27 de dezembro de 2015 | Sagrada Família
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Os Evangelhos falam-nos pouco da vida de Jesus em família... Temos apenas alguns poucos quadros dos primeiros anos da sua vida, entre os quais este com o qual São Lucas encerra a parte que dedica à infância de Jesus. Com 12 anos vai ao tempo de Jerusalém com os seus pais, certamente integrado num grande grupo de familiares e amigos de Nazaré que se dirigiram à cidade santa. E lá fica quando esse grupo de gente volta para a sua terra. Não seria de estranhar que Maria e José O tenham "perdido": pensavam-n'O certamente com os amigos da mesma idade naquela viagem de regresso...
Mas Lucas está certamente mais concentrado na mensagem que quer transmitir: «Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?» A resposta de Jesus é uma conclusão e um pórtico: conclui os primeiros capítulos em que São Lucas apresenta o Filho de Deus nascido de Maria; abre para o que vai seguir-se: toda a vida pública de Jesus, e sobretudo a sua morte e ressurreição já anunciado neste relato... Mais tarde, de novo em Jerusalém, também em contexto pascal, Jesus será de novo abandonado, desta vez pelos discípulos, para ficar de novo três dias por encontrar, até que ao terceiro dia surgirá de novo, ressuscitado, Ele agora novo Templo, revelação plena do Pai.
Maria pode até nem entender tudo, mas guarda todos os acontecimentos no seu coração... Certamente que também José o faz. E Jesus, o Filho de Deus, encontra no seio de uma família o lugar para crescer em sabedoria, estatura e graça. Aquela família é sagrada, como o é chamada a ser cada família: lugar onde Deus vive com os homens.
sábado, 26 de dezembro de 2015
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
«Nasceu-vos hoje um Salvador»
Ao celebrar o nascimento de Jesus, na partilha de votos de Boas Festas e de um Santo e Feliz Natal, três breves notas das três leituras da Missa da Noite:1. "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz" - da primeira leitura, reforçar que este é um tempo de alegria, de júbilo, de festa, de luz e cor, de encontro da família e dos amigos porque maior que todas as trevas é a luz que enche de esperança e ilumina o caminho; Isaías fala de um Menino que traz toda essa luz. Nós acreditamos que ela se fez presente com o nascimento de Jesus.
2. Jesus ensina-nos a viver com "temperança, justiça e piedade" - da segunda leitura, a consciencialização, que é aqui transmitida a Tito, de que acolher a luz que vem de Jesus implica com todos os nossos espaços de relação fundamentais: na relação connosco mesmo, a temperança (saber o que é essencial e o que está a mais, e evitar tudo o que é o excesso); na relação com os outros, a justiça (procurar para cada um dos que nos rodeia o que se lhe ajusta, tendo como ponto de partida o amor...); na relação com Deus, a piedade (voltar-se para Deus e viver uma verdadeira relação de diálogo, acolhimento, escuta, diálogo, obediência à sua vontade).
3. "Nasceu-vos hoje um Salvador" - do Evangelho de Lucas, o acolher do anúncio festivo dos anjos aos pastores: num quadro de simplicidade e de pobreza (que confunde os nossos excessos natalícios...), poder deixar-se desafiar a ver naquele Menino a Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, que desce do Céu para nos salvar, para ser quem nos encaminha para uma vida bela, boa, feliz, deixando-nos desde o seu nascimento um sinal da melhor forma de o fazer: saber fazer-se pequeno e simples, propondo-se sem se impor, dizendo-nos que a fé é a aventura de se deixar surpreender por Deus...
A cada um, um bom Natal iluminado pela pequena "candeia" que neste noite deve ter ardido naquele curral que Maria transformou na casa de Jesus "com uns paninhos e uma montanha de ternura..." (Papa Francisco)
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Inauguração da casa paroquial: notícia no jornal "Presente"
Na Calvaria "o senhor padre tem casa nova"
Categoria: Locais
Criado em 22-12-2015
A bem dizer, não se trata, exatamente de uma casa nova. Mas se pensarmos que a residência paroquial da Calvaria já não era habitada há mais de vinte anos, a afirmação fará algum sentido.
Nessa altura, a vivenda já ameaçava precisar de obras de beneficiação. Com o passar dos anos, a falta de inquilinos e de uso, juntamente com a humidade e a deficiente qualidade dos materiais, confirmaram essa necessidade.
