Programa da Paróquia
quarta-feira, 16 de março de 2022
«24 horas para o Senhor»: 25 e 26 de março
O Papa Francisco convidou toda a Igreja a dedicar um dia à Adoração e celebração da Reconciliação: as «24 horas para o Senhor» ocorrem de sexta para sábado da 3ª semana da Quaresma, este ano nos dias 25 e 26 de março.
Na Paróquia da Calvaria estamos a organizar-nos para podermos viver este dia das 18h30 de sexta-feira, às 18h30 de sábado, com vários momentos celebrativos e a presença de grupos organizados. Mas também, se possível, com Adoração durante toda a noite. Nesse sentido, procuramos voluntários que se comprometam a fazer uma hora de adoração entre as 00:00 e as 09:00 de sábado. Ao fundo da igreja paroquial está uma grelha onde se pode deixar o nome para nos certificarmos que nunca se deixará o Santíssimo sem a presença de alguém.
Se se disponibilizar e tiver dificuldade em passar para deixar o seu nome na grelha, poderá contactar o Pároco (paroquiacalvaria@gmail.com 962347545).
O programa previsto é o seguinte:
SEXTA-FEIRA, 25 DE MARÇO
18:30 Celebração Penitencial
19:00 Missa e Exposição do Santíssimo
19:30 7º ano da catequese
20:30 8º ano da catequese
21:30 9º ano da catequese
22:30 10º ano da catequese e jovem
SÁBADO, 26 DE MARÇO
00:00 Adoração noturna contínua
09:00 Celebração Penitencial e Confissões
10:30 Missa
11:00 Idosos e doentes | Conf. S. Vicente Paulo
12:00 Terço do Santíssimo
13:00 Oração Mariana
14:00 1º ano da catequese
14:30 2º ano da catequese
15:00 3º ano da catequese
15:30 4º ano da catequese
16:15 5º ano da catequese
17:00 6º ano da catequese
17:45 Retiro popular | toda a comunidade
18:30 Bênção do Santíssimo
O Pároco, sempre que possível, estará disponível para confissões durante o tempo de adoração.
segunda-feira, 14 de março de 2022
Crianças do 3º Catecismo celebram o Perdão
As crianças do 3º Catecismo da paróquia da Calvariam celebraram, pela primeira vez, no sábado, dia 12 de março, o sacramento da Reconciliação. A "Festa do Perdão" começou com a visualização da parábola do «Filho Pródigo», que é sobretudo a história do Pai cheio de amor no seu coração, sempre à espera e pronto para acolher o filho que partiu, mas também aquele que ficou em casa. É da alegria de podermos estar com o Pai que se trata: tudo parte do Batismo, quando Ele nos perdoa todo o nosso pecado e faz de nós seus filhos. Por isso, também a celebração passa pela Pia Batismal, pelo Círio Pascal, pela veste branca simbolizada no lenço do 3º catecismo onde se fala dessa felicidade: «Sou de Cristo, sou feliz».
Após a celebração individual do sacramento, cada criança pintou um desenho onde se recordou a parábola que é também aprofundada na catequese e, em conjunto, demos graças a Deus pelo grande amor, e tão grande misericórdia de Deus que quer reconciliar-nos com Ele, para que o nosso coração bata ao ritmo do seu!
O que te enche o coração?
Apesar da chuva que abençoou abundantemente a tarde de sábado, 12 de março, foi mais de uma centena os jovens dos grupos do 9º Catecismo e Say Yes da vigararia da Batalha que aceitaram o convite para se deixar questionar sobre o que vale a pena encher o coração.
A atividade, organizada pela Equipa Vicarial da Catequese da Batalha, com o Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Leiria-Fátima (SAV), decorreu na tarde de 12 de março, no Centro Paroquial da Batalha. Foram 12 grupos de jovens, de 12 centros da catequese, acompanhados pelos seus catequistas, ajudados por um grupo de catequistas e da equipa do SAV.
