabalhadores, de quem se deixe envolver pela misericórdia e possa aprender o olhar compassivo de Jesus. Não estará Jesus a chamar o teu nome? Neste contexto que hoje nos envolve a todos, não estaremos também a ser desafiados de novo a reaprender a olhar a vida e a história da humanidade de hoje com a compaixão de Cristo?

sábado, 6 de junho de 2020

Pai, Filho e Espírito Santo: Deus Uno e Trino

07 de junho de 2020 | Solenidade da Santíssima Trindade
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Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza.

Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.

Prefácio da Missa da Santíssima Trindade

É sempre difícil tentar explicar, com a nossa lógica, esta realidade de Deus: três pessoas numa só natureza. Tal como é difícil de «representar». Rublev pintou o ícone, que se tornou famoso, onde surgem as três personagens numa certa circularidade que representa a sua unidade, com um espaço de acolhimento: há como que um lugar à nossa espera para partilharmos daquele único cálice. É como que um convite: a entrarmos para bebermos da mesma vida… talvez assim possamos, mais que compreender, deixar-nos envolver.

É esse o sentido da palavra «mistério». Não um segredo bem escondido, um enigma por resolver, mas uma realidade que podemos conhecer porque Deus a revelou de Si mesmo, e nessa revelação nos convida a partilhar da Sua vida. É como que uma verdade que passa para além das nossas capacidades «normais» de conhecer, porque só a conhecemos quando nos metemos «dentro» dela. Na linha do conceito de «conhecimento» na Bíblia: não se trata de uma questão simplesmente intelectual, mas de estabelecer uma relação de intimidade. Por isso a busca do conhecimento de Deus é sobretudo o procurar um espaço de relação onde se descubra a sua vontade, o seu projeto para a humanidade, e para cada um.

O «mistério de Deus» que celebramos diz-nos precisamente esta vida de Deus. De um Deus que ama, que é amado, que é relação de amor. E um Deus que, por ser assim, «enviou o seu Filho ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele» (Jo 3, 17).

sábado, 30 de maio de 2020

Deixar-se re-criar pelo sopro de Deus

31 de maio de 2020 | Domingo de Pentecostes
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Jesus sopra sobre os discípulos o seu Espírito, aqueles que é capaz de os ajudar a serem testemunhas da Sua ressurreição, construtores da paz, portadores do perdão. O Pentecostes é a certeza d'Aquele que não se vê mas faz sentir a força da sua vida nos que acolhem o desafio de serem continuadores da ação do próprio Jesus Cristo: é o seu «sopro», o seu «hálito vital», é como que a vida de Cristo ressuscitado que é soprado sobre os discípulos. E este «sopro divino», à semelhança do primeiro sopro que dá vida ao homem formado da argila, agora recria aqueles que ousam deixar-se habitar por Deus.

É este sopro que Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta como Aquele que se faz escutar como forte rajada de vento e, como que em línguas de fogo, desce sobre os discípulos e lhes dá uma vitalidade até ali desconhecida.

A vitalidade da Igreja, e a vitalidade de cada um de nós, vem deste «Senhor que dá a vida».

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Take Away solidário na Calvaria

«Um sorriso para a Nídia»

No dia 14 de junho de 2020, a Comissão de Festas em honra de Santa Marta, juntamente com mais voluntários da Paróquia, organizam um serviço de Take Away para o almoço.

A partir das 12h, poderá levantar a sua refeição no salão paroquial, sendo o pack da refeição composto por um caldo verde, uma sopa da pedra, fritada com arroz e uma sobremesa.

O resultado será para levar um sorriso à Nídia, dos Casais de Matos, no seu 18º aniversário.

As reservas devem ser feitas até ao dia 10 de junho, através dos telefones 962311758 ou 910465101.

Dentro da paróquia haverá também a possibilidade de entrega ao domicílio.

sábado, 23 de maio de 2020

Reinício das celebrações comunitárias da Missa

30 e 31 de Maio | Igreja paroquial da Calvaria

A partir do próximo fim-de-semana, 30 e 31 de maio, voltaremos a uma certa normalidade, com a possibilidade da presença dos fiéis nas celebrações da Missa. Não será bem igual ao que tínhamos antes da pandemia: há normas que temos de seguir, nomeadamente no que diz respeito à desinfeção das mãos e ao uso obrigatório de máscara protetora, assim como o distanciamento social que estipula que se deve respeitar a distância mínima de segurança entre participantes de modo que cada fiel disponha, só para si, de um espaço mínimo de 4m2 (esta regra do distanciamento não se aplica a pessoas da mesma família ou que vivam na mesma casa).

