Programa da Paróquia

sexta-feira, 22 de junho de 2018

"O Senhor concede graça"

24 de Junho de 2018 | Solenidade do Nascimento de S. João Batista
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...é o significado do nome «João», um nome sugerido pelo Anjo quando anuncia o nascimento deste menino, já não esperado, mas tão desejado, e que é desde o princípio isso mesmo: a prova real da presença amorosa e misericordiosa de Deus.

O texto do Evangelho, lido nesta solenidade, começa precisamente com a referência à alegria. Depois, as circunstâncias da escolha de um nome não esperado: o menino é um “dom de Deus” e o sinal do Dom maior que vai chegar, e que ele, João, vai mostrar presente no mundo. O espanto e o temor de todos fazem perceber que estamos diante do mistério e do divino. O que é confirmado: “de facto, a mão do Senhor estava com ele”: João tem a proteção de Deus e Deus age nele. No final da leitura, a referência ainda à ida de João para o deserto; deserto é o lugar onde Israel fez a sua experiência de encontro com o Deus libertador, onde sentiu o amor de Deus e assumiu o compromisso da aliança: é essa experiência que João vai fazer, para depois a apresentar ao seu Povo.

De tudo se conclui a centralidade de Deus em todo este processo. João é um “dom de Deus”, vem com uma missão de Deus e é um sinal da presença de Deus no meio do seu Povo.

sexta-feira, 15 de junho de 2018


Festa da Fé | Leiria | 15 a 17 de junho de 2018

A desproporção de Deus...

17 de junho de 2018 | 11º Domingo do Tempo Comum
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Duas pequenas parábolas no texto do Evangelho deste Domingo que marcam a desproporção com que Deus troca as lógicas humanas: a primeira entra a atividade do semeador que lança a semente e colhe o fruto, e o crescimento da semente em si, que em nada depende do esforço do agricultor. A segunda entre a pequenez da semente de mostarda e o resultado do arbusto que dela nasce...

Um convite à confiança na presença transformadora do Reino de Deus e na força do Palavra e do Espírito que no silêncio e na pequenez continua a sua ação transformadora...

Quantas vezes não desanimamos por querer ver depressa, em nós e nos outros, os frutos que tardam em aparecer?! Esperança, confiança e paciência. Nos factos aparentemente irrelevantes, na simplicidade e normalidade de cada dia, na insignificância dos meios, esconde-se o dinamismo de Deus que atua na história e oferece aos homens caminhos de salvação e de vida plena.

sábado, 9 de junho de 2018

Encerramento do Mês de Maria


Ao terminar o mês de maio, as várias comunidades da paróquia tiveram a celebração que marcou o encerramento do Mês de Maria, este mês dedicado a Nossa Senhora, em que se procurou aprofundar a devoção mariana, de modo particular com a oração do Terço.

A primeira comunidade a celebrara o encerramento do Mês de Maria foi os Casais de Matos, com a celebração da Eucaristia no domingo, dia 27 de maio, seguido-se a procissão com a imagem de Nossa Senhora da Guia, e a oração do terço, e com alguns andores de ofertas. Antes, houve o almoço na comunidade, seguindo-se um tempo de convívio.

No dia 1 de junho, sexta-feira, na Calvaria, o encerramento foi marcado pela Festa da Avé Maria com as crianças do 1º ano da catequese. Na Eucaristia as crianças criaram uma oração a partir do nome de Maria: "Mãe de Deus e nossa Mãe, Amor que nos ilumina, Rogai por nós! Imaculado Coração de Maria, és a nossa Alegria!". Segui-se a procissão de velas, com a imagem de Nossa Senhora, e a oração do terço, com as crianças a rezar a primeira parte das Avé Marias.

Em São Jorge, o encerramento do Mês de Maria foi no sábado seguinte, dia 2 de junho. Após a celebração da Missa vespertina, pelas 21h, a comunidade percorreu as ruas da localidade com as suas velas acesas, rezando e cantando, acompanhadas com imagem de Nossa Senhora.

Na passada sexta-feira, dia 8 de junho, na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a comunidade do Casal do Relvas concluiu todas as celebrações de encerramento do Mês de Maria. Após a Eucaristia, fez-se uma procissão de velas pelas ruas do lugar, durante a qual se rezou o terço, terminando com um pequeno leilão das ofertas da comunidade.

