Programa da Paróquia

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sábado, 6 de abril de 2019

A fé é garantia de salvação

7 de abril de 2019 | 5º Domingo da Quaresma
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Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».

Cf. Jo 8, 1-11

A fé é uma força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação: vivendo próximos de Deus, acolhemos a sua vida que torna a nossa vida mais bonita, melhor, mais feliz – e isso é sermos salvos, agora, no presente, e no caminho que fazemos para o encontro definitivo com Deus na eternidade. O pecado é tudo o que não nos deixa ser verdadeiramente felizes, tudo o que torna a nossa vida menos bonita, tudo o que nos faz piores… Como aquela mulher que foi apresentada a Jesus, também nós podemos ter a certeza de que Ele é capaz de nos levantar, de nos tornar melhores pelo seu perdão, de nos apontar um caminho de verdadeira felicidade: “Vai e não tornes a pecar”.

Durante esta semana, procura fazer um “exame de consciência”: perceber o bem e o mal que vives no teu dia a dia, o que em ti é pecado, para poderes pedir perdão a Deus, se possível com a celebração do sacramento da Reconciliação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 5ª pétala da tua Flor Pascal escreve GARANTIA DE SALVAÇÃO, reza esta oração:

Senhor, coloco a quinta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Tu vens até mim para me ofereceres a tua misericórdia,
o teu acolhimento, o teu perdão, o teu amor incondicional
que me renova e torna a minha vida mais bonita e feliz.
Tu me dás a tua vida e salvação.
Não me condenas, mas desafia-me a ser melhor.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sexta-feira, 29 de março de 2019

A fé é encontro na liberdade

31 de março de 2019 | 4º Domingo da Quaresma
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Então, caindo em si, disse: ‘Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai. Pôs-se a caminho e foi ter com o pai.
Cf. Lc 15, 1-3, 11-32

A fé é um encontro com Deus, uma resposta ao dom que Ele nos dá a conhecer, que precisa de ser assumido por nós, com liberdade. A fé requer a nossa vontade livre e lucidez para nos abandonarmos a esse abraço que Deus nos oferece. Como o filho da parábola do Evangelho, também nós precisamos de “cair em nós”, decidirmos levantar-nos e pôr-nos a caminho da casa do Pai.

Durante esta semana, procura “cair em ti” e perceberes como estás a viver o teu encontro com Jesus Cristo. Escreve o que mais te aproxima de Deus, e o que ainda precisas de fazer para aprofundar essa relação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 4ª pétala da tua Flor Pascal escreve ENCONTRO NA LIBERDADE, e reza esta oração:

Senhor, coloco a quarta pétala nesta flor pedindo-Te que,
também em mim, possa florir, cada vez mais,
a beleza e a alegria da fé!
Quero agradecer-te, pois sei que, como Pai,
me dás a liberdade para te responder
e ir ao teu encontro, sabendo que sempre me esperas, de braços abertos,
para me envolveres no teu amor.
Ajuda-me a “cair em mim” e a perceber que só contigo estou em casa.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

No próximo domingo, a nossa Diocese está em Peregrinação ao Santuário de Fátima. Procura participar nesse momento em que, com Maria, caminhamos para Deus.

sábado, 23 de março de 2019

A fé manifesta-se na vida

24 de março de 2019 | 3º Domingo da Quaresma
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«Senhor, deixa ficar a figueira ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano»

Cf. Lc 13, 1-9

A fé é um dom de Deus que precisamos de cuidar, para que ela possa crescer em nós. Corresponder ao amor de Deus significa também procurar viver envolvido por esse amor. E isso torna-se presente na vida. A fé manifesta-se nas obras.

A parábola da figueira, que escutamos neste domingo, fala-nos da necessidade de cuidarmos deste dom que recebemos para que ele em nós dê frutos.

Acreditarmos em Jesus é também seguir os seus ensinamentos, e sobretudo o grande mandamento que Ele nos deixou: amarmos a Deus e amar-nos uns aos outros. Por isso, a caridade, ou o amor, é o grande fruto da fé. A fé deve agir pela caridade.