Missas dominicais apenas na igreja paroquial
A igreja paroquial vai ser preparada para este reinício das celebrações e, no próximo fim-de-semana, as celebrações serão apenas na igreja paroquial da Calvaria. Assim, na igreja paroquial, haverá a Missa no sábado, 30 de maio, às 19h; e no domingo, dia 31 de maio, às 11h. A igreja pode receber cerca de 50 pessoas (embora não seja possível prever o caso dos grupos familiares). Algumas portas ficarão abertas também para que, eventualmente, quem o queira possa participar no exterior.

Entretanto, veremos as condições para poder retomar a celebração da Missa vespertina, ao sábado, em São Jorge.

Missas durante a semana
Em relação às missas durante a semana, continuaremos a celebrar na Calvaria às segundas e sextas-feiras. Às quartas-feiras continuará a celebração, de forma rotativa, nas igrejas não-paroquiais, já com a possibilidade da presença de um grupo reduzido de pessoas, tendo em conta as características / tamanho de cada igreja, pois deveremos seguir as mesmas normas de uso de máscaras, desinfeção das mãos e distanciamento social nessas celebrações.~

A partir do início do mês de junho, a missa durante a semana será às 20h.

Estamos num tempo de incerteza a dar passos nunca dados; o decisivo é, naturalmente, a responsabilidade de cada um: há de cuidar de si e velar pelos outros, procurando respeitar sempre distâncias de segurança e medidas de higiene.

A Ascensão não é ausência, mas plenitude

24 de maio de 2020 | Solenidade da Ascensão
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Jesus afirma-o no evangelho deste Domingo: «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Não está fisicamente, mas permanece presente e ativo em todos os lugares e todos os tempos: na Palavra proclamada, na fé celebrada sacramentalmente, na vida partilhada que atualiza o mandamento do amor...

E Jesus quer continuar esta presença: por isso envia aqueles que n'Ele acreditam a ensinar e a batizar. É a missão dos cristãos: trazer à realidade cultural de cada tempo o sentido de uma vida partilhada com o Deus de Amor que liberta e salva.

Alguns, diz o texto, «ainda duvidaram»... mesmo na presença do Senhor ressuscitado: a fé é uma caminhada de confiança, não uma certeza "cientifica", mas uma relação que se sente e se vive com a ousadia de se deixar amar por Ele. Ele que «ascende» para se manter presente.

sábado, 16 de maio de 2020

Presença constante em nós

17 de maio de 2020 | 6º Domingo da Páscoa
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O evangelho deste domingo centra-se numa promessa de Jesus: Ele vai partir, mas não deixará os discípulos abandonados a si mesmos, «não vos deixarei órfãos...». Ele pedirá ao Pai, que enviará outro «Paráclito», o Espírito Santo que defende e conforta, o «Espírito da verdade» que habita connosco e está em nós.

É o Amor de Deus, a sua Presença constante que, em nós, tem essa dupla missão. Por um lado, dar-nos segurança, conforto, esperança diante das adversidades e tentações, dos nossos medos e incertezas, para percorrermos o caminho envolvidos na certeza do amor de Deus que nunca nos abandona mesmo quando nos sentimos envolvidos pela noite escura e o silêncio… Por outro lado, como «Espírito da verdade», é quem conserva em nós a memória viva da pessoa e palavra de Jesus, ajudando-nos a discernir o tempo presente à luz de Deus, para sabermos guardar o mandamento do amor nas situações concretas da vida, e assim nos encaminharmos cada vez mais para a verdade de nós mesmos no encontro com a Deus da Verdade plena. É este Espírito, assim acolhido, sempre connosco, que nos dá a capacidade de sempre nos superarmos, e não nos deixarmos arrastar pelo medo.

Vinde Espírito Santo, 
enchei os corações dos vossos fiéis 
e acendei neles o vosso amor.

sábado, 9 de maio de 2020

"Calvaria Unida" leva refeições à linha da frente da luta contra o COVID

Sábado, 9 de maio, ao início da tarde, o salão paroquial da Calvaria começa a receber muitos dos elementos da Comissão da Festa em honra de Santa Marta de 2020, e outros voluntários da Paróquia, para uma nova iniciativa: desafiados a colaborarem com o fornecimento de refeições quentes a algumas instituições, juntam a colaboração de pessoas e empresas, quer para o serviço necessário, quer para os bens alimentares, e puseram mãos à obra.