Agora, com a nomeação do padre José Henrique para paroquiar a comunidade e a sua vontade de querer ficar perto dos paroquianos, havia a motivação suficiente para juntar esforços para ajudá-lo a cumprir essa vontade.
No domingo 20 de dezembro, a paróquia da Calvaria foi convidada para a inauguração da "nova" residência paroquial e visitar "in loco" o resultado das obras. Agora sim, as pessoas já podem ter definitivamente o seu pároco mais perto.
Estimativa de gastos, ainda não são definitivos. António Frazão, do conselho económico, explica que ainda não é possível contabilizar as despesas, já que muito material, equipamento e mão de obra foram ofertas de empresas e pessoas. "Tentámos fazer o que era mais urgente, em tempo útil, para que o padre José Henrique tivesse as condições dignas para morar", acrescenta.
As intervenções foram feitas, sobretudo no interior da habitação, com a adaptação aos conceitos actuais e a utilizações de materiais mais modernos. Na visita à residência paroquial, onde os esperava um pequeno lanche, os presentes puderam constatar que, para além da remodelação dos quartos e casa de banho, a sala de estar e cozinha foram transformados num único espaço amplo e acolhedor, aquecido por uma salamandra a lenha.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Celebrações de Natal na Paróquia
24 de dezembro
23h, na Capela de São Jorge
Missa da Noite ("Missa do Galo")
25 de dezembro
09h30, na Capela dos Casais de Matos
Missa da Aurora
11h00, na igreja Paroquial da Calvaria
Missa do Dia
Natal de ternura e misericórdia
Mensagem de Natal de D. António Marto
No meio da agitação própria da época do Natal, nós os cristãos precisamos de um suplemento de interioridade para não reduzir o Natal a uma festa de consumo. De modo particular queremos vivê-lo em sintonia com o Ano Santo da Misericórdia.
A ternura e a misericórdia de Deus
O Natal de Jesus convida-nos a fazer uma peregrinação interior até Belém, a contemplar o mistério que hoje representamos na simbólica do presépio. Na contemplação da ternura do menino, juntamente com Maria sua mãe, descobrimos que a nossa vida pessoal e comunitária é visitada e habitada por um mistério de amor que excede toda a nossa imaginação, todas as nossas previsões e pretensões: a presença de Deus próximo na nossa carne humana, Deus de ternura e bondade, Deus misericordioso.
“Ao ver o mundo oprimido pelo temor, Deus procura continuamente chamá-lo com amor: convida-o com a sua graça, atrai-o com a sua caridade, abraça-o com o seu afeto... A força do amor não mede as possibilidades, ignora os limites. O amor não desiste perante o impossível, não desarma perante as dificuldades” (S. Pedro Crisólogo). É assim o amor misericordioso do nosso Deus. Mesmo quando nos afastamos, não deixa de nos amar, continua a estar próximo de nós com a sua misericórdia, com a sua disponibilidade a perdoar e a acolher-nos de novo e renovar-nos com o seu amor! Abramos-lhe, pois, o nosso coração!
Maria, Mãe de ternura e de misericórdia
“Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura”, lembra-nos o Papa Francisco apresentando o exemplo de Maria como “aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura... Sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes”.
Em todo o Natal está sempre presente a Mãe para nos ajudar a reforçar os laços da ternura e do afeto que nos devem unir a todos como filhos e irmãos. Que “a doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus”!
Os filhos de Deus, testemunhas de ternura e de misericórdia
É preciso que os filhos de Deus tornem visível aos homens de hoje a ternura de Deus e a sua misericórdia por toda a criatura, mas particularmente pelos pobres, pelos mais frágeis, os sós, os mais desprotegidos, todos os necessitados.
A linguagem da misericórdia e da ternura é feita de atitudes, de gestos e ações concretas, capazes de criar relações calorosas de presença, de proximidade física e proximidade do coração, de partilha das alegrias e dores, de consolação dos aflitos, de perdão entre os desavindos, de fraternidade e solidariedade. Estas relações fazem parte da ecologia da vida humana saudável e feliz, que leva o Papa Francisco a afirmar: “deste modo, qualquer lugar deixa de ser um inferno e torna-se um ambiente de vida digna”. Não há Natal cristão sem esta marca!