A atividade teve início pelas 16h, com uma apresentação e uma representação por um dos grupos da Batalha. A questão que era lançada, do que enche o nosso coração, foi ponto de partida para conhecer um pouco mais o testemunho de São Francisco de Assis, Santa Teresa do Menino Jesus, São João Paulo II, Santa Teresa de Calcutá, São João Maria Vianey e dos Pastorinhos de Fátima. Em cada posto uma atividade e uma questão: o que encheu o seu coração e que vale a pena encher também o nosso.
Após as atividades, um breve plenário, e a celebração da Eucaristia, às 19h30, na igreja do Mosteiro da Batalha, com a qual terminou a atividade que, no testemunho de quem esteve, valeu bem a pena!
domingo, 13 de março de 2022
«Recebe o Credo da nossa fé e guarda-o na memória e no coração»
No início das Catequeses da Fé, o grupo do 6º ano de São Jorge recebeu o texto do Credo. O rito da entrega do Credo, integrado na celebração da Missa, decorreu no sábado 12 de março, na Capela de São Jorge.
Este momento celebrativo procura motivar os adolescentes para este caminho de aprofundamento da Fé, que irão professar solenemente mais tarde, na Profissão de Fé, e que é constituído por um conjunto de catequeses durante as quais vão enriquecendo o seu “Tesouro da Fé”.
Ao receber o texto do Credo, cada um é convidado a guardá-lo na memória e no coração.
sexta-feira, 11 de março de 2022
Escutar e deixar-se transfigurar na luz de Jesus
13 de março de 2022 | 2º Domingo da Quaresma
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim
O relato da transfiguração de Jesus, mais do que uma crónica de acontecimentos, é uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que, através da cruz, concretiza um projeto de vida.
O episódio está cheio de referências ao Antigo Testamento: o “monte” situa-nos num contexto de revelação (é “no monte” que Deus se revela e faz aliança); a “mudança” do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai; a nuvem indica a presença de Deus conduzindo o seu Povo através do deserto. Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus, e que permitem entender Jesus) e falam com Jesus sobre a sua “morte” (“exodon” – “partida”, o seu êxodo) que ia dar-se em Jerusalém.
A mensagem fundamental é, portanto, esta: Jesus é o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece aos homens uma proposta de aliança e de libertação definitiva que se dará na cruz, quando Jesus cumprir integralmente o seu destino de entrega, de doação de si mesmo, de amor total.
O “sono” dos discípulos é também ele simbólico: “dormem” porque não querem entender que a “glória” do Messias tenha de passar pela experiência da cruz e da entrega da vida; “dormem” também porque a presença de Deus sempre nos lança para um tempo e um espaço que ultrapassam a nossa realidade… A construção das “tendas” parece significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, de festa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus. Mas é preciso descer do monte, voltar à vida, ao caminho que conduz a Jerusalém. A cruz está aí. Mas é também aí o lugar da ressurreição.
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim
O relato da transfiguração de Jesus, mais do que uma crónica de acontecimentos, é uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que, através da cruz, concretiza um projeto de vida.
O episódio está cheio de referências ao Antigo Testamento: o “monte” situa-nos num contexto de revelação (é “no monte” que Deus se revela e faz aliança); a “mudança” do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai; a nuvem indica a presença de Deus conduzindo o seu Povo através do deserto. Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus, e que permitem entender Jesus) e falam com Jesus sobre a sua “morte” (“exodon” – “partida”, o seu êxodo) que ia dar-se em Jerusalém.
A mensagem fundamental é, portanto, esta: Jesus é o Filho amado de Deus, através de quem o Pai oferece aos homens uma proposta de aliança e de libertação definitiva que se dará na cruz, quando Jesus cumprir integralmente o seu destino de entrega, de doação de si mesmo, de amor total.