“Calvaria Unida contra COVID” é o nome desta iniciativa que, nas palavras do Luís Miguel Costa, o “Letcha” – como é conhecido o coordenador da Comissão da Festa – é uma forma de “continuar a manter a equipa da Comissão da Festa unida e a funcionar, mas sobretudo de ajudar aqueles que mais precisam por estarem na linha da frente deste combate contra o COVID”.

Ao longo deste dia de sábado fazem-se os preparativos para, no domingo, dia 10, ao final da manhã, poderem sair cerca de 150 refeições quentes para serem distribuídas por todas as Companhias de Bombeiros da zona: Porto de Mós, Juncal, Batalha e Mira de Aire, assim como aos profissionais de saúde mais implicados no acompanhamento dos doentes de COVID no Hospital de Leiria, e ainda a algumas pessoas necessitadas da Paróquia.

A ementa inclui o caldo verde e a fritada, como prato principal, rissóis, pasteis de bacalhau e pão com chouriço, bebidas várias, frutas e uma variedade de doces de sobremesa. Um pequeno sinal da comunidade da Calvaria de apreço para com todos os que estão nestes serviços sempre tão necessários, mas neste momento particular tão importantes para o cuidado dos mais atingidos por esta pandemia. Um gesto de humanidade e agradecimento para continuarmos a encontrar um sorriso em quem se dedica ao cuidado dos doentes.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Caminho, Verdade e Vida

10 de maio de 2020 | 5ª Domingo da Páscoa
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1. «Em casa de meu Pai há muitas moradas»
A casa do Pai é o espaço onde se reúne a sua família. Para nós, a Igreja é a concretização desta casa onde todos os que acolhem a vida de Deus se reúnem como irmãos. Nela há muitas moradas, há lugar para todos, na diversidade e especificidade de cada um. Mas também com algo que a todos nos une: a mesma Fé, a mesma Esperança, o mesmo Deus e Pai. A Igreja é a comunidade dos Homens Novos que querem viver a aventura de seguir o caminho traçado por Jesus.

2. «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim»
Qual o caminho a seguir para fazer parte desta família de Deus? Jesus dá-nos a resposta: é Ele mesmo o caminho. É a sua vida, as suas palavras, os seus gestos, a sua entrega de amor e por amor que nos revelam o itinerário a percorrer também por nós. Quem aceita percorrer esse caminho torna-se, de verdade, filho de Deus, encontra a verdade de si mesmo, saboreia a plenitude da vida.

3. «Quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores»
Acreditar em Jesus não é apenas admirar o que Ele fez ou disse… Acreditar é deixar-se transformar por dentro pela presença do seu Espírito, continuar hoje a sua obra, ter a capacidade de se dispor a realizar, com os outros, obras ainda maiores… Sozinhos podemos não ter capacidade para fazer muito, mas em Igreja, junto com os irmãos, na casa do Pai, o pouco de cada um torna-se em muito…

sábado, 2 de maio de 2020

Informação sobre a Catequese na Paróquia


Perante o atual estado de pandemia, estando já certo que, até ao Verão, não voltará a haver aulas presenciais para as crianças e adolescentes que frequentam também os grupos de catequese, não voltarão a realizar-se encontros presenciais de catequese na nossa Paróquia. Esta realidade lança a todos novos desafios para a vivência, educação e transmissão da fé, e todos têm um papel importante: as Famílias, a Comunidade, os Catequistas, e os próprios Catequizandos.

A nível nacional, temos o apoio que é dado com os programas semanais que vão sendo transmitidos pelos meios de comunicação. A nível diocesano, estão a ser disponibilizados também alguns materiais para motivar para a vivência da fé nas famílias para ajudar precisamente naquele que é o papel imprescindível dos pais na educação cristã dos seus filhos.

Entretanto, em diálogo com o Secretariado Paroquial da Catequese, ficou também decidido que seriam canceladas todas as celebrações e festas da catequese previstas para este terceiro trimestre. Como tinham sido já canceladas a Festa do Perdão (3º ano), do Pai Nosso (2º ano), Festa da Vida (8º ano) e da Primeira Comunhão (3º ano), ficam também canceladas a Festa da Palavra (4º ano), a Festa da Avé Maria (1º ano), a Festa da Profissão de Fé (6º ano) e a Festa do Compromisso (9º ano) e do Envio (10º ano). Quanto à celebração do Crisma, fica por enquanto agendada para a data prevista, a 27 de setembro.