Mesmo a nível mundial, antes ainda dos tratados políticos, a misericórdia é necessária para aplanar terrenos e endireitar caminhos, a nível económico, jurídico e político, que abram a uma convivência boa de encontro e diálogo, de entendimento e de paz entre as gentes, os povos e as culturas.
Aproveito esta oportunidade para lembrar aos diocesanos um bom modo de solidariedade e partilha com os mais necessitados neste Natal: a campanha promovida pela Caritas “10 milhões de estrelas – um gesto pela paz”. Por um euro, cada pessoa pode adquirir uma vela para acender na noite de Natal e assim esta a ajudar a dar resposta a necessidades concretas de vítimas dos conflitos no Médio Oriente e também dos mais carenciados em Portugal.
Não tenhamos medo da ternura e da misericórdia!
Santo Natal e abençoado Ano Novo 2016!
No meio da agitação própria da época do Natal, nós os cristãos precisamos de um suplemento de interioridade para não reduzir o Natal a uma festa de consumo. De modo particular queremos vivê-lo em sintonia com o Ano Santo da Misericórdia.
A ternura e a misericórdia de DeusO Natal de Jesus convida-nos a fazer uma peregrinação interior até Belém, a contemplar o mistério que hoje representamos na simbólica do presépio. Na contemplação da ternura do menino, juntamente com Maria sua mãe, descobrimos que a nossa vida pessoal e comunitária é visitada e habitada por um mistério de amor que excede toda a nossa imaginação, todas as nossas previsões e pretensões: a presença de Deus próximo na nossa carne humana, Deus de ternura e bondade, Deus misericordioso.
“Ao ver o mundo oprimido pelo temor, Deus procura continuamente chamá-lo com amor: convida-o com a sua graça, atrai-o com a sua caridade, abraça-o com o seu afeto... A força do amor não mede as possibilidades, ignora os limites. O amor não desiste perante o impossível, não desarma perante as dificuldades” (S. Pedro Crisólogo). É assim o amor misericordioso do nosso Deus. Mesmo quando nos afastamos, não deixa de nos amar, continua a estar próximo de nós com a sua misericórdia, com a sua disponibilidade a perdoar e a acolher-nos de novo e renovar-nos com o seu amor! Abramos-lhe, pois, o nosso coração!
Maria, Mãe de ternura e de misericórdia
“Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura”, lembra-nos o Papa Francisco apresentando o exemplo de Maria como “aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura... Sempre que olhamos para Maria voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentir importantes”.
Em todo o Natal está sempre presente a Mãe para nos ajudar a reforçar os laços da ternura e do afeto que nos devem unir a todos como filhos e irmãos. Que “a doçura do seu olhar nos acompanhe neste Ano Santo para podermos todos nós redescobrir a alegria da ternura de Deus”!
Os filhos de Deus, testemunhas de ternura e de misericórdia
É preciso que os filhos de Deus tornem visível aos homens de hoje a ternura de Deus e a sua misericórdia por toda a criatura, mas particularmente pelos pobres, pelos mais frágeis, os sós, os mais desprotegidos, todos os necessitados.
A linguagem da misericórdia e da ternura é feita de atitudes, de gestos e ações concretas, capazes de criar relações calorosas de presença, de proximidade física e proximidade do coração, de partilha das alegrias e dores, de consolação dos aflitos, de perdão entre os desavindos, de fraternidade e solidariedade. Estas relações fazem parte da ecologia da vida humana saudável e feliz, que leva o Papa Francisco a afirmar: “deste modo, qualquer lugar deixa de ser um inferno e torna-se um ambiente de vida digna”. Não há Natal cristão sem esta marca!
Mesmo a nível mundial, antes ainda dos tratados políticos, a misericórdia é necessária para aplanar terrenos e endireitar caminhos, a nível económico, jurídico e político, que abram a uma convivência boa de encontro e diálogo, de entendimento e de paz entre as gentes, os povos e as culturas.
Aproveito esta oportunidade para lembrar aos diocesanos um bom modo de solidariedade e partilha com os mais necessitados neste Natal: a campanha promovida pela Caritas “10 milhões de estrelas – um gesto pela paz”. Por um euro, cada pessoa pode adquirir uma vela para acender na noite de Natal e assim esta a ajudar a dar resposta a necessidades concretas de vítimas dos conflitos no Médio Oriente e também dos mais carenciados em Portugal.