O “sono” dos discípulos é também ele simbólico: “dormem” porque não querem entender que a “glória” do Messias tenha de passar pela experiência da cruz e da entrega da vida; “dormem” também porque a presença de Deus sempre nos lança para um tempo e um espaço que ultrapassam a nossa realidade… A construção das “tendas” parece significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, de festa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus. Mas é preciso descer do monte, voltar à vida, ao caminho que conduz a Jerusalém. A cruz está aí. Mas é também aí o lugar da ressurreição.
É este Filho, o Eleito, que é preciso escutar para que também o nosso caminho seja transfigurado, e a cruz, com e como Ele, se torne lugar de vida, de entrega de nós mesmo, de dom acolhido e partilhado.
terça-feira, 8 de março de 2022
Vigararia da Batalha em formação e adoração eucarística com o cardeal D. António Marto
Cerca de centena e meia de fiéis das paróquias de Aljubarrota, Batalha, Calvaria, Juncal, Pedreiras e Reguengo do Fetal participaram num encontro vicarial com o administrador apostólico diocesano, cardeal D. António Marto, no passado dia 4 de Março, no âmbito do triénio pastoral em curso, sobre a Eucaristia.
O encontro, no salão do centro paroquial da Batalha, começou, precisamente, por um momento de adoração eucarística, uma celebração em que todas as paróquias se fizeram representar como comunidades de fé e receberam a bênção do Santíssimo.
Depois, D. António Marto apresentou uma reflexão sobre o tema, começando por referir a “crise eucarística” que se sente no mundo atual, sobretudo pela “perda do verdadeiro sentido da Santa Missa”, muitas vezes vista como “mera oração”, como “rito religioso” de homenagem aos defuntos ou “cumprimento de um preceito”, como “hábito social” ou “solenização de um evento”, ou ainda como “sacrifício” que se oferece a Deus pelo simples facto de se esforçar por nela participar.
Daqui advém, defendeu o Cardeal, uma “emergência eucarística”, uma necessidade de “limpar teias de aranha” que se exige, tanto a leigos como a clérigos. A esse propósito, recordou com um toque de humor alguns episódios da sua juventude de presbítero, em que não celebrou a Missa por sentir que “nada tinha a oferecer a Deus naquele dia”, ou porque eram poucas as pessoas que tinha consigo para a celebração.
“Aprendemos com a vida e com o testemunho de quem nos alerta para o verdadeiro sentido da Eucaristia”, continuou, frisando que “não vamos para oferecer, mas sim para receber o dom divino por excelência, a presença viva e real de Deus, na sua Palavra e no Corpo e Sangue – na Pessoa – de Jesus Cristo. “Somos convidados ao encontro com Ele”, em primeiro lugar, pela Palava que “não é história ou memória, mas sim com que nos fala hoje no concreto da nossa vida e da nossa história”. Por isso, a importância de preparar bem os leitores – proclamadores – da Palavra de Deus. E encontro, depois, com o mistério da sua morte e ressurreição, “da entrega total e definitiva para nos salvar”, mistério que se torna presente e real na comunhão que nos convida a fazer “física e espiritualmente” com Ele. Por fim, é a Missa que “nos torna corpo em comunhão” e “nos envia em missão”, pois “é no mundo que se concretiza o dom da Eucaristia que celebramos”.
A pergunta a fazer, perante a plena compreensão deste dom maior que Jesus deixa à Igreja para que o ofereça ao mundo, é “como participamos”? Nenhuma resposta é válida se não for “ativamente, com alegria, como oferta amorosa de vida, e na disponibilidade para acolher e testemunhar o dom de Deus”. Só assim a Missa será a “fonte e força” de toda a vida cristão. No mesmo sentido, sublinhou a importância da adoração eucarística, “para a qual devemos reservar algum tempo, como ação de graças, louvor e presença contemplativa diante deste mistério do amor e da ternura de Deus”.
Com despedida marcada para o domingo seguinte, o agora administrador apostólico e depois bispo emérito de Leiria-Fátima, aproveitou para agradecer o acolhimento, carinho e testemunho de fé que recebeu nesta diocese e, concretamente, destas comunidades da vigararia da Batalha. Manifestou-se disponível para continuar a servir esta Igreja e o Evangelho junto de nós, embora já não como pastor, múnus confiado ao bispo D. José Ornelas, que assumirá a 13 de Março, para quem pediu “o mesmo bom acolhimento e colaboração” que sentiu nos últimos 16 anos.