Apesar de não termos ainda a possibilidade de reagendar estas celebrações, tudo indica que poderemos levantar a possibilidade de as realizar, quanto possível, durante o primeiro trimestre do próximo ano pastoral, nomeadamente a Primeira Comunhão e Profissão de Fé.

Para isso, é importante não apenas que os catequizandos possam continuar a sua caminhada catequética em família durante este ano (através dos apoios atrás referidos), mas também procurar antecipar o início dos encontros no próximo ano pastoral. Assim, caso seja possível, o reinício da catequese será marcado para meados de setembro, dando algum tempo para que se possa consolidar a caminhada prevista para este terceiro trimestre de catequese.

Confiamo-nos a Maria, neste Mês de Maio, pedindo a sua proteção e conforto, entregando nas suas mãos as nossas famílias e o caminho de crescimento na fé das crianças e adolescentes.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Para que tenham vida em abundância

3 de maio de 2020 | 4º Domingo da Páscoa
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Jesus apresenta-se como o «Pastor» que entra pela porta principal, aquele que conhece as ovelhas, e cuja voz é por elas conhecida, um pastor que encaminha o rebanho para boas pastagens para que tenham vida, e vida em abundância. Mas não só Pastor, Ele é também a «porta» que dá acesso à vida: só percorrendo o caminho que é Ele próprio, se chega à vida definitiva.

Duas parábolas que nos falam da confiança que Jesus nos convida a ter: o Amor de Deus quer dar-nos a possibilidade de encontrar um caminho para o verdadeiro sentido e valor da vida. No encontro com Ele, a sua voz torna-se familiar, e torna-se mais certo o seguimento dos seus passos, passando pela mesma «porta». Seguindo o mesmo caminho que Jesus seguiu, tornando-nos verdadeiros discípulos, abre-se o horizonte da «vida em abundância».

A «vida em abundância» não se pode confundir com o «gozar a vida numa euforia perpétua»... Mesmo estes tempos de isolamentos e privações, não são impeditivos de uma vida bem vivida, uma vida abundante: talvez seja bom deixarmo-nos sempre repensar, e à nossa «qualidade de vida», à luz do Amor de um Pastor que, de facto, quer o nosso bem... e "aproveitar" estes tempos para nos familiarizarmos sempre mais com o Pastor que vale a pena seguir.

Oração do Terço no Mês de Maio de 2020

PROPOSTA PARA AS FAMÍLIAS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O mês de maio é um mês que a Igreja dedica de uma forma particular a Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Este ano de 2020, vivemos este mês marcados pelo confinamento e isolamento social. Não podendo estar fisicamente juntos para celebrar e rezar em grupo ou nas paróquias, acolhemos o desafio do Papa Francisco que, numa carta dirigida a todos os fiéis para este mês de maio de 2020, convida a valorizar o papel da família também do ponto de vista espiritual, e a “descobrir a beleza de rezar o Terço em casa no mês de maio. Podeis fazê-lo juntos ou individualmente: decidi vós de acordo com as situações, valorizando ambas as possibilidades. Seja como for, há um segredo para bem o fazer: a simplicidade.”

O nosso Bispo, D. António Marto, reforça este convite do Papa, convidando a este "Oração dos Simples". Na carta que escreveu à Diocese para este mês de maio, vai uma referência especial aos pastorinhos de Fátima, “que levaram a sério o pedido de Nossa Senhora”. D. António Marto também quer ver envolvidas nesta oração todas as crianças de Leiria-Fátima, pedindo aos adultos que, para isso, as ensinem “de modo pedagógico, prático, gradual e progressivo, de acordo com a sua idade”. Sugere que “as crianças mais pequeninas podem rezar somente três ave-marias, as maiores dez e os adolescentes todo o rosário, quer dizer, os cinco mistérios.”

Nesse sentido, disponibilizam-se esquemas para cada um dos dias, preparados pelos secretariados da catequese da zona centro, que vão ser progressivamente disponibilizados AQUI.

- Introdução orações para rezar o Terço

- 1 de maio, sexta-feira
- 2 de maio, sábado
- 3 de maio, domingo
- 4 de maio, segunda-feira
- 5 de maio, terça-feira
- 6 de maio, quarta-feira

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Tribulação, gratidão, coragem e louvor

A 57ª Semana de Oração pelas Vocações, decorre de 26 de abril a 3 de maio. Marcada pelas contingências da pandemia, traz sobretudo o apelo à oração individual e em família.