Não tenhamos medo da ternura e da misericórdia!
Santo Natal e abençoado Ano Novo 2016!
+ António Marto, Bispo de Leiria-Fátima
Convívio de Natal das crianças da Calvaria
Foi no sábado, dia 19 de dezembro, que as crianças e adolescentes da catequese do Centro da Calvaria se juntaram para um convívio de Natal.Depois de cada grupo reunir na sua sala, todos juntos tiveram a oportunidade de recordar toda a caminhada de Advento num momento de oração mariana. Depois foi projetado um filme sobre o Natal. Por fim, os catequistas prepararam alguns bolos e sumos para um tempo de convívio.
Marcou-se assim a caminhada deste primeiro trimestre da catequese que agora terá algum tempo de intervalo. Entretanto, as crianças terão ainda a participação nas celebrações onde continuam a animar a campanha que só concluirá com a celebração da Epifania do Senhor.
Levar Deus a "visitar" o mundo
20 de dezembro de 2015 | 4º Domingo do Advento
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Ao percorrer o texto do encontro de Maria e Isabel, a nota dominante é a da alegria. Não podia deixar de ser assim, não só pelo facto de serem duas mulheres grávidas, amigas, que se encontram, com tudo o que a gravidez traz de esperança, ternura, amor, alegria… Mas também porque são aquelas mulheres: Isabel que depois de tanto pedir a Deus o dom de um filho, já em idade avançada, recebe esta graça: ei-la grávida de João, o Precursor, aquele que já no seio da sua mãe exulta de alegria pela presença d’Aquele que vai anunciar já presente no meio dos homens: Jesus, o Filho de Deus, de quem está grávida Maria, que traz em si o fruto da sua disponibilidade para acolher a palavra de Deus, e se tornar a Mãe da Palavra, o Verbo de Deus, o Deus connosco.
Maria e Isabel são nesse momento o lugar de toda a esperança, a passagem a um novo tempo, que João anunciará, e Jesus tornará já presente e atuante no mundo. Maria visita Isabel, mas é o próprio Deus que leva em visita. Deus que percorre, em Maria, os caminhos deste mundo para trazer, a quantos O reconhecem, uma vida salva, uma vida boa, bela e feliz.
O Natal é um tempo de fé, de acolhimento de Jesus, d’Aquele que nos faz experimentar a alegria de tornar a vida um lugar de beleza. É tempo de aprender com Maria a deixar-se habitar pela Palavra, e de a transportar pelo mundo fora para que «este vale de lágrimas» possa encontrar-se com uma nova esperança...
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Ao percorrer o texto do encontro de Maria e Isabel, a nota dominante é a da alegria. Não podia deixar de ser assim, não só pelo facto de serem duas mulheres grávidas, amigas, que se encontram, com tudo o que a gravidez traz de esperança, ternura, amor, alegria… Mas também porque são aquelas mulheres: Isabel que depois de tanto pedir a Deus o dom de um filho, já em idade avançada, recebe esta graça: ei-la grávida de João, o Precursor, aquele que já no seio da sua mãe exulta de alegria pela presença d’Aquele que vai anunciar já presente no meio dos homens: Jesus, o Filho de Deus, de quem está grávida Maria, que traz em si o fruto da sua disponibilidade para acolher a palavra de Deus, e se tornar a Mãe da Palavra, o Verbo de Deus, o Deus connosco.
Maria e Isabel são nesse momento o lugar de toda a esperança, a passagem a um novo tempo, que João anunciará, e Jesus tornará já presente e atuante no mundo. Maria visita Isabel, mas é o próprio Deus que leva em visita. Deus que percorre, em Maria, os caminhos deste mundo para trazer, a quantos O reconhecem, uma vida salva, uma vida boa, bela e feliz.
O Natal é um tempo de fé, de acolhimento de Jesus, d’Aquele que nos faz experimentar a alegria de tornar a vida um lugar de beleza. É tempo de aprender com Maria a deixar-se habitar pela Palavra, e de a transportar pelo mundo fora para que «este vale de lágrimas» possa encontrar-se com uma nova esperança...
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