Também estas paróquias quiseram agradecer a D. António Marto a sua dedicação e a “sábia e amorosa” partilha do seu episcopado, ofertando-lhe simbolicamente um vinho regional e um ramo de flores. Foi, ainda, lida uma mensagem de saudação e testemunho de “admiração e gratidão” do provedor da Misericórdia da Batalha, Carlos Monteiro, ausente por motivos de saúde.
O serão ficou completo com um breve beberete de convívio informal entre os presentes.
Luís Miguel Ferraz
sexta-feira, 4 de março de 2022
As tentações e as opções de Jesus
1º Domingo da Quaresma | 6 de março de 2022
Leituras | Lectio (áudio) | Lectio (texto) | Comentário | Avisos | Boletim
Jesus não está só no deserto: Ele está com o Pai. E Lucas refere que o Espírito Santo O acompanha. O tentador é forte, apanha Jesus nos seus próprios terrenos. Se Ele é Filho de Deus, é o criador, a Palavra que tudo criou, então pode mudar as pedras em pão... Jesus recorda-lhe que o verdadeiro alimento é a Palavra de Deus. Se Jesus é Aquele que veio instaurar um Reino novo, então tem necessidade de poder. Mas Jesus não tomará o poder pela força: o seu Reino é precisamente o de seu Pai, e só Ele merece ser adorado. Se Jesus é o Filho de Deus, pode manifestar a sua divindade através de prodígios que ultrapassam os homens. Mas Jesus veio revelar o verdadeiro rosto de Deus, cujo único poder é a força do amor. Qualquer outra imagem é uma caricatura, um ídolo. Pedir-lhe que não seja senão amor, é pô-l’O à prova, é uma tentação.
Com o Espírito Santo, Jesus resiste às tentações. E será sempre o grande vencedor sobre o Maligno. O Evangelho põe-nos diante das grandes opções de Jesus: Ele recusou um caminho de materialismo, de poder, de êxito fácil, pois o plano de Deus não passava pelo egoísmo, mas pela partilha; não passava pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passava por manifestações espetaculares, mas por uma proposta de vida em simplicidade e amor.
É claro que é também esse o caminho sugerido aos discípulos que O seguem, nos desertos de hoje.
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Jesus não está só no deserto: Ele está com o Pai. E Lucas refere que o Espírito Santo O acompanha. O tentador é forte, apanha Jesus nos seus próprios terrenos. Se Ele é Filho de Deus, é o criador, a Palavra que tudo criou, então pode mudar as pedras em pão... Jesus recorda-lhe que o verdadeiro alimento é a Palavra de Deus. Se Jesus é Aquele que veio instaurar um Reino novo, então tem necessidade de poder. Mas Jesus não tomará o poder pela força: o seu Reino é precisamente o de seu Pai, e só Ele merece ser adorado. Se Jesus é o Filho de Deus, pode manifestar a sua divindade através de prodígios que ultrapassam os homens. Mas Jesus veio revelar o verdadeiro rosto de Deus, cujo único poder é a força do amor. Qualquer outra imagem é uma caricatura, um ídolo. Pedir-lhe que não seja senão amor, é pô-l’O à prova, é uma tentação.
Com o Espírito Santo, Jesus resiste às tentações. E será sempre o grande vencedor sobre o Maligno. O Evangelho põe-nos diante das grandes opções de Jesus: Ele recusou um caminho de materialismo, de poder, de êxito fácil, pois o plano de Deus não passava pelo egoísmo, mas pela partilha; não passava pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passava por manifestações espetaculares, mas por uma proposta de vida em simplicidade e amor.
É claro que é também esse o caminho sugerido aos discípulos que O seguem, nos desertos de hoje.
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