O tema desta semana, este ano, centra-se em quatro palavras-chave: tribulação, gratidão, coragem e louvor. Estas palavras são aprofundadas na mensagem do Papa Francisco para o Dia de Oração pelas Vocações, que se inspira no texto bíblico da tempestade acalmada, em Mt 14,22-33.
A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios disponibiliza vários materiais que podem ser descarregados AQUI.

O Serviço de Animação Vocacional selecionou um pasta de materiais para esta Semana que disponibiliza AQUI.


ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Vem, Senhor Jesus,
verdadeiro Filho de Deus,
bom e belo Pastor,
caminha hoje sobre as águas
que agitam o nosso mundo atribulado.
Abre os nossos ouvidos
e o nosso coração
à Tua voz que acalma, chama e envia.
Dá firmeza ao nosso caminhar,
infunde em nós a Tua coragem,
ensina-nos a reconhecer em cada dificuldade,
em cada momento de dor ou de incerteza,
a Tua presença que dissipa todo o medo.
Sobe para a barca da nossa vida
para seres o dono do leme,
pois seguros navegamos
sempre que estás no meio de nós.
Aceita a nossa gratidão e o nosso louvor,
Senhor Jesus, verdadeiro Filho de Deus,
Bom e belo Pastor. Ámen!

Um caminho de reconhecimento

26 de abril de 2020 | 3º Domingo da Páscoa
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Dois discípulos a caminho de Emaús, tristes e desanimados: os seus sonhos de triunfo ao lado de Jesus ruíram aos pés de uma cruz. Abandonam a comunidade em Jerusalém e regressam à sua aldeia, dispostos a esquecer o sonho.

Entretanto, surge Jesus. Faz-se seu companheiro de viagem, interroga-os, escuta as suas preocupações, torna-se confidente da frustração. Para responder, e lhes demonstrar o projeto de Deus, “começando por Moisés e passando pelos profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que lhe dizia respeito”. É na escuta e na partilha da Palavra que o plano salvador de Deus ganha sentido: só através da Palavra de Deus – explicada, meditada e acolhida – o crente pode perceber que o amor até às últimas consequências e o dom da vida não são um fracasso, mas geram vida nova e definitiva. Chegam a Emaús. Mesmo que o coração possa estar “a arder”, continuam a não reconhecer Jesus, mas convidam-n’O a ficar com eles. Ele aceita e sentam-se à mesa. Enquanto comiam, Jesus “tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho”.

Evoca-se a celebração eucarística da Igreja primitiva: é possível encontrar Jesus vivo e ressuscitado sempre que os irmãos se reúnem em nome de Jesus para “partir o pão”. Jesus lá está, vivo e atuante, no meio deles. É essa extraordinária novidade que os leva de novo ao encontro da comunidade dos discípulos, o lugar onde se partilha a mesma certeza de que Jesus está vivo! É o sonho que volta, transfigurado pelo processo de reconhecimento de Jesus na Palavra acolhida, no Pão repartido, na Fé partilhada na comunidade.

sábado, 18 de abril de 2020

Tele-Encontros e Catequese em Casa

A partir de 20 de abril, para crianças e adolescentes


Para colaborar com o trabalho que se tem feito na continuação da missão da catequese nas famílias e nas paróquias, o Secretariado Nacional da Educação Cristã, em comunhão com o Sector da Catequese de Lisboa e a Agência Ecclesia, apresenta, em novas modalidades, a iniciativa «Catequese em nossa casa», dirigida aos adolescentes, bem como uma experiência de tele-encontros de catequese dirigida às crianças e famílias.

Sem pretender substituir o trabalho de contacto pessoal dos catequistas com os catequizandos e suas famílias, essas propostas pretendem ser um contributo ao trabalho de evangelização e transmissão da fé.

CATEQUESE COM ADOLESCENTES
Semanalmente, serão emitidos programas televisivos Ecclesia (Fé dos Homens) com os encontros de catequese da Etapa 5 – Denver 1993, do projeto “Say Yes”.

Serão transmitidos na RTP2, às quarta-feira, com início às 15h10, e a duração de 20 minutos, com início no dia 22. Ficarão depois disponíveis nos canais do youtube da ECCLESIA e EDUCRIS.

CATEQUESE DA INFÂNCIA
Serão disponibilizados vídeos com as catequeses do 3º Bloco de cada um dos catecismos da infância, do 1º ao 6º ano, em diferentes dias da semana, com início a 20 de abril.