Durante esta semana, procura estar atento às necessidades daqueles que vivem a teu lado, e procura, em cada dia fazer uma boa ação. Em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz também esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 3ª pétala da tua Flor Pascal escreve "MANIFESTA-SE NA VIDA", e reza esta oração:

Senhor, coloco a terceira pétala nesta flor pedindo-Te que, 
também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Ensina-me a cuidar do dom da fé que me deste
para que ela se torne vida em mim, e dê muito fruto.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sexta-feira, 15 de março de 2019

A Fé é escuta e resposta

17 de março de 2019 | 2º Domingo da Quaresma
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Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. Enquanto orava, alterou-se o aspeto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente… Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O»

Cf. Lc 9, 28b-36

A fé é um dom de Deus que precisamos de acolher e alimentar, para que possa crescer em nós. Para viver, crescer e perseverar até ao fim na fé, temos de a alimentar com a Palavra de Deus.

Na transfiguração de Jesus, Ele que é Palavra de Deus que se fez um connosco, é esse apelo que acolhemos: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». E se Deus nos fala pela sua Palavra, nós somos convidados a responder pela fé.

Durante esta semana, em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, volta a ler o texto do Evangelho deste domingo e faz esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 2ª pétala da tua Flor Pascal escreve "ESCUTA E RESPOSTA", e reza esta oração:

Senhor, coloco a segunda pétala nesta flor pedindo-Te que, também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Que a tua Palavra seja por mim escutada, para que possa descer ao meu coração e tornar-se vida em mim.
Que a luz que brilha do rosto de Jesus seja a luz que me ilumina e guia para responder ao teu amor.
Senhor, eu acredito em Ti, mas aumenta a minha fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

sexta-feira, 8 de março de 2019

A Fé é um Dom de Deus

10 de março de 2019 | 1º Domingo da Quaresma
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Durante quarenta dias, Jesus esteve no deserto… Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’»
Cf. Lc 4, 1-13

Durante quarenta dias, também nós temos um “tempo de deserto”: a Quaresma. Tempo para nos libertarmos do que está a mais, mas sobretudo para apreciarmos o que temos de melhor e valorizarmos o que é mais importante.

Entre tantas coisas boas que recebemos (a nossa vida, a família, os amigos, a saúde e a educação…), há uma a que vamos procurar dar uma atenção muito particular: o dom da fé. Vamos tentar perceber “de que é feita” a nossa fé, as suas características. E, como numa flor, que vai florir totalmente na Páscoa, em cada semana uma pétala vai ajudar-nos a crescer na beleza e na alegria da fé.

Neste primeiro domingo, ficamos com uma certeza: a fé é um dom, um presente de Deus. Acreditamos porque, primeiro, Ele vem até nós e nos dá a conhecer o seu amor! Sempre que rezamos a pedir que a nossa fé aumente, ela cresce de verdade, porque estamos a abrir o nosso coração à sua presença.

Durante esta semana, em cada dia, de manhã ao acordar, ou à noite, ao deitar, faz esta breve oração:

Senhor, eu creio em Ti, mas aumenta a minha fé!

Na 1ª pétala da tua Flor Pascal escreve "DOM", e reza esta oração:

Senhor, ao iniciar este tempo da Quaresma, coloco a primeira pétala nesta flor pedindo-Te que,também em mim, possa florir, cada vez mais, a beleza e a alegria da fé!
Perante as tentações, não me deixes cair na descrença e no desânimo, mas dá-me a certeza de que em Ti encontro a fonte da verdadeira vida, pois “nem só de pão vive o homem”. Senhor, aumenta em mim o dom da fé!
Isto te peço por Jesus, na unidade do Espírito Santo. Ámen

Depois, prepara uma pétala da flor para levares para a celebração do próximo fim-de-semana.

(materiais para a Campanha da Quaresma AQUI)


sexta-feira, 1 de março de 2019

De que está cheio o nosso coração?

3 de março de 2019 | 8º Domingo do Tempo Comum
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Aquilo que nos enche o coração e que nós testemunhamos é a verdade de Jesus, ou são os nossos interesses e os nossos critérios? O Evangelho deste domingo ajuda-nos ter presentes os critérios para discernir quando estamos a manifestar em nós a ação de Deus.

