Programa da Paróquia

sábado, 9 de junho de 2018

Em que "casa" (se de)morar?

10 de junho de 2018 | 10º Domingo do Tempo Comum
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Ainda o Evangelho de Marcos está a começar, e já vemos Jesus envolvido em várias polémicas... alguns até o acusavam de estar possesso de Belzebu.... e depois, toda aquela gente à volta dele, que nem tempo há para comer... Alguma coisa se estava a passar: «Está fora de Si!», era o que comentavam, e faz a família procurá-l'O ao ver toda aquela situação, talvez para O chamarem à razão e fazerem ver que estaria melhor na casa de Nazaré do que naquela outra casa que não era a sua!

A resposta de Jesus não é contra os seus parentes, mas o alargar da perspetiva. Há que abandonar uma "casa" e optar por outra: ousar entrar em "casa" de Jesus é aceitar aquele convite que, no Evangelho de João, Ele faz aos primeiros discípulos «Vinde e vereis»; depois, demorar-se lá a escutá-l'O, para ser ousado no seguimento. Optar pela "família" de Jesus é decidir-se a escutar a sério a voz de Deus e seguir o Filho, incarnando a palavra na vida, tal como Ele, a Palavra, incarnou e viveu na obediência ao Pai.

sábado, 2 de junho de 2018

Celebrações no itinerário da catequese

O mês de maio, Mês de Maria, foi marcado, na paróquia da Calvaria por várias iniciativas e celebrações que marcaram a vida dos grupos das crianças e adolescentes da catequese, e de toda a comunidade cristã.

Com o início do mês, começou também a participação dos diversos grupos na oração do terço com a comunidade, na igreja paroquial. Logo no primeiro domingo, no Dia da Mãe, a 6 de maio, as crianças do 3º ano da catequese participaram plenamente na Eucaristia, comungando pela primeira vez.

No domingo seguinte, dia 13 de maio, o grupo do 6º ano da catequese professou a fé acolhida no Batismo: de vela acesa, recordaram a vida recebida no sacramento que nos torna filhos de Deus, e proclamaram, agora por si mesmo, a fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Esse "tesouro da fé" que receberam e que são convidados a fazer crescer.

O último domingo de maio foi marcado pela presença do grupo do 5º ano da catequese que festejou a esperança. A celebração foi presidida pelo padre Eduardo Caseiro, recentemente ordenado, pela primeira vez na nossa paróquia. Ao celebrar a solenidade da Santíssima Trindade, recordou-nos que Deus nos "empurra" para dentro deste Mistério que nos faz partilhar da vida de Deus, e por isso vivemos em esperança. A presença de Deus ao longa da história faz-nos viver hoje na certeza de que Deus não nos abandona nunca.

No encerramento do Mês de Maria, já a 1 de junho (uma vez que no dia 31 de maio se celebrou a solenidade do Corpo de Deus), as crianças do 1º ano viveram a Festa da Avé Maria, na qual fizeram com o nome de Maria uma oração: Mãe de Jesus e nossa mãe, Amor que nos ilumina, Rogai por nós! Imaculado coração de Maria, és a nossa Alegria!". No final da Eucaristia, rezaram o terço numa pequena procissão com a imagem de Nossa Senhora de Fátima.


O sábado foi feito para o homem

3 de junho de 2018 | 9º Domingo do Tempo Comum
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Perante a instituição do sábado judaico, o texto do Evangelho deste domingo centra-nos numa afirmação e numa pergunta de Jesus: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado» (Mc 2,27-28); «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?» (Mc 3,4).

Sem retirar qualquer importância ao sábado, enquanto dia consagrado a Deus, Jesus redireciona-o de modo a voltar à sua intuição inicial: fazer dele o dia da relação com Deus que vem em auxílio de quem está em necessidade. O sábado está sempre ao serviço do homem, para fazer bem e salvar a vida. E se Jesus é o senhor do sábado, é para o recolocar ao serviço do homem e da salvação da vida.

É nesta lógica que o cristão é convidado a viver o novo dia do Senhor, o domingo. Nas palavras de D. António Marto: "os cristãos têm um dia festivo semanal que é o domingo: é o dia do Senhor ressuscitado com o seu centro na celebração da eucaristia; é festa e alegria, vontade de estar juntos, alegria do encontro e do diálogo, convivialidade, partilha, repouso, são divertimento" (A Alegria de ser Igreja em Missão, nº 14).

sábado, 26 de maio de 2018

Sois um só Deus na trindade de uma só natureza

27 de maio de 2018 | Santíssima Trindade
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O Mistério da Trindade situa-nos no coração do Amor de Deus. Pode parecer uma afirmação de fé muito distante e difícil de compreender e, de facto, racionalmente, não é simples: como é que o único Deus, vivo e verdadeiro, é o mesmo no qual Jesus envia os discípulos a batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, no texto do Evangelho que escutamos neste Domingo...?

Mais do que raciocínios lógicos e matemáticos, somos convidados a contemplar (entrar dentro) do sentido profundo desta revelação que Deus faz de si mesmo em Jesus Cristo: Deus, na sua identidade, é Comunhão, Relação, Amor. Entrar dentro deste mistério é deixar-se abraçar pelo Amor que nos sonhou, que nos envolve, que nos salva, para se partilhar connosco eternamente.