2ª feira – 1º catecismo
3ª feira – 2º catecismo
4ª feira – 3º catecismo
5ª feira – 4º catecismo
6ª feira – 5º catecismo
Sábado – 6º catecismo

Serão transmitidas no canal youtube do EDUCRIS, às 18h30, com a duração de aproximadamente 20 minutos.

Canal youtube da Agência Ecclesia.
Canal youtube EDUCRIS
- Mais informações e ligações AQUI.

«Felizes os que acreditam sem terem visto»

19 de abril de 2020 | 2º Domingo da Páscoa
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O acreditar, a fé, é sempre um confiar-se para além do que se toca e vê... Para lá das provas cientificamente comprováveis, um lançar-se com a razão, o afeto e a vontade, nos braços do Mistério, onde apenas dentro se compreende o sentido, e dá sentido...

Tomé é tão próximo da nossa humanidade atual: quer tocar para acreditar... No entanto, ele teve a ousadia de não se fechar nas dúvidas, mas de se abrir à resposta no lugar onde as poderia encontrar: oito dias depois, na comunidade crente, vai e é capaz então de ver, de «tocar» de uma outra forma, a presença viva de Jesus.

E Jesus faz-se realmente presente, «oito dias depois», quando, no ritmo dominical, a Igreja se volta a reunir para, no testemunho da unidade, no perdão pedido e assumido, na Palavra escutada e atualizada na vida, no Pão consagrado e partilhado, celebrar o Mistério desta mesma Presença constante do amor de Jesus que não cessa de nos dar a paz e de soprar sobre nós o mesmo Espírito de Amor que inflamou os discípulos desde a primeira hora.

sábado, 11 de abril de 2020

Este o dia da grande surpresa de Deus

12 de abril de 2020 | Domingo de Páscoa
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Páscoa: este o dia da grande surpresa de Deus! A notícia é surpreendente: Jesus não está no sepulcro, aquele que morreu na cruz e foi sepultado, está vivo! A Páscoa de Jesus Cristo é o acontecimento que marca a História de Jesus e, n'Ele, de toda a humanidade: a morte, tocada pelo Amor de Deus, abre-se à esperança da Vida. E a vida, esta de cada dia, vive-se na perspetiva da eternidade que, sendo o permanecer no Amor que é Deus, não faz sentido senão sendo vivida segundo o mandamento do amor.

Para isso somos batizados. Pelo Batismo, também nós somos submergidos nesta vida divina que vence o pecado e a morte, e renascemos para uma vida nova, a vida dos filhos de Deus: no Batismo Deus faz-nos parte da sua família! Dom da graça e misericórdia divina, a Vida acolhida é constantemente alimentada na Eucaristia. Batismo e Eucaristia estão intimamente unidos, brotam do mesmo coração aberto de Jesus, rasgado pela lança do soldado, de onde sai sangue e água.

Vivendo como filhos de Deus, ao jeito de Jesus, a eternidade-ressurreição é já um presente (por ser dom de Deus, mas também por ser de agora, atual), mesmo que marcado pelo «ainda não» das contingências desta vida terrena. No Batismo começamos esta aventura de, à imagem do Filho, viver para amar e de amar para viver.

Neste tempo, marcado pelo isolamento, procurando cada um fazer a sua parte no combate à pandemia que ameaça a vida, não podemos deixar-nos vencer pelo medo: Cristo, que venceu a morte, é também sinal de esperança para a realidade de hoje. Acolhendo a sua Vida, saibamos encontrar, também nós, o caminho do amor maior, fazendo a parte que nos compete, para que todos, o mais rapidamente possível, possam ver que, também agora a “pedra” é retirada do “sepulcro”, e mesmo que tudo pareça falar de “morte”, é a Vida que vence. Também hoje a esperança da ressurreição nos anima e fortalece, também hoje Jesus vivo, ressuscitado, vem ao nosso encontro.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

De Quinta-Feira Santa a Domingo de Páscoa: celebração em Família

Em virtude da suspensão das celebrações litúrgicas comunitárias até ser superada a atual situação de emergência decorrente da pandemia de Covid-19, as famílias são convidadas a celebrar estes dias em suas casas.

Primeiramente, sugere-se que as famílias participem nas celebrações litúrgicas através dos meios de comunicação social ou das redes sociais. E que, tomando sempre as necessárias precauções, se auxiliem os idosos e doentes para que possam também eles participar do mesmo modo nas celebrações litúrgicas.