O cristão, que o é de verdade, é aquele que deixa transparecer nas suas palavras e na sua vida, a proposta de Jesus, e isso manifesta-se em frutos de comunhão, união, fraternidade, amor. Só iluminados pela luz de Jesus teremos a capacidade para ajudar outros a encontrar a Verdade e a Vida que Ele é: por isso a necessidade de sempre nos deixarmos purificar, tirar as traves que ofuscam o nosso olhar, e deixar que em nós frutifiquem os frutos de Espírito…

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Ser à imagem de Deus

7º Domingo do Tempo Comum | 24 de fevereiro de 2019
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Jesus não dá lições de filantropia, mas convida os seus interlocutores a erguer os olhos para Deus seu Pai, a fim de se tornarem semelhantes a Ele. Porque Deus é bom para com os ingratos e os maus, o homem deve procurar ser bom para com todos. Porque Deus é misericordioso, o homem é convidado a perdoar. Não é uma lição de moral, mas fundamentalmente um ato de fé do qual decorre um conjunto de comportamentos.

Jesus, o Filho de Deus Altíssimo, veio tirar o homem de tudo aquilo que o pode afastar da semelhança com Deus, o pecado. Jesus é a perfeita imagem de Deus. Dirá mesmo: “Quem Me viu, viu o Pai”. As suas palavras são palavra de Deus, os seus gestos são gestos de Deus. O desafio está em procurarmos ser semelhantes a Jesus, ser perfeitos como o Pai celeste é perfeito. (in: Portal dos Dehonianos)

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Quem é ou não bem-aventurado?

17 de fevereiro de 2019 | 6º Domingo do Tempo Comum
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São Lucas inicia este “discurso da planície” com quatro bem-aventuranças. Os destinatários destas bem-aventuranças são os pobres, os que têm fome, os que choram, os que são perseguidos.

A palavra usada por Lucas define uma classe de pessoas privadas de bens e à mercê da prepotência e da violência dos ricos e dos poderosos. São os desprotegidos e explorados, os pequenos e sem voz, as vítimas da injustiça, que com frequência são privados dos seus direitos e da sua dignidade pela arbitrariedade dos poderosos. Serão eles, precisamente, os primeiros destinatários da salvação de Deus, porque estão numa situação intolerável de debilidade e Deus, na sua bondade, quer derramar sobre eles a sua bondade, a sua misericórdia, a sua salvação. A salvação de Deus dirige-se prioritariamente a estes porque eles, na sua simplicidade, humildade, disponibilidade e despojamento, estão mais abertos para acolher a proposta que Deus lhes faz em Jesus.

As bem-aventuranças manifestam o que Jesus já havia dito no início da sua atividade na sinagoga de Nazaré: Ele é enviado pelo Pai ao mundo, com a missão de libertar os oprimidos. Aos pequenos, aos privados de direitos e de dignidade, aos simples e humildes, Jesus diz que Deus os ama de uma forma especial e que quer oferecer-lhes a vida e a liberdade plenas. Por isso eles são “bem-aventurados”.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O que dizemos quando nos dizemos cristãos?

10 de fevereiro de 2019 | 5º Domingo do tempo Comum
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O texto do Evangelho de Lucas que relata o chamamento dos primeiros discípulos é, de certa forma, um traçar de algumas das marcas significativas do discípulo de Jesus, o cristão.

Quando nos dizemos "cristãos", podemos encontrar neste texto algumas das notas que nos ajudam a avaliar a verdade desta afirmação.

Ser cristão é, em primeiro lugar, estar com Jesus “no mesmo barco”. É desse barco (a comunidade cristã), que a Palavra de Jesus se dirige ao mundo, propondo a todos a libertação (“pôs-Se a ensinar, da barca, a multidão”).

Ser cristão é, em segundo lugar, escutar a proposta de Jesus, fazer o que Ele diz, cumprir as suas indicações, lançar as redes ao mar mesmo quando não percebemos plenamente as propostas de Jesus.

Ser cristão é, em terceiro lugar, reconhecer Jesus como “o Senhor”: é o que faz Pedro, ao perceber como a proposta de Jesus gera vida e fecundidade para todos.

Ser cristão é, em quarto lugar, aceitar a missão que Jesus propõe: ser pescador de homens: a missão do cristão é continuar a obra libertadora de Jesus em favor do homem. Trata-se de salvar o homem de morrer afogado no mar da opressão, do egoísmo, do sofrimento, do medo.