Na liturgia deste Domingo, o prefácio levanta um pouco o véu de todo este mistério:

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:
Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo,
sois um só Deus, um só Senhor,
não na unidade de uma só pessoa,
mas na trindade de uma só natureza.
Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória,
nós o acreditamos também, sem diferença alguma,
do vosso Filho e do Espírito Santo.
Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade,
adoramos as três Pessoas distintas,
a sua essência única e a sua igual majestade.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Igreja, Pentecostes contínuo, quer risco, invenção, poesia criativa

20 de maio de 2018 | Solenidade do Pentecostes
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A Bíblia é um livro repleto de vento e de caminhos. Assim são as narrativas do Pentecostes (cf. João 15,26-27; 16,12-15), repletas de caminhos que partem de Jerusalém e plenos de vento, leve como uma brisa e impetuoso como um furacão. Um vento que sacode a casa, que a enche e segue adiante; que traz pólenes de primavera e dispersa a poeira; que traz fecundidade e dinamismo para o interior das coisas imóveis, «esse vento que faz nascer os garimpeiros de ouro» (G. Vannucci).

Enche a casa onde os discípulos estavam juntos. O Espírito não se deixa sequestrar em certos lugares que dizemos sagrados. Agora sagrada torna-se a casa. A minha, a tua e todas as casas são o céu de Deus. Vem de imprevisto, e são apanhados de surpresa, não estavam preparados, não tinha sido programado. O Espírito não suporta esquemas, é um vento de liberdade, fonte de vida livre.

Aparecem línguas de fogo que pousavam em cada um. Em cada um, ninguém excluído, nenhuma distinção a fazer. O Espírito toca cada vida, a todas diversifica, faz nascer criadores. As línguas de fogo dividem-se e cada qual ilumina uma pessoa diferente, uma interioridade irredutível. Cada uma deles desposa uma liberdade, afirma uma vocação, renova uma existência única.

Precisamos do Espírito, dele precisa o nosso pequeno mundo estagnado, sem ímpeto. Para uma Igreja que seja guardiã de liberdade e de esperança. O Espírito com os seus dons dá a cada cristão uma genialidade que lhe é própria. E temos extrema necessidade de discípulos de génio. Ou seja, precisamos que cada um acredite no seu próprio dom, na própria unicidade, e que coloque a sua própria criatividade e coragem ao serviço da vida. A Igreja como Pentecostes continuo quer o risco, a invenção, a poesia criativa, a batalha da consciência.

Depois de ter criado cada ser humano, Deus parte o seu molde e lança-o fora. O Espírito faz-te único na tua maneira de amar, na tua maneira de dar esperança. Único na maneira de consolar e encontrar; único na maneira de desfrutar a doçura das coisas e a beleza das pessoas.

Ninguém sabe cuidar como tu sabes; ninguém tem essa alegria de viver que tu tens; e ninguém tem o dom de compreender os factos como tu os compreendes. Esta é precisamente a obra do Espírito: quando o Espírito vier, guiar-vos-á para toda a verdade.

Jesus que não tem a pretensão de dizer tudo, como ao contrário e demasiadas vezes o consideramos, que tem a humildade de afirmar: a verdade está à frente de nós, é um caminho a ser feito, um devir.

Eis, então, a alegria de ouvir que os discípulos do Espírito pertencem a um projeto aberto, não a um sistema fechado, onde já está tudo pré-estabelecido e definido. Que em Deus quanto mais se navega, mais se descobrem novos mares. E que nunca faltará o vento ao meu veleiro.

Ermes Ronchi, In Avvenire
Trad.: SNPC

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Semana da Vida

Oração pela Vida

Pai Santo,
Amor Criador, Senhor da vida,
Deus providente e todo-poderoso:
desde toda a eternidade
quisestes o ser
e a vida de cada um de nós,
e enviastes o vosso Filho ao mundo
a fim de que tenhamos a Vida
e a tenhamos em abundância.
Dai-nos o vosso Espírito vivificante
para que, sempre,
em qualquer circunstância
e sem excepção alguma,
defendamos, amemos e sirvamos a vida,
dignidade, direitos e integridade
de cada ser humano
- desejado ou imprevisto,
são ou enfermo,
escorreito ou deficiente -
desde o momento da sua
concepção, ou fase unicelular,
e em todas as fases da sua
existência até à morte natural,
e, indo, assim, ao vosso encontro,
alcancemos a felicidade eterna.
Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, que é Deus convosco
na unidade do Espírito Santo.
Amen

sábado, 12 de maio de 2018

15 de maio: Dia Internacional da Família


No contexto da Semana da Vida e do Dia Internacional da Família, celebrado a 15 de maio, o Departamento da Pastoral Familiar da Diocese de Leiria-Fátima está a lançar o desafio a que as famílias se juntem, neste ou noutro dia, para viverem uma experiência em comum, primeiro em caminhada e depois em piquenique; estão disponíveis os folhetos com várias propostas de percursos pedestres e o convite a partilhar fotografias e experiências, com a ‘hashtag’ #SerFamiliaACaminhar.