Para acompanhar as celebrações presididas pelo nosso Bispo:
- Missa vespertina da Ceia do Senhor (Quinta-feira, 9/abr, 18h00) AQUI
- Celebração da Paixão do Senhor (Sexta-feira, 10/abr, 15h00) AQUI
- Vigília Pascal (Sábado, 11/abr, 22h00) AQUI
- Missa do Domingo de Páscoa (Domingo, 12/abr, 10h30) AQUI

Celebração em Família:
Para a vivência do Tríduo Pascal, foram também preparadas algumas celebrações para serem vividas em família, que se disponibilizam:
- Quinta-feira Santa
- Sexta-feira Santa
- Sábado Santo - celebração da reconciliação
- Sábado Santo - vigília
- Domingo de Páscoa
Todas as propostas em formato Word e PDF: AQUI

Escreve o nosso Bispo:
Este ano somos convidados a reviver esta experiência de encontro com o Senhor nas nossas casas. Convido, pois, cada família a celebrar a Semana Santa no seu lar, envolvendo todos o mais possível: as crianças, os adolescentes, os jovens e os adultos. (…) Vamos fazê-lo em comunhão com a Igreja diocesana e com as respetivas comunidades paroquiais e de vida consagrada. E rezando também por quantos estão em sofrimento por serem vítimas da pandemia ou preocupados no esgotante trabalho para a combater e cuidar dos doentes. Se o fizermos assim, seguramente o Senhor ressuscitado vai manifestar-se e fazer-nos passar da tristeza e da angústia à alegria e ao ardor de coração pela sua presença viva em cada coração, na família, nas comunidades cristãs e nesta humanidade amedrontada e atribulada em busca de cura e de melhor saúde para todos. Cada comunidade familiar procure criativamente as formas mais adequadas à sua situação para celebrar a Páscoa.


sábado, 4 de abril de 2020

Celebrar o Domingo de Ramos em Família

Desafios para uma Semana muito especial
DE DOMINGO DE RAMOS A DOMINGO DE PÁSCOA

Para este Domingo de Ramos, está já preparada uma breve celebração para viver em família, enquadrando também o colocar da cruz com os ramos à porta de casa. Esta proposta está no boletim paroquial desta semana.

Esta e outras propostas para as famílias, preparadas pelo Departamento de Liturgia, estão disponíveis AQUI.

«Este era verdadeiramente Filho de Deus»

5 de abril de 2020 | Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
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A morte de Jesus tem de ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida.

Desde cedo, Jesus apercebeu-Se de que o Pai O chamava a uma missão: anunciar, e tornar já presente, um mundo novo para todos os homens: o Reino de Deus. Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina “fazendo o bem” e anunciando a proximidade desse mundo de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos. Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem mesmo os pecadores; ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos, não deviam ser marginalizados; ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de Deus; avisou os “ricos” de que o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência só podiam conduzir à morte.

O projeto libertador de Jesus entrou em choque com a atmosfera de egoísmo e de opressão que dominava o mundo. As autoridades políticas e religiosas sentiram-se incomodadas com a denúncia de Jesus. Por isso, O prenderam, julgaram e condenaram. A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do “Reino”.

Mas na cruz, vemos aparecer o Homem Novo, o protótipo do homem que ama radicalmente e que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, este Homem Novo vai assumir como missão a luta contra o pecado. E assim, a cruz mantém o dinamismo de um mundo novo – o dinamismo do “Reino”, o dinamismo do Amor.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Domingo de Ramos: enfeitar um crucifixo com verdura e colocá-lo à porta de casa

Ao aproximar-se a Semana Santa, neste contexto tão diferente, o nosso Bispo escreveu uma nota pastoral para nos ajudar a todos na "Celebração da Páscoa na família e nas paróquias em tempo de pandemia", deixando alguns desafios muitos concretos que podem marcar esta Semana tão especial que está para começar.

São muitas as proposta de celebração, os sinais e gestos que nos propõe a todos, mas muito especialmente às famílias. Para já, ficam apenas duas notas importantes para o Domingo de Ramos:

1- Participar na celebração transmitidas pela televisão, rádio ou redes sociais; o nosso Bispo celebra às 11h, e transmite pela página do Santuário e no canal da Canção Nova;

2- Preparar um ramo e enfeitar o crucifixo com verduras, envolvendo a família, e sobretudo os mais novos, nesta tarefa, e colocá-lo à porta de casa.