Ser cristão é, finalmente, deixar tudo e seguir Jesus. A generosidade e o dom total devem ser sinais distintivos das comunidades e dos crentes que seguem Jesus.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Deixar-se surpreender por Jesus

3 de fevereiro de 2019 | 4º Domingo do Tempo Comum
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Sabemos como as multidões podem ser versáteis. Basta ver a atitude da multidão em Jerusalém: ora aclama Jesus, ora pede a sua more. A mesma versatilidade acontece com os habitantes de Nazaré. Têm reações diferentes: manifestam admiração, mas logo se interrogam, pois conhecem bem a família de Jesus.

Jesus avança no seu ensino e faz referência a dois episódios do Antigo Testamento, no tempo de Elias e de Eliseu: a viúva estrangeira e o general sírio, que beneficiam dos gestos salvíficos de Deus e não os filhos de Israel, não são do povo eleito. Por outras palavras, diz que os habitantes de Nazaré são como os seus antepassados: não acolhem o tempo da visita de Deus. E da admiração, logo passam ao ódio.

Interroguemo-nos também nós hoje sobre a nossa atitude para com Jesus: damos espaço para nos deixarmos surpreender pela palavra de Jesus? Procuramos de verdade acolhê-la? Pomos de lado as suas palavras que nos provocam, para não nos pormos em questão? Preferimos ficar na nossa tranquilidade?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

A força da Palavra que se faz História

27 de janeiro de 2019 | 3º Domingo do Tempo Comum
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A Palavra de Deus não é apenas um conjunto de livros escritos. Antes de mais, é o próprio acontecimento de um Deus que se revela por palavras e por gestos, de muitos modos, mas de uma forma plena e definitiva, em Jesus Cristo: é Ele a Palavra, o Verbo de Deus que se exprime através da sua humanidade. Esta revelação foi sendo vivida, acolhida, transmitida, fixada por escrito. Mas continua a fazer-se ecoar na história da humanidade. Por isso, o Concílio Vaticano II afirma, na Constituição Dei Verbum: «A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiado à Igreja» (DV 10).

São Lucas começa o texto do Evangelho recordado o seu trabalho de investigação para escrever o texto a que hoje chamamos «Evangelho segundo São Lucas»: perto do ano 80, numa época em que escasseavam já as testemunhas oculares, aqueles que viram e ouviram Jesus, o texto escrito será o “lugar” de encontro com Aquele que é o Evangelho em si mesmo, Jesus Cristo. E isso mesmo acontece na segunda parte do texto do Evangelho deste domingo. Jesus, ao ler uma passagem do livro de Isaías que descreve a ação do Messias, faz o comentário ao que acaba de ler: a salvação acontece hoje pela Palavra que é anunciada e proclamada. A Palavra de Deus é viva, eficaz, porque Jesus é essa Palavra, e Ele vai concretizar, trazer para o hoje da história, a salvação de Deus.

Hoje, esta Palavra continua viva e eficaz porque o próprio Jesus, agora ressuscitado, continua a atualizar a novidade anunciada através daqueles que sabem escutar, acolher, viver e testemunhar essa mesma Palavra, tornando-a uma realidade salvadora na sua vida e vida daqueles que os rodeiam. Hoje os cristãos são convidados precisamente a ser uma Palavra de Deus viva e eficaz, uma palavra que salva, liberta, consola, uma palavra de esperança e confiança, uma palavra de Amor.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Vida com sabor a "vinho" do Reino

20 de janeiro de 2019 | 2º Domingo do Tempo Comum
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Maria percebe o embaraço do mestre do banquete: vai faltar vinho... Di-lo a Jesus. E, como há trinta anos, ela pede aos serventes o que o anjo lhe havia pedido a ela: «fazei o que Ele vos disser! Confiai n’Ele!» E eis que as talhas destinadas às abluções rituais da religião judaica vão servir para manifestar a plenitude do dom de Deus: em Jesus vai ser selada uma nova Aliança, com um novo rito.