Em que "casa" (se de)morar?

10 de junho de 2018 | 10º Domingo do Tempo Comum
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Ainda o Evangelho de Marcos está a começar, e já vemos Jesus envolvido em várias polémicas... alguns até o acusavam de estar possesso de Belzebu.... e depois, toda aquela gente à volta dele, que nem tempo há para comer... Alguma coisa se estava a passar: «Está fora de Si!», era o que comentavam, e faz a família procurá-l'O ao ver toda aquela situação, talvez para O chamarem à razão e fazerem ver que estaria melhor na casa de Nazaré do que naquela outra casa que não era a sua!

A resposta de Jesus não é contra os seus parentes, mas o alargar da perspetiva. Há que abandonar uma "casa" e optar por outra: ousar entrar em "casa" de Jesus é aceitar aquele convite que, no Evangelho de João, Ele faz aos primeiros discípulos «Vinde e vereis»; depois, demorar-se lá a escutá-l'O, para ser ousado no seguimento. Optar pela "família" de Jesus é decidir-se a escutar a sério a voz de Deus e seguir o Filho, incarnando a palavra na vida, tal como Ele, a Palavra, incarnou e viveu na obediência ao Pai.

sábado, 2 de junho de 2018

Celebrações no itinerário da catequese

O mês de maio, Mês de Maria, foi marcado, na paróquia da Calvaria por várias iniciativas e celebrações que marcaram a vida dos grupos das crianças e adolescentes da catequese, e de toda a comunidade cristã.

Com o início do mês, começou também a participação dos diversos grupos na oração do terço com a comunidade, na igreja paroquial. Logo no primeiro domingo, no Dia da Mãe, a 6 de maio, as crianças do 3º ano da catequese participaram plenamente na Eucaristia, comungando pela primeira vez.

No domingo seguinte, dia 13 de maio, o grupo do 6º ano da catequese professou a fé acolhida no Batismo: de vela acesa, recordaram a vida recebida no sacramento que nos torna filhos de Deus, e proclamaram, agora por si mesmo, a fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Esse "tesouro da fé" que receberam e que são convidados a fazer crescer.

O último domingo de maio foi marcado pela presença do grupo do 5º ano da catequese que festejou a esperança. A celebração foi presidida pelo padre Eduardo Caseiro, recentemente ordenado, pela primeira vez na nossa paróquia. Ao celebrar a solenidade da Santíssima Trindade, recordou-nos que Deus nos "empurra" para dentro deste Mistério que nos faz partilhar da vida de Deus, e por isso vivemos em esperança. A presença de Deus ao longa da história faz-nos viver hoje na certeza de que Deus não nos abandona nunca.

No encerramento do Mês de Maria, já a 1 de junho (uma vez que no dia 31 de maio se celebrou a solenidade do Corpo de Deus), as crianças do 1º ano viveram a Festa da Avé Maria, na qual fizeram com o nome de Maria uma oração: Mãe de Jesus e nossa mãe, Amor que nos ilumina, Rogai por nós! Imaculado coração de Maria, és a nossa Alegria!". No final da Eucaristia, rezaram o terço numa pequena procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.


O sábado foi feito para o homem

3 de junho de 2018 | 9º Domingo do Tempo Comum
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Perante a instituição do sábado judaico, o texto do Evangelho deste domingo centra-nos numa afirmação e numa pergunta de Jesus: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado» (Mc 2,27-28); «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?» (Mc 3,4).

Sem retirar qualquer importância ao sábado, enquanto dia consagrado a Deus, Jesus redireciona-o de modo a voltar à sua intuição inicial: fazer dele o dia da relação com Deus que vem em auxílio de quem está em necessidade. O sábado está sempre ao serviço do homem, para fazer bem e salvar a vida. E se Jesus é o senhor do sábado, é para o recolocar ao serviço do homem e da salvação da vida.

É nesta lógica que o cristão é convidado a viver o novo dia do Senhor, o domingo. Nas palavras de D. António Marto: "os cristãos têm um dia festivo semanal que é o domingo: é o dia do Senhor ressuscitado com o seu centro na celebração da eucaristia; é festa e alegria, vontade de estar juntos, alegria do encontro e do diálogo, convivialidade, partilha, repouso, são divertimento" (A Alegria de ser Igreja em Missão, nº 14).