A nota pastoral pode ser lida AQUI.

sábado, 28 de março de 2020

A fé é lugar de ressurreição

29 de março de 2020 | 5º Domingo da Quaresma
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O texto do Evangelho deste domingo - a ressurreição de Lázaro - é uma catequese sobre o acreditar, sobre a fé em Cristo, que é a Ressurreição e a Vida: “Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá... Acreditas?”

A ação de dar vida a Lázaro representa a concretização da missão que o Pai confiou a Jesus: dar vida plena e definitiva ao homem. É por isso que Jesus, antes de mandar Lázaro sair do sepulcro, ergue os olhos ao céu e dá graças ao Pai: a sua oração demonstra a sua comunhão com o Pai e a sua obediência ao Pai. Depois, Jesus mostra Lázaro vivo, provando à comunidade dos crentes que a morte física não interrompe o amor, não interrompe a vida plena do discípulo que ama Jesus e O segue.

A família de Betânia representa a comunidade cristã, formada por irmãos e irmãs. Todos eles conhecem Jesus, são seus amigos, acolhem-no na sua casa/vida. Essa família também faz a experiência da morte física. Como lidar com ela? Com o desespero de quem acha que tudo acabou? Com a tristeza de quem acha que a morte venceu, até que Deus ressuscite o “irmão” morto, no final dos tempos? Não. Ser amigo de Jesus é saber que Ele é a ressurreição e a vida e que dá aos seus a vida plena, em todos os momentos. Ele não evita a morte física; mas ela é, para os que aderiram a Jesus, a passagem para a vida verdadeira e definitiva. Para os “amigos” de Jesus – aqueles que acolhem a sua proposta e se entregam a Deus e aos irmãos – não há morte… Podemos chorar a partida de um irmão, mas sabendo que, ao deixar este mundo, ele encontrou a vida plena, na glória de Deus.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Peregrinar sem sair de casa

No domingo 29 de março, a diocese de Leiria-Fátima estaria em peregrinação ao Santuário de Fátima. Mas a situação atual não nos permite fazer o programa normal…

Mas mesmo sem sair de casa, podemos usar a criatividade e viver este dia como peregrinos, caminhando pela nossa casa, em família!

O Serviço Diocesano de Catequese preparou uma pequena proposta, a partir do que estava previsto acontecer em Fátima. A sugestão é escolher 5 locais em casa, e preparar um percurso com 5 pequenas paragens. Pelo meio, pode rezar-se o terço. Depois (ou antes), às 10h30, o nosso Bispo preside à Missa na casa episcopal, e a celebração é transmitida: assim, todos podemos estar juntos, como se estivéssemos no Santuário de Fátima, mesmo que cada um em sua casa.

Os materiais podem ser descarregados AQUI.

A transmissão da Missa pode ser acompanhada AQUI ou AQUI.

À mesma hora, 10h30, pároco celebra na igreja paroquial. Convida-se a comunidade a rezar o terço antes, pelas 10h, por isso o sino vai tocar por essa hora. Não esquecer que a hora muda neste domingo: à 1:00 hora da manhã adiantamos o relógio de 60 minutos, passando para as 2:00 horas da manhã.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Renascer no encontro com a luz

22 de março de 2020 | 4º Domingo da Quaresma
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Jesus e os discípulos encontram um homem cego, mas olham-no diversamente: os discípulos veem nele um pecador; Jesus vê na doença daquele homem ocasião para se manifestar a ação de Deus.

O texto apresenta-se como que uma iniciação em que o homem que era cego recupera a vista e alcança a sua identidade: um reconhecimento que é também um renascimento para uma vida renovada pelo encontro com Jesus, expressa na confissão de fé: “Eu creio Senhor”. O gesto terapêutico de Jesus sobre o cego, quando “fez lama com a saliva...”, recorda o gesto com que Deus criou Adão. A re-criação que conduz aquele que era apenas objeto de juízos dos outros a ser sujeito, a assumir a vida, a tomar a palavra e a reivindicar uma identidade: “Sou eu”, pode afirmar.

Diante do cego curado a primeira reação é a dos conhecidos que fazem perguntas, interrogam mas não se interrogam, não se põem a si próprios em questão e assim permanecem à superfície. Depois os pais que, por medo, não vão além de uma banal constatação do facto. Por fim, o saber teológico dos fariseus, autosuficiente e impermeável, obtuso, que os leva a acusar Jesus e o cego de serem pecadores...

Quem é cego e quem vê? Esta é a pergunta que o texto suscita. E esta a resposta: vê quem sabe ver a sua cegueira e abrir-se à ação de cura e de luz que Jesus Cristo oferece.