No Evangelho de São João, os «milagres» são sempre «sinais» que nos lançam para além dos factos materiais. É bom olhar com atenção esta água mudada em vinho. A água é um elemento vital. Mas é, antes de mais, um elemento que se encontra na natureza. O vinho é fruto da vinha, mas também do trabalho do homem, é fabricado. A água, que é símbolo da nossa vida normal, de todos os dias, é transformada, com a força do Espírito Santo: e este vinho é melhor que o vinho dos homens…

Por este «sinal», Jesus diz-nos como quer vir ter connosco, na nossa vida quotidiana, para aí colocar a sua presença de amor. Toma a nossa vida, com as nossas alegrias, amores, conquistas, tédios, dias sem gosto e sem cor, fracassos e mesmo os nossos pecados... E aí, Ele “trabalha-nos” pelo seu amor, no segredo, para fazer brotar em nós a vida que tem o sabor do vinho do Reino. Isto, Ele cumpre-o em particular cada vez que participamos na Eucaristia.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Tu és o meu Filho muito amado

13 de janeiro de 2019 | Batismo de Jesus
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Na narração do batismo de Jesus, o testemunho de Deus acerca d’Ele é acompanhado por três factos que devem ser entendidos em referência a factos e símbolos do Antigo Testamento: o céu abriu-se, o Espírito Santo desceu, e do céu fez-se ouvir uma voz.

A abertura do céu significa a união da terra e do céu: a atividade de Jesus vai reconciliar o céu e a terra, vai refazer a comunhão entre Deus e os homens. O símbolo da pomba é provável que evoque a nova criação que terá lugar a partir da atividade que Jesus vai iniciar. A voz do céu é de uma forma muito usada para expressar a opinião de Deus acerca de uma pessoa ou de um acontecimento. Essa voz declara que Jesus é o Filho de Deus; e fá-lo com uma fórmula tomada do cântico do “Servo de Jahwéh” que ouvimos na primeira leitura de hoje (Is 42,1).

O que aconteceu em Jesus aconteceu em cada um de nós. Como Cristo, fomos batizados; como a Ele, a voz do Pai nos disse: Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada! Esta voz fala-nos sempre. Ela recorda-nos a nossa dignidade de filhos e de filhas de Deus, e envia-nos a gritar aos nossos irmãos: “Sois os bem-amados do Pai!” Nós que fomos enxertados no Espírito Santo, esta voz que nos diz: “Tu és o meu filho, tu és a minha filha, eu estou contigo, em ti pus toda a minha ternura!” Sejamos ternura, bondade e misericórdia para os outros.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Uma história de reis

6 de janeiro de 2018 | Epifania do Senhor
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Diz-se que eram três reis vindos do oriente. O que é seguro é que não eram reis, mas sábios astrólogos. Porém, nesta Solenidade da Epifania, é de uma história de reis que se trata. Não são três, mas dois. Primeiro, o rei Herodes, "o Grande". A ele se deve a reconstrução do Templo. Mas distinguiu-se, sobretudo pela crueldade e pelos seus crimes, matando mesmo três dos seus filhos para preservar o poder.

E depois, há outro rei, aquele que os Magos vieram procurar. "Onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer?" Esta simples questão basta para aterrorizar Herodes. Este título colar-se-á a Jesus até à cruz. Que imensa oposição entre estes dois reis! De um lado, a sede de um poder tirânico, o recurso à violência, à tortura, à guerra, à mentira... De outro lado, uma criança desprovida de qualquer poder, que terminará lamentavelmente na cruz.

Como não reler a história da humanidade, inclusive a história das religiões, a esta luz? "Em nome de Deus" matou-se e trucidou-se tanta gente... E as coisas não parecem estar perto do fim! Reis, príncipes, papas, imãs... utilizaram o seu poder para impor a dita "verdadeira religião". Os cristãos entraram igualmente nesse esquema. Mas cada vez que recorreram à violência, traíram, negaram, crucificaram Jesus, o rei sem poder. Jesus nunca recorreu à espada, nunca recomendou o uso das armas. É uma das maiores lições da Epifania: quando Deus Se manifesta em Jesus, proclama alto e bom som que nunca esteve nem estará do lado dos poderosos, da força, do terrorismo, da guerra. Ele não Se defenderá, pois o seu poder está noutro lado.

Possamos nós, com os Magos, vir sem cessar até Jesus, que nos apresenta Maria sua mãe, e, caindo de joelhos, dizer-lhe que é Ele que queremos seguir, Ele que, só, é verdadeiramente um rei "doce e humilde de coração".

sábado, 29 de dezembro de 2018

Uma família sagrada

30 de dezembro de 2018 | Festa da Sagrada Família
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Os Evangelhos falam-nos pouco da vida de Jesus em família. Temos apenas alguns poucos quadros dos primeiros anos da sua vida, entre os quais este com o qual São Lucas encerra a parte que dedica à infância de Jesus: com 12 anos, vai ao tempo de Jerusalém com os seus pais, certamente integrado num grande grupo de familiares e amigos de Nazaré que se dirigiram à cidade santa; e lá fica quando esse grupo de gente volta para a sua terra. Não seria de estranhar que Maria e José O tenham "perdido": pensavam-n'O certamente com os amigos da mesma idade naquela viagem de regresso.

Mas Lucas está mais concentrado na mensagem que quer transmitir: «Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?» A resposta de Jesus é uma conclusão e um pórtico: conclui os primeiros capítulos em que São Lucas apresenta o Filho de Deus nascido de Maria; abre para o que vai seguir-se: toda a vida pública de Jesus, e sobretudo a sua morte e ressurreição já anunciado neste relato. Mais tarde, de novo em Jerusalém, também em contexto pascal, Jesus será de novo abandonado, desta vez pelos discípulos, para ficar de novo três dias por encontrar, até que ao terceiro dia surgirá de novo, ressuscitado, Ele agora novo Templo, revelação plena do Pai.

Maria pode até nem entender tudo, mas guarda todos os acontecimentos no seu coração. Certamente que também José o faz. E Jesus, o Filho de Deus, encontra no seio de uma família o lugar para crescer em sabedoria, estatura e graça. Aquela família é sagrada, como o é chamada a ser cada família: lugar onde Deus vive com os homens.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Levar Deus a "visitar" o mundo

23 de dezembro de 2018 | 4º Domingo do Advento
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Ao percorrer o texto do encontro de Maria e Isabel, a nota dominante é a da alegria. Não podia deixar de ser assim, não só pelo facto de serem duas mulheres grávidas, amigas, que se encontram, com tudo o que a gravidez traz de esperança, ternura, amor, alegria… Mas também porque são aquelas mulheres: Isabel que depois de tanto pedir a Deus o dom de um filho, já em idade avançada, recebe esta graça: ei-la grávida de João, o Precursor, aquele que já no seio da sua mãe exulta de alegria pela presença d’Aquele que vai anunciar já presente no meio dos homens: Jesus, o Filho de Deus, de quem está grávida Maria, que traz em si o fruto da sua disponibilidade para acolher a palavra de Deus, e se tornar a Mãe da Palavra, o Verbo de Deus, o Deus connosco.

Maria e Isabel são nesse momento o lugar de toda a esperança, a passagem a um novo tempo, que João anunciará, e Jesus tornará já presente e atuante no mundo. Maria visita Isabel, mas é o próprio Deus que leva em visita. Deus que percorre, em Maria, os caminhos deste mundo para trazer, a quantos O reconhecem, uma vida salva, uma vida boa, bela e feliz.

O Natal é um tempo de fé, de acolhimento de Jesus, d’Aquele que nos faz experimentar a alegria de tornar a vida um lugar de beleza. É tempo de aprender com Maria a deixar-se habitar pela Palavra, e de a transportar pelo mundo fora para que «este vale de lágrimas» possa encontrar-se com uma nova esperança.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Que devemos fazer?

16 de dezembro de 2018 | 3º Domingo do Advento
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O tema da alegria atravessa as leituras bíblicas deste terceiro domingo do Advento: alegria a que é convidada Jerusalém pela presença salvífica de Deus no seu seio (Sofonias); alegria a que são chamados os cristãos de Filipos diante do anúncio que o "Senhor está próximo" (2ª leitura); alegria inscrita no Evangelho, na boa notícia, a boa nova que João anuncia.

A alegria cristã está ligada a uma relação com o Senhor e tem um preço: a conversão. Converter-se significa operar uma transformação concreta na própria vida. A pergunta “o que devemos fazer?” na boca das multidões, dos publicanos, dos soldados, indica a diversidade de gestos concretos de conversão: a partilha, o não ser pretensioso, o não abusar, o não ser violento. João pede essencialmente que cada um dê espaço ao outro, respeitando, acolhendo.

João não pede gestos radicais. Pede apenas esse espaço de abertura ao Deus Amor que vem, empenhando-se numa vida de abertura àqueles que nos acompanham na vida presente.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

"Preparai o caminho do Senhor..."

9 de dezembro de 2018 | 2º Domingo de Advento
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João Baptista é uma das referências essenciais deste tempo de Advento. Quando se trata de nos prepararmos para acolher Jesus que vem, nada como voltar a escutar esta voz do deserto (e o deserto é sempre um lugar significativo da essencialidade e, por isso, do encontro com Deus...). Não se trata de fazer umas «obras de fachada» para parecer bonito, mas de obras profundas, estruturais: endireitar veredas, altear vales, abater montes e colinas... Esta voz profética clama pela renovação estruturante do ser, pela capacidade de reorganizar a vida, pela conversão.

É verdade que a voz profética nem sempre é fácil de escutar... Com facilidade se arranjam rótulos: isso são coisas do passado, agora é toda a gente assim, não podemos ser retrógradas, essas coisas são muito bonitas de dizer mas não se podem viver no contexto atual... e tantas outras frases feitas, gratuitas, e talvez como uma “bela desculpa” para manter vales e montes, e tortas as vias por onde se caminha na vida.

De facto, a conversão não é apenas obra nossa, mas depende de nós a abertura ao Deus que bate à porta para que Ele em nós nos possa renovar interiormente na nossa forma de pensar, de sentir, de agir.

Neste caminho de Advento, encontramos o convite à conversão: deixar ressoar em nós esta voz, não ter mede de ousar o deserto para que se dê o encontro capaz de nos transformar. Sim, porque só o Amor é capaz de nos fazer mudar, e só entrado na relação de amor com o Amor que vem ao nosso encontro nos podemos tornar pela palavra e pela vida, presença profética neste nosso mundo de hoje.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O tempo da espera e da esperança

2 de dezembro de 2018 | 1º Domingo do Advento (início Ano C)
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O novo ano começa com um apelo de Jesus à esperança: erguei-vos... levantai a cabeça... tende cuidado convosco... vigiai... orai em todo o tempo... Verbos carregados da força de Deus que, fazendo-se um connosco, não deixa nunca de estar presente pelo Seu Espírito, a dar sentido ao Advento que é a vida de cada um de nós: uma espera constante da Sua vinda definitiva, quando Ele for tudo em todos.

No Natal, celebraremos a Sua primeira vinda; no Advento, preparamo-nos para a última. Uma espera ativa que se faz de vigilância e oração, de estar atento (vigiar) a nós mesmos para sermos o lugar onde o humano e divino se continuam a encontrar (oração) no projeto comum do Reino. Neste caminho, cuidar constantemente de coração para que não se torne pesado por tudo quanto pode "prender-nos" noutros projetos sem Reino.

A Coroa de Advento, que somos convidados a fazer ao longo deste tempo, marca a esta progressividade do Encontro com a Luz, sabendo que se faz de tantos pequenos encontros onde se pode acolher Aquele que não deixa o coração ficar “pesado”. Nesta primeira semana, o desafio ao encontro na oração.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Uma realeza feita serviço e entrega até ao fim

25 de novembro de 2018 | Solenidade de Cristo Rei
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É quando está subjugado, diante de Pilatos, que Jesus declara a sua realeza: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».

Esta realeza de Jesus não tem nada a ver com a lógica de realeza a que o mundo está habituado. Jesus, o nosso "Rei", apresenta-Se aos homens sem qualquer ambição de poder ou de riqueza, sem o apoio dos grupos de pressão que fazem os valores e a moda, sem qualquer compromisso com as multinacionais da exploração e do lucro.

Diante dos homens, Ele apresenta-se só, indefeso, prisioneiro, armado apenas com a força do amor e da verdade. Não impõe nada: só propõe aos homens que acolham no seu coração uma lógica de amor, de serviço, de obediência a Deus e aos seus projetos, de dom da vida, de solidariedade com os pobres e marginalizados, de perdão e tolerância. É com estas “armas” que Ele vai combater o egoísmo, a auto-suficiência, a injustiça, a exploração, tudo o que gera sofrimento e morte. É uma lógica desconcertante e incompreensível, à luz dos critérios que o mundo avaliza e